sábado, 26 de março de 2011

Santa Casa reformará instalações.

Está no Diário de Cuiabá

A Santa Casa de Misericórdia, o mais antigo hospital filantrópico de Mato Grosso, com 193 anos de fundação, e maior em número de cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS), vive a expectativa de uma grande reforma em suas instalações.

A previsão é que dentro de 30 dias comece a reconstrução do telhado, forro e rede elétrica, obras que poderão se estender por seis meses. Durante esse período a capacidade de atendimento hospitalar deverá ser bastante reduzida.

O médico Luis Felipe Sabóia Ribeiro Filho, presidente da Sociedade Beneficente da Santa Casa de Misericórdia, explicou que a cada etapa da obra deverá paralisar determinado setor, mas somente isso. O projeto, custeado pelo governo do Estado, está estimado em R$ 800 mil. “Esperamos contar com a compreensão do SUS e da sociedade nesse projeto”.

Conforme Sabóia, em dois séculos de construção e prestação de serviços à população mato-grossense essa será a primeira troca completa da cobertura, com substituição do madeiramento e troca das telhas, uma obra extremamente necessária.

Nos últimos 10 anos, a Santa Casa vem se destacando, especialmente dentro do sistema de convênio do SUS, pelo número de cirurgias eletivas e criação de novos serviços. Atualmente, dispõe de 212 leitos inclusivos para a saúde pública (30 de UTI) e 25 destinados aos planos de saúde e privado.

Ano passado, por exemplo, o hospital fez 4.104 cirurgias de médio e grande porte, eletivas e de urgência e emergência. Esse número representa uma média de 350 operações ao mês nas mais diversas áreas da medicina, incluindo ortopédica, gástrica, proctológica, urológica, pediátrica, vascular e de cabeça e pescoço.

Na Clínica de Doenças Renais, construída e equipada com recursos próprios, com um financiamento bancário de R$ 1,5 milhão, a Santa Casa dispõe de 20 máquinas de hemodiálise e atende 86 pacientes de Cuiabá, Várzea Grande e interior.

Nas instalações do hospital funcionam ainda diversos serviços terceirizados, independentes administrativa e financeiramente, entre os quais laboratórios, clínicas de radioterapia, quimioterapia, endoscopia e banco de sangue.

Com 473 funcionários e dezenas de médicos, há 12 anos a Santa Casa está sob a direção do cirurgião geral e professor-adjunto de Clínica Cirúrgica do curso de Medicina da UFMT, Luis Felipe Sabóia Filho.

Como tantas outras campanhas que promove com a participação financeira da população, a Santa Casa acaba de lançar mais uma, a “Feijoada Santa Causa”. Agendada para o dia 9 de abril, na sede da Associação dos Magistrados (Amam), essa ação tem como objetivo a arrecadação de verbas para despesas recorrentes, como a compra de lençóis. O convite individual está sendo vendido por R$ 100.
COMENTÁRIO DO MSD:
Mais uma vez observa-se a injeção de recursos públicos em uma instituição filantrópica ....mas em cujo interior empresas privadas lucrativas ganham dinheiro sem gastar com investimentos e custeio. Enquanto isso as instituições públicas recebem migalhas ... quando recebem.

quarta-feira, 23 de março de 2011

OS visam lucro e não saúde

Abelardo Jr. Scavassa

Como forma de enriquecer a discussão sobre Organizações Sociais e ao mesmo tempo comentar sobre o posicionamento do Vice Regional de SINOP, o Sr. Marco Túlio nessa temática, digo a vocês: Lucro...Lucro...Lucroooo! Todos só pensam em produção e lucro!

Quando a preocupação dos gestores será em torno dos princípios do SUS? Onde está a preocupação em produzir saúde? Onde está à preocupação em reduzir danos à saúde? Já que se insiste tanto em fomentar a oferta de serviços através das Organizações Sociais-OS, na qual a minha opinião e de diversos especialistas e pesquisadores para a maneira que está sendo feita é totalmente prejudicial ao SUS.

Por que não promover essa estratégia de contratação de OS na qualidade de serviços que produzam saúde? Que irão trabalhar ações que reduzam danos a saúde? Somos eventualmente surpreendidos na mídia por fatos que muitas vezes poderiam ser evitados, como é o caso da violência, do uso abusivo de drogas, da carência de educação e informação sobre saúde para as pessoas, a violência no trânsito que impacta diretamente nos serviços de especialidades no SUS, congestionando os Hospitais e aumentando suas receitas. Ai sim partiremos do conceito que pretendemos resolver os problemas que dificultam o processo de gestão no SUS, poderemos observar nitidamente se há resultados nessa iniciativa, pois com certeza refletira na diminuição da demanda hospitalar do Estado. Podemos sim apresentar vários modelos de gestão que foram implantados no SUS, sempre partindo dá visão assistencialista, preocupa-se em resolver o problema, mas esquece-se de resolver a causa.

Realmente, concordo com o SrºMarco Túlio Vice Regional de SINOP quando diz que há um problema de gestão. Com certeza podemos acreditar que há sim um problema de gestão em sua regional. Um exemplo simples é observarmos a última PPI, que vai nos mostrar o quanto de recurso foi direcionado para investimento na regional defendida pelo Vice e compará-la aos avanços conquistados na região. Seria justo responsabilizar alguns gestores por falta de financiamento?

Organizações Sociais não é a resposta aos problemas no SUS. Gestores ou Equipes de Gestores qualificados, escolhidos pelo potencial técnico administrativo e não por indicações políticas, que tenham em suas formações a admiração e o respeito pelo SUS, são capazes de impactar diretamente na reversão do atual modelo de gestão.

Gostaria de finalizar parabenizando os movimentos sociais, gestores, profissionais, usuários...que defendem o SUS. Hoje no Estado de Mato Grosso vivemos uma intensa discussão sobre Organizações Sociais no SUS. A forma como estão se articulando e disseminando importantes informações pelos meios de que tem acesso tem resultado positivamente nesta batalha, evidenciando de fato a força que temos na formulação de políticas públicas, como também dizer ao Srº Marco Túlio, que é nobre a sua proposta de sair visitando os municípios que compõem a sua regional, entretanto, tenha cautela, pois gestores e profissionais estão atualizados sobre o tema e a aceitação e a resposta encontrada pode não ser a esperada. Infelizmente no Estado de São Paulo quando aderiu a essa proposta de Organizações Sociais, os processos de discussões no SUS, os métodos de qualificação de gestores e o incentivo as pesquisas no SUS não eram tão intensos como é hoje, o que poderia ter contribuído diferente na história.

Vamos em frente. A luta continua.

VIVA O SUS !

Abelardo Jr. Scavassa, enfermeiro/Alta Floresta

MSD continua nas ruas em defesa de hospital estadual em Cuiabá

O Movimento Saúde e Democracia intensifica sua luta em defesa da construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá. Depois de levantar a bandeira durante manifestação contra a "privatização da saúde pública em Mato Grosso", o movimento distribuiu panfletos em frente a Universidade de Cuiabá (Unic) e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Membro do MSD, o odontologista Wagner Simplício acredita que a sociedade tem a compreensão de que os graves problemas de assistência hospitalar aos usuários do Sisgtema Único de Saúde (SUS) só serão solucionados com a participação efetiva do Governo do Estado e que passa pela criação de pelo menos 400 novos leitos numa unidade pública estadual.

domingo, 20 de março de 2011

O SUS TEM JEITO

Ligia Bahia

Perguntar se o Sistema único de Saúde (SUS ) tem jeito e não ferir suscetibilidades costumava ser uma missão impossível. Qualquer menção aos problemas no atendimento público motivava o desenrolar do pergaminho de dupla face, ambas fundamentalistas.



Para os afeitos às ideias de que o mercado tudo resolve, ouvir dizer que não era bem assim quando se trata de saúde configurava uma ofensa grave. Por sua vez, os estatólatras fingiam ignorar que o direito estabelecido na Constituição de 1988 não havia se transformado em fato.


Bastou um gesto presidencial para rasgar fantasias. O desafio lançado pelo ministro da Saúde -”convencer a sociedade sobre o SUS” – o retira da condenação de amparar apenas os pobres ou permanecer como utopia imaculada.

Veja texto completo na página ARTIGOS.

sábado, 19 de março de 2011

TJ autoriza OSS somente em VG

Jornal A Gazeta deste sábado

Caroline Rodrigues

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspendeu a liminar que impedia o governo do Estado de contratar uma Organização Social de Saúde (OSS) para administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande. A decisão foi do presidente do TJ, desembargador Rubens de Oliveira e, conforme o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, a licitação do serviço começa já na segunda-feira (21) com a entrega das propostas pelas OSS interessadas e também abertura dos envelopes.


No pedido de revogação, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) argumentou que as OSS são viáveis e podem resolver o problema da Saúde Pública. O procurador-geral do Estado, Jenz Prochenow, explica que o Estado pediu uma oportunidade de aplicar um novo sistema de gestão e que caso a administração seja satisfatória, possa ser ampliada para outras unidades estaduais, ou seja, os Hospitais Regionais. Prochenow esclarece que a liminar está ligada apenas ao Hospital Metropolitano. "Estamos fazendo uma coisa de cada vez".


A suspensão foi concedida ontem, mas o secretário Pedro Henry garante que dará continuidade imediatamente ao processo licitatório. Na manhã desta segunda-feira (19), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai receber as propostas e, às 14h, todos os envelopes serão abertos para a análise.


COMENTÁRIO DO MSD:

Lamentável a decisão. Mas como é uma decisão liminar, sem análise de mérito, ainda teremos outros capítulos. Esperamos que ao final o interesse público seja vencedor, evitando-se a entrega mais uma vez de patrimônio público para organizações ditas não lucrativas, mas que todos sabemos que na verdade não é bem assim.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Doentes denunciam discriminação em Várzea Grande

Matéria publicada no jornal A Gazeta

A fila de espera também é grande na policlínica do Verdão e pacientes denunciam que moradores de Várzea Grande estão sendo discriminados na hora do atendimento. O técnico de refrigeração Jessé de Abreu, 45, disse que precisou conseguir um comprovante de residência com endereço da Capital para a mulher ser socorrida.


Abreu relata que a esposa é hipertensa e começou a passar mal no trabalho. O casal mora em Várzea Grande, mas mora em Cuiabá.


Ele buscou a mulher e começou a "peregrinar" nas unidades de saúde. Primeiro, passou pela Policlínica do Planalto, onde a atendente recusou-se a fazer a ficha de encaminhamento devido ao endereço.


Depois, eles conseguiram um comprovante de residência de um amigo e foram até a unidade do Verdão, onde depois de passar pela triagem a paciente foi encaminhada para o pronto-atendimento.


Abreu conta que ficou muito revoltado com a situação. "Parece até que não somos brasileiros. Pago imposto. Significa se eu viajar e tiver problemas de saúde não posso procurar ajuda?"


A dona de casa Maria das Neves, 61, estava na fila de espera, mas não teve sucesso na busca pelo socorro. Ela conta que o filho dela está com câncer e extremamente debilitado. O rapaz tem feridas que não cicatrizam e o cheiro do machucado era muito ruim.


A mãe ficou com medo e procurou a policlínica para fazer o curativo. No local, foi informada que a sala de curativo estava desativada para limpeza.


A coordenadora da Policlínica, Silvinha de Figueiredo, diz que a espera é inevitável e que mais de 50% dos casos atendidos são de Várzea Grande. Ela afirma que os pacientes não são discriminados e mesmo com o retorno ao trabalho dos médicos do município, que estavam em grave, a demanda não diminuiu.


A profissional relata que já foram contratadas mais 30 pessoas e que há dificuldade em encontrar profissionais. Muitos médicos desistem do trabalho porque alegam não ter condições de atender 80 pacientes por dia. (CR)


COMENTÁRIO DO MSD:


- Mais exemplos de desestruturação da rede na “ Grande Cuiabá” :


1. Uma urgência hipertensiva não é algo tão complexo que não possa ser atendido no município de Varzea Grande.


2. A exigência de comprovação de domicílio é admissível na rede básica, cujo financiamento é feito considerando a residência do paciente, mas não pode ser condicionante para atendimentos de urgência, como parece ser o caso. Repassados. Essa exigência, como o relato demonstra , é facilmente burlável.


3. Curativos são procedimentos que devem ser realizados nas unidades básicas (UB) de saúde e não nas Policlínicas, mas como conseguir ser atendido nas UB, pois ou não se encontram os profissionais ou não tem material ou as 2 coisas.

MSD solidário com família do conselheiro Luosite

A audiência pública de ontem (17) na Assembléia Legislativa de Mato Grosso foi suspensa depois que o membro do Conselho Estadual de Saúde e presidente da Associação dos Aposentados, Lousite Ferreira da Silva, passou mal. O aposentado teve convulsões e entrou em coma momentos após falar ao público. A vítima recebeu socorro dos médicos presentes na audiência, mas teve uma parada cardíaca ainda na AL. Minutos depois, Silva foi reanimado pela equipe do Samu que o atendeu e foi encaminhado para o Pronto-Socorro de Cuiabá, mas teve outra parada cardíaca ao dar entrada no hospital e morreu


COMENTÁRIO DO MSD:
- O MSD APRESENTA SUA SOLIDARIEDADE A FAMILIA DO CONSELHEIRO ESTADUAL DE SAUDE LUOSITE FERREIRA DA SILVA .

Única discussão popular sobre implantação de OS em hospitais tem público de 400

Diário de Cuiabá publica hoje:

CAROLINA HOLLAND


A primeira tentativa de democratizar o debate a respeito do modelo de gestão pretendido pelo Estado nos hospitais regionais foi marcada por ânimos acirrados e intensa mobilização por parte de movimentos sociais, estudantis e instituições reguladoras em audiência pública na Assembleia Legislativa, ontem. Mais de 400 pessoas estiveram no local. Já no fim do dia, logo após seu pronunciamento aos presentes, o presidente da Associação dos Aposentados e membro do Conselho de Saúde de Cuiabá, Lousite Ferreira da Silva, sofreu um mal súbito no auditório e morreu em decorrência de duas paradas cardíacas.


A Secretaria de Estado de Saúde defende a ideia de que a administração dos quatro hospitais regionais em atividade no Estado e o Hospital Metropolitano de Várzea Grande – com inauguração prevista para maio - seja feita por Organizações Sociais (OS). A forma de gestão é duramente criticada por setores ligados à Saúde e é chamada pela categoria de terceirização do setor.


Durante a audiência, o secretário Pedro Henry destacou as dificuldades de acesso à saúde em todo o Estado e a demora nos serviços. Sob vaias, Henry afirmou que, para colocar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande em funcionamento de forma rápida, é preciso parceria com uma OS. “Estamos há dois anos sem proposta para viabilizar o funcionamento [do hospital]. Foi por isso que buscamos esse modelo, para poder oferecer os leitos à população mais rapidamente”.


COMENTÁRIO DO MSD:
- A MANIFESTAÇÃO UNÂNIME DE TODOS QUE ESTIVERAM PRESENTES FOI UMA RATIFICAÇÃO DA POSIÇÃO LEVANTADA PRIMEIRAMENTE PELO MSD. DEVEMOS CONTINUAR ALERTAS E MOBILIZADOS CONTRA ESSA IDÉIA ESTAPAFURDIA DO SECRETÁRIO PEDRO HENRY.

Pedro Henry afirma que alguém "embolsou" o dinheiro da Saúde

Alline Marques


O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), tentou evitar críticas ao governo de Blairo Maggi (PR), mas não teve como fugir com a pressão dos servidores durante audiência pública nesta quinta-feira (17) na Assembleia Legislativa. Ele acabou admitindo que alguém embolsou os recursos gastos a mais.

“Este não é um cenário que eu inventei do nada. Ele existe e foi em 2010. Eu não estava lá ano passado e não tenho nada a esconder. (...) Eu não disse que o servidor estava roubando, mas alguém ficou com o dinheiro”, denunciou.


Na tentativa de justificar o novo modelo de gestão dos hospitais regionais, entregando a administração das unidades para as Organizações Sociais (OS), o secretário acabou relatando as irregularidades que ocorriam na pasta em 2010, ano no qual o governador Silval Barbosa (PMDB) ficou no comando por nove meses.


Há tempos Henry vem criticando a gestão Maggi na saúde, relatando gastos abusivos com medicamentos e mau gerenciamento dos recursos nos hospitais regionais, nos quais, segundo ele, gastam cerca de oito vezes mais do que a tabela do Sistema Única de Saúde (SUS).

Henry destacou ainda que atualmente a saúde é inacessível à população e as filas para cirurgias seletivas são quilométricas. Segundo o secretário, 10 mil pessoas aguardam por cirurgias em Mato Grosso.

O gestor também criticou o SUS e relatou que quando é pago um tratamento em hospitais filantrópicos, da rede credenciada do sistema, se paga uma vez o valor da tabela, por outro lado, quando os mesmos serviços são feitos pelos hospitais estaduais custa-se 10 vezes mais.


COMENTÁRIOS DO MSD:

- As repetidas afirmações do Secretário sobre essa questão são cada vez mais graves. Ele claramente diz que alguém que passou pelo comando da SES antes dele foi ladrão. A suspeição paira sobre todos os ex – secretários, que ou aceitam a “carapuça” ou devem vir a público expliocar-se e no mínimo interpelar o Secretário acusador. Isso em qualquer lugar do mundo é caso de polícia !!!!!!


- Os custos operacionais absurdos dos Hospitais Regionais não são causados pelo SUS e sim pelas gestões catastróficas dessas unidades por diretores indicados pelos deputados das regiões de acordo com interesses político – partidários, sem nenhuma qualificação técnica para a função, cujo despreparo é lesivo para o setor público. Isso para não se falar também em corrupção conforme várias denuncias do passado. Com uma gestão competente e honesta, como existem em muitos hospitais públicos pelo Brasil todo, é possível sim obter-se bons resultados e boa produção de serviços.







Riva admite falhas e reconhe má gestão na saúde

Reportagem do site Olhar Direto

Alline Marques

Após perder a paciência com os servidores da saúde e os protestos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual José Riva (PP), admitiu que houveram falhas por parte dos parlamentares e do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), devido à ausência de discussão sobre o assunto. O progressista também reconheceu que existe uma má gestão da saúde e o inchaço da máquina pública.

O deputado defendeu a contratação de Organizações Sociais (OS) e alegou ser possível propor mudanças na lei, que ainda não foi sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB).

“O secretário errou por não ter discutido o assunto com o Conselho Estadual de Saúde, a assembléia deveria ter realizado a audiência antes de aprovar a lei, mas é possível aperfeiçoar a lei”, afirmou em entrevista ao Olhar Direto.

Riva acredita que o governador Silval Barbosa (PMDB) irá sancionar a lei, aprovada pela Assembleia Legislativa por unanimidade, porém poderá propor alterações. A preocupação do parlamentar é que a audiência pública tenha um resultado prático para conseguir beneficiar todas as classes.

“Esta discussão é muito especial, mas precisamos extrair qual o melhor modelo de saúde pública para poder aperfeiçoar a lei”, afirmou Riva No entanto, o deputado defendeu a implantação de OS no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, até para servir como teste, apesar de alegar que existem exemplos que deram certo, como em Pernambuco.


Apesar de admitir erros, Riva se posicionou favorável a contratação de Organizações Sociais para administrar os hospitais regionais do Estado, mas pede transparência. “Acredito neste modelo de gestão, desde que seja feito com transparência”, afirmou.


O deputado não esteve presente na sessão em que foi aprovado o projeto de lei que permite a contratação das OS, mesmo assim convocou a audiência para debater o assunto.

COMENTÁRIO DO MSD:


A posição do Deputado Riva apenas reforça sua biografia sempre envolvida em escândalos ligados a malversação de recursos públicos. Como presidente da AL é responsável pela tramitação atabalhoada de todos os projetos de lei e pelo fiel cumprimento do Regimento Interno da AL que, neste caso específico, foi rasgado na calada da noite. E é irônico um deputado com o currículo que tem o Deputado Riva falar em transparência...

Polêmica continua: solução não é terceirização

Manchete de hoje do jornal A Gazeta

Amanda Alves

O projeto de terceirização dos serviços de saúde imposto pelo secretário de Estado de Saúde (SES), Pedro Henry, não é solução para o caos instalado no Sistema Único de Saúde (SUS), afirmam representantes de pelo menos 23 entidades civis organizadas. Eles denunciam que Cuiabá é a única capital do Brasil que não possui um hospital público estadual, o que acarreta um dos grandes gargalos do atendimento, a falta de leitos. Afirmam que a solução passa longe da terceirização, em que será possível fazer contratações sem licitação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) e bens públicos serão cedidos. Com a implantação da nova gestão, o Governo acabaria de terceirizar todos os estabelecimentos hospitalares, já que os 4 hospitais do interior não representam nem 10% dos leitos disponíveis no Estado.

O servidor público e ex-secretário de saúde de Cuiabá, Luiz Soares, diz que a solução apontada pelo Governo é despropositada, pois trata-se de apenas uma transferência do problema a terceiros. Além de não ter uma obrigação para prestação de contas, coloca em questão todo o sistema SUS.

"Cuiabá é a única capital do Brasil que não tem um hospital estadual de retaguarda. O afogamento do Pronto-Socorro de Cuiabá é uma realidade de Mato Grosso que não é do Brasil", alerta Luiz, que é integrante do Movimento Saúde e Democracia. Ele diz que o PS foi planejado para atender emergência e urgência, mas hoje virou um "hospital geral" para todos os mato-grossenses. "Precisamos de uma política de saúde, que atenda os 85% da população que recorrem ao sistema público. O SUS é um processo em evolução, mas precisa de investimento".

O ex-secretário adjunto da secretária de saúde de Cuiabá, Wagner Simplício, conta nos dedos o número de estabelecimentos públicos que hoje estão disponíveis à população. Hospitais Santa Cruz, Modelo, São Tomé e Hospital das Clínicas são prédios adquiridos pelo Governo e que estão de portas fechadas. Outros, como o São Lucas e Santo Antônio se tornaram clínicas particulares. No Hospital São Judas e Hospital Bom Jesus foi diminuído o número de leitos da última gestão de Governo para cá.

Segundo Wagner, seria necessário um hospital estadual com no mínimo 400 leitos na Capital e serviços de especialidade, como cirurgias vasculares e neurológicas para atender a demanda. Ele critica a demora na abertura do Hospital Metropolitano de Várzea Grande e afirma que os 60 leitos previstos são insuficientes. "Cuiabá representa o ápice da pirâmide e está com o atendimento de alta complexidade".

Na opinião do médico e prefeito de Rosário do Oeste, Joemil Araújo (PMDB), a política da saúde de todo o Estado precisa melhorar urgentemente com a interação com os municípios. "Como está aí tem que ser mudado, senão tem que comprar mais ambulância".

O prefeito diz que, diariamente, pacientes precisam viajar a Capital em busca de atendimento. Ele diz a cidade adota experiência pretendida pelo Governo. "Nós temos um hospital filantrópico que é gerido por uma diretoria eleita pela sociedade, mas só que o modelo funciona com muita dificuldade".


O repasse mensal é de R$ 20 mil e mais 4 médicos, com custo de R$ 10 mil cada um por mês, mantidos pela Prefeitura. Segundo Joemil, as consultas com clínica médica e de pediatria atendem a demanda, mas se o paciente necessita de serviço de média complexidade, surge o problema.


COMENTÁRIO DO MSD:

A causa de tudo isso é a ineficácia da rede  básica, onde 80 % das demandas poderiam ser solucionadas.  O problema é que ela não funciona, por inúmeras causas, retratadas nesses breves relatos que servem de exemplo.  Ou a unidade básica  não tem profissionais, que não cumprem sua jornada de trabalho, ou não tem material por falta de gestão , ou ambas as causas estão juntas, o que infelizmente parece ser a regra. Como a atual (ausência de ) gestão da Secretaria Municipal de Saúde não parece nem  estar interessada nem  ser competente para tentar solucionar tais questões, que tal o Ministério Público constituir uma força -  tarefa e  promover um rápido levantamento da questão e exigir soluções imediatas, pelo menos para essas questões que saltam aos olhos ?

Presidente do Sindimed defende hospital estadual como solução para caos

Blog da Sandra Carvalho registrou:
O presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Edinaldo Lemos defendeu hoje (17), na manifestação contra as Organizações Sociais, um hospital público estadual como saída para o caos no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, a exemplo do Movimento Saúde e Democracia (MSD), que inclusive lançou a campanha “Cuiabá exige Hospital Público Estadual”.

Na presença de profissionais de saúde, entidades e instituições das diversas áreas, servidores públicos, estudantes, políticos, ex-gestores do SUS, organizações de defesa do SUS e lideranças comunitárias, o médico e sindicalista criticou a gestão da saúde no estado. E apontou como uma das soluções para a melhoria da qualidade da assistência ao usuário do SUS a construção de um grande hospital público sob a gerência do Estado.


Para o Sindimed e o Movimento Saúde e Democracia (MSD): somente a construção de um grande Hospital Público Estadual em Cuiabá vai solucionar o problema da falta de leitos e de cirurgias de alta complexidade, garantindo mais qualidade no atendimento ao usuário do SUS e condições de trabalho aos trabalhadores da Saúde.

quinta-feira, 17 de março de 2011

MSD lança campanha a favor de hospital público estadual em Cuiabá durante manifestação

O Movimento Saúde e Democracia (MSD) levou para a manifestação contra as Organizações Sociais, hoje (17) a tarde, em Cuiabá, uma campanha em defesa de Hospital Público Estadual como solução para o caos da saúde em Mato Grosso. Para o MSD, o hospital deve ser construído em Cuiabá.


No panfleto distribuído durante o manifesto, o movimento lembra que Cuiabá é a única Capital do país que não possui nenhum Hospital Público Estadual sob a responsabilidade do Governo do Estado e que o Pronto Socorro de Cuiabá recebe pacientes de todo o Estado e até de outros países vizinhos sendo seu custo pago pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).


Também destaca que a saúde no interior do Estado está precária, por isso o Pronto Socorro de Cuiabá vive lotado e com dificuldades para transferir pacientes mais graves para os hospitais privados contratados pelo SUS/Cuiabá.


De acordo com o odontologista Wagner Simplício, membro da Comissão Executiva Provisória, do MSD, somente a construção de um grande Hospital Público Estadual em Cuiabá vai solucionar o problema da falta de leitos e de cirurgias de alta complexidade. “ Somente um Hospital Público Estadual vai garantir mais qualidade no atendimento ao usuário do SUS e condições de trabalho aos trabalhadores da Saúde”, reforçou ele.

O ex-gestor do SUS, Luiz Soares, esteve presente à audiência e, como membro do movimento, observou que somente haverá um SUS forte e eficiente se ele for dirigido com honestidade e transparência e que somente um hospital público estadual livrará o Pronto Socorro de Cuiabá de sua eterna superlotação reservando a ele seu papel de unidade para emergências.


Sobre as Organizações Sociais, Soares é contra por temer que elas passem a ser uma ameaça para o SUS já que está livre de quaisquer fiscalizações. “Não dá pra confiar em Pedro Henry nem dormindo”, cutucou. (http://www.sandracarvalhocuiaba.blogspot.com/)

Em defesa das OS, Pedro Henry perde três vezes em 10 dias

Está no Blog da Sandra Carvalho
O secretário estadual de Saúde, Peddro Henry (PP) já enfrentou três derrotas na tentativa de ver aprovada a contratação de Organizações Sociais para assumirem a gestão do Sistema Único de Saúde(SUS) em Mato Grosso: perdeu para o Ministério Público, que proibiu a contratação de OS para gerir o Hospital Metropolitano de Varzea Grande; perdeu ontem (16) durante audiência com o Conselho Estadual de Saúde; e perdeu hoje, quando foi vaiado por uma multidão de manifestantes na audiência pública da Assembleia Legislativa. O manifestação mostrou a força de profissionais da saúde de diversas áreas que engrossaram a corrente contra as OS.


Os manifestantes se concentraram no monumento Ulisses Guimarães, na Avenida do CPA, de onde saíram em caminhada rumo à AL, onde estava marcada uma audiência pública para discutir a situação do SUS em Cuiabá, atendendo pedido da Câmara de Vereadores.


Com faixas, cartazes e apitos, entraram no plenário que ficou pequeno para tanta gente. Lideranças comunitárias e representantes não só de entidades ligadas ao setor da saúde fortaleceram a manifestação cujo resultado foi o fortalecimento do movimento contra o que vem sendo chamado de “privatização da saúde”. (www.sandracarvalhocuiaba.blogspot.com)

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS - O$’s

Abelardo Júnior Scavassa

Sou Cidadão Brasileiro, Enfermeiro, Especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Saúde, titulo conferido pela Universidade Federal do Estado de Mato Grosso, Vice-Presidente do Conselho Municipal de Saúde do município de Alta Floresta-MT, Membro da Rede de Apoio ao SUS em MT e venho modestamente através dos meios pelo qual tenho acesso no momento, manifestar a minha indignação e porque não a minha revolta contra essa estratégia “Ilícita e Inconstitucional” e porque não dizer também: “Antiética e Imoral” de gerenciamento dos serviços de saúde pública proposta para o Estado de Mato Grosso por meio de Organizações Sociais – OS’s, como também, elogiar a desenvoltura dos gestores que por meio de “arranjos mandraques” mamam no dinheiro público.
 
Confira texto completo acessando a página ARTIGOS deste blog.

Cartilha do Usuário do Sus