segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pernambuco tem 17 unidades geridas por modelo com OSS

Especial para o Diário de Cuiabá

Em Pernambuco, os três últimos hospitais construídos (hospitais Dom Helder e Miguel Arraes em Recife e outro em Petrolina) pela administração do governador Eduardo Campos (PSB), e também 14 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) que estão em funcionamento, estão sob o gerenciamento de Organizações Sociais de Saúde (OSS). Outro hospital, já antigo, localizado em Ouricuri (no Sertão do Araripe), também funciona dentro desse novo modelo de gestão.

Depois de ter visitado, na companhia de técnicos e de parlamentares, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA Imbiribeira) e os hospitais Dom Helder e Memorial do Guararapes, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, visitou na quinta-feira o superintendente de Gestão Regional da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Humberto Antunes (o secretário Antônio Carlos Figueira estava no interior com o governador cumprindo agenda oficial). Henry explicou que Mato Grosso está buscando um novo modelo de gestão de saúde. Para isso, ele tem visitado unidades de saúde no Brasil gerenciadas por OSS.

“O IPAS (Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde), que trabalha com vocês, participa de um Chamamento Público em Mato Grosso e já se habilitou na primeira fase. Por isso, estamos aqui para observar os procedimentos”, disse o secretário. Incluindo o IPAS, oito organizações sociais de saúde mantêm contrato com o governo de Pernambuco para o gerenciamento de UPAs e hospitais.

COMENTÁRIO DO MSD:

-  É no mínimo escandaloso que os governantes usem dinheiro público para construir e equipar hospitais que são repassados para grupos ditos não lucrativos prestarem serviços ao próprio estado !!!!!!!!!

-  Por que unidades públicas não podem ser gerenciadas com seriedade e avaliação de desempenho também?  Porque são gerenciadas polítiqueiramente, por pessoas que estão ali apenas para defender os interesses de grupos políticos no poder.

UPA de Recife administrada por uma organização

Especial para o Diário

Em Recife, cidade com 1,5 milhão de habitantes, o secretário Pedro Henry iniciou a visita pela UPA Maria Esther Souto Carvalho, construída pelo Estado no bairro Imbiribeira, e que no último dia 26 completou um ano de funcionamento. Desde sua inauguração, a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) está sob a administração do IPAS (Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde), que foi o responsável pela contratação de funcionários e pela implantação do sistema de informática que tornou a unidade a primeira do país a não utilizar papel em sua rotina: tudo é por meio eletrônico, o que torna mais rápido o atendimento.

Funcionando durante 24 horas, a UPA atende por mês 15 mil pessoas (média de 500 por dia) e conta com 199 funcionários incluindo 56 médicos. A cada plantão de 12 horas, o corpo clínico conta com oito médicos (dois ortopedistas, dois pediatras e quatro clínicos). A UPA faz atendimentos de emergência, tem clínica médica, pediátrica e ortopédica e também faz exames de laboratório e de diagnóstico por imagens. Por mês, o Estado repassa para a UPA cerca de R$ 900 mil para bancar os custos.

COMENTÁRIO DO MSD:

-  500 atendimentos por dia divididos por 16 médicos ( 8 a cada plantão de 12 horas) dá uma média de 1,3 pacientes por hora por médico. É muito pouco para ser apontado como modelo de eficiência  !!!!!!!!!!!!!

-  R$ 900 mil por mês para atender 15 mil pessoas dá R$ 60,00 por pessoa ,  6 vezes o valor repassado pelo SUS para consulta de urgência e 50% a mais do que a UNIMED paga por uma consulta para os seus médicos proprietários. Que economia !!!!!!!

O atendimento do usuário é feito conforme o estado de saúde do paciente (pela gravidade do caso) e não por ordem de chegada. Ao chegar à unidade, o paciente tira uma senha e, em seguida, é atendido pelo setor de análise de risco. Ali, dependendo de sua situação, do grau de complexidade, ele é encaminhado para o especialista e a chamada (visível num monitor) será feita de acordo com a prioridade definida pelo sistema. Pulseiras, com cinco cores diferentes, são colocadas nos pulsos dos usuários: a vermelha refere-se a casos mais graves, que exigem atendimento imediato; a laranja, é caso muito urgente; a amarela, urgente; a verde, pouco urgente, e, a azul, o usuário pode aguardar. Após essa classificação, o usuário faz seu cadastro com dados pessoais e recebe uma carteira com código de barras e que servirá para identificar seu prontuário eletrônico toda vez que buscar atendimento.

- Chama-se “classificação de risco “ e foi implantada no PS de Cuiabá há 3 anos.

EXPERIÊNCIA - Três semanas depois de ter voltado da Holanda (onde viveu nos últimos 16 anos), Benedita Caldas, 57 anos, procurou a UPA para fazer inalação. Ela elogiou o grau de informatização da unidade e a rapidez no atendimento, além da atenção que recebeu dos profissionais. “Na Holanda, o tratamento era mais ‘frio’. Aqui, ao saberem que eu tenho tendência a diabetes, fizeram um exame para ver o nível de glicose”, salientou.

Outro paciente atendido foi o maitre de restaurante Pedro Silva de Araújo, 30 anos. Com dor de garganta, ele foi para uma policlínica e depois de ter ficado por duas horas na fila à espera de atendimento, ouviu do funcionário que não seria atendido porque não havia médico clínico otorrino. Chateado, saiu dali e foi direto para a UPA Imbiribeira. Com a senha de número 52 na mão, depois de meia hora ele foi chamado ser atendido por um médico.

COMENTÁRIO DO MSD:

- Por que essas atividades não podem ser executadas  sob gestão pública ? O que elas tem de tão complicado ? Nada !!!!! O que temos hoje é uma gestão frouxa pois é feita sob ótica da politicagem e da corrupção.  Terceirizar só vai servir para que os controles  do dinheiro público sejam mais frouxos ainda, facilitando a vida de mensaleiros e sanguessugas.

Henry volta do Nordeste convicto de mudança

Especial para o Diário de Cuiabá

Depois de ter visitado na quinta-feira dois hospitais em Pernambuco e uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), gerenciados por Organizações Sociais de Saúde (OSS), o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, voltou a Mato Grosso convicto de que o modelo proposto para o gerenciamento da Saúde no Estado, por meio de OSS, é o melhor caminho.

“É um modelo que permite uma alta resolutividade, dá mais resultados e que possui eficientes mecanismos de controle e redunda num nível de satisfação muito grande do usuário”, declarou Henry, que visitou as unidades (em Recife e na região metropolitana) e também a Secretaria Estadual de Saúde acompanhado da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), que integra a comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, de técnicos da SES e de representantes da prefeitura e do Legislativo de Várzea Grande.

Titular da Comissão de Saúde, a deputada Luciane Bezerra (PSB) representou a Assembleia Legislativa durante as visitas. Ela disse que sua impressão foi a melhor possível. “Confesso que tinha dúvidas em relação às OSS [Organizações Sociais de Saúde] por conta de boatos sobre irregularidades em alguns estados. Mas, conversando com a Secretaria de Saúde, visitando unidades e vendo o funcionamento, acredito que se for feito com seriedade, igual ao que está sendo feito aqui, com certeza será o pontapé inicial para tirar a Saúde de Mato Grosso da UTI”, declarou. Também participaram das visitas o vereador Toninho da Glória (PV) e o superintendente de Gestão da Secretaria de Saúde de Várzea Grande, Odenir de Arruda Barbosa.

COMENTÁRIO DO MSD:

- Serviços de saúde de boa qualidade também podem ser oferecidos a população através da gestão direta como se observa em centenas de instituições públicas distribuídas pelo País. Basta que sejam gerenciadas por pessoas honestas, competentes, comprometidas com o conceito de “ serviço público” e não por apaniguados políticos envolvidos em maracutaias, desqualificados e sem compromisso com bem atender a população.

- A Deputada Luciane cada vez se desmoraliza mais com suas opiniões pendulares, ora balançando para lá, ora balançando para cá !!!! Primeiro votou a favor do PL, depois se arrependeu e discursou na tribuna da AL que era contra, mas agora acha uma maravilha !!!!. O que será que a viagem teve de tão bom assim para mudar de novo de opinião ????  Cada vez fica mais evidente o seu despreparo para a função.

sábado, 2 de abril de 2011

Médicos da Baixada Cuiabana aderem à greve

Antonielle Costa

Médicos da Baixada Cuiabana aderem, na próxima segunda-feira (4), à paralisação da categoria, que teve início no último dia 10, em protesto ao novo modelo de gestão da administração dos hospitais, que será implantado pelo Governo do Estado, nos próximos dias.

Os serviços passarão a ser executados por organizações sociais. A mudança foi aprovada pela Assembleia Legislativa e aguarda sanção do governador Silval Barbosa (PMDB).

Com a adesão, os profissionais efetivos do Estado que prestam serviços no Centro de Reabilitação Dom Aquino, Adalto Botelho e Centro de Especialidades Médicas (Cermac) cruzarão os braços.

Também participaram do movimento grevista os servidores cedidos ao Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá e Várzea Grande, Hospital Geral Universitário e Hospital Júlio Muller.

Ao MidiaNews, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Edinaldo Lemos, explicou que a contratação das OS's inviabiliza o atendimento da pauta de reivindicações da categoria, que, segundo ele, foi entregue ao governador, no ano passado.

Dentre as exigências estão: melhores condições de trabalho, regularização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e concurso público.

"Somos contra as organizações sociais, por entendermos que irá prejudicar o atendimento de nossas reivindicações. Com o novo modelo, o PCCS e o concurso público não serão realizados, indo de encontro a tudo que vínhamos conversando até o momento", afirmou Lemos.

Ele observou que, no ano passado, o governador havia prometido um concurso público específico para área de Saúde de 2011, em virtude de ter ficado fora do "megaconcurso, realizado para 10 mil vagas.

"Na época em que foi anunciado o concurso, deixamos de recorrer à Justiça, em função de um compromisso de que teríamos um exame especifico, para a categoria da Saúde, neste ano. Aí, vem a contratação da OS, que inviabilizada tudo", disse o sindicalista.

Intensificação do movimento

Segundo o presidente do Sindmed, o indicativo de greve aprovado no início deste mês foi para que toda categoria cruzasse os braços. No entanto, inicialmente, apenas os profissionais do Interior do Estado haviam paralisado as atividades.

Sem avanço nas negociações com o Governo, a categoria decidiu intensificar o movimento. Segundo Edinaldo, serão mantidos os atendimentos de urgência e emergência em 100% e os ambulatoriais em 30%, como vem sendo feito no interior.

Outro lado

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário de Saúde Pedro Henry (PP), informou que deu encaminhamento às reivindicações da categoria.

Ele disse que já determinou a realização de um um estudo técnico para regularizar a questão que envolve o Samu. Sobre o PCCS, informou que  vem sendo discutida a possibilidade de que seja integrado ao plano dos demais servidores públicos.

Quanto a concurso público, o secretário afirmou que as discussões cabem ao governador do Estado.

COMENTÁRIO DO MSD:

Como já dissemos e vamos repetir até ficarmos surdos, para que fique bem clara a nossa posição, o MSD é contário a proposta de privatização não por interesses corporativos ligados a planos de carreira e salários .  Somos contrários porque não é preciso desmontar a gestão pública para melhorar a saúde, basta torna-la  honesta, transparente,  competente e comprometida com o interesse público.  Ou seja, tudo o que ela não tem sido na asúde em Mato Grosso. Entregar patrimônio público para instituições ditas “sem fins lucrativos”  seriia caso de cadeia se tivéssemos um judiciário afinado com o interesse poúblico.

Henry insiste em terceirização de hospitais e tenta convencer prefeitos

A Secretaria de Comunicação do Governo do Estado divulgou:

Depois de iniciar o processo de instalação do novo modelo de gestão da Pasta da Saúde do Estado, na assistência médico-hospitalar, de parceria com as chamadas Organizações Sociais de Saúde, o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry vem recebendo visitas em seu gabinete de prefeitos das macrorregiões e microrregiões de Saúde do Estado.
A visita dos prefeitos tem como objetivo conhecer a nova modalidade de gestão de Saúde, que pretende dar resolutividade às ações de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e acima de tudo melhorar o acesso dos usuários ao sistema.

O médico e prefeito de Rosário Oeste, Joemil de Araújo trouxe uma equipe técnica e membros gestores do Hospital Associação Municipal de Proteção de Rosário Oeste, chamado de Hospital Amparo, objetivando se inteirar do assunto. Segundo o prefeito, o hospital que atende a população do seu município é referência para a microrregião do Médio Norte do Estado. O hospital atende uma população estimada de 47 mil habitantes, com abrangência aos municípios de Jangada, Acorizal e Nobres, bem como as cidades localizadas no entroncamento dos municípios do Médio Norte.

Para o prefeito Joemil de Araújo, o hospital nesse modelo atual onera em muito o seu município. De acordo com ele, os serviços da assistência médico-hospitalar acabam por retirar dinheiro das ações da Atenção Básica que somam a importância de R$ 40 mil por mês para pagar os custos, “com o que não concordo, por ser a Atenção Básica a saúde preventiva e prioridade da Gestão Municipal”, disse.

Joemil salienta que vai dar início às discussões no município, com chamamento para Audiência Pública com os segmentos da sociedade como, Conselho Municipal de Saúde, Câmara de Vereadores. “Vamos discutir a possibilidade de também estabelecermos parceria com Organização Social de Saúde, daí teremos os serviços ampliados para a Alta Complexidade, afirma. Hoje atendemos a baixa e média complexidade, e temos muitos acidentes nas rodovias, onde as vítimas necessitam de um atendimento de maior complexidade. Por outro lado, também a nossa população poderá ser atendida na nossa região evitando assim deslocamentos para a Capital”, disse o prefeito.

A presidente do Hospital Amparo, Inês de Fátima Cerrutto disse que o hospital tem um compromisso social a ser desempenhado e que hoje está comprometido, por faltar meios que o faça evoluir, tanto na adoção de infraestrutura necessária como aquisição de equipamentos mais avançados devido o alto custo da manutenção. “Se é possível implantar este novo modelo que já deu certo em tantos outros municípios do País, porque não aqui? Vamos continuar com a nossa missão de atender ao Sistema Único de Saúde, porém com mais condições e perspectivas de crescimento principalmente no quesito da acessibilidade ampliada. A população de Rosário Oeste e municípios abrangentes querem mudança e vamos proporcionar isso a ela”, disse Fátima Cerruto.

O prefeito de Pontes e Lacerda, Newton Miotto, outro que tomou conhecimento da nova proposta de Saúde, disse que já vem trabalhando com suas equipes desde a última visita do secretário Pedro Henry em seu município, no dia 14 de janeiro, quando promoveu a primeira discussão já ampliada com a sociedade e dirigentes da unidade de saúde Santa Casa, no sentido de buscar solução aos problemas que a entidade sofre de infraestrutura e falta de linhas de financiamento.

A intenção do prefeito é a de transformar a Santa Casa autossuficiente nos serviços da média complexidade para depois partir para implantação da alta complexidade. “Com as mudanças e a parceria com Organização Social de Saúde, com certeza o nosso município se concretizará como mais um polo de referência em Saúde da Região Oeste. Já avançamos nas discussões e estamos quase na fase final dos trabalhos. Acreditamos nesse novo modelo”, afiançou o prefeito.

A prefeita de Alta Floresta, Izaura Dias Alfonso disse que já avançou nas discussões em seu município e acredita na parceria das Organizações Sociais de Saúde como sendo um caminho para a administração hospitalar. “Trata-se de um modelo de Gestão que vai melhorar os serviços da assistência médico-hospitalar. Um item de trabalho da rede SUS que impacta no orçamento das Secretarias Municipais de Saúde. Não é fácil manter um hospital aberto e quando se abre uma unidade hospitalar ela necessita acompanhar a tecnologia e ter uma infraestrutura adequada”, disse.

A prefeita acrescentou que a população do seu município cresceu, mas a Saúde tem que avançar. “Vamos estadualizar o Hospital Municipal. O nosso projeto é para a população. Temos que ter leitos de UTIs, implantar a alta complexidade. Com o novo modelo de gestão de Saúde vamos desamarrar o setor e avançar. Atendemos seis municípios a contar de Alta Floresta, como Carlinda, Paranaíta, Nova Brasilândia, Nova Monte Verde, Apiacás e ainda 120 famílias moradores ao Sul do Pará, na divisa com Mato Grosso. Então, temos grandes responsabilidades por sermos a referência em serviços de saúde. O que não dá mais é ver a população desassistida e ter que encaminhá-las para a Capital por falta de serviços mais qualificados. É um passo importante que vamos dar”, enfatizou a prefeita Izaura Dias Alfonso.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry vem dizendo às dezenas de prefeitos que o procura para se informarem acerca do assunto. Henry afirma não ter dúvidas que promover parcerias é uma forma de avançar nas ações e serviços da rede SUS. Para ele, a parceria com as organizações Sociais de Saúde vai resolver o grande gargalo da assistência médico-hospitalar, que é a falta de acesso do cidadão ao SUS e aos serviços de acompanhamento tecnológico.


COMENTÁRIO DO MSD:



O Secretário Pedro Henry está vivamente interessado em privatizar toda a saúde em nosso Estado, pois com controles sócias mais frouxos, a criatividade de certos gestores fica mais livre . Assim, aquisições de ambulâncias e pagamentos mensalidades são mais facilmente realizadas.

Setor de endoscopia fechado no Júlio Muller

Foi publicado no jornal A Gazeta

Caroline Rodrigues

O setor de endoscopia do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal há 1 semana devido a problemas na desinfecção dos equipamentos utilizados no exame. O espaço também tem equipamentos quebrados há 1 ano, como é o caso do Arco C, utilizado nas cirurgias de retirada de cálculo na vesícula. O setor atende, diariamente, 8 pacientes de Cuiabá e do interior de Mato Grosso que precisaram ser remanejados para os demais hospitais de Cuiabá, conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A Vigilância Sanitária informou, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que os fiscais detectaram falhas no uso dos equipamentos de desinfecção. A esterilização realizada pelos técnicos era ineficaz e trazia riscos de contaminação aos pacientes.
A hospital foi notificado e precisa encaminhar um documento no qual vai apresentar um procedimento de limpeza que atenda as exigências. Até a tarde de ontem, a administração não tinha entregue o projeto de solução para o problema.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Arlan Azevedo, explica que além dos problemas no setor de endoscopia, o hospital sofre com a carência de recursos. O dinheiro não é suficiente para garantir as melhorias necessárias.

No começo do mês março, o CRM fez uma fiscalização na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na ocasião, o presidente do CRM constatou a presença de fungos e infiltrações na unidade. Os profissionais também reclamaram da falta de equipamentos reservas, que não permitiam a retirada de materiais em tempo hábil para a desinfecção

COMENTÁRIO DO MSD:

Se o HUJM fosse uma OS ou um hospital privado, o Secretário Pedro Henry já teria arrumado um conveniozinho para
passar um dinheirinho para mais uma reforminha.....  . Mas como é um hospital público ...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Chuva invade PS de Cuiabá e alaga casas

Chuva invade PS de Cuiabá e alaga casas

Está no jornal A Gazeta

Alagamentos em Várzea Grande e Cuiabá, quedas de árvores e, novamente, prejuízos no Pronto-Socorro da Capital. Esse é o saldo da chuva que caiu sobre a região metropolitana na tarde e noite de terça-feira (29) e madrugada de ontem (30). De acordo com o 9º Distrito de Meteorologia, este mês já choveu em Cuiabá 384,3 milímetros, mais que o dobro da média prevista para março, que é 169,5 milímetros.

No PS a água começou a entrar na ala vermelha do setor de urgência e emergência por volta das 22h. As intensas goteiras permaneceram até às 3h da manhã. Dessa vez, o forro de gesso não cedeu, mas a infiltração foi capaz de alagar o setor. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, o telhado não suportou a quantidade de chuva, provavelmente por problemas nas telhas.

Em fevereiro deste ano, foram registrados 2 desabamentos de forro na sala vermelha da unidade em apenas uma semana. Na época, uma equipe foi acionada para recuperar o estrago e o então secretário de saúde contou que o telhado não havia sido trocado na última reforma.

Já Secretaria de Saúde de Cuiabá informou, por meio de nota, que a água não atingiu nenhum leito, apenas o piso do Pronto-Socorro. O setor de manutenção e limpeza foi acionado para a retirada da água. Conforme a nota, a água não prejudicou os equipamentos, nem a integridade dos pacientes internados na ala.

COMENTÁRIO DO MSD:

Se fosse uma OS ou hospital privado, o Secretário Pedro Henry já teria providenciado  um convênio para arrumar  o telhado...Reformas apenas de fachada não vão servir para nada a não ser para jogar dinheiro público fora ... e enriquecer empresários que vão fazendo essas  reforminhas, sempre os mesmos.  

A verdade é que estrutura do PSM de Cuiabá é antiga  e  já não comporta mais as necessidades de Cuiabá. Sua total recuperação  é muito  cara e de difícil execução , pois não pode ser “ fechado para reformas”.  Já é tempo de discutirmos a estruturação de uma rede de saúde adequada para Cuiabá, principalmente por ser referencia regional para mais de 3 milhões de pessoas.  Precisamos urgentemente de um grande hospital para esse papel , especialmente na alta complexidade , pois Cuiabá é a única capital de estado que não tem um hospital desse tipo, que é responsabilidade do governo do Estado.  Precisamos também de um Novo Pronto Socorro, com um projeto adequado as necessidades atuais e futuras,  de bom padrão  (tipo os prédio das sedes dos poderes, modernos, bonitos, confortáveis, climatizados, ...) e de pelo menos uma Policlinica para a região da  Grande D. Aquino   . E claro, expansão da rede básica para cobertura universal pelo PSF.

Mais 400 médicos vão ‘engrossar’ greve em MT

Publicado pelo Diário de Cuiabá


Carolina Holland

Cerca de 400 médicos servidores do Estado que trabalham em Cuiabá e municípios vizinhos podem entrar em greve a partir da próxima segunda-feira, engrossando o movimento dos profissionais da categoria que atuam nos quatro hospitais regionais do Estado. As unidades estão com as atividades paralisadas desde o dia 10 de março.

Os médicos são contra o novo modelo de gestão dos hospitais regionais implantado pelo Estado, que estabelece que a administração dessas unidades ficará a cargo de Organizações Sociais sem fins lucrativos.

O edital para escolha da Organização Social que vai administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, pioneiro na gestão pelo modelo em questão, chegou a ser suspenso por uma liminar a pedido do Ministério Público Estadual, mas o Tribunal de Justiça derrubou a decisão e o certame foi retomado. A abertura dos envelopes das instituições interessadas aconteceu na segunda-feira. O Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS), investigado pelo Ministério Público em dois estados por supostas irregularidades em contratos, foi a única OS com a documentação aprovada.

Na semana passada, o Ministério Público Estadual entrou com recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça que permitiu que o processo licitatório tivesse continuidade. “O Estado ainda não explicou porque o prazo para apresentação de propostas na licitação foi tão curto”, disse o promotor de justiça Alexandre Guedes, referindo-se ao fato de que o tempo para os interessados em participar do certame foi de apenas três dias.

Em relação ao fato de o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde ser investigado por supostas irregularidades, o promotor disse que o Ministério Público ainda não fez nenhum levantamento a respeito da instituição porque considera o processo licitatório ilegal. “A escolha por esse tipo de gestão não passou sequer pelo Conselho Estadual de Saúde para avaliação”, afirmou Guedes.

A divulgação do resultado da instituição vencedora da licitação será no próximo dia 4, mas a homologação do resultado será em 19 de abril.

COMENTÁRIO DO MDS:

O MPE tem que entrar com toda força e disposição nessa demanda, pois a proposta do Sec.  Pedro Henry está cheia de irregularidades não só nos aspectos formais mas principalmente no mérito. Se a gestão pública direta tem sido ineficaz para obter bons resultados – e isso é indiscutível, basta ver a tragédia que é a saúde pública em nosso meio – a solução é torná-la competente e não simplesmente extingui-la, através de um processo de privatização, mascarado pelo termo tão em moda de “parceria” . Estranha parceria ... o dinheiro público foi usado para construir, equipar e manter essas unidades mas como o gestor público não dá conta de ter bons resultados, a solução é entregar tudo de mão beijada  para entidades falsamente não – lucrativas administrarem . Isso é lesão contra o patrimônio público,
            A solução é a mudança de paradigmas na gestão pública. Os dirigentes de saúde pública devem ser escolhidos por honestidade e competência nessa área, por terem uma história de comprometimento com as propostas do SUS e não pelo critério de lotear os cargos como os governantes atualmente fazem, a semelhança de piratas quando saqueavam um navio aprisionado e dividias os tesouros encontrados. Os cargos de livre nomeação devem restringir-se ao primeiro escalão, para evitar-se o triste espetáculo do rodízio dos superintendentes, diretores, chefes e chefetes de todos os tipos,  protegidos deste ou daquele poderoso, que  geralmente vem ocupar cargos importantes sem conhecerem nada daquilo que irão comandar, em detrimento de tantos profissionais de carreira, competentes e comprometidos com o SUS.
            A gestão deve ser implacável na avaliação de desempenho das unidades e dos seus profissionais, avaliando produção e qualidade de serviços  e em contrapartida, assegurar boa remuneração e condições adequadas de trabalho.
            Eficiência e eficácia são possíveis no serviço público desde que seus atores, da mais alta hierarquia até o mais humilde dos trabalhadores estejam imbuídos da noção de que são servidores do povo e que deve desempenhar suas funções colocando-se no lugar de usuário e dispensando a ele a atenção e o respeito que gostariam de receber.

terça-feira, 29 de março de 2011

Poucas empresas se apresentaram para assumir Hospital Metropolitano de VG

DIÁRIO DE CUIABA



Instituto do PE pode ‘tocar’ hospital


Entidade de assistência do Estado foi única com documentação apta na abertura de envelope para concorrer à administração do Metropolitano de VG


CAROLINA HOLLAND

O Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS) foi a única instituição com a documentação aprovada ontem na abertura dos envelopes do Edital de Chamamento para a escolha da empresa sem fins lucrativos que vai administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, previsto para ser inaugurado em maio.

A outra concorrente, a Pró Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, não passou na análise documental, mas pode recorrer. O Estado terá de hoje até sexta-feira (1º) para fazer a análise da proposta de trabalho do IPAS. A divulgação do resultado da instituição vencedora será no dia 4 de abril, mas há prazos para recursos. A homologação do resultado final será no dia 19 próximo.


No ano passado, a Secretaria Estadual de Saúde de Alagoas chegou a suspender o contrato com o IPAS, a pedido do Ministério Público Estadual, para administrar um hospital no município de Santana do Ipanema. Já no Rio Grande do Norte, o Instituto Pernambucano administrou sem licitação uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, seis meses depois, venceu seleção para continuar à frente da gestão, mas desistiu do contrato, que foi alvo de investigação do Ministério Público daquele estado.


O modelo de gestão dos hospitais regionais de Mato Grosso proposto pela Secretaria de Saúde desagradou médicos servidores, que estão em greve desde o dia 10 de março. E o movimento pode crescer nesta terça-feira. Os profissionais que atendem em Cuiabá e municípios vizinhos decidem hoje em assembleia se vão aderir ao movimento grevista dos demais profissionais do setor que atendem pelo Estado.


Na ocasião também será feita avaliação da paralisação dos médicos que trabalham nos hospitais regionais, como adiantou o presidente do Sindimed, Edinaldo Lemos. “Nós vamos debater o movimento e discutir o que ainda pode ser feito para a nossa categoria”, disse. Os médicos estão em greve há quase 20 dias.


A adesão de mais médicos à greve pode abrir caminho para negociações entre a categoria e a SES, avaliou o sindicalista. “Cerca de 400 médicos atendem na Baixada Cuiabana. Se eles decidirem parar, o movimento vai crescer e, quem sabe, conseguiremos discutir nossa pauta de reivindicações com a Secretaria”, afirmou.

GAZETA DIGITAL
Oficial: Processo termina no próximo mês


Da Redação


O processo para contratação da Organização Social de Saúde (OSS) será concluído no dia 19 de abril em um chamamento público e posterior publicação em Diário Oficial. Após a análise documental, que aconteceu ontem, a empresa apta, no caso somente o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde, precisa apresentar a proposta de trabalho, que também passa por avaliação da comissão.


A decisão favorável ou não é publicada em Diário Oficial e a fase de recursos acontece entre os dias 5 e 11 de abril.


A contratação da OSS é polêmica e foi alvo de audiência pública e protestos. As entidades de classe e sociedade civil organizada são contra o modelo de gestão, que foi alvo de uma liminar, que impediu o 1º chamamento público.


Com a suspensão da liminar, a SES pode dar sequência ao edital de contratação.


O secretário adjunto da SES, Vander Fernandes, explica que o Estado não tem mais condições de manter o sistema atual. O custo do serviço está acima do mercado devido as dificuldades de gestão e também contratação dos serviços de manutenção.


Fernandes argumenta que as OSS não vão terceirizar o serviço e sim possibilitar o melhor uso dos recursos.


As entidades alegam que a contratação vai facilitar o desvio de recursos e ampliar a corrupção dentro da Saúde Pública. Caso a gestão, do Hospital Metropolitano pela OSS, seja satisfatória, a SES pretende ampliar o modelo para os Hospitais Regionais de Mato Grosso. (CR)



MIDIA NEWS

Instituto habilitado no Estado
é questionado pelo MPF




BRUNO GARCIA


O Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS), única Organização Social (OS) habilitada para administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, vem sendo alvo de investigações por parte do Ministério Público Federal (MPF) e de Ministérios Públicos Estaduais (MPE's).


O sistema, que é criticado por vários segmentos, inclusive, das categorias de profissionais da Saúde, está sendo defendido em Mato Grosso pelo secretário estadual de Saúde, deputado federal licenciado Pedro Henry (PP). Ele pretende implantar o modelo, inicialmente, na unidade hospitalar de Várzea Grande.

Conforme MidiaNews apurou, no Rio Grande do Norte, o MP pediu, no ano passado, a desqualificação judicial do Instituto Pernambucano como Organização Social. O órgão apontou uma série de irregularidades no processo de escolha e contratação da IPAS pela Prefeitura de Natal.


Entre as irregularidades na contratação estão: a falta de publicidade; ausência de natalenses no Conselho de Administração do IPAS; a velocidade do processo de qualificação do IPAS como Organização Social; ausência de processo seletivo para contratação dos profissionais; ausência de controle social e público sobre o IPAS; e dispensa de licitação.


Conforme descrito na ação movida pelo MPE do Rio Grande do Norte, "a rapidez com que foram realizados os atos administrativos para a formalização da contratação de uma entidade que sequer possuía sede em nosso estado resultou em violações às normas de proteção ao patrimônio público, além de lesionar os princípios e diretrizes do SUS".

Em Alagoas, um contrato entre a IPAS e a Prefeitura de Santana do Ipanema, foi alvo do MPF, que instaurou um procedimento civil para analisar o projeto de lei e o contrato, que foi suspenso.


Outro lado - O secretário Pedro Henry, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que todas as informações quanto ao Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde serão levados em consideração e checados. Ele disse que pretende visitar "in loco" o instituto.


A assessoria também ressaltou que a Secretaria de Saúde tem, até sexta-feira (1º de abril), para fazer a análise da proposta de trabalho. O prazo para homologação do resultado final é até o dia 19 de abril.


COMENTÁRIO DO MSD:


- Não foi necessário mais do que algumas horas para demonstrar – se que essa coisa toda cheira muito mal ....


- E o MP e o judiciário daqui iguais a “gato de armazém” ... dormindo em cima do saco !!!!


segunda-feira, 28 de março de 2011

BATE PAPO SOBRE ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NO SUS.

Como forma de enriquecer a discussão que se alastra pelo Estado de Mato Grosso sobre as Organizações Sociais e o SUS, e ao mesmo tempo comentar sobre certos posicionamentos a cerca do tema, convido a você “caro” leitor a refletirmos juntos sobre esse assunto.

Entre na página ARTIGOS e leia artigo na íntegra de Abelardo Jr. Scavassa, enfermeiro de Alta Floresta

domingo, 27 de março de 2011

Verba desviada do SUS daria para fazer 1.439 unidades básicas e mais 24 UPAs


Esta reportagem de Roberto Maltchik está publicada no Globo On Line.

Criado em 1990 para assegurar o pleno atendimento médico-hospitalar à população, o Sistema Único de Saúde (SUS) transformou-se no tesouro mais nobre e vulnerável do orçamento público brasileiro. Recursos bilionários e pulverizados são desviados de hospitais, clínicas credenciadas e unidades de saúde. Investigações administrativas do Ministério da Saúde e da Controladoria Geral da União, concluídas entre 2007 e 2010, apontaram desvios de R$ 662,2 milhões no Fundo Nacional de Saúde. O prejuízo pode ser bem maior, pois somente 2,5% das chamadas transferências fundo a fundo são fiscalizadas, de acordo com a CGU.

Só as irregularidades já atestadas financiariam a construção de 1.439 unidades básicas de saúde e de 24 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), além de pagar os salários de um ano inteiro, com 13, de 1.156 equipes do Saúde da Família. Em procedimentos, equivaleria a 1,21 milhão de cesarianas ou 1,48 milhão de cirurgias de hérnia.

O volume de dinheiro fiscalizado contrasta com a quantidade de desvios impunes. As fraudes incluem compras e pagamentos irregulares, superfaturamentos, desperdício com construção de hospitais que não funcionam e até contratação de um mesmo médico para 17 lugares ao mesmo tempo. Nos quatro anos analisados, o prejuízo foi de R$ 223,07 milhões.


Em Goiás, leitos não passam pela porta
Para ter uma ideia dessa sangria a conta-gotas, O GLOBO recolheu detalhes de auditorias em vários estados e visitou quatro cidades. Em Aparecida de Goiânia (GO), na Região Metropolitana, as 17 novas enfermarias do Hospital de Urgência custaram R$ 1,5 milhão, ficaram prontas em dezembro, mas não foram entregues pela construtora. Os 38 leitos chegaram no mesmo mês, mas permanecem no almoxarifado, entulhados e se deteriorando na chuva. A construtora se esqueceu da saída de emergência, e os leitos não passam pelas portas dos quartos.

- Não ficou lugar para saída de incêndio, banho de sol. Em duas enfermarias, a cama não passa. O projeto não foi bem feito, não - conta um dos funcionários do depósito.

Resta um cantinho no corredor abarrotado para a aposentada Marinalva Siqueira dos Santos, que aguardava há quase 24 horas na fila por um exame de endoscopia.

- Passei a noite toda vomitando sangue. Sangue coalhado, com um monte de gente doente - lamenta.

O secretário de Saúde de Goiás, Antonio Faleiros Filho, diz que os problemas são da gestão passada e que, agora, o prazo de entrega é fim de abril.

sábado, 26 de março de 2011

Médico assume Saúde sem ter um plano de gestão

  • Pires defende OS e Maurérlio comemora saída da pasta: "Toma, que o filho é teu", diz, ao entregar o cargo
Ainda sem ter um plano de gestão definido, o novo secretário municipal de Saúde, médico paulista Antônio Pires, assumiu a pasta nesta sexta-feira (25). O primeiro passo, segundo ele, será avaliar os recursos que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) possui, para tomar as primeiras medidas no setor.

Pires substitui ao também médico Maurélio Menezes, que desejou sorte ao colega e ainda brincou dizendo um "toma, que o filho é teu", em uma clara alusão ao fato de a Secretaria de Saúde ser uma das mais polêmicas da gestão do prefeito Chico Galindo (PTB). Na avaliação de Menezes, a SMS "peitou" Mato Grosso e ainda conseguiu sair vitoriosa.

"A humildade nunca foi meu forte e posso dizer que tivemos muitos avanços e conseguimos nos equilibrar. Conseguimos também reformar parte do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá e peitamos Mato Grosso inteiro. Desejo sorte à Pires. E, agora, toma que o filho é teu", afirmou.

A respeito da implantação de Organizações Sociais (OS) para gerir o Sistema Único de Saúde (SUS), objetivo do secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry (PP), Pires afirmou ser favorável ao modelo gestão. Para ele, falta entendimento por parte de entidades e da população sobre a forma de trabalho.

"Acho que falta um pouco de compreensão sobre o que significa esse tipo de contrato de gestão. Não acontece só com as Organizações Sociais. Por exemplo, o Governo Federal realiza contrato de gestão com todas as agências reguladoras do país, que também são agências do Governo Federal. Não existe essa questão que a OS é apenas terceirizada", disse.

Conforme o secretário, que tem doutorado em Administração, além do contrato de gestão, ainda há a concorrência das leis de licitação e os convênios. Todos com formas diferenciadas de repasse de recursos.

"Existem várias formas de relação, mas o que é fundamental, em qualquer uma delas, é que haja controle, transparência e a possibilidade de você medir e premiar bons resultados", disse.

Avanços

Formado em medicina em 1979 pela Universidade de São Paulo, Antônio Pires, trabalhou com Administração Hospitalar na Capital paulista. Entre as atuações, foi superintendente de Planejamento do Hospital Samaritano.

De acordo com o prefeito Chico Galindo, o perfil técnico de Pires foi primordial na escolha do profissional para assumir a pasta.
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Pires quer reunir entidades
O ex-diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Antonio Pires Barbosa, assumiu ontem a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Uma das principais ações à frente da Pasta será a tentativa de abaixar o custo do Sistema Único da Saúde (SUS) para cada paciente. “Sei que hoje o SUS de Cuiabá gasta algo em torno de R$ 45 per capita por paciente, mensalmente. É caro, precisamos organizar melhor isso”.

Na próxima semana, o secretário vai se reunir com todas as entidades ligadas à Saúde, desde os sindicatos dos médicos até os donos de hospitais. Ele quer discutir com a classe sobre as maiores necessidades no setor em Cuiabá.

“Precisamos entender melhor como está a Saúde cuiabana. Nosso objetivo é melhorar a cada dia o atendimento para a população. Sem dúvida são necessários mais recursos para a região metropolitana, pois recolhemos aqui pacientes do Estado inteiro”, afirmou o secretário.

Pires Barbosa é médico, especializado em administração hospitalar
pela Fundação Getúlio Vargas, 
Recentemente, ele era diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. 

- Preocupante um dirigente máximo do setor mais crítico da nossa cidade, “cair de pára-quedas” aqui, sem entender nada da atual situação da saúde de Cuiabá. Suas primeiras preocupações demonstram uma visão tipicamente assistencialista, própria de quem dirigiu hospitais, o que é bem menor do que dirigir uma instituição de saúde pública.

- Para dirigir saúde pública, além de competência e  honestidade é preciso  ter comprometimento com o interesse público, ou seja, o que interessa a todos ... e não só ao “meu filho” .

Sobre Justiça liberar contratação de OS para Hospital Metropolitano

Diário de Cuiabá

A Justiça Federal indeferiu ação movida pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM) para impedir a licitação de contrato de gestão do Estado com uma organização social para administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, que tem previsão de inauguração em maio. Para o juiz Cesar Augusto Bearsi, não há inconstitucionalidade ou ilegalidade no modelo de gestão proposto pela Secretaria de Estado de Saúde.

Na decisão, o magistrado argumenta que o CRM parte da premissa equivocada de que a saúde é típica do Estado e só por ele pode ser executada, quando na Constituição Federal consta que cabe ao Poder Público garantir a saúde mediante políticas sociais e econômicas, sem dizer que ele deve executar diretamente tudo. O juiz cita ainda o artigo 197 da Constituição, que determina que o serviço de saúde pode ser executado diretamente pelo Estado ou através de terceiros e pessoa física ou jurídica de direito privado.

Para o magistrado, o Estado não tem a pretensão de privatizar, porque o hospital ou qualquer parte do serviço será “simplesmente entregue” para a iniciativa privada, e sim será estabelecida parceria com organização social sem fins lucrativos.

O juiz argumenta ainda que apenas um hospital será incluído no novo modelo de gestão e que o imóvel, equipamentos e parte dos servidores continuarão sendo do Estado, com a Organização Social apenas complementando o serviço, com administração profissional e possibilidade de contratar mais profissionais e adquirir mais aparelhos. Para o juiz, o que o CRM e outras entidades querem de verdade é discutir se este é ou não o melhor modelo de gestão, e que isso não cabe à Justiça decidir.

O novo modelo de gestão proposto pela SES causa polêmica desde que foi anunciado, em meados de fevereiro. O secretário de Saúde, Pedro Henry, defende que a administração dos hospitais regionais seja feita por Organizações Sociais sem fins lucrativos, com o Hospital Metropolitano de Várzea Grande sendo o primeiro a ser administrado no modelo em questão.

Para profissionais da área da Saúde, a medida não passa de privatização do setor, que é de responsabilidade do Estado. Descontentes com a proposta da SES, médicos dos quatro hospitais regionais em funcionamento estão em greve desde o dia 10 de março. Os médicos que atuam na Baixada Cuiabana vão decidir na próxima semana se vão aderir ao movimento dos 500 profissionais já em greve.

Os envelopes para a escolha da instituição sem fins lucrativos que vai gerir o Hospital Metropolitano serão abertos na segunda-feira.

GAZETA 
Juiz nega liminar e SES está livre para decidir sobre OSS

A contratação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) pelo governo do Estado foi considerada legal pela Justiça Federal, que negou liminar ao pedido feito pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). Na segunda-feira (28), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) fará a abertura do processo para contratar uma OSS, sem licitação, para gerir o Hospital Metropolitano de Várzea Grande.
No entendimento do juiz federal Cesar Augusto Bearsi, a contratação da OSS não é inconstitucional e o que o CRM e outras entidades discutem é a melhor forma de gerir o setor, o que não cabe à Justiça decidir. "Apesar da preocupação ser nobre e louvável, não cabe ao judiciário, pois este poder não administra".
O magistrado alega que o juiz não pode se colocar no lugar do administrador para decidir o que é conveniente e oportuno.
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Oposição - As entidades relacionadas à Saúde Pública são contra a contratação das OSS. O chamamento público das organizações interessadas já foi cancelada no começo do mês, após um pedido de liminar do Ministério Público Estadual.
A Procuradoria Geral do Estado conseguiu a suspensão da liminar na Justiça e o secretário Pedro Henry marcou o chamamento público para segunda-feira (21). A data foi adiada para a próxima segunda-feira (28) porque, segundo o secretário, o prazo dará mais transparência ao processo.
O CRM acredita que o modelo proposto pela SES favorece a corrupção e o uso indevido do dinheiro públic


- Lamentável a decisão da Justiça Federal ... Aliás, no  Brasil , a  Justiça está mais ligada a defender os formalismos do que a apreciar a legitimidade das coisas. Basta ver recente decisão do STF que decidiu que muito mais importante do que afastar os safados da vida pública é observar legalismos de prazos, etc.  Acorda Justiça !!!! Sacode a poeira e entre em sintonia com o povo ao invés de continuar protegendo os criminosos poderosos e ricos.


- Olho aberto nessas instituições “sem fins lucrativos” ... atenção com quem está por trás delas. Aliás, quem seriam os verdadeiros beneficiados pelo escândalo das OSCIP no ano passado (Creatio e outras ...)? Pegaram só os “testa de ferro”, a “arraia – miúda” ... 


- O MSD é contário a proposta de privatização não por defender interesses corporativos ligados a planos de carreira e salários .  Somos contrários porque não é preciso desmontar a gestão pública para melhorar a saúde, basta torna-la  honesta, transparente,  competente e comprometida com o interesse público.  Ou seja, tudo o que ela não tem sido na asúde em Mato Grosso. Entregar patrimônio público para instituições ditas “sem fins lucrativos”  seriia caso de cadeia se tivéssemos um judiciário afinado com o interesse público.

CPI da Saúde foi apenas MIDIÁTICA

A imprensa comentou:

CPI da Saúde

O deputado Sérgio Ricardo (PR) está sendo cobrado pelos seus colegas parlamentares porque até o momento não apresentou o relatório da CPI instaurada em 2009.

CPI da Saúde 2

Embora a comissão só tenha vindo a atuar em 2010, até o momento não são conhecidas as conclusões da CPI da Saúde, presidida pelo deputado republicano.

COMENTÁRIO DO MSD:

 Essa CPI foi apenas midiática, de concreto nada, aliás como quase tudo que se faz na Assembléia. De concreto, nada.  O prometido  fim da “ fila da morte “ que seria o primeiro objetivo das ações divulgadas na mídia como recomendações da CPI é uma mera ficção, a fila hoje é maior do que antes.

Santa Casa reformará instalações.

Está no Diário de Cuiabá

A Santa Casa de Misericórdia, o mais antigo hospital filantrópico de Mato Grosso, com 193 anos de fundação, e maior em número de cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS), vive a expectativa de uma grande reforma em suas instalações.

A previsão é que dentro de 30 dias comece a reconstrução do telhado, forro e rede elétrica, obras que poderão se estender por seis meses. Durante esse período a capacidade de atendimento hospitalar deverá ser bastante reduzida.

O médico Luis Felipe Sabóia Ribeiro Filho, presidente da Sociedade Beneficente da Santa Casa de Misericórdia, explicou que a cada etapa da obra deverá paralisar determinado setor, mas somente isso. O projeto, custeado pelo governo do Estado, está estimado em R$ 800 mil. “Esperamos contar com a compreensão do SUS e da sociedade nesse projeto”.

Conforme Sabóia, em dois séculos de construção e prestação de serviços à população mato-grossense essa será a primeira troca completa da cobertura, com substituição do madeiramento e troca das telhas, uma obra extremamente necessária.

Nos últimos 10 anos, a Santa Casa vem se destacando, especialmente dentro do sistema de convênio do SUS, pelo número de cirurgias eletivas e criação de novos serviços. Atualmente, dispõe de 212 leitos inclusivos para a saúde pública (30 de UTI) e 25 destinados aos planos de saúde e privado.

Ano passado, por exemplo, o hospital fez 4.104 cirurgias de médio e grande porte, eletivas e de urgência e emergência. Esse número representa uma média de 350 operações ao mês nas mais diversas áreas da medicina, incluindo ortopédica, gástrica, proctológica, urológica, pediátrica, vascular e de cabeça e pescoço.

Na Clínica de Doenças Renais, construída e equipada com recursos próprios, com um financiamento bancário de R$ 1,5 milhão, a Santa Casa dispõe de 20 máquinas de hemodiálise e atende 86 pacientes de Cuiabá, Várzea Grande e interior.

Nas instalações do hospital funcionam ainda diversos serviços terceirizados, independentes administrativa e financeiramente, entre os quais laboratórios, clínicas de radioterapia, quimioterapia, endoscopia e banco de sangue.

Com 473 funcionários e dezenas de médicos, há 12 anos a Santa Casa está sob a direção do cirurgião geral e professor-adjunto de Clínica Cirúrgica do curso de Medicina da UFMT, Luis Felipe Sabóia Filho.

Como tantas outras campanhas que promove com a participação financeira da população, a Santa Casa acaba de lançar mais uma, a “Feijoada Santa Causa”. Agendada para o dia 9 de abril, na sede da Associação dos Magistrados (Amam), essa ação tem como objetivo a arrecadação de verbas para despesas recorrentes, como a compra de lençóis. O convite individual está sendo vendido por R$ 100.
COMENTÁRIO DO MSD:
Mais uma vez observa-se a injeção de recursos públicos em uma instituição filantrópica ....mas em cujo interior empresas privadas lucrativas ganham dinheiro sem gastar com investimentos e custeio. Enquanto isso as instituições públicas recebem migalhas ... quando recebem.

Cartilha do Usuário do Sus