Diário de Cuiabá publica hoje:
CAROLINA HOLLAND
A primeira tentativa de democratizar o debate a respeito do modelo de gestão pretendido pelo Estado nos hospitais regionais foi marcada por ânimos acirrados e intensa mobilização por parte de movimentos sociais, estudantis e instituições reguladoras em audiência pública na Assembleia Legislativa, ontem. Mais de 400 pessoas estiveram no local. Já no fim do dia, logo após seu pronunciamento aos presentes, o presidente da Associação dos Aposentados e membro do Conselho de Saúde de Cuiabá, Lousite Ferreira da Silva, sofreu um mal súbito no auditório e morreu em decorrência de duas paradas cardíacas.
A Secretaria de Estado de Saúde defende a ideia de que a administração dos quatro hospitais regionais em atividade no Estado e o Hospital Metropolitano de Várzea Grande – com inauguração prevista para maio - seja feita por Organizações Sociais (OS). A forma de gestão é duramente criticada por setores ligados à Saúde e é chamada pela categoria de terceirização do setor.
Durante a audiência, o secretário Pedro Henry destacou as dificuldades de acesso à saúde em todo o Estado e a demora nos serviços. Sob vaias, Henry afirmou que, para colocar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande em funcionamento de forma rápida, é preciso parceria com uma OS. “Estamos há dois anos sem proposta para viabilizar o funcionamento [do hospital]. Foi por isso que buscamos esse modelo, para poder oferecer os leitos à população mais rapidamente”.
COMENTÁRIO DO MSD:
- A MANIFESTAÇÃO UNÂNIME DE TODOS QUE ESTIVERAM PRESENTES FOI UMA RATIFICAÇÃO DA POSIÇÃO LEVANTADA PRIMEIRAMENTE PELO MSD. DEVEMOS CONTINUAR ALERTAS E MOBILIZADOS CONTRA ESSA IDÉIA ESTAPAFURDIA DO SECRETÁRIO PEDRO HENRY.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Pedro Henry afirma que alguém "embolsou" o dinheiro da Saúde
Alline Marques
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), tentou evitar críticas ao governo de Blairo Maggi (PR), mas não teve como fugir com a pressão dos servidores durante audiência pública nesta quinta-feira (17) na Assembleia Legislativa. Ele acabou admitindo que alguém embolsou os recursos gastos a mais.
“Este não é um cenário que eu inventei do nada. Ele existe e foi em 2010. Eu não estava lá ano passado e não tenho nada a esconder. (...) Eu não disse que o servidor estava roubando, mas alguém ficou com o dinheiro”, denunciou.
Na tentativa de justificar o novo modelo de gestão dos hospitais regionais, entregando a administração das unidades para as Organizações Sociais (OS), o secretário acabou relatando as irregularidades que ocorriam na pasta em 2010, ano no qual o governador Silval Barbosa (PMDB) ficou no comando por nove meses.
Há tempos Henry vem criticando a gestão Maggi na saúde, relatando gastos abusivos com medicamentos e mau gerenciamento dos recursos nos hospitais regionais, nos quais, segundo ele, gastam cerca de oito vezes mais do que a tabela do Sistema Única de Saúde (SUS).
Henry destacou ainda que atualmente a saúde é inacessível à população e as filas para cirurgias seletivas são quilométricas. Segundo o secretário, 10 mil pessoas aguardam por cirurgias em Mato Grosso.
O gestor também criticou o SUS e relatou que quando é pago um tratamento em hospitais filantrópicos, da rede credenciada do sistema, se paga uma vez o valor da tabela, por outro lado, quando os mesmos serviços são feitos pelos hospitais estaduais custa-se 10 vezes mais.
COMENTÁRIOS DO MSD:
- As repetidas afirmações do Secretário sobre essa questão são cada vez mais graves. Ele claramente diz que alguém que passou pelo comando da SES antes dele foi ladrão. A suspeição paira sobre todos os ex – secretários, que ou aceitam a “carapuça” ou devem vir a público expliocar-se e no mínimo interpelar o Secretário acusador. Isso em qualquer lugar do mundo é caso de polícia !!!!!!
- Os custos operacionais absurdos dos Hospitais Regionais não são causados pelo SUS e sim pelas gestões catastróficas dessas unidades por diretores indicados pelos deputados das regiões de acordo com interesses político – partidários, sem nenhuma qualificação técnica para a função, cujo despreparo é lesivo para o setor público. Isso para não se falar também em corrupção conforme várias denuncias do passado. Com uma gestão competente e honesta, como existem em muitos hospitais públicos pelo Brasil todo, é possível sim obter-se bons resultados e boa produção de serviços.
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), tentou evitar críticas ao governo de Blairo Maggi (PR), mas não teve como fugir com a pressão dos servidores durante audiência pública nesta quinta-feira (17) na Assembleia Legislativa. Ele acabou admitindo que alguém embolsou os recursos gastos a mais.
“Este não é um cenário que eu inventei do nada. Ele existe e foi em 2010. Eu não estava lá ano passado e não tenho nada a esconder. (...) Eu não disse que o servidor estava roubando, mas alguém ficou com o dinheiro”, denunciou.
Na tentativa de justificar o novo modelo de gestão dos hospitais regionais, entregando a administração das unidades para as Organizações Sociais (OS), o secretário acabou relatando as irregularidades que ocorriam na pasta em 2010, ano no qual o governador Silval Barbosa (PMDB) ficou no comando por nove meses.
Há tempos Henry vem criticando a gestão Maggi na saúde, relatando gastos abusivos com medicamentos e mau gerenciamento dos recursos nos hospitais regionais, nos quais, segundo ele, gastam cerca de oito vezes mais do que a tabela do Sistema Única de Saúde (SUS).
Henry destacou ainda que atualmente a saúde é inacessível à população e as filas para cirurgias seletivas são quilométricas. Segundo o secretário, 10 mil pessoas aguardam por cirurgias em Mato Grosso.
O gestor também criticou o SUS e relatou que quando é pago um tratamento em hospitais filantrópicos, da rede credenciada do sistema, se paga uma vez o valor da tabela, por outro lado, quando os mesmos serviços são feitos pelos hospitais estaduais custa-se 10 vezes mais.
COMENTÁRIOS DO MSD:
- As repetidas afirmações do Secretário sobre essa questão são cada vez mais graves. Ele claramente diz que alguém que passou pelo comando da SES antes dele foi ladrão. A suspeição paira sobre todos os ex – secretários, que ou aceitam a “carapuça” ou devem vir a público expliocar-se e no mínimo interpelar o Secretário acusador. Isso em qualquer lugar do mundo é caso de polícia !!!!!!
- Os custos operacionais absurdos dos Hospitais Regionais não são causados pelo SUS e sim pelas gestões catastróficas dessas unidades por diretores indicados pelos deputados das regiões de acordo com interesses político – partidários, sem nenhuma qualificação técnica para a função, cujo despreparo é lesivo para o setor público. Isso para não se falar também em corrupção conforme várias denuncias do passado. Com uma gestão competente e honesta, como existem em muitos hospitais públicos pelo Brasil todo, é possível sim obter-se bons resultados e boa produção de serviços.
Riva admite falhas e reconhe má gestão na saúde
Reportagem do site Olhar Direto
Alline Marques
Após perder a paciência com os servidores da saúde e os protestos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), admitiu que houveram falhas por parte dos parlamentares e do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), devido à ausência de discussão sobre o assunto. O progressista também reconheceu que existe uma má gestão da saúde e o inchaço da máquina pública.
O deputado defendeu a contratação de Organizações Sociais (OS) e alegou ser possível propor mudanças na lei, que ainda não foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB).
“O secretário errou por não ter discutido o assunto com o Conselho Estadual de Saúde, a assembléia deveria ter realizado a audiência antes de aprovar a lei, mas é possível aperfeiçoar a lei”, afirmou em entrevista ao Olhar Direto.
Riva acredita que o governador Silval Barbosa (PMDB) irá sancionar a lei, aprovada pela Assembleia Legislativa por unanimidade, porém poderá propor alterações. A preocupação do parlamentar é que a audiência pública tenha um resultado prático para conseguir beneficiar todas as classes.
“Esta discussão é muito especial, mas precisamos extrair qual o melhor modelo de saúde pública para poder aperfeiçoar a lei”, afirmou Riva No entanto, o deputado defendeu a implantação de OS no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, até para servir como teste, apesar de alegar que existem exemplos que deram certo, como em Pernambuco.
Apesar de admitir erros, Riva se posicionou favorável a contratação de Organizações Sociais para administrar os hospitais regionais do Estado, mas pede transparência. “Acredito neste modelo de gestão, desde que seja feito com transparência”, afirmou.
O deputado não esteve presente na sessão em que foi aprovado o projeto de lei que permite a contratação das OS, mesmo assim convocou a audiência para debater o assunto.
COMENTÁRIO DO MSD:
A posição do Deputado Riva apenas reforça sua biografia sempre envolvida em escândalos ligados a malversação de recursos públicos. Como presidente da AL é responsável pela tramitação atabalhoada de todos os projetos de lei e pelo fiel cumprimento do Regimento Interno da AL que, neste caso específico, foi rasgado na calada da noite. E é irônico um deputado com o currículo que tem o Deputado Riva falar em transparência...
Alline Marques
Após perder a paciência com os servidores da saúde e os protestos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), admitiu que houveram falhas por parte dos parlamentares e do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), devido à ausência de discussão sobre o assunto. O progressista também reconheceu que existe uma má gestão da saúde e o inchaço da máquina pública.
O deputado defendeu a contratação de Organizações Sociais (OS) e alegou ser possível propor mudanças na lei, que ainda não foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB).
“O secretário errou por não ter discutido o assunto com o Conselho Estadual de Saúde, a assembléia deveria ter realizado a audiência antes de aprovar a lei, mas é possível aperfeiçoar a lei”, afirmou em entrevista ao Olhar Direto.
Riva acredita que o governador Silval Barbosa (PMDB) irá sancionar a lei, aprovada pela Assembleia Legislativa por unanimidade, porém poderá propor alterações. A preocupação do parlamentar é que a audiência pública tenha um resultado prático para conseguir beneficiar todas as classes.
“Esta discussão é muito especial, mas precisamos extrair qual o melhor modelo de saúde pública para poder aperfeiçoar a lei”, afirmou Riva No entanto, o deputado defendeu a implantação de OS no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, até para servir como teste, apesar de alegar que existem exemplos que deram certo, como em Pernambuco.
Apesar de admitir erros, Riva se posicionou favorável a contratação de Organizações Sociais para administrar os hospitais regionais do Estado, mas pede transparência. “Acredito neste modelo de gestão, desde que seja feito com transparência”, afirmou.
O deputado não esteve presente na sessão em que foi aprovado o projeto de lei que permite a contratação das OS, mesmo assim convocou a audiência para debater o assunto.
COMENTÁRIO DO MSD:
A posição do Deputado Riva apenas reforça sua biografia sempre envolvida em escândalos ligados a malversação de recursos públicos. Como presidente da AL é responsável pela tramitação atabalhoada de todos os projetos de lei e pelo fiel cumprimento do Regimento Interno da AL que, neste caso específico, foi rasgado na calada da noite. E é irônico um deputado com o currículo que tem o Deputado Riva falar em transparência...
Polêmica continua: solução não é terceirização
Manchete de hoje do jornal A Gazeta
O projeto de terceirização dos serviços de saúde imposto pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Pedro Henry, não é solução para o caos instalado no Sistema Único de Saúde (SUS), afirmam representantes de pelo menos 23 entidades civis organizadas. Eles denunciam que Cuiabá é a única capital do Brasil que não possui um hospital público estadual, o que acarreta um dos grandes gargalos do atendimento, a falta de leitos. Afirmam que a solução passa longe da terceirização, em que será possível fazer contratações sem licitação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) e bens públicos serão cedidos. Com a implantação da nova gestão, o Governo acabaria de terceirizar todos os estabelecimentos hospitalares, já que os 4 hospitais do interior não representam nem 10% dos leitos disponíveis no Estado.
O servidor público e ex-secretário de saúde de Cuiabá, Luiz Soares, diz que a solução apontada pelo Governo é despropositada, pois trata-se de apenas uma transferência do problema a terceiros. Além de não ter uma obrigação para prestação de contas, coloca em questão todo o sistema SUS.
"Cuiabá é a única capital do Brasil que não tem um hospital estadual de retaguarda. O afogamento do Pronto-Socorro de Cuiabá é uma realidade de Mato Grosso que não é do Brasil", alerta Luiz, que é integrante do Movimento Saúde e Democracia. Ele diz que o PS foi planejado para atender emergência e urgência, mas hoje virou um "hospital geral" para todos os mato-grossenses. "Precisamos de uma política de saúde, que atenda os 85% da população que recorrem ao sistema público. O SUS é um processo em evolução, mas precisa de investimento".
O ex-secretário adjunto da secretária de saúde de Cuiabá, Wagner Simplício, conta nos dedos o número de estabelecimentos públicos que hoje estão disponíveis à população. Hospitais Santa Cruz, Modelo, São Tomé e Hospital das Clínicas são prédios adquiridos pelo Governo e que estão de portas fechadas. Outros, como o São Lucas e Santo Antônio se tornaram clínicas particulares. No Hospital São Judas e Hospital Bom Jesus foi diminuído o número de leitos da última gestão de Governo para cá.
Segundo Wagner, seria necessário um hospital estadual com no mínimo 400 leitos na Capital e serviços de especialidade, como cirurgias vasculares e neurológicas para atender a demanda. Ele critica a demora na abertura do Hospital Metropolitano de Várzea Grande e afirma que os 60 leitos previstos são insuficientes. "Cuiabá representa o ápice da pirâmide e está com o atendimento de alta complexidade".
Na opinião do médico e prefeito de Rosário do Oeste, Joemil Araújo (PMDB), a política da saúde de todo o Estado precisa melhorar urgentemente com a interação com os municípios. "Como está aí tem que ser mudado, senão tem que comprar mais ambulância".
O prefeito diz que, diariamente, pacientes precisam viajar a Capital em busca de atendimento. Ele diz a cidade adota experiência pretendida pelo Governo. "Nós temos um hospital filantrópico que é gerido por uma diretoria eleita pela sociedade, mas só que o modelo funciona com muita dificuldade".
O repasse mensal é de R$ 20 mil e mais 4 médicos, com custo de R$ 10 mil cada um por mês, mantidos pela Prefeitura. Segundo Joemil, as consultas com clínica médica e de pediatria atendem a demanda, mas se o paciente necessita de serviço de média complexidade, surge o problema.
COMENTÁRIO DO MSD:
A causa de tudo isso é a ineficácia da rede básica, onde 80 % das demandas poderiam ser solucionadas. O problema é que ela não funciona, por inúmeras causas, retratadas nesses breves relatos que servem de exemplo. Ou a unidade básica não tem profissionais, que não cumprem sua jornada de trabalho, ou não tem material por falta de gestão , ou ambas as causas estão juntas, o que infelizmente parece ser a regra. Como a atual (ausência de ) gestão da Secretaria Municipal de Saúde não parece nem estar interessada nem ser competente para tentar solucionar tais questões, que tal o Ministério Público constituir uma força - tarefa e promover um rápido levantamento da questão e exigir soluções imediatas, pelo menos para essas questões que saltam aos olhos ?
O servidor público e ex-secretário de saúde de Cuiabá, Luiz Soares, diz que a solução apontada pelo Governo é despropositada, pois trata-se de apenas uma transferência do problema a terceiros. Além de não ter uma obrigação para prestação de contas, coloca em questão todo o sistema SUS.
"Cuiabá é a única capital do Brasil que não tem um hospital estadual de retaguarda. O afogamento do Pronto-Socorro de Cuiabá é uma realidade de Mato Grosso que não é do Brasil", alerta Luiz, que é integrante do Movimento Saúde e Democracia. Ele diz que o PS foi planejado para atender emergência e urgência, mas hoje virou um "hospital geral" para todos os mato-grossenses. "Precisamos de uma política de saúde, que atenda os 85% da população que recorrem ao sistema público. O SUS é um processo em evolução, mas precisa de investimento".
O ex-secretário adjunto da secretária de saúde de Cuiabá, Wagner Simplício, conta nos dedos o número de estabelecimentos públicos que hoje estão disponíveis à população. Hospitais Santa Cruz, Modelo, São Tomé e Hospital das Clínicas são prédios adquiridos pelo Governo e que estão de portas fechadas. Outros, como o São Lucas e Santo Antônio se tornaram clínicas particulares. No Hospital São Judas e Hospital Bom Jesus foi diminuído o número de leitos da última gestão de Governo para cá.
Segundo Wagner, seria necessário um hospital estadual com no mínimo 400 leitos na Capital e serviços de especialidade, como cirurgias vasculares e neurológicas para atender a demanda. Ele critica a demora na abertura do Hospital Metropolitano de Várzea Grande e afirma que os 60 leitos previstos são insuficientes. "Cuiabá representa o ápice da pirâmide e está com o atendimento de alta complexidade".
Na opinião do médico e prefeito de Rosário do Oeste, Joemil Araújo (PMDB), a política da saúde de todo o Estado precisa melhorar urgentemente com a interação com os municípios. "Como está aí tem que ser mudado, senão tem que comprar mais ambulância".
O prefeito diz que, diariamente, pacientes precisam viajar a Capital em busca de atendimento. Ele diz a cidade adota experiência pretendida pelo Governo. "Nós temos um hospital filantrópico que é gerido por uma diretoria eleita pela sociedade, mas só que o modelo funciona com muita dificuldade".
O repasse mensal é de R$ 20 mil e mais 4 médicos, com custo de R$ 10 mil cada um por mês, mantidos pela Prefeitura. Segundo Joemil, as consultas com clínica médica e de pediatria atendem a demanda, mas se o paciente necessita de serviço de média complexidade, surge o problema.
COMENTÁRIO DO MSD:
A causa de tudo isso é a ineficácia da rede básica, onde 80 % das demandas poderiam ser solucionadas. O problema é que ela não funciona, por inúmeras causas, retratadas nesses breves relatos que servem de exemplo. Ou a unidade básica não tem profissionais, que não cumprem sua jornada de trabalho, ou não tem material por falta de gestão , ou ambas as causas estão juntas, o que infelizmente parece ser a regra. Como a atual (ausência de ) gestão da Secretaria Municipal de Saúde não parece nem estar interessada nem ser competente para tentar solucionar tais questões, que tal o Ministério Público constituir uma força - tarefa e promover um rápido levantamento da questão e exigir soluções imediatas, pelo menos para essas questões que saltam aos olhos ?
Presidente do Sindimed defende hospital estadual como solução para caos
Blog da Sandra Carvalho registrou:
O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Edinaldo Lemos defendeu hoje (17), na manifestação contra as Organizações Sociais, um hospital público estadual como saída para o caos no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, a exemplo do Movimento Saúde e Democracia (MSD), que inclusive lançou a campanha “Cuiabá exige Hospital Público Estadual”.
Na presença de profissionais de saúde, entidades e instituições das diversas áreas, servidores públicos, estudantes, políticos, ex-gestores do SUS, organizações de defesa do SUS e lideranças comunitárias, o médico e sindicalista criticou a gestão da saúde no estado. E apontou como uma das soluções para a melhoria da qualidade da assistência ao usuário do SUS a construção de um grande hospital público sob a gerência do Estado.
Para o Sindimed e o Movimento Saúde e Democracia (MSD): somente a construção de um grande Hospital Público Estadual em Cuiabá vai solucionar o problema da falta de leitos e de cirurgias de alta complexidade, garantindo mais qualidade no atendimento ao usuário do SUS e condições de trabalho aos trabalhadores da Saúde.
O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Edinaldo Lemos defendeu hoje (17), na manifestação contra as Organizações Sociais, um hospital público estadual como saída para o caos no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, a exemplo do Movimento Saúde e Democracia (MSD), que inclusive lançou a campanha “Cuiabá exige Hospital Público Estadual”.
Na presença de profissionais de saúde, entidades e instituições das diversas áreas, servidores públicos, estudantes, políticos, ex-gestores do SUS, organizações de defesa do SUS e lideranças comunitárias, o médico e sindicalista criticou a gestão da saúde no estado. E apontou como uma das soluções para a melhoria da qualidade da assistência ao usuário do SUS a construção de um grande hospital público sob a gerência do Estado.
Para o Sindimed e o Movimento Saúde e Democracia (MSD): somente a construção de um grande Hospital Público Estadual em Cuiabá vai solucionar o problema da falta de leitos e de cirurgias de alta complexidade, garantindo mais qualidade no atendimento ao usuário do SUS e condições de trabalho aos trabalhadores da Saúde.
quinta-feira, 17 de março de 2011
MSD lança campanha a favor de hospital público estadual em Cuiabá durante manifestação
O Movimento Saúde e Democracia (MSD) levou para a manifestação contra as Organizações Sociais, hoje (17) a tarde, em Cuiabá, uma campanha em defesa de Hospital Público Estadual como solução para o caos da saúde em Mato Grosso. Para o MSD, o hospital deve ser construído em Cuiabá.
No panfleto distribuído durante o manifesto, o movimento lembra que Cuiabá é a única Capital do país que não possui nenhum Hospital Público Estadual sob a responsabilidade do Governo do Estado e que o Pronto Socorro de Cuiabá recebe pacientes de todo o Estado e até de outros países vizinhos sendo seu custo pago pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Também destaca que a saúde no interior do Estado está precária, por isso o Pronto Socorro de Cuiabá vive lotado e com dificuldades para transferir pacientes mais graves para os hospitais privados contratados pelo SUS/Cuiabá.
De acordo com o odontologista Wagner Simplício, membro da Comissão Executiva Provisória, do MSD, somente a construção de um grande Hospital Público Estadual em Cuiabá vai solucionar o problema da falta de leitos e de cirurgias de alta complexidade. “ Somente um Hospital Público Estadual vai garantir mais qualidade no atendimento ao usuário do SUS e condições de trabalho aos trabalhadores da Saúde”, reforçou ele.
O ex-gestor do SUS, Luiz Soares, esteve presente à audiência e, como membro do movimento, observou que somente haverá um SUS forte e eficiente se ele for dirigido com honestidade e transparência e que somente um hospital público estadual livrará o Pronto Socorro de Cuiabá de sua eterna superlotação reservando a ele seu papel de unidade para emergências.
Sobre as Organizações Sociais, Soares é contra por temer que elas passem a ser uma ameaça para o SUS já que está livre de quaisquer fiscalizações. “Não dá pra confiar em Pedro Henry nem dormindo”, cutucou. (http://www.sandracarvalhocuiaba.blogspot.com/)
No panfleto distribuído durante o manifesto, o movimento lembra que Cuiabá é a única Capital do país que não possui nenhum Hospital Público Estadual sob a responsabilidade do Governo do Estado e que o Pronto Socorro de Cuiabá recebe pacientes de todo o Estado e até de outros países vizinhos sendo seu custo pago pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Também destaca que a saúde no interior do Estado está precária, por isso o Pronto Socorro de Cuiabá vive lotado e com dificuldades para transferir pacientes mais graves para os hospitais privados contratados pelo SUS/Cuiabá.
De acordo com o odontologista Wagner Simplício, membro da Comissão Executiva Provisória, do MSD, somente a construção de um grande Hospital Público Estadual em Cuiabá vai solucionar o problema da falta de leitos e de cirurgias de alta complexidade. “ Somente um Hospital Público Estadual vai garantir mais qualidade no atendimento ao usuário do SUS e condições de trabalho aos trabalhadores da Saúde”, reforçou ele.
O ex-gestor do SUS, Luiz Soares, esteve presente à audiência e, como membro do movimento, observou que somente haverá um SUS forte e eficiente se ele for dirigido com honestidade e transparência e que somente um hospital público estadual livrará o Pronto Socorro de Cuiabá de sua eterna superlotação reservando a ele seu papel de unidade para emergências.
Sobre as Organizações Sociais, Soares é contra por temer que elas passem a ser uma ameaça para o SUS já que está livre de quaisquer fiscalizações. “Não dá pra confiar em Pedro Henry nem dormindo”, cutucou. (http://www.sandracarvalhocuiaba.blogspot.com/)
Em defesa das OS, Pedro Henry perde três vezes em 10 dias
Está no Blog da Sandra Carvalho
O secretário estadual de Saúde, Peddro Henry (PP) já enfrentou três derrotas na tentativa de ver aprovada a contratação de Organizações Sociais para assumirem a gestão do Sistema Único de Saúde(SUS) em Mato Grosso: perdeu para o Ministério Público, que proibiu a contratação de OS para gerir o Hospital Metropolitano de Varzea Grande; perdeu ontem (16) durante audiência com o Conselho Estadual de Saúde; e perdeu hoje, quando foi vaiado por uma multidão de manifestantes na audiência pública da Assembleia Legislativa. O manifestação mostrou a força de profissionais da saúde de diversas áreas que engrossaram a corrente contra as OS.
Os manifestantes se concentraram no monumento Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, de onde saíram em caminhada rumo à AL, onde estava marcada uma audiência pública para discutir a situação do SUS em Cuiabá, atendendo pedido da Câmara de Vereadores.
Com faixas, cartazes e apitos, entraram no plenário que ficou pequeno para tanta gente. Lideranças comunitárias e representantes não só de entidades ligadas ao setor da saúde fortaleceram a manifestação cujo resultado foi o fortalecimento do movimento contra o que vem sendo chamado de “privatização da saúde”. (www.sandracarvalhocuiaba.blogspot.com)
O secretário estadual de Saúde, Peddro Henry (PP) já enfrentou três derrotas na tentativa de ver aprovada a contratação de Organizações Sociais para assumirem a gestão do Sistema Único de Saúde(SUS) em Mato Grosso: perdeu para o Ministério Público, que proibiu a contratação de OS para gerir o Hospital Metropolitano de Varzea Grande; perdeu ontem (16) durante audiência com o Conselho Estadual de Saúde; e perdeu hoje, quando foi vaiado por uma multidão de manifestantes na audiência pública da Assembleia Legislativa. O manifestação mostrou a força de profissionais da saúde de diversas áreas que engrossaram a corrente contra as OS.
Os manifestantes se concentraram no monumento Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, de onde saíram em caminhada rumo à AL, onde estava marcada uma audiência pública para discutir a situação do SUS em Cuiabá, atendendo pedido da Câmara de Vereadores.
Com faixas, cartazes e apitos, entraram no plenário que ficou pequeno para tanta gente. Lideranças comunitárias e representantes não só de entidades ligadas ao setor da saúde fortaleceram a manifestação cujo resultado foi o fortalecimento do movimento contra o que vem sendo chamado de “privatização da saúde”. (www.sandracarvalhocuiaba.blogspot.com)
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS - O$’s
Abelardo Júnior Scavassa
Sou Cidadão Brasileiro, Enfermeiro, Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde, titulo conferido pela Universidade Federal do Estado de Mato Grosso, Vice-Presidente do Conselho Municipal de Saúde do município de Alta Floresta-MT, Membro da Rede de Apoio ao SUS em MT e venho modestamente através dos meios pelo qual tenho acesso no momento, manifestar a minha indignação e porque não a minha revolta contra essa estratégia “Ilícita e Inconstitucional” e porque não dizer também: “Antiética e Imoral” de gerenciamento dos serviços de saúde pública proposta para o Estado de Mato Grosso por meio de Organizações Sociais – OS’s, como também, elogiar a desenvoltura dos gestores que por meio de “arranjos mandraques” mamam no dinheiro público.
Confira texto completo acessando a página ARTIGOS deste blog.
Sou Cidadão Brasileiro, Enfermeiro, Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde, titulo conferido pela Universidade Federal do Estado de Mato Grosso, Vice-Presidente do Conselho Municipal de Saúde do município de Alta Floresta-MT, Membro da Rede de Apoio ao SUS em MT e venho modestamente através dos meios pelo qual tenho acesso no momento, manifestar a minha indignação e porque não a minha revolta contra essa estratégia “Ilícita e Inconstitucional” e porque não dizer também: “Antiética e Imoral” de gerenciamento dos serviços de saúde pública proposta para o Estado de Mato Grosso por meio de Organizações Sociais – OS’s, como também, elogiar a desenvoltura dos gestores que por meio de “arranjos mandraques” mamam no dinheiro público.
Confira texto completo acessando a página ARTIGOS deste blog.
quarta-feira, 16 de março de 2011
O SUS ESTÁ MORTO
JÚLIO MÜLLER NETO
É necessário um amplo debate público sobre a proposta do novo governo, de transferir a gestão dos hospitais regionais para as Organizações Sociais. Em relação aos temas de interesse público, como a saúde pública, todos têm o direito de se manifestar e a melhor decisão sempre será produto da deliberação coletiva e democrática, nos ensinam os teóricos da moderna democracia. Portanto, os trabalhadores da saúde e os usuários podem e devem opinar sobre o tema. A norma legal do SUS obriga a prévia deliberação no conselho de saúde para a tomada de decisão.
A questão que está em jogo não é o modelo das organizações sociais, que não passa de mais um dos tantos modelos de gestão que aparecem de tempos em tempos como panacéia para todos os males. O cerne da questão é o sistema de saúde que queremos e se o que temos (o SUS) está em crise e não está respondendo às necessidades de saúde e melhorando a qualidade de vida da população. Devemos ter o cuidado de não confundir os termos do debate: o sistema único de saúde é muito mais que assistência médico-hospitalar.
Em relação ao problema assinalado pensamos que o SUS no Brasil e em Mato Grosso tem acumulado bons resultados em muitas áreas, como a promoção da saúde e a prevenção de doenças: a eliminação do sarampo, da paralisia infantil, o enfrentamento exitoso da epidemia de AIDS e da "gripe asiática", são alguns exemplos.
O SUS é bem-sucedido no modelo da atenção primária com o programa de saúde da família, que contribuiu para a diminuição da mortalidade infantil e o controle de hipertensos e diabéticos, entre outras patologias, e por extensão, para a diminuição das taxas de internação hospitalar nestes casos. Poderíamos citar muitos outros exemplos de sucesso do SUS, mas nosso objetivo aqui é apenas situar melhor o objeto do debate.
Por outro lado, há sérios problemas de saúde pública que afligem a população do Estado e do país, uma parte deles inegavelmente resultado da má gestão do sistema público de saúde, sobretudo daqueles relativos à assistência médico-hospitalar.
Entretanto é necessário qualificar o que se entende por sistema público de saúde: o SUS em Mato Grosso abrange o conjunto de sistema e serviços de saúde (postos e centros de saúde, ambulatórios, laboratórios, pronto-socorros, policlínicas, unidade de reabilitação física, centros de atenção psicossocial, hospitais gerais e especializados) municipais, estaduais, federais, além dos privados e filantrópicos contratados pelo sistema.
Na área da assistência médico-hospitalar o SUS conta com aproximadamente 180 estabelecimentos hospitalares e disponibiliza em torno de 5.200 leitos para a população, dos quais em torno de 70% são privados ou filantrópicos e 30% estão na esfera da administração pública federal, estadual e, sobretudo, municipal. Os quatro hospitais regionais sob gestão do governo estadual não totalizam nem 10% dos leitos do SUS em Mato Grosso.
Pergunta-se: como podem 4 hospitais com menos de 10% dos leitos disponíveis serem responsáveis pela crise do modelo? Como perguntar não ofende, qual modelo de gestão está em crise, o público ou o privado? Será que o financiamento do sistema e os valores pagos pelos procedimentos são suficientes?
E ainda, qual a política de saúde para enfrentar os problemas cada vez mais assustadores decorrentes da violência, do envelhecimento da população, das patologias crônicas que se transformaram em epidemias, como obesidade e depressão, hipertensão e diabetes, do uso abusivo de álcool e drogas? As organizações propostas resolvem estes problemas?
Finalmente, uma última questão importante para tematizar. Os modelos de gestão propostos como alternativas à gestão pública, têm um ponto comum que é o trabalho precário, ou seja, a "flexibilização" dos vínculos empregatícios.
Cabe assinalar que os sistemas públicos universais de saúde, modernos e bem sucedidos, apoiam-se em trabalhadores de saúde bem formados e remunerados, com políticas de educação permanente que atualizam o conhecimento técnico-científico e a atitude ética no trabalho. Também são fortalecidos os compromissos com os valores democráticos no trabalho e na relação com a população.
JÚLIO MÜLLER NETO Neto é médico-sanitarista e professor do ISC/UFMT.
jmullerneto@gmail.com
É necessário um amplo debate público sobre a proposta do novo governo, de transferir a gestão dos hospitais regionais para as Organizações Sociais. Em relação aos temas de interesse público, como a saúde pública, todos têm o direito de se manifestar e a melhor decisão sempre será produto da deliberação coletiva e democrática, nos ensinam os teóricos da moderna democracia. Portanto, os trabalhadores da saúde e os usuários podem e devem opinar sobre o tema. A norma legal do SUS obriga a prévia deliberação no conselho de saúde para a tomada de decisão.
A questão que está em jogo não é o modelo das organizações sociais, que não passa de mais um dos tantos modelos de gestão que aparecem de tempos em tempos como panacéia para todos os males. O cerne da questão é o sistema de saúde que queremos e se o que temos (o SUS) está em crise e não está respondendo às necessidades de saúde e melhorando a qualidade de vida da população. Devemos ter o cuidado de não confundir os termos do debate: o sistema único de saúde é muito mais que assistência médico-hospitalar.
Em relação ao problema assinalado pensamos que o SUS no Brasil e em Mato Grosso tem acumulado bons resultados em muitas áreas, como a promoção da saúde e a prevenção de doenças: a eliminação do sarampo, da paralisia infantil, o enfrentamento exitoso da epidemia de AIDS e da "gripe asiática", são alguns exemplos.
O SUS é bem-sucedido no modelo da atenção primária com o programa de saúde da família, que contribuiu para a diminuição da mortalidade infantil e o controle de hipertensos e diabéticos, entre outras patologias, e por extensão, para a diminuição das taxas de internação hospitalar nestes casos. Poderíamos citar muitos outros exemplos de sucesso do SUS, mas nosso objetivo aqui é apenas situar melhor o objeto do debate.
Por outro lado, há sérios problemas de saúde pública que afligem a população do Estado e do país, uma parte deles inegavelmente resultado da má gestão do sistema público de saúde, sobretudo daqueles relativos à assistência médico-hospitalar.
Entretanto é necessário qualificar o que se entende por sistema público de saúde: o SUS em Mato Grosso abrange o conjunto de sistema e serviços de saúde (postos e centros de saúde, ambulatórios, laboratórios, pronto-socorros, policlínicas, unidade de reabilitação física, centros de atenção psicossocial, hospitais gerais e especializados) municipais, estaduais, federais, além dos privados e filantrópicos contratados pelo sistema.
Na área da assistência médico-hospitalar o SUS conta com aproximadamente 180 estabelecimentos hospitalares e disponibiliza em torno de 5.200 leitos para a população, dos quais em torno de 70% são privados ou filantrópicos e 30% estão na esfera da administração pública federal, estadual e, sobretudo, municipal. Os quatro hospitais regionais sob gestão do governo estadual não totalizam nem 10% dos leitos do SUS em Mato Grosso.
Pergunta-se: como podem 4 hospitais com menos de 10% dos leitos disponíveis serem responsáveis pela crise do modelo? Como perguntar não ofende, qual modelo de gestão está em crise, o público ou o privado? Será que o financiamento do sistema e os valores pagos pelos procedimentos são suficientes?
E ainda, qual a política de saúde para enfrentar os problemas cada vez mais assustadores decorrentes da violência, do envelhecimento da população, das patologias crônicas que se transformaram em epidemias, como obesidade e depressão, hipertensão e diabetes, do uso abusivo de álcool e drogas? As organizações propostas resolvem estes problemas?
Finalmente, uma última questão importante para tematizar. Os modelos de gestão propostos como alternativas à gestão pública, têm um ponto comum que é o trabalho precário, ou seja, a "flexibilização" dos vínculos empregatícios.
Cabe assinalar que os sistemas públicos universais de saúde, modernos e bem sucedidos, apoiam-se em trabalhadores de saúde bem formados e remunerados, com políticas de educação permanente que atualizam o conhecimento técnico-científico e a atitude ética no trabalho. Também são fortalecidos os compromissos com os valores democráticos no trabalho e na relação com a população.
JÚLIO MÜLLER NETO Neto é médico-sanitarista e professor do ISC/UFMT.
jmullerneto@gmail.com
terça-feira, 15 de março de 2011
Enfermeiros de Sorriso repudiam Organizações Sociais
Nós, servidores públicos, manifestamos nosso repúdio as pífias explicações da Secretaria de Saúde do Estado para implantação das Organizações Sociais e alertamos a população neste documento.
Não aceitamos que a classe trabalhadora seja responsabilizada e punida pela incompetência gerencial do estado. O atual sucateamento da saúde que vivemos é decorrente de planos de governos omissos, mal geridos e mal fiscalizados. Há uma omissão do Estado de longa data.
Leia texto completo acessando nossa página ARTIGOS.
Não aceitamos que a classe trabalhadora seja responsabilizada e punida pela incompetência gerencial do estado. O atual sucateamento da saúde que vivemos é decorrente de planos de governos omissos, mal geridos e mal fiscalizados. Há uma omissão do Estado de longa data.
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MSD participa de manifesto contra "Organizações Sanguessugas"
Um dos primeiros a sair em defesa da transparência na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), o Movimento Saúde e Democracia (MSD) participará da manifestação marcada para o início da tarde do dia 17 de março, esta quinta-feira, em Cuiabá, contra a "privatização" da Saúde em Mato Grosso. A concentração terá início às 13h30, enfrente ao Shopping Pantanal, na Avenida do CPA.
O MSD é contra o Estado entregar serviços de saúde à Organizações Sociais por temer que o privilégio de não ter as contas fiscalizadas possa favorecer a prática da corrupção e usuários e trabalhadores do SUS sejam penalizados.
Todos os participantes do MSD estão sendo convidados a participar da manifestação contra as OS, que aqui em Mato Grosso têm outro significado: "Organizações Sanguessugas".
O MSD é contra o Estado entregar serviços de saúde à Organizações Sociais por temer que o privilégio de não ter as contas fiscalizadas possa favorecer a prática da corrupção e usuários e trabalhadores do SUS sejam penalizados.
Todos os participantes do MSD estão sendo convidados a participar da manifestação contra as OS, que aqui em Mato Grosso têm outro significado: "Organizações Sanguessugas".
Justiça "barra" a terceirização de ações de Saúde proposta por Henry
Matéria do site RD News
Andréa Haddad
A Justiça Estadual suspendeu, por meio de liminar, o edital de licitação da secretaria estadual de Saúde, comandada pelo deputado federal licenciado Pedro Henry (PP), para contratação de instituições sem fins lucrativos que tenham interesse no gerenciamento, operacionalização e execução de ações e serviços no hospital metropolitano de Várzea Grande. A medida cautelar foi apresentada pelo promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes.
As propostas do certame deveriam ser entregues nesta terça (15), com resultado de divulgação previsto para 5 de abril. “Ao tomarmos conhecimento pela imprensa de uma possível terceirização dos serviços dos hospitais regionais, instauramos um inquérito civil para apurar esta situação e, logo em seguida, fomos surpreendidos com a divulgação deste chamamento público que visa a seleção das instituições para celebração de contrato de gestão”, apontou o promotor.
Segundo ele, o edital está suspenso até o julgamento final da ação. Ele alega que a terceirização dos serviços infringe os preceitos constitucionais e legais relativos à exigência de participação da comunidade e controle social das ações do SUS. “Isso, sem contar, que o 'edital' , publicado em plena sexta de carnaval, sem expediente de serviços públicos na segunda e terça, além da segunda (14 de março) como prazo legal para os interessados no edital decidirem se desejam participar do certame em questão e fazer as suas propostas no exíguo prazo de três dias e meio”, reclamou o representante do MPE. Se não cumprir a liminar, o governador o Estado terá que arcar com multa diária de R$ 20 mil.
COMENTÁRIO DO MSD:
O MSD desde o surgimento dessa proposta da SES posicionou-se contrário a ela e manifestou estranheza quanto a forma sorrateira em que a lei autorizativa teve a tramitação mais rápida do legislativo de Mato Grosso, certamente “turbinada “ por motivações “mensaleiro – sanguessugais”.
Andréa Haddad
A Justiça Estadual suspendeu, por meio de liminar, o edital de licitação da secretaria estadual de Saúde, comandada pelo deputado federal licenciado Pedro Henry (PP), para contratação de instituições sem fins lucrativos que tenham interesse no gerenciamento, operacionalização e execução de ações e serviços no hospital metropolitano de Várzea Grande. A medida cautelar foi apresentada pelo promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes.
As propostas do certame deveriam ser entregues nesta terça (15), com resultado de divulgação previsto para 5 de abril. “Ao tomarmos conhecimento pela imprensa de uma possível terceirização dos serviços dos hospitais regionais, instauramos um inquérito civil para apurar esta situação e, logo em seguida, fomos surpreendidos com a divulgação deste chamamento público que visa a seleção das instituições para celebração de contrato de gestão”, apontou o promotor.
Segundo ele, o edital está suspenso até o julgamento final da ação. Ele alega que a terceirização dos serviços infringe os preceitos constitucionais e legais relativos à exigência de participação da comunidade e controle social das ações do SUS. “Isso, sem contar, que o 'edital' , publicado em plena sexta de carnaval, sem expediente de serviços públicos na segunda e terça, além da segunda (14 de março) como prazo legal para os interessados no edital decidirem se desejam participar do certame em questão e fazer as suas propostas no exíguo prazo de três dias e meio”, reclamou o representante do MPE. Se não cumprir a liminar, o governador o Estado terá que arcar com multa diária de R$ 20 mil.
COMENTÁRIO DO MSD:
O MSD desde o surgimento dessa proposta da SES posicionou-se contrário a ela e manifestou estranheza quanto a forma sorrateira em que a lei autorizativa teve a tramitação mais rápida do legislativo de Mato Grosso, certamente “turbinada “ por motivações “mensaleiro – sanguessugais”.
No interior, médicos aderem à greve estadual
Diário de Cuiabá publicou:
Na contramão dos servidores de Várzea Grande, os médicos do quadro público estadual, sobretudo dos hospitais regionais do interior, mantêm o movimento paredista para protestar contra a decisão do governo de terceirizar a gestão das unidades. Apenas os serviços de urgência e emergência são mantidos nos hospitais. Mato Grosso tem 495 médicos em seu quadro funcional.
A concorrência, na modalidade chamada pública, para as instituições do terceiro setor interessadas em tocar os hospitais, já foi publicada em Diário Oficial. Para o Sindimed, o modelo de gestão configura privatização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. O Sindimed disse ainda que o tipo de gestão, ao não priorizar concursados, significa o sucateamento do serviço público e o Estado não terá médicos que aceitem trabalhar nesse modelo. Os servidores de outras carreiras da Saúde do Estado também entram em greve nesta semana.
Em entrevistas anteriores, o secretário de Saúde, Pedro Henry, considerou “imoral” o movimento paredista que, para ele, está travestido de uma campanha salarial. Henry teria dito na sexta-feira, durante reunião com prefeitos, que os médicos querem subir o piso salarial de R$ 1.973 para R$ 5.797, na carga horária de 20 horas, e de R$ 3.683 para R$ 10.754, para o trabalho em 40 horas, conforme teria sido apresentado por eles em pauta de reivindicação endereçada à Secretaria.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O MSD foi a primeira instituição a se manifestar contrário ao modelo de gestão proposto pela SES – MT . Mas somos contrários por razões de natureza conceitual e não por interesses apenas de melhoria salarial. Somos contra entregar patrimônio público para ser gerenciado pelo setor privado, com uma visão privativista de lucro em cima do investimento estatal. Mas também somos contrários ao atual modelo praticado pela SES, corrupto, ineficaz, politiqueiro, voltado para o interesse de grupos políticos, constituindo-se num verdadeiro desrespeito ao verdadeiro SUS. Defendemos uma gestão honesta, comprometida com os princípios do SUS, que respeite e valorize todas as categorias profissionais ( e não apenas os médicos) e que igualmente cobre dos seus profissionais o desempenho de suas obrigações.
Na contramão dos servidores de Várzea Grande, os médicos do quadro público estadual, sobretudo dos hospitais regionais do interior, mantêm o movimento paredista para protestar contra a decisão do governo de terceirizar a gestão das unidades. Apenas os serviços de urgência e emergência são mantidos nos hospitais. Mato Grosso tem 495 médicos em seu quadro funcional.
A concorrência, na modalidade chamada pública, para as instituições do terceiro setor interessadas em tocar os hospitais, já foi publicada em Diário Oficial. Para o Sindimed, o modelo de gestão configura privatização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. O Sindimed disse ainda que o tipo de gestão, ao não priorizar concursados, significa o sucateamento do serviço público e o Estado não terá médicos que aceitem trabalhar nesse modelo. Os servidores de outras carreiras da Saúde do Estado também entram em greve nesta semana.
Em entrevistas anteriores, o secretário de Saúde, Pedro Henry, considerou “imoral” o movimento paredista que, para ele, está travestido de uma campanha salarial. Henry teria dito na sexta-feira, durante reunião com prefeitos, que os médicos querem subir o piso salarial de R$ 1.973 para R$ 5.797, na carga horária de 20 horas, e de R$ 3.683 para R$ 10.754, para o trabalho em 40 horas, conforme teria sido apresentado por eles em pauta de reivindicação endereçada à Secretaria.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O MSD foi a primeira instituição a se manifestar contrário ao modelo de gestão proposto pela SES – MT . Mas somos contrários por razões de natureza conceitual e não por interesses apenas de melhoria salarial. Somos contra entregar patrimônio público para ser gerenciado pelo setor privado, com uma visão privativista de lucro em cima do investimento estatal. Mas também somos contrários ao atual modelo praticado pela SES, corrupto, ineficaz, politiqueiro, voltado para o interesse de grupos políticos, constituindo-se num verdadeiro desrespeito ao verdadeiro SUS. Defendemos uma gestão honesta, comprometida com os princípios do SUS, que respeite e valorize todas as categorias profissionais ( e não apenas os médicos) e que igualmente cobre dos seus profissionais o desempenho de suas obrigações.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Médicos retomam as atividades em Várzea Grande
Reportagem do Diário de Cuiabá:
Os médicos de Várzea Grande decidiram acatar por inteiro a proposta feita pela prefeitura e pôr, assim, fim à greve da categoria que durou três meses. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, durante assembleia geral. Os médicos voltaram ao trabalho nas unidades públicas de saúde de Várzea Grande ainda ontem.
Conforme a proposta do Executivo municipal, o acordo com os profissionais prevê o pagamento de verbas indenizatórias, atrasadas há mais de cinco meses, até o dia 10 de cada mês a partir de maio, além da diferença de R$ 300 de reajuste do piso salarial da categoria. Segundo os médicos, esse repasse deveria ter ocorrido em setembro passado, o que não foi cumprido pela então administração municipal, depois de acordo firmado em dezembro de 2009.
Segundo o Sindicato dos Médicos, o compromisso feito com a prefeitura é para que quite todos os débitos com os profissionais até dia 10 de maio. Ainda de acordo com o Sindimed, a prefeitura garantiu a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ainda em maio, quando os salários dos médicos da cidade deve saltar para R$ 1,9 mil.
Uma das principais reivindicações da categoria é quanto à necessidade de uma profunda reforma no Pronto-Socorro de Várzea Grande, em virtude das diversas irregularidades apontadas na unidade após vistorias e interdição ética do Conselho Regional de Medicina (CRM). A unidade está fechada há mais de um mês para que se proceda a reforma.
COMENTÁRIO DO MSD:
- Bastou abrir o talão de cheques que mais uma vez acabou a greve !!!!! As reivindicações de melhorias das condições de trabalho eram mera cortina de fumaça para enganar os trouxas !!!! Ora , se as condições permanecem as mesmas, o médicos tão preocupados com elas, não poderiam voltar a atender antes das irregularidades estarem corrigidas !!!! Se voltarem antes das reformas, estarão infringindo a ética e devem ser processados. Mas é claro que a coisa toda é só dinheiro .Foi um movimento puramente mercantilista.
Os médicos de Várzea Grande decidiram acatar por inteiro a proposta feita pela prefeitura e pôr, assim, fim à greve da categoria que durou três meses. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, durante assembleia geral. Os médicos voltaram ao trabalho nas unidades públicas de saúde de Várzea Grande ainda ontem.
Conforme a proposta do Executivo municipal, o acordo com os profissionais prevê o pagamento de verbas indenizatórias, atrasadas há mais de cinco meses, até o dia 10 de cada mês a partir de maio, além da diferença de R$ 300 de reajuste do piso salarial da categoria. Segundo os médicos, esse repasse deveria ter ocorrido em setembro passado, o que não foi cumprido pela então administração municipal, depois de acordo firmado em dezembro de 2009.
Segundo o Sindicato dos Médicos, o compromisso feito com a prefeitura é para que quite todos os débitos com os profissionais até dia 10 de maio. Ainda de acordo com o Sindimed, a prefeitura garantiu a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ainda em maio, quando os salários dos médicos da cidade deve saltar para R$ 1,9 mil.
Uma das principais reivindicações da categoria é quanto à necessidade de uma profunda reforma no Pronto-Socorro de Várzea Grande, em virtude das diversas irregularidades apontadas na unidade após vistorias e interdição ética do Conselho Regional de Medicina (CRM). A unidade está fechada há mais de um mês para que se proceda a reforma.
COMENTÁRIO DO MSD:
- Bastou abrir o talão de cheques que mais uma vez acabou a greve !!!!! As reivindicações de melhorias das condições de trabalho eram mera cortina de fumaça para enganar os trouxas !!!! Ora , se as condições permanecem as mesmas, o médicos tão preocupados com elas, não poderiam voltar a atender antes das irregularidades estarem corrigidas !!!! Se voltarem antes das reformas, estarão infringindo a ética e devem ser processados. Mas é claro que a coisa toda é só dinheiro .Foi um movimento puramente mercantilista.
Governo acusa médicos de exigirem PCCV exclusivo para apoiar OS
Está publicado hoje no Blog da Sandra Carvalho
O Governo do Estado, em nota oficial divulgada neste final de semana, acusa os médicos de exigirem a aprovação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo para a categoria, em detrimento das demais, como principal fator para se colocarem a favor das parcerias com Organizações Sociais (OS) em Mato Grosso.
A nota diz, em seu quarto item: “Não procede, de forma alguma, o argumento defendido por alguns setores médicos sobre Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos exclusivo para a categoria, como razão fundamental para concordarem com o projeto de parceria com Organizações Sociais, alegando perdas de direitos e vantagens”.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) desmente a acusação do Governo do Estado por meio da assessoria de imprensa, lembrando que o PCCV está desde maio de 2010 na Procuradoria Geral do Estado e que se realmente os médicos quisessem pressionar o Governo para sua aprovação, teria feito greve há muito mais tempo. O Sindimed é contra as OS por favorecem a corrução visto que não precisa prestar contas da aplicação do dinheiro público.
De outro lado, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Vicente Guimarães, repudia totalmente a elaboração de um PCCV exclusivo para os médicos. “Defendemos um plano de carreiras único, com salários iguais para todos os servidores com nível superior”, frisa o presidente.
Quanto às Organizações Sociais, ele diz ser temeroso aprovar um sistema de gestão que coloca o setor privado para gerenciar serviços públicos. “Ainda não temos clareza de qual será o resultado dessa parceria. Se isso vai beneficiar o usuário do SUS e se vai ser bom para os servidores da saúde. Enquanto presidente do Corem, vejo com muita preocupação o futuro do profissional de enfermagem e também do usuário”, ressalta Vicente Guimarães.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O Movimento é totalmente contra o Governo do Estado entregar a rede estadual de saúde à iniciativa privada porque, nas mãos de pessoas mal intencionadas, pode resultar em novos escândalos de corrupção.
- O Movimento é, sim, a favor da construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá. Esta é a única saída para resolver o problema da falta de leitos no Estado. Enquanto esse hospital não for construído, equipado e colocado em funcionamento, o caos na saúde continuará imperando e pessoas continuarão morrendo por falta de atendimento.
- O Movimento é a favor das categorias profissionais lutarem pelo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, mas desde que seja unificado, e não discutido separadamente, com exclusividade para esta ou aquela categoria, como foi feito em Cuiabá, quando o GOVERNO MUNICIPAL cedeu à pressão dos médicos em greve em absoluto às demais categorias, com consequências danosas para o SUS/Cuiabá.
- OS, em Mato Grosso, sob o comando de Pedro Henry, não significa Organizações Sociais, mas sim: "ORGANIZAÇÕES SANGUESSUGAS".
O Governo do Estado, em nota oficial divulgada neste final de semana, acusa os médicos de exigirem a aprovação de um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) exclusivo para a categoria, em detrimento das demais, como principal fator para se colocarem a favor das parcerias com Organizações Sociais (OS) em Mato Grosso.
A nota diz, em seu quarto item: “Não procede, de forma alguma, o argumento defendido por alguns setores médicos sobre Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos exclusivo para a categoria, como razão fundamental para concordarem com o projeto de parceria com Organizações Sociais, alegando perdas de direitos e vantagens”.
O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed) desmente a acusação do Governo do Estado por meio da assessoria de imprensa, lembrando que o PCCV está desde maio de 2010 na Procuradoria Geral do Estado e que se realmente os médicos quisessem pressionar o Governo para sua aprovação, teria feito greve há muito mais tempo. O Sindimed é contra as OS por favorecem a corrução visto que não precisa prestar contas da aplicação do dinheiro público.
De outro lado, o presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Vicente Guimarães, repudia totalmente a elaboração de um PCCV exclusivo para os médicos. “Defendemos um plano de carreiras único, com salários iguais para todos os servidores com nível superior”, frisa o presidente.
Quanto às Organizações Sociais, ele diz ser temeroso aprovar um sistema de gestão que coloca o setor privado para gerenciar serviços públicos. “Ainda não temos clareza de qual será o resultado dessa parceria. Se isso vai beneficiar o usuário do SUS e se vai ser bom para os servidores da saúde. Enquanto presidente do Corem, vejo com muita preocupação o futuro do profissional de enfermagem e também do usuário”, ressalta Vicente Guimarães.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O Movimento é totalmente contra o Governo do Estado entregar a rede estadual de saúde à iniciativa privada porque, nas mãos de pessoas mal intencionadas, pode resultar em novos escândalos de corrupção.
- O Movimento é, sim, a favor da construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá. Esta é a única saída para resolver o problema da falta de leitos no Estado. Enquanto esse hospital não for construído, equipado e colocado em funcionamento, o caos na saúde continuará imperando e pessoas continuarão morrendo por falta de atendimento.
- O Movimento é a favor das categorias profissionais lutarem pelo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, mas desde que seja unificado, e não discutido separadamente, com exclusividade para esta ou aquela categoria, como foi feito em Cuiabá, quando o GOVERNO MUNICIPAL cedeu à pressão dos médicos em greve em absoluto às demais categorias, com consequências danosas para o SUS/Cuiabá.
- OS, em Mato Grosso, sob o comando de Pedro Henry, não significa Organizações Sociais, mas sim: "ORGANIZAÇÕES SANGUESSUGAS".
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