Nós, servidores públicos, manifestamos nosso repúdio as pífias explicações da Secretaria de Saúde do Estado para implantação das Organizações Sociais e alertamos a população neste documento.
Não aceitamos que a classe trabalhadora seja responsabilizada e punida pela incompetência gerencial do estado. O atual sucateamento da saúde que vivemos é decorrente de planos de governos omissos, mal geridos e mal fiscalizados. Há uma omissão do Estado de longa data.
Leia texto completo acessando nossa página ARTIGOS.
terça-feira, 15 de março de 2011
MSD participa de manifesto contra "Organizações Sanguessugas"
Um dos primeiros a sair em defesa da transparência na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), o Movimento Saúde e Democracia (MSD) participará da manifestação marcada para o início da tarde do dia 17 de março, esta quinta-feira, em Cuiabá, contra a "privatização" da Saúde em Mato Grosso. A concentração terá início às 13h30, enfrente ao Shopping Pantanal, na Avenida do CPA.
O MSD é contra o Estado entregar serviços de saúde à Organizações Sociais por temer que o privilégio de não ter as contas fiscalizadas possa favorecer a prática da corrupção e usuários e trabalhadores do SUS sejam penalizados.
Todos os participantes do MSD estão sendo convidados a participar da manifestação contra as OS, que aqui em Mato Grosso têm outro significado: "Organizações Sanguessugas".
O MSD é contra o Estado entregar serviços de saúde à Organizações Sociais por temer que o privilégio de não ter as contas fiscalizadas possa favorecer a prática da corrupção e usuários e trabalhadores do SUS sejam penalizados.
Todos os participantes do MSD estão sendo convidados a participar da manifestação contra as OS, que aqui em Mato Grosso têm outro significado: "Organizações Sanguessugas".
Justiça "barra" a terceirização de ações de Saúde proposta por Henry
Matéria do site RD News
Andréa Haddad
A Justiça Estadual suspendeu, por meio de liminar, o edital de licitação da secretaria estadual de Saúde, comandada pelo deputado federal licenciado Pedro Henry (PP), para contratação de instituições sem fins lucrativos que tenham interesse no gerenciamento, operacionalização e execução de ações e serviços no hospital metropolitano de Várzea Grande. A medida cautelar foi apresentada pelo promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes.
As propostas do certame deveriam ser entregues nesta terça (15), com resultado de divulgação previsto para 5 de abril. “Ao tomarmos conhecimento pela imprensa de uma possível terceirização dos serviços dos hospitais regionais, instauramos um inquérito civil para apurar esta situação e, logo em seguida, fomos surpreendidos com a divulgação deste chamamento público que visa a seleção das instituições para celebração de contrato de gestão”, apontou o promotor.
Segundo ele, o edital está suspenso até o julgamento final da ação. Ele alega que a terceirização dos serviços infringe os preceitos constitucionais e legais relativos à exigência de participação da comunidade e controle social das ações do SUS. “Isso, sem contar, que o 'edital' , publicado em plena sexta de carnaval, sem expediente de serviços públicos na segunda e terça, além da segunda (14 de março) como prazo legal para os interessados no edital decidirem se desejam participar do certame em questão e fazer as suas propostas no exíguo prazo de três dias e meio”, reclamou o representante do MPE. Se não cumprir a liminar, o governador o Estado terá que arcar com multa diária de R$ 20 mil.
COMENTÁRIO DO MSD:
O MSD desde o surgimento dessa proposta da SES posicionou-se contrário a ela e manifestou estranheza quanto a forma sorrateira em que a lei autorizativa teve a tramitação mais rápida do legislativo de Mato Grosso, certamente “turbinada “ por motivações “mensaleiro – sanguessugais”.
Andréa Haddad
A Justiça Estadual suspendeu, por meio de liminar, o edital de licitação da secretaria estadual de Saúde, comandada pelo deputado federal licenciado Pedro Henry (PP), para contratação de instituições sem fins lucrativos que tenham interesse no gerenciamento, operacionalização e execução de ações e serviços no hospital metropolitano de Várzea Grande. A medida cautelar foi apresentada pelo promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes.
As propostas do certame deveriam ser entregues nesta terça (15), com resultado de divulgação previsto para 5 de abril. “Ao tomarmos conhecimento pela imprensa de uma possível terceirização dos serviços dos hospitais regionais, instauramos um inquérito civil para apurar esta situação e, logo em seguida, fomos surpreendidos com a divulgação deste chamamento público que visa a seleção das instituições para celebração de contrato de gestão”, apontou o promotor.
Segundo ele, o edital está suspenso até o julgamento final da ação. Ele alega que a terceirização dos serviços infringe os preceitos constitucionais e legais relativos à exigência de participação da comunidade e controle social das ações do SUS. “Isso, sem contar, que o 'edital' , publicado em plena sexta de carnaval, sem expediente de serviços públicos na segunda e terça, além da segunda (14 de março) como prazo legal para os interessados no edital decidirem se desejam participar do certame em questão e fazer as suas propostas no exíguo prazo de três dias e meio”, reclamou o representante do MPE. Se não cumprir a liminar, o governador o Estado terá que arcar com multa diária de R$ 20 mil.
COMENTÁRIO DO MSD:
O MSD desde o surgimento dessa proposta da SES posicionou-se contrário a ela e manifestou estranheza quanto a forma sorrateira em que a lei autorizativa teve a tramitação mais rápida do legislativo de Mato Grosso, certamente “turbinada “ por motivações “mensaleiro – sanguessugais”.
No interior, médicos aderem à greve estadual
Diário de Cuiabá publicou:
Na contramão dos servidores de Várzea Grande, os médicos do quadro público estadual, sobretudo dos hospitais regionais do interior, mantêm o movimento paredista para protestar contra a decisão do governo de terceirizar a gestão das unidades. Apenas os serviços de urgência e emergência são mantidos nos hospitais. Mato Grosso tem 495 médicos em seu quadro funcional.
A concorrência, na modalidade chamada pública, para as instituições do terceiro setor interessadas em tocar os hospitais, já foi publicada em Diário Oficial. Para o Sindimed, o modelo de gestão configura privatização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. O Sindimed disse ainda que o tipo de gestão, ao não priorizar concursados, significa o sucateamento do serviço público e o Estado não terá médicos que aceitem trabalhar nesse modelo. Os servidores de outras carreiras da Saúde do Estado também entram em greve nesta semana.
Em entrevistas anteriores, o secretário de Saúde, Pedro Henry, considerou “imoral” o movimento paredista que, para ele, está travestido de uma campanha salarial. Henry teria dito na sexta-feira, durante reunião com prefeitos, que os médicos querem subir o piso salarial de R$ 1.973 para R$ 5.797, na carga horária de 20 horas, e de R$ 3.683 para R$ 10.754, para o trabalho em 40 horas, conforme teria sido apresentado por eles em pauta de reivindicação endereçada à Secretaria.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O MSD foi a primeira instituição a se manifestar contrário ao modelo de gestão proposto pela SES – MT . Mas somos contrários por razões de natureza conceitual e não por interesses apenas de melhoria salarial. Somos contra entregar patrimônio público para ser gerenciado pelo setor privado, com uma visão privativista de lucro em cima do investimento estatal. Mas também somos contrários ao atual modelo praticado pela SES, corrupto, ineficaz, politiqueiro, voltado para o interesse de grupos políticos, constituindo-se num verdadeiro desrespeito ao verdadeiro SUS. Defendemos uma gestão honesta, comprometida com os princípios do SUS, que respeite e valorize todas as categorias profissionais ( e não apenas os médicos) e que igualmente cobre dos seus profissionais o desempenho de suas obrigações.
Na contramão dos servidores de Várzea Grande, os médicos do quadro público estadual, sobretudo dos hospitais regionais do interior, mantêm o movimento paredista para protestar contra a decisão do governo de terceirizar a gestão das unidades. Apenas os serviços de urgência e emergência são mantidos nos hospitais. Mato Grosso tem 495 médicos em seu quadro funcional.
A concorrência, na modalidade chamada pública, para as instituições do terceiro setor interessadas em tocar os hospitais, já foi publicada em Diário Oficial. Para o Sindimed, o modelo de gestão configura privatização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. O Sindimed disse ainda que o tipo de gestão, ao não priorizar concursados, significa o sucateamento do serviço público e o Estado não terá médicos que aceitem trabalhar nesse modelo. Os servidores de outras carreiras da Saúde do Estado também entram em greve nesta semana.
Em entrevistas anteriores, o secretário de Saúde, Pedro Henry, considerou “imoral” o movimento paredista que, para ele, está travestido de uma campanha salarial. Henry teria dito na sexta-feira, durante reunião com prefeitos, que os médicos querem subir o piso salarial de R$ 1.973 para R$ 5.797, na carga horária de 20 horas, e de R$ 3.683 para R$ 10.754, para o trabalho em 40 horas, conforme teria sido apresentado por eles em pauta de reivindicação endereçada à Secretaria.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O MSD foi a primeira instituição a se manifestar contrário ao modelo de gestão proposto pela SES – MT . Mas somos contrários por razões de natureza conceitual e não por interesses apenas de melhoria salarial. Somos contra entregar patrimônio público para ser gerenciado pelo setor privado, com uma visão privativista de lucro em cima do investimento estatal. Mas também somos contrários ao atual modelo praticado pela SES, corrupto, ineficaz, politiqueiro, voltado para o interesse de grupos políticos, constituindo-se num verdadeiro desrespeito ao verdadeiro SUS. Defendemos uma gestão honesta, comprometida com os princípios do SUS, que respeite e valorize todas as categorias profissionais ( e não apenas os médicos) e que igualmente cobre dos seus profissionais o desempenho de suas obrigações.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Médicos retomam as atividades em Várzea Grande
Reportagem do Diário de Cuiabá:
Os médicos de Várzea Grande decidiram acatar por inteiro a proposta feita pela prefeitura e pôr, assim, fim à greve da categoria que durou três meses. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, durante assembleia geral. Os médicos voltaram ao trabalho nas unidades públicas de saúde de Várzea Grande ainda ontem.
Conforme a proposta do Executivo municipal, o acordo com os profissionais prevê o pagamento de verbas indenizatórias, atrasadas há mais de cinco meses, até o dia 10 de cada mês a partir de maio, além da diferença de R$ 300 de reajuste do piso salarial da categoria. Segundo os médicos, esse repasse deveria ter ocorrido em setembro passado, o que não foi cumprido pela então administração municipal, depois de acordo firmado em dezembro de 2009.
Segundo o Sindicato dos Médicos, o compromisso feito com a prefeitura é para que quite todos os débitos com os profissionais até dia 10 de maio. Ainda de acordo com o Sindimed, a prefeitura garantiu a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ainda em maio, quando os salários dos médicos da cidade deve saltar para R$ 1,9 mil.
Uma das principais reivindicações da categoria é quanto à necessidade de uma profunda reforma no Pronto-Socorro de Várzea Grande, em virtude das diversas irregularidades apontadas na unidade após vistorias e interdição ética do Conselho Regional de Medicina (CRM). A unidade está fechada há mais de um mês para que se proceda a reforma.
COMENTÁRIO DO MSD:
- Bastou abrir o talão de cheques que mais uma vez acabou a greve !!!!! As reivindicações de melhorias das condições de trabalho eram mera cortina de fumaça para enganar os trouxas !!!! Ora , se as condições permanecem as mesmas, o médicos tão preocupados com elas, não poderiam voltar a atender antes das irregularidades estarem corrigidas !!!! Se voltarem antes das reformas, estarão infringindo a ética e devem ser processados. Mas é claro que a coisa toda é só dinheiro .Foi um movimento puramente mercantilista.
Os médicos de Várzea Grande decidiram acatar por inteiro a proposta feita pela prefeitura e pôr, assim, fim à greve da categoria que durou três meses. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, durante assembleia geral. Os médicos voltaram ao trabalho nas unidades públicas de saúde de Várzea Grande ainda ontem.
Conforme a proposta do Executivo municipal, o acordo com os profissionais prevê o pagamento de verbas indenizatórias, atrasadas há mais de cinco meses, até o dia 10 de cada mês a partir de maio, além da diferença de R$ 300 de reajuste do piso salarial da categoria. Segundo os médicos, esse repasse deveria ter ocorrido em setembro passado, o que não foi cumprido pela então administração municipal, depois de acordo firmado em dezembro de 2009.
Segundo o Sindicato dos Médicos, o compromisso feito com a prefeitura é para que quite todos os débitos com os profissionais até dia 10 de maio. Ainda de acordo com o Sindimed, a prefeitura garantiu a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ainda em maio, quando os salários dos médicos da cidade deve saltar para R$ 1,9 mil.
Uma das principais reivindicações da categoria é quanto à necessidade de uma profunda reforma no Pronto-Socorro de Várzea Grande, em virtude das diversas irregularidades apontadas na unidade após vistorias e interdição ética do Conselho Regional de Medicina (CRM). A unidade está fechada há mais de um mês para que se proceda a reforma.
COMENTÁRIO DO MSD:
- Bastou abrir o talão de cheques que mais uma vez acabou a greve !!!!! As reivindicações de melhorias das condições de trabalho eram mera cortina de fumaça para enganar os trouxas !!!! Ora , se as condições permanecem as mesmas, o médicos tão preocupados com elas, não poderiam voltar a atender antes das irregularidades estarem corrigidas !!!! Se voltarem antes das reformas, estarão infringindo a ética e devem ser processados. Mas é claro que a coisa toda é só dinheiro .Foi um movimento puramente mercantilista.
Governo acusa médicos de exigirem PCCV exclusivo para apoiar OS
Está publicado hoje no Blog da Sandra Carvalho
O Governo do Estado, em nota oficial divulgada neste final de semana, acusa os médicos de exigirem a aprovação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo para a categoria, em detrimento das demais, como principal fator para se colocarem a favor das parcerias com Organizações Sociais (OS) em Mato Grosso.
A nota diz, em seu quarto item: “Não procede, de forma alguma, o argumento defendido por alguns setores médicos sobre Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos exclusivo para a categoria, como razão fundamental para concordarem com o projeto de parceria com Organizações Sociais, alegando perdas de direitos e vantagens”.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) desmente a acusação do Governo do Estado por meio da assessoria de imprensa, lembrando que o PCCV está desde maio de 2010 na Procuradoria Geral do Estado e que se realmente os médicos quisessem pressionar o Governo para sua aprovação, teria feito greve há muito mais tempo. O Sindimed é contra as OS por favorecem a corrução visto que não precisa prestar contas da aplicação do dinheiro público.
De outro lado, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Vicente Guimarães, repudia totalmente a elaboração de um PCCV exclusivo para os médicos. “Defendemos um plano de carreiras único, com salários iguais para todos os servidores com nível superior”, frisa o presidente.
Quanto às Organizações Sociais, ele diz ser temeroso aprovar um sistema de gestão que coloca o setor privado para gerenciar serviços públicos. “Ainda não temos clareza de qual será o resultado dessa parceria. Se isso vai beneficiar o usuário do SUS e se vai ser bom para os servidores da saúde. Enquanto presidente do Corem, vejo com muita preocupação o futuro do profissional de enfermagem e também do usuário”, ressalta Vicente Guimarães.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O Movimento é totalmente contra o Governo do Estado entregar a rede estadual de saúde à iniciativa privada porque, nas mãos de pessoas mal intencionadas, pode resultar em novos escândalos de corrupção.
- O Movimento é, sim, a favor da construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá. Esta é a única saída para resolver o problema da falta de leitos no Estado. Enquanto esse hospital não for construído, equipado e colocado em funcionamento, o caos na saúde continuará imperando e pessoas continuarão morrendo por falta de atendimento.
- O Movimento é a favor das categorias profissionais lutarem pelo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, mas desde que seja unificado, e não discutido separadamente, com exclusividade para esta ou aquela categoria, como foi feito em Cuiabá, quando o GOVERNO MUNICIPAL cedeu à pressão dos médicos em greve em absoluto às demais categorias, com consequências danosas para o SUS/Cuiabá.
- OS, em Mato Grosso, sob o comando de Pedro Henry, não significa Organizações Sociais, mas sim: "ORGANIZAÇÕES SANGUESSUGAS".
O Governo do Estado, em nota oficial divulgada neste final de semana, acusa os médicos de exigirem a aprovação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo para a categoria, em detrimento das demais, como principal fator para se colocarem a favor das parcerias com Organizações Sociais (OS) em Mato Grosso.
A nota diz, em seu quarto item: “Não procede, de forma alguma, o argumento defendido por alguns setores médicos sobre Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos exclusivo para a categoria, como razão fundamental para concordarem com o projeto de parceria com Organizações Sociais, alegando perdas de direitos e vantagens”.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) desmente a acusação do Governo do Estado por meio da assessoria de imprensa, lembrando que o PCCV está desde maio de 2010 na Procuradoria Geral do Estado e que se realmente os médicos quisessem pressionar o Governo para sua aprovação, teria feito greve há muito mais tempo. O Sindimed é contra as OS por favorecem a corrução visto que não precisa prestar contas da aplicação do dinheiro público.
De outro lado, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Vicente Guimarães, repudia totalmente a elaboração de um PCCV exclusivo para os médicos. “Defendemos um plano de carreiras único, com salários iguais para todos os servidores com nível superior”, frisa o presidente.
Quanto às Organizações Sociais, ele diz ser temeroso aprovar um sistema de gestão que coloca o setor privado para gerenciar serviços públicos. “Ainda não temos clareza de qual será o resultado dessa parceria. Se isso vai beneficiar o usuário do SUS e se vai ser bom para os servidores da saúde. Enquanto presidente do Corem, vejo com muita preocupação o futuro do profissional de enfermagem e também do usuário”, ressalta Vicente Guimarães.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O Movimento é totalmente contra o Governo do Estado entregar a rede estadual de saúde à iniciativa privada porque, nas mãos de pessoas mal intencionadas, pode resultar em novos escândalos de corrupção.
- O Movimento é, sim, a favor da construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá. Esta é a única saída para resolver o problema da falta de leitos no Estado. Enquanto esse hospital não for construído, equipado e colocado em funcionamento, o caos na saúde continuará imperando e pessoas continuarão morrendo por falta de atendimento.
- O Movimento é a favor das categorias profissionais lutarem pelo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, mas desde que seja unificado, e não discutido separadamente, com exclusividade para esta ou aquela categoria, como foi feito em Cuiabá, quando o GOVERNO MUNICIPAL cedeu à pressão dos médicos em greve em absoluto às demais categorias, com consequências danosas para o SUS/Cuiabá.
- OS, em Mato Grosso, sob o comando de Pedro Henry, não significa Organizações Sociais, mas sim: "ORGANIZAÇÕES SANGUESSUGAS".
sexta-feira, 11 de março de 2011
Pedro Henry chama servidores da Saúde de "irresponsáveis"
É o que diz reportagem de A Gazeta
Tania Rauber
O secretário Pedro Henry acusou os médicos de tomarem uma decisão "prematura, irresponsável e imoral com a sociedade", por estarem se "aproveitando" das discussões em torno do processo de terceirização da gestão dos hospitais regionais para negociar salários. "A pauta de reivindicações protocolada pelo sindicato não cita, em nenhum momento, a terceirização da gestão dos hospitais regionais, mas trata exclusivamente da aprovação do plano de cargos, carreira e vencimentos. É briga remuneratória".
Henry disse que a parceria com organizações sociais vai garantir economia aos cofres públicos e melhorar os serviços oferecidos à população. "A sociedade não aguenta mais a incompetência na saúde. Não podemos mais continuar com este modelo falido, gastando dinheiro desnecessário, porque o sindicato quer".
A posição do secretário foi reafirmada pelo governador Silval Barbosa. "Não há motivos para paralisação. Estamos fazendo de tudo para melhorar os serviços de saúde, firmando convênios para ampliar o número de leitos com hospitais de todo o Estado, além de melhorar o atendimento. A parceria com as organizações sociais vai ocorrer".
Tania Rauber
O secretário Pedro Henry acusou os médicos de tomarem uma decisão "prematura, irresponsável e imoral com a sociedade", por estarem se "aproveitando" das discussões em torno do processo de terceirização da gestão dos hospitais regionais para negociar salários. "A pauta de reivindicações protocolada pelo sindicato não cita, em nenhum momento, a terceirização da gestão dos hospitais regionais, mas trata exclusivamente da aprovação do plano de cargos, carreira e vencimentos. É briga remuneratória".
Henry disse que a parceria com organizações sociais vai garantir economia aos cofres públicos e melhorar os serviços oferecidos à população. "A sociedade não aguenta mais a incompetência na saúde. Não podemos mais continuar com este modelo falido, gastando dinheiro desnecessário, porque o sindicato quer".
A posição do secretário foi reafirmada pelo governador Silval Barbosa. "Não há motivos para paralisação. Estamos fazendo de tudo para melhorar os serviços de saúde, firmando convênios para ampliar o número de leitos com hospitais de todo o Estado, além de melhorar o atendimento. A parceria com as organizações sociais vai ocorrer".
Mais servidores param em 72h após assembléia realizada ontem
Também no Diário de Cuiabá
DHIEGO MAIA
Os servidores do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso também decidiram cruzar os braços dentro de 72 horas. A decisão ocorreu durante assembleia realizada na tarde de ontem, em Cuiabá. Eles reivindicam a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o fim das Organizações Sociais para a administração das unidades hospitalares e a criação de um novo concurso público para ingresso na carreira.
A categoria vai comunicar oficialmente o movimento grevista ao governo do Estado nesta sexta-feira e, a partir da próxima terça-feira, vai paralisar por completo as atividades administrativas. Os atendimentos clínicos serão mantidos com 30% do total de servidores.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e Meio Ambiente (Sisma), Aparecida Silva Rodrigues, a decisão pela greve foi unânime e vai atingir cerca de cinco mil trabalhadores vinculados ao SUS.
“Esta greve visa defender o SUS como um todo e a sociedade organizada”, enfatiza. Para a representante do Sisma, a categoria é contrária à criação das Organizações Sociais que, na visão dela, podem piorar ainda mais a prestação de atendimento público de saúde à sociedade.
DHIEGO MAIA
Os servidores do Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso também decidiram cruzar os braços dentro de 72 horas. A decisão ocorreu durante assembleia realizada na tarde de ontem, em Cuiabá. Eles reivindicam a reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o fim das Organizações Sociais para a administração das unidades hospitalares e a criação de um novo concurso público para ingresso na carreira.
A categoria vai comunicar oficialmente o movimento grevista ao governo do Estado nesta sexta-feira e, a partir da próxima terça-feira, vai paralisar por completo as atividades administrativas. Os atendimentos clínicos serão mantidos com 30% do total de servidores.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e Meio Ambiente (Sisma), Aparecida Silva Rodrigues, a decisão pela greve foi unânime e vai atingir cerca de cinco mil trabalhadores vinculados ao SUS.
“Esta greve visa defender o SUS como um todo e a sociedade organizada”, enfatiza. Para a representante do Sisma, a categoria é contrária à criação das Organizações Sociais que, na visão dela, podem piorar ainda mais a prestação de atendimento público de saúde à sociedade.
MPE acorda e obriga Estado a ajudar Cuiabá a tratar doentes do interior
Veja matéria publicada no Diário de Cuiabá de hoje:
O Ministério Público Estadual (MPE) obteve liminar na Justiça determinando ao Estado que, em um prazo de cinco dias, disponibilize leitos hospitalares suplementares aos pacientes do interior que estão no Pronto-Socorro de Cuiabá e necessitam de internação. O governo também terá que arcar financeiramente com os serviços clínicos e cirúrgicos necessários ao tratamento desses pacientes. Caso não cumpra as determinações, o Estado terá que arcar com multa diária no valor de R$ 50 mil. A decisão judicial foi proferida na sexta-feira.
De acordo com o promotor de justiça Alexandre Guedes, a liminar refere-se somente aos pacientes do interior porque o Estado deve se responsabilizar pelos serviços de saúde pública oferecidos em nível estadual. “O MP já propôs uma ação contra o município de Cuiabá para resolver os problemas da saúde pública da cidade, porém, cabe ao Estado promover medidas urgentes e concretas para acomodar os pacientes no Pronto-Socorro de Cuiabá, oriundos de outros municípios, especialmente os de Várzea Grande, em leitos hospitalares adequados”.
O promotor destacou que, segundo informações do município de Cuiabá, nos meses de dezembro de 2010, janeiro e fevereiro de 2011, ao menos 40% das internações realizadas no Pronto-Socorro Municipal vieram de outros municípios, em especial da Baixada Cuiabana. “O PS não dispõe de espaço físico para atender a crescente demanda, ocasionando internações em caráter precário. Muitos pacientes estão instalados nos corredores, deitados no chão em lençóis e até em pranchas de transporte para acidentados. Isso, sem contar os pacientes que retornam para suas casa sem atendimento, em razão da superlotação”.
No mês passado, relatório elaborado pelo Conselho Regional de Medicina apontou, inclusive com imagens, a precariedade com que pacientes vinham sendo atendidos na unidade.
Na decisão, o juiz Luis Aparecido Bertolucci Júnior determinou que, caso seja necessário, o Estado deverá requisitar dos hospitais particulares da Capital a disponibilização dos leitos, preferencialmente os já conveniados com o poder público. O município de Cuiabá deverá informar os nomes dos pacientes provenientes do interior do Estado e que estejam aptos à remoção.
“A omissão do requerido na negativa de adequada prestação de assistência médica aos usuários do SUS residentes no interior do Estado e que se deslocam até esta Capital a fim de receberem atendimento médico, viola o direito constitucional fundamental subjetivo à saúde”, consta em um dos trechos da decisão. (Com assessoria)
COMENTÁRIO DO MSD:
- O promotor Alexandre Guedes parece que resolveu acordar e reconhecer que o Pronto Socorro de Cuiabá não é responsabilidade só do município. Há dois anos, ele acionou a Justiça várias vezes contra a Secretaria de Saúde de Cuiabá, como se o Estado não tivesse a obrigação de ajudar a solucionar o problema da falta de leitos á que boa parte dos pacientes atendidos no PS é do interior de Mato Grosso.
- A iniciativa é valida. Porém, o que o Ministério Público precisa entender que qualquer ajuda para ampliar leitos será paliativa. Somente a construção de um grande hospital estadual em Cuiabá resolverá o problema da assistência hospitalar em mato Grosso.
O Ministério Público Estadual (MPE) obteve liminar na Justiça determinando ao Estado que, em um prazo de cinco dias, disponibilize leitos hospitalares suplementares aos pacientes do interior que estão no Pronto-Socorro de Cuiabá e necessitam de internação. O governo também terá que arcar financeiramente com os serviços clínicos e cirúrgicos necessários ao tratamento desses pacientes. Caso não cumpra as determinações, o Estado terá que arcar com multa diária no valor de R$ 50 mil. A decisão judicial foi proferida na sexta-feira.
De acordo com o promotor de justiça Alexandre Guedes, a liminar refere-se somente aos pacientes do interior porque o Estado deve se responsabilizar pelos serviços de saúde pública oferecidos em nível estadual. “O MP já propôs uma ação contra o município de Cuiabá para resolver os problemas da saúde pública da cidade, porém, cabe ao Estado promover medidas urgentes e concretas para acomodar os pacientes no Pronto-Socorro de Cuiabá, oriundos de outros municípios, especialmente os de Várzea Grande, em leitos hospitalares adequados”.
O promotor destacou que, segundo informações do município de Cuiabá, nos meses de dezembro de 2010, janeiro e fevereiro de 2011, ao menos 40% das internações realizadas no Pronto-Socorro Municipal vieram de outros municípios, em especial da Baixada Cuiabana. “O PS não dispõe de espaço físico para atender a crescente demanda, ocasionando internações em caráter precário. Muitos pacientes estão instalados nos corredores, deitados no chão em lençóis e até em pranchas de transporte para acidentados. Isso, sem contar os pacientes que retornam para suas casa sem atendimento, em razão da superlotação”.
No mês passado, relatório elaborado pelo Conselho Regional de Medicina apontou, inclusive com imagens, a precariedade com que pacientes vinham sendo atendidos na unidade.
Na decisão, o juiz Luis Aparecido Bertolucci Júnior determinou que, caso seja necessário, o Estado deverá requisitar dos hospitais particulares da Capital a disponibilização dos leitos, preferencialmente os já conveniados com o poder público. O município de Cuiabá deverá informar os nomes dos pacientes provenientes do interior do Estado e que estejam aptos à remoção.
“A omissão do requerido na negativa de adequada prestação de assistência médica aos usuários do SUS residentes no interior do Estado e que se deslocam até esta Capital a fim de receberem atendimento médico, viola o direito constitucional fundamental subjetivo à saúde”, consta em um dos trechos da decisão. (Com assessoria)
COMENTÁRIO DO MSD:
- O promotor Alexandre Guedes parece que resolveu acordar e reconhecer que o Pronto Socorro de Cuiabá não é responsabilidade só do município. Há dois anos, ele acionou a Justiça várias vezes contra a Secretaria de Saúde de Cuiabá, como se o Estado não tivesse a obrigação de ajudar a solucionar o problema da falta de leitos á que boa parte dos pacientes atendidos no PS é do interior de Mato Grosso.
- A iniciativa é valida. Porém, o que o Ministério Público precisa entender que qualquer ajuda para ampliar leitos será paliativa. Somente a construção de um grande hospital estadual em Cuiabá resolverá o problema da assistência hospitalar em mato Grosso.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Secretário volta a criticar gestão da Saúde: "orgia de incompetência" aos olhos da lei
Sissy Cambuim
Convidado a prestar esclarecimentos à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia, na próxima quarta (2), o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), voltou a criticar a gestão dos recursos de sua pasta durante visita a Rondonópolis, na última sexta (25).
“Queremos um novo modelo de gestão para o dinheiro público. Não vamos permitir que continuem pagando oito vezes mais por um serviço que pode ser prestado pelo valor real cobrado na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou.
Em reunião com o prefeito Zé do Pátio (PMDB), Henry destacou que o processo de administração realacionado aos serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis e pelo Hospital Regional “Irmã Elza Giovanella” será reavaliado por uma equipe técnica e deverá passar por processo de recontratação. “Vamos verificar os perfis destas unidades, definir quais suas demandas e como supri-las. Precisamos ter maturidade para gastar o dinheiro público”, ressaltou.
Após uma primeira avaliação, o secretário aponta que a Santa Casa deve realizar a assistência materno-infantil, implantar o pronto-socorro pediátrico a garantir a manutenção e ampliação do PS cardiológico, enquanto o Hospital Regional deve atender as cirurgias eletivas, ortopedia, traumatologia, UTI adulto e outros casos clínicos de referência.
COMENTÁRIO DO MSD:
- Este dado repetidamente mencionado pelo Secretário Pedro Henry é um verdadeiro absurdo... . Como pode a SES MT não ter detectado isso ? Cadê a supervisão ? cadê a auditoria ? A quem isto beneficiou ? Cadê o MPE ? O TCE e o TCU tem que se manifestar sobre essa verdadeira orgia de incompetência na gestão do dinheiro público.
Convidado a prestar esclarecimentos à Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia, na próxima quarta (2), o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), voltou a criticar a gestão dos recursos de sua pasta durante visita a Rondonópolis, na última sexta (25).
“Queremos um novo modelo de gestão para o dinheiro público. Não vamos permitir que continuem pagando oito vezes mais por um serviço que pode ser prestado pelo valor real cobrado na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou.
Em reunião com o prefeito Zé do Pátio (PMDB), Henry destacou que o processo de administração realacionado aos serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis e pelo Hospital Regional “Irmã Elza Giovanella” será reavaliado por uma equipe técnica e deverá passar por processo de recontratação. “Vamos verificar os perfis destas unidades, definir quais suas demandas e como supri-las. Precisamos ter maturidade para gastar o dinheiro público”, ressaltou.
Após uma primeira avaliação, o secretário aponta que a Santa Casa deve realizar a assistência materno-infantil, implantar o pronto-socorro pediátrico a garantir a manutenção e ampliação do PS cardiológico, enquanto o Hospital Regional deve atender as cirurgias eletivas, ortopedia, traumatologia, UTI adulto e outros casos clínicos de referência.
COMENTÁRIO DO MSD:
- Este dado repetidamente mencionado pelo Secretário Pedro Henry é um verdadeiro absurdo... . Como pode a SES MT não ter detectado isso ? Cadê a supervisão ? cadê a auditoria ? A quem isto beneficiou ? Cadê o MPE ? O TCE e o TCU tem que se manifestar sobre essa verdadeira orgia de incompetência na gestão do dinheiro público.
Dinheiro público de graça para enriquecer empresas privadas
Ontem, o governo do Estado assinou convênio com o Hospital Santa Helena para criar 60 novos leitos na unidade. O documento foi assinado pelo governador Silval Barbosa, o secretário Pedro Henry e pelo diretor da instituição, Marcelo Sandrin. O hospital atende, em média, 1,1 mil pacientes por mês.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O Hospital Helena é um hospital privado contratado pelo SUS e que recebe pagamento por cada um dos pacientes que lá são atendidos. A SES vai investir 2,5 milhões de reais para aumentar o número de leitos desse hospital que portanto vai internar mais pacientes e assim passar a receber cada vez mais dinheiro para seus proprietários e para as empresas privadas lucrativas que atuam lá dentro. Que bacana ... dinheiro público de graça para crescer o lucro ..... enquanto isso as unidades hospitalares públicas de Mato Grosso estão caindo aos pedaços.... veja o PS de Cuiabá , o PS de Varzea Grande e agora a notícia sobre a interdição do Hospital Municipal de Barra do Garças ( que é o hospital regional do “vale dos esquecidos”).
COMENTÁRIO DO MSD:
- O Hospital Helena é um hospital privado contratado pelo SUS e que recebe pagamento por cada um dos pacientes que lá são atendidos. A SES vai investir 2,5 milhões de reais para aumentar o número de leitos desse hospital que portanto vai internar mais pacientes e assim passar a receber cada vez mais dinheiro para seus proprietários e para as empresas privadas lucrativas que atuam lá dentro. Que bacana ... dinheiro público de graça para crescer o lucro ..... enquanto isso as unidades hospitalares públicas de Mato Grosso estão caindo aos pedaços.... veja o PS de Cuiabá , o PS de Varzea Grande e agora a notícia sobre a interdição do Hospital Municipal de Barra do Garças ( que é o hospital regional do “vale dos esquecidos”).
Henry vê 'radicalismo doentio' em greve dos médicos
Para o MDS, profissionais devem ter bons salários, mas o serviço deve ser eficiente
Pollyana Araújo/Olhar Direto
O secretário de Saúde do Estado, Pedro Henry, classificou, durante visita ao Hospital Santa Helena nesta quarta-feira (2) junto com o governador Silval Barbosa (PMDB), de “radicalismo doentio” a decisão dos médicos do Estado de entrar em greve a partir do dia 9 deste mês e adiantou que não vai se sentir intimidado.
Defensor “ferrenho” da contratação de Organizações Sociais (OSs) para a terceirização dos hospitais regionais, contestada pela categoria, o secretário avalia que Mato Grosso insiste em manter um modelo de gestão que já está notoriamente defasado e que não funciona mais.
“Esse novo modelo não fui eu que inventei”, alegou, ao citar outros estados, como São Paulo, que adotaram esse tipo de sistema e que vem surtindo efeito positivo.
Henry considera “inviável e impraticável” a exigência do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) da realização de concurso público para a contratação de profissionais para a área. Segundo ele, o orçamento da Saúde já está no limite e é impossível ter gastos vultuosos.
Após reunião de mais de 2 horas e meia com os profissionais da área nesta terça-feira (1º) à noite, o secretário disse que debateu sobre a proposta de terceirização e explicou sobre o motivo pelo qual tem defendido o projeto, mas que o Sindimed não apresentou nenhuma justificativa convincente que o fizesse mudar de ideia.
Desse modo, afirmou que vai manter o posicionamento em relação à contratação de OSs e que não vai buscar diálogo com a classe. Avalia, porém, que a paralisação das atividades não será “legítima”, ou seja, estará dentro da legalidade
COMENTÁRIO DO MSD:
- O modelo de gestão pública praticado pela SES ( e outros órgãos públicos) em MT é ineficiente. A maioria dos profissionais médicos e de outras categorias não cumpre sua jornada de trabalho porque tem vários empregos e priorizam seus consultórios privados. Portanto a SES precisa ter muito mais profissionais do que seria necessário se todos trabalhassem direito. Mesmo com o quadro inchado, a produção de serviços das suas unidades é muito abaixo da capacidade . Portanto tem muita gente ganhando ( muitos até um bom salário ...) mas produzindo pouco. Também existe um grande número de profissionais médicos, odontólogos, enfermeiros, etc, em atividades apenas burocráticas ou cedidos para outros órgãos, quando poderiam estar melhorando o atendimento a população, especialmente em certas especialidades onde existem grandes filas.
- Diferentemente do que pensa a SES, é possível fazer uma boa gestão pública. Basta ter profissionais bem pagos e portanto satisfeitos com seu emprêgo, com um bom PCCS, capacitados, estabelecendo-se mecanismos de controle de seu desempenho como por exemplo ter metas de produção de serviços, cujo cumprimento influencie na progressão funcional e mesmo na remuneração (prêmios, 14º. salários, etc. Assim seria possível acabar com “ finjo que trabalho porque fingem que me pagam” , separar os que efetivamente querem ser servidores públicos dos que estão ali somente por “bico”. Há coragem para isso ou é mais fácil terceirizar ?
Pollyana Araújo/Olhar Direto
O secretário de Saúde do Estado, Pedro Henry, classificou, durante visita ao Hospital Santa Helena nesta quarta-feira (2) junto com o governador Silval Barbosa (PMDB), de “radicalismo doentio” a decisão dos médicos do Estado de entrar em greve a partir do dia 9 deste mês e adiantou que não vai se sentir intimidado.
Defensor “ferrenho” da contratação de Organizações Sociais (OSs) para a terceirização dos hospitais regionais, contestada pela categoria, o secretário avalia que Mato Grosso insiste em manter um modelo de gestão que já está notoriamente defasado e que não funciona mais.
“Esse novo modelo não fui eu que inventei”, alegou, ao citar outros estados, como São Paulo, que adotaram esse tipo de sistema e que vem surtindo efeito positivo.
Henry considera “inviável e impraticável” a exigência do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) da realização de concurso público para a contratação de profissionais para a área. Segundo ele, o orçamento da Saúde já está no limite e é impossível ter gastos vultuosos.
Após reunião de mais de 2 horas e meia com os profissionais da área nesta terça-feira (1º) à noite, o secretário disse que debateu sobre a proposta de terceirização e explicou sobre o motivo pelo qual tem defendido o projeto, mas que o Sindimed não apresentou nenhuma justificativa convincente que o fizesse mudar de ideia.
Desse modo, afirmou que vai manter o posicionamento em relação à contratação de OSs e que não vai buscar diálogo com a classe. Avalia, porém, que a paralisação das atividades não será “legítima”, ou seja, estará dentro da legalidade
COMENTÁRIO DO MSD:
- O modelo de gestão pública praticado pela SES ( e outros órgãos públicos) em MT é ineficiente. A maioria dos profissionais médicos e de outras categorias não cumpre sua jornada de trabalho porque tem vários empregos e priorizam seus consultórios privados. Portanto a SES precisa ter muito mais profissionais do que seria necessário se todos trabalhassem direito. Mesmo com o quadro inchado, a produção de serviços das suas unidades é muito abaixo da capacidade . Portanto tem muita gente ganhando ( muitos até um bom salário ...) mas produzindo pouco. Também existe um grande número de profissionais médicos, odontólogos, enfermeiros, etc, em atividades apenas burocráticas ou cedidos para outros órgãos, quando poderiam estar melhorando o atendimento a população, especialmente em certas especialidades onde existem grandes filas.
- Diferentemente do que pensa a SES, é possível fazer uma boa gestão pública. Basta ter profissionais bem pagos e portanto satisfeitos com seu emprêgo, com um bom PCCS, capacitados, estabelecendo-se mecanismos de controle de seu desempenho como por exemplo ter metas de produção de serviços, cujo cumprimento influencie na progressão funcional e mesmo na remuneração (prêmios, 14º. salários, etc. Assim seria possível acabar com “ finjo que trabalho porque fingem que me pagam” , separar os que efetivamente querem ser servidores públicos dos que estão ali somente por “bico”. Há coragem para isso ou é mais fácil terceirizar ?
Modelo de gestão do SUS é "frouxo" porque tolera a ineficiência
O atual modelo de gestão já mostrou que não serve, é “frouxo”, pois tolera a ineficiência, o descompromisso , o descaso, praticado por uma parcela de servidores que faz do seu trabalho na SES um “bico” : trabalham 2 ou 3 vezes por semana , poucas horas por dia, atendem uma carga reduzida de pacientes, num total descompromisso.
Com isso temos altíssimo custo operacional com baixa produção de serviços, o que causa um rombo nas finanças da saúde sem que o povo veja resultados concretos. Isso para não falar das “maracutaias” em que alguns se envolvem.
Mas a gestão pública pode ser competente sim , basta valorizar os realmente comprometidos com o conceito de servidor público, ter um bom PCCS, pagar bem , propiciar educação continuada, progressão por mérito e avaliação de desempenho baseada em critérios objetivos de cumprimento de metas pré – estabelecidas. Terceirizar para essas falsas entidades filantropicas ( “pilantropicas” seria um bom termo para a maioria delas) é dar-se um atestado de incompetência e transferir o comando do interesse público para grupos privados que vão ganhar muita grana sem ter risco nenhum e vinculados sabe-se lá a que tipo de interesses politiqueiros .... ).
MOVIMENTO SAÚDE E DEMOCRACIA
Para a Gazeta, Herny alega que OS vai baratear custo da saúde
Tania Rauber
Os cerca de 700 médicos que atendem nos 4 hospitais regionais de Mato Grosso vão paralisar as atividades na próxima quinta-feira (10). A partir desta data, as consultas clínicas e cirurgias eletivas realizadas em Sorriso, Rondonópolis, Cáceres e Colíder, serão suspensas. Apenas os casos de urgência e emergência serão atendidos. Com isso, as longas filas de espera devem aumentar ainda mais.
A decisão de greve foi tomada em uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Mato Grosso (Sindimed), que é contra o sistema de terceirização dos hospitais, anunciado pela Secretaria do Estado de Saúde (SES). É o início de uma "luta" entre a categoria médica e a SES.
O secretário Pedro Henry afirmou que a contratação de organizações sociais para administrar os hospitais regionais é uma decisão de governo e não será revista. A justificativa, segundo ele, é que mesmo sendo geridos pelo próprio governo, os hospitais estão gastando demais. "Os hospitais gastam até 10 vezes mais do que a tabela do SUS preconiza em várias procedimentos. Não dá para trabalhar com esta discrepância, pagar 8 vezes mais para fazer uma cirurgia, é um equívoco administrativo".
Questionado sobre quais medidas a secretaria vai tomar para evitar a greve, o secretário disse que a "saúde já está um colapso e que o Estado não pode fazer nada para evitar a paralisação", além de não ter condições de realizar novo concurso devido as "barreiras legais para contratar".
Já o presidente do Sindicato dos Médicos do Mato Grosso, Edinaldo Lemos, garantiu que a categoria não voltará atrás da decisão, e a população ficará, mais uma vez, desassistida. "Nós temos uma pauta de reivindicações e vamos discuti-la com a secretaria. Somos a favor da realização do concurso para contratar mais profissionais, implantação do plano de cargos e carreira para a categoria, e melhorias nos serviços".
Ele também apontou a preocupação com o novo modelo de "gestão terceirizada", que estaria sendo implantado "às escuras" pela SES. "Eles falam que vai reduzir custos, mas não podemos sacrificar os direitos dos trabalhadores, que não terão estabilidade nenhuma. Não sabemos qual empresa vai assumir, e se realmente esse novo sistema não vai favorecer a ocorrência de fraudes".
Os cerca de 700 médicos que atendem nos 4 hospitais regionais de Mato Grosso vão paralisar as atividades na próxima quinta-feira (10). A partir desta data, as consultas clínicas e cirurgias eletivas realizadas em Sorriso, Rondonópolis, Cáceres e Colíder, serão suspensas. Apenas os casos de urgência e emergência serão atendidos. Com isso, as longas filas de espera devem aumentar ainda mais.
A decisão de greve foi tomada em uma assembleia realizada pelo Sindicato dos Médicos do Estado do Mato Grosso (Sindimed), que é contra o sistema de terceirização dos hospitais, anunciado pela Secretaria do Estado de Saúde (SES). É o início de uma "luta" entre a categoria médica e a SES.
O secretário Pedro Henry afirmou que a contratação de organizações sociais para administrar os hospitais regionais é uma decisão de governo e não será revista. A justificativa, segundo ele, é que mesmo sendo geridos pelo próprio governo, os hospitais estão gastando demais. "Os hospitais gastam até 10 vezes mais do que a tabela do SUS preconiza em várias procedimentos. Não dá para trabalhar com esta discrepância, pagar 8 vezes mais para fazer uma cirurgia, é um equívoco administrativo".
Questionado sobre quais medidas a secretaria vai tomar para evitar a greve, o secretário disse que a "saúde já está um colapso e que o Estado não pode fazer nada para evitar a paralisação", além de não ter condições de realizar novo concurso devido as "barreiras legais para contratar".
Já o presidente do Sindicato dos Médicos do Mato Grosso, Edinaldo Lemos, garantiu que a categoria não voltará atrás da decisão, e a população ficará, mais uma vez, desassistida. "Nós temos uma pauta de reivindicações e vamos discuti-la com a secretaria. Somos a favor da realização do concurso para contratar mais profissionais, implantação do plano de cargos e carreira para a categoria, e melhorias nos serviços".
Ele também apontou a preocupação com o novo modelo de "gestão terceirizada", que estaria sendo implantado "às escuras" pela SES. "Eles falam que vai reduzir custos, mas não podemos sacrificar os direitos dos trabalhadores, que não terão estabilidade nenhuma. Não sabemos qual empresa vai assumir, e se realmente esse novo sistema não vai favorecer a ocorrência de fraudes".
Médicos definem greve a partir de 5ª-feira contra privatização
Médicos servidores do Estado vão fazer greve por tempo indeterminado a partir da próxima quinta-feira, período pós-carnaval. Os profissionais são contra a mudança na forma de administração dos hospitais regionais, que deverá ser assumida por instituições do terceiro setor. Os médicos garantem que, durante a paralisação, os serviços de urgência e emergência serão mantidos nas unidades hospitalares. O Estado tem hoje 495 médicos em seu quadro funcional.
A assessoria de imprensa do Sindicato dos Médicos (Sindimed) informou que eles discordam do modelo de gestão que a Secretaria Estadual de Saúde pretende implantar. Segundo a assessoria, o sindicato entende que se trata de uma privatização a terceirização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. Os médicos alegam ainda que o Estado já teve experiências negativas com a contratação de Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e outras instituições do terceiro setor. Lembrou que, no ano passado, a Oscip Creatio foi acusada de desviar R$ 52 milhões que deveriam ser utilizados na Saúde Indígena, e que o Estado não deve correr esse risco. Em 2010, as Oscips Instituto Creatio e Idheas foram alvo da Operação Hygeia, da Polícia Federal, que apurou desvios de dinheiro da Funasa feitos por servidores das instituições.
COMENTÁRIO DO MSD: O MSD é contra – talvez tenha sido o primeiro a se manifestar nesse sentido - a proposta de “terceirização” da gestão da forma como vem sendo anunciada pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Hery: a solução para os problemas da saúde pública em Mato Grosso. Não que as Organizações Sociais não sejam viáveis. São viáveis em hospitais novos e desde que os profissionais não sejam do quadro efetivo de servidores públicos. Além disso, a gestão deve ser transparente (o povo precisa saber como está sendo investido o dinheiro público, valores pagos,metas de produção a cumprir etc). Claramente somos contrários a entregar estruturas públicas para instituições privadas ditas filantrópicas, mas que na verdade apenas servem como “embalagem” para empresas privadas se tornarem prestadoras de serviços ao SUS e então começar toda a prática nefasta de seleção de casos, exigência de tabela diferenciada, cobrança por fora, desrespeito a regulação, aumentando as filas etc, etc. Sem falar da possibilidade dessas OS se transformarem numa máquina de fazer dinheiro para alimentar a conta de políticos corruptos. Quando o secretário estadual de Saúde Pedro Henry defende as OS, vem de imediato um temor: será que não vamos viver aqui em Mato Grosso uma nova versão da Máfia das Ambulâncias¿ Será que este “sanguessuga” não está querendo convencer a população que a OS é a salvação da lavoura, para, na verdade, defender seus próprios interesses (escusos). O povo tem que abrir o olho. Afinal, o secretário Pedro Henry ao invés de currículo, apresentou uma extensa ficha policial ao assumir uma das pastas mais importantes do Governo que é a Secretaria de Saúde. Chega de falácias e blá, blá, blá, sr. PH. Hospital Público Estadual em Cuiabá.
Assinar:
Postagens (Atom)
Cartilha do Usuário do Sus
Cartilha usuario do sus
View more documents from Movimento Saude e Democracia.