quarta-feira, 13 de abril de 2011

Governo canandense contrata enfermeiros e fisioterapeutas brasileiros

O site Universia Brasil publicou:

Técnicos do Ministério da Saúde do Québec estão no Brasil para recrutar enfermeiros interessados em trabalhar na província canadense. A previsão é que nos próximos anos sejam abertas mais de110 mil vagas na área, com remuneração anual de US$ 41 mil a US$ 73 mil.

Os representantes do governo canadense começaram ontem um tour pelo Brasil para explicar os critérios de seleção, os processos de inscrição e seleção, bem como as características das cidades quebequenses. As apresentações serão realizadas na capital paulista (12 de abril), em Recife (14 de abril) e em Salvador (18 e 19 de abril).

Para participar das palestras é preciso se inscrever no site www.imigrarparaquebec.ca. 

COMENTÁRIO DO MSD:

Se o Ministério da Saúde do Canadá está procurando enfermeiros e fisioterapeutas no Brasil é porque eles são referência. Isso mostra que os profissionais desta área formados nas faculdades brasileiras tem o respeito de outros países como o Canadá, onde a assistência à saúde é predominantemente da rede pública. Pergunta que não quer se calar: porque será que o Canadá não anuncia a contratação de médicos brasileiros?

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Soares abre "caixa-preta" da Saúde, lembra rombo e desafia Pires

O site RDNews publicou:

No momento em que a saúde pública é alvo de uma das maiores polêmicas do Estado, quando se discute a administração de unidades de saúde por Organizações Sociais (OSS) e em que a pasta, na Capital, passa a contar com um novo gestor, o médico Antonio Pires, que assumiu o cargo no último dia 25, o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares (PSDB), resolve abrir a “caixa-preta” do setor. Criticado por Pires pela rigidez com que tratou os profissionais da saúde durante o episódio que ficou conhecido como uma das maiores crises do setor, quando em setembro de 2009 os médicos do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) entraram em greve, apontando o sucatemento da unidade, ele desafia o novo secretário a atuar com a mesma transparência que teve em suas duas gestões.

    “Entreguei a secretaria ao prefeito por não comungar com a supremacia de uma categoria profissional de saúde em prejuízo das demais”, confessou o ex-secretário. A postura de Soares, inclusive, foi apontada como principal motivo do desgaste da imagem do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB), que amargou apenas o terceiro lugar na disputa pelo governo, no ano passado, acumulando a maior rejeição no pleito.
    Quando assumiu a pasta pela primeira vez, na gestão Roberto França, quando também era vice-prefeito, entre os anos de 2001 e 2004, encontrou um déficit de aproximadamente R$ 21,4 milhões no orçamento da saúde de Cuiabá e deixou a secretaria, em 2004, com quase R$ 300 mil em caixa e mais R$ 5 milhões a receber no ano seguinte.
     Ele foi sucedido, na época, pelo médico Aray Fonseca (PTB), que hoje comanda a Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap). Soares se tornou secretário de Saúde de Cuiabá novamente na administração Wilson Santos (PSDB), entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009. Ao deixar o cargo, em seu último relatório, apontou um “vácuo” na gestão Aray. No balancete, o dinheiro repassado pelo Ministério da Saúde para pagar a produção ambulatorial e hospitalar referente a dezembro de 2004 não foi encontrado.
     “A maioria dos secretários que passou pela pasta deixou pendências até hoje sem explicações, além de não terem expandido serviços, construído novas unidades ou sequer, diminuído o endividamento da secretaria”, explicou. De acordo com ele, apesar das dívidas herdadas de seus antecessores, em sua segunda gestão, ampliou a rede de serviços do SUS em Cuiabá com a construção de 10 unidades do Programa de Saúde da Família (PSF) e a policlínica do bairro Pedra 90. Ele destaca que das 65 equipes de PSF, 40 foram implantadas nos períodos em que comandou a SMS.
----------------------------------------"A maioria dos secretários
que passou pela pasta deixou pendências
até hoje sem explicações"
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     Soares lamenta que, nos últimos anos, a pasta tem sido sucateada pela administração de alguns gestores que, segundo o ex-secretário, não se empenharam em administrar com transparência os recursos público e, por consequência, respeito aos usuários e servidores do Sistema Único de Saúde (SUS).
     Ele se gaba por ser o único secretário, na história de Cuiabá, a efetuar uma gestão transparente, apresentando mensalmente um relatório de prestação de contas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público, asosciações de bairro e à imprensa para que a sociedade pudessee acompanhar a aplicação dos recursos no setor.
     “A minha expectativa é de que as próximas gestões permitam a mesma transparência pública no uso dos recursos do SUS, prestando contas à sociedade, pois o dinheiro é curto, porém, dá pra fazer muito e melhorar o que já está feito”, ressalta Soares.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Com anuência do Conselho, hospitais de MT sob OSS

Jornal Diário de Cuiabá publica: 

Com votação apertada de 13 a favor e 12 contra, conselheiros aprovam mudança
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem

Em votação apertada, o Conselho Estadual de Saúde aprovou ontem, por 13 votos a favor e 12 contra, o modelo de gerenciamento de unidades de saúde por meio de parcerias com Organizações Sociais (OSS) em Mato Grosso. Quatro pessoas votaram nulo e uma se absteve de votar. Mesmo antes da aprovação do Conselho, a Secretaria de Estado de Saúde lançou edital para escolher instituição que vai administrar o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, previsto para inaugurar em junho.

Centenas de pessoas participaram da reunião do Conselho Estadual de Saúde, sendo a maioria estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso, com representante na entidade, e Universidade de Cuiabá e representantes de movimentos sociais.

A reunião teve que ser interrompida várias vezes por causa das manifestações contra a escolha do modelo de gestão para os hospitais. Mas, mesmo sob forte pressão por parte dos presentes, os membros do Conselho Estadual aprovaram a escolha de Organizações Sociais de Saúde para administrar unidades hospitalares.

Depois da votação, o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, anunciou que na próxima semana a Secretaria fará outro chamamento público, dessa vez para o Hospital Municipal de Sinop, inaugurado em 2008, mas que não funciona devido à falta de equipamentos.

Mas as críticas à escolha do novo sistema de gestão continuam. O vereador Lúdio Cabral, que também esteve na reunião, chamou o modelo de gestão dos hospitais regionais por Organizações Sociais de “pizza requentada”. “Esse sistema já foi experimentado em outros estados, em especial em São Paulo. Há denúncias de corrupção, de elevação absurda nos gastos dos serviços e de restrição no atendimento à população”, criticou.

Cabral também considera inadequada a escolha do Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (IPAS). “Essa instituição não tem experiência nenhuma em Mato Grosso e nem em atendimento de grande porte”, comentou.

Depois da homologação do resultado do edital de chamamento, previsto para o dia 19, o IPAS terá prazo de cerca de 45 dias para a instalação de equipamentos e para fazer a contratação de pessoal. A partir do terceiro mês de funcionamentos, as metas do contrato com a OSS começarão a ser avaliadas por uma Comissão Especial, formada por integrantes do Conselho de Saúde de Várzea Grande e Câmara Municipal, entre outros. Uma das metas do contrato é número mínimo de 500 cirurgias por mês. O hospital terá 62 leitos.






Voto da UFMT é o mais polêmico

Da Redação/A Gazeta
O voto da UFMT a favor da terceirização foi o mais polêmico. Manifestantes que acompanhavam a reunião do conselho, formados principalmente por estudantes, ficaram indignados com o posicionamento da instituição, que taxaram como "vergonhosa". Ao justificar o voto sob vaias, o conselheiro e vice-reitor da UFMT, Francisco Souto, disse que apenas seguia orientação de uma portaria da reitoria. Representantes de outras entidades também votaram a favor e causaram indignação no público presente.

A presidente da Comissão de Direito da Saúde da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wildce Araújo Costa, avalia que alguns conselheiros votaram conscientes, mas outros não.
Com posicionamento contrário ao processo de terceirização, Wildce, se disse envergonhada com o voto da UFMT e de outras entidades, que por conveniência teriam prestado apoio ao projeto do Governo.


COMENTÁRIO DO MSD:

ð     - Em cima da atual situação caótica da saúde gerada administrações desqualificadas ou descompromissadas com saúde pública, o secretário Pedro Henry vem obtendo sucessivas vitórias em sua batalha pela implantação das OS na saúde de Mato Grosso.  Prometendo mudanças milagrosas com o novo modelo,  tem convencido vários setores da sociedade de que a privatização da gestão é o único remédio contra o atual estado de coisas, como se a atividade pública fosse sempre e em todos os  lugares incompetente e desonesta, talvez baseando-se naquilo que viu e praticou até hoje. Mas existem inúmeras exemplos de instituições públicas de saúde que desempenham adequadamente seu papel. Basta fazê-la  observando os princípios que  regem a administração pública, tais como o da legalidade ( o administrador só pode agir ou não de acordo com a lei, o interesse público e a moralidade), o da supremacia do  interesse público ( o administrador deve  agir para atender ao bem estar da coletividade e o interesse público prevalece sobre o individual ), moralidades  ( respeitar o conjunto de valores que regem os costumes da sociedade) , impessoalidade  (a  administração deve servir a todos, sem preferências  pessoais ou partidárias) , publicidade (os  atos públicos são divulgados de forma oficial, para terem efeito ), igualdade ( todos devem ser tratados de maneira igual), eficiência ( atender à necessidade para o qual foi criado), entre outros . Basta querer.


ð     - Lastimável o voto da UFMT , renegando sua condição de instituição pública, que tantas e tantas vezes solicitou – e obteve – apoio da comunidade em defesa do interesse maiores  da sociedade.  É triste ver uma universidade pública defender a privatização da saúde e permitir que dessa forma vultuosos recursos públicos passem a ser utilizados sem  mecanismos de controle eficientes que garantam sua correta utilização. No futuro, quando essas instituições forem desmascaradas a exemplo do que já aconteceu e vem acontecendo em todo o Brasil e aqui mesmo em MT , isso será cobrado da atual gestão da UFMT.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

OS: o desabafo de uma enfermeira que acaba de chegar da Bahia

Gente, é com muito pesar que assisto novamente a mais uma tentativa de privatizar o SUS.
Na Bahia tentaram implantar as OS para gerir instituições públicas do interior( a meta era iniciar pelo interior), há alguns anos atrás na época do governo de ACM, não deu muito certo, mas ainda  existe algumas instiruições em Salvador que são geridas por fundações e OS's(poucas mas tem).
É uma vergonha. Gostaria de relatar o que assistir no Hospital das Clínicas de Salvador (Hospital Prof Edgard Sntos), é um Hospital universitário, onde fiz todo meu curso de residência em enfermageme é campo de prática da UFBa. Uma Fundação de Direito Privado começou a funcionar nas dependências desse hospital. Era uma vergonha, pacientes do SUS esperava em filas enquanto os particulares eram atendidos de imediato, sem falar da duplicidade na qualidade do atendimento, os do SUS( medicina de pobre para pobre) eram tratados de "qualquer jeito" bem diferente dos que tinham planos de saúde e particulares,pode?? Em um espaço público??Além disso, os funcionários eram, em sua maioria, contratados pela CLT, muito poucos eram funcionários públicos, e esses eram discriminados para que não ficassem. Claro, atende essas ações atende  à  lógica pervesa do capitalismo selvagem. Menos concurso público,menos estabilidade no emprego, e uma aposentadoria sem assegurar nenhum dos direitos conquistados pelo funcionalismo público federal atrvaés de vários embates políticos, várias lutas!!
Ainda bem que,pelo menos essa Fundação foi denunciada pelos estudantes de medicina da UFBa, na época e depois os demais estudantes entraram na luta pela reconquiata do espaço publico,inclusive os da escola de enfermagem, e a Fundação saiu!!!( O presidente nem precisa dizer né? saiu cheio de dinheiro!!Mas pelo menos saiu!!)
E agora aqui em Mato Grosso, assisto novamente à essa vergonha!! Precisamos nos unir para fortalecer o SUS, nosso SUS, não esse SUS que estão querendo mostrar-nos para "justificar" as privatizações!! Não foi esse o SUS que foi amplamente discutido na 8a Conferência Nacional de Saúde, através de emenda popular, o povo queria uma mudança!!! O presidente em exercício, na época, José Sarney  afirmou que seria ingovernável aumentar o orçamento para o setor saúde e firmemente recebeu a merecida resposta do Deputado Ulisses Guimarães: " Ingovernável, senhor presidente , é a miséria!! estamos aqui para defender o povo e o povo não quer mais isso!!" Somente então retomaram-se os trabalhos da constituinte que daria subsídio à Constituição de 1988 onde garante que a Saúde "é Direito de todos e Dever do Estado" no capítulo da Seguridade Social art .196 da Constituição Federal de 1988.
E o que assistimos são medidas anti-constitucionais camufladas!! Vergonhosas e tristes!! Muito Tristes Colegas!! Desculpem,mas precisava expor meus sentimentos diante desse triste cenário!!!

Cátia Romano

terça-feira, 5 de abril de 2011

Comemorando o Dia Mundial da Saúde


Júlio Muller Neto


No final de março participei de um fórum na UFMT sobre o futuro da gestão do sistema público de saúde em Mato Grosso. Ali debatemos durante toda a tarde as alternativas existentes para melhorar a saúde de nosso povo e atender com eficiência e humanidade às suas necessidades. Confesso que ao término do debate eu estava mais otimista que em seu começo. Estudantes e professores da universidade e dezenas de entidades de trabalhadores e usuários da saúde marcaram presença, defenderam o SUS e denunciaram o sucateamento a que foi submetido o sistema público de saúde em Mato Grosso. Cabe reconhecer e agradecer ao novo governo do Estado a oportunidade do debate. Vamos comemorar a retomada da participação social em Mato Grosso, livre e autônoma, na próxima quinta-feira, 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. A depender de seus posicionamentos, os conselhos de saúde correm o risco de perder legitimidade.

Leia texto completo na página ARTIGOS.

Adiada adesão de médicos à greve


Raquel Ferreira
A Gazeta

A adesão dos médicos da Baixada Cuiabana à greve da categoria deve ocorrer no início da próxima semana. A paralisação estava marcada para começar ontem, mas um problema jurídico ocasionou o adiamento. Com a greve, 450 médicos de Cuiabá se unem aos 500 profissionais da saúde lotados nos 4 Hospitais Regionais do Estado e a oferta de atendimento, consultas ambulatoriais e cirurgias eletivas serão reduzidos para 30%.

Conforme o presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Mato Grosso (Sindimed-MT), Edinaldo Lemos, por um equívoco na assessoria jurídica não foi publicado o edital informando a greve. Houve o entendimento de que tratava-se apenas de uma adesão ao movimento que já está em andamento. Porém, os advogados do Sindimed avaliaram o procedimento e viram a necessidade da publicação. Lemos explica que é importante seguir todos os trâmites legal e na próxima semana a categoria para. Quarenta e oito horas após a publicação do edital, os médicos farão uma assembleia e 72 horas depois dessa reunião, iniciam a greve.

O presidente pontua que a contratação das Organizações Sociais de Saúde (OSSs), o novo modelo de gestão que a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tenta adotar, é apenas uma das motivações para a greve. Lemos destaca ainda a pauta de reivindicações entregue ao governo ainda em 2010 pedindo melhores condições de trabalhos nas unidades de saúde do Estado, realização de concurso público para a classe médica, implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) e a regularização do serviço médico dos profissionais que atuam no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).

Para o secretário da SES, Pedro Henry, não há motivos para existir uma greve, uma vez que as OSS não mexerão com os médicos. Ele afirma ainda que a paralisação citada pela categoria não existe.

COMENTÁRIO DO MSD:

ð        - Portanto a greve deve perdurar até que TODAS as reivindicações sejam atendidas. Ou será que dura só atender as reivindicações financeiras ?

Mesmo investigada, OS vence edital

Do Gazeta Digital

Mesmo investigada pelo Ministério Público Estadual do Rio Grande do Norte e de Alagoas, o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas) teve a proposta técnica apresentada e aprovada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), sendo a entidade selecionada para gerenciar, operacionalizar e executar serviços de saúde no Hospital Metropolitano de Várzea Grande. O resultado foi divulgado ontem em Cuiabá pela Comissão de Licitação Permanente da SES.

Conforme o cronograma, a homologação do resultado com assinatura de contrato está prevista para o próximo dia 19 de abril, depois de transcorrido o período de recurso. A Pró-Saúde, empresa concorrente de São Paulo, que não cumpriu todas as exigências em relação à documentação, tem cinco dias para apresentar recurso.

"Encerrada a análise de todos os documentos, declaramos que a proposta apresentada pelo Ipas atende os critérios e parâmetros estabelecidos no edital", diz trecho da ata lida pela presidente da Comissão de Licitação da SES, Karen Rubin. Nenhum representante das entidades concorrentes esteve presente no auditório da Escola de Saúde de Mato Grosso.

O resultado será publicado no Diário Oficial e também no site www.saude.mt.gov.br.
O prazo para recursos vai de 05 a 11 de abril e a análise destes recursos acontecerá entre os dias 12 e 18 de abril. No dia 19 de abril a SES irá divulgar a homologação do resultado final. Após assinatura do contrato, a OSS terá aproximadamente 45 dias para fazer a aquisição de equipamentos, contratação de pessoal, e também para estabelecer a data de abertura, que deve ocorrer no início de junho.


COMENTÁRIO DO MSD:


- O conceito de Ficha Limpa não é usado pela SES/MT para escolher seus parceiros.  Se fosse usado, o tal do IPAS estava  fora !!! Aliás, não só o IPAS.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sinop cede prédio de hospital para Estado gerir com Organização Social

Publicado no site Olhar Direto


De Sinop - Alexandre Alves

Os membros do Conselho de Saúde de Sinop aprovaram, por unanimidade, a cessão do prédio do Hospital Municipal para gestão do governo do Estado de Mato Grosso, por meio de uma Organização Social (OS). “Agora o secretário de Saúde [Pedro Henry] pode começar os procedimentos para a escolha da OS que vai administrar a unidade”, falou o prefeito Juarez Costa (PMDB), em entrevista.

Conforme o chefe do Poder Executivo do município, a expectativa é que o hospital seja aberto em cinco meses. A obra está pronta desde 2008, mas faltando alguns detalhes, como elevador, grupo estacionário gerador de energia elétrica, entre outros. Juarez argumenta que são necessários mais de R$ 2 milhões para deixar o prédio apto para funcionamento de hospital.

Na reunião de sexta-feira (1) com os membros do conselho, Juarez detalhou que as OS partem da iniciativa privada, obtendo um certificado emitido pelo poder público federal ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. Em contrapartida, podem celebrar com o poder público os chamados termos de parceria, que são uma alternativa interessante aos convênios para ter maior agilidade e razoabilidade em prestar contas.

Não foi informado se a OS que for gerir o Hospital de Sinop terá que equipá-lo, ou essa obrigação ficará por conta do município ou Estado. Estimasse que seja preciso compra mais de R$ 8 milhões em aparelhagem médica. Juarez tenta, desde o ano passado, conseguir a verba no Ministério da Saúde.

Entre os assuntos em pauta, também foram destaques a ampliação das Unidades de Saúde da Família, dos atendimentos especializados, da UTI móvel e das 14 equipes que realizam a cobertura dos PSF, informou a assessoria de comunicação

COMENTÁRIO DO MSD:

- Então não está pronto né  ?  Ou vai funcionar com guindastes para subir os pacientes e lamparinas para iluminar ao atendimentos ??  Será que vai ter uma OS  “ boazinha “ para terminar e equipar ???  Ah Ah Ah !!!!! O que importa está claro, como diz claramente, na maior cara de pau o prefeito  : ... “ razoabilidade em prestar contas” .   Traduzindo : facilidade para corrupção e patifarias.

Na região metropolitana local, comitiva conhece 2 hospitais

Especial para o Diário de Cuiabá

O grupo visitou também o Hospital Dom Helder, gerenciado pelo Instituto Materno Infantil Pernambuco (IMIP). Especializado em cardiologia, ortopedia e clínica médica, o Dom Helder entrou em funcionamento há oito meses e está localizado no município vizinho Cabo de São Agostinho, praticamente na divisa de Recife. O Dom Helder, que recebe um repasse mensal do Estado de R$ 3,7 milhões, faz parte da estratégia do governador Eduardo Campos, de ter um hospital em cada entrada da cidade para o atendimento da população.

Contando com 818 servidores (incluindo 172 médicos), o hospital realiza por mês 700 internações e conta com 112 leitos na enfermaria e 28 na UTI, além de possuir 19 leitos para observação. Como destaque neste modelo de gerenciamento, a diretora-superintendente, Maria Célia Costa, destacou a flexibilidade na hora de tomar decisões e que incluem as contratações ou demissões de funcionários. “É dessa forma que a saúde vai melhorar”, afirmou.

No Hospital Memorial Guararapes (localizado em Jaboatão dos Guararapes), uma unidade filantrópica, a gestão é compartilhada entre o IPAS e o Instituto Alcides D´Andrade Lima, que firmaram um convênio. O hospital tem 117 leitos e mais 50 UTIs (20 adultos e 30 neonatais) e faz atendimentos de pediatria, ortopedia, clínica médica e clínica cirúrgica.

COMENTÁRIO DO MSD:

-  O números do Hospital Dom Helde mostam um custo médio de R$ 5.285,71 por internação. Em Janeiro de 2011 o custo médio de internação em Cuiabá de ALTA COMPLEXIDADE foi de R$ 5.108,89 ( Fonte DATASUS).  Mais barato portanto. Aí tem coisa !!!!!!!!!

Pernambuco tem 17 unidades geridas por modelo com OSS

Especial para o Diário de Cuiabá

Em Pernambuco, os três últimos hospitais construídos (hospitais Dom Helder e Miguel Arraes em Recife e outro em Petrolina) pela administração do governador Eduardo Campos (PSB), e também 14 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) que estão em funcionamento, estão sob o gerenciamento de Organizações Sociais de Saúde (OSS). Outro hospital, já antigo, localizado em Ouricuri (no Sertão do Araripe), também funciona dentro desse novo modelo de gestão.

Depois de ter visitado, na companhia de técnicos e de parlamentares, a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA Imbiribeira) e os hospitais Dom Helder e Memorial do Guararapes, o secretário de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, visitou na quinta-feira o superintendente de Gestão Regional da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Humberto Antunes (o secretário Antônio Carlos Figueira estava no interior com o governador cumprindo agenda oficial). Henry explicou que Mato Grosso está buscando um novo modelo de gestão de saúde. Para isso, ele tem visitado unidades de saúde no Brasil gerenciadas por OSS.

“O IPAS (Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde), que trabalha com vocês, participa de um Chamamento Público em Mato Grosso e já se habilitou na primeira fase. Por isso, estamos aqui para observar os procedimentos”, disse o secretário. Incluindo o IPAS, oito organizações sociais de saúde mantêm contrato com o governo de Pernambuco para o gerenciamento de UPAs e hospitais.

COMENTÁRIO DO MSD:

-  É no mínimo escandaloso que os governantes usem dinheiro público para construir e equipar hospitais que são repassados para grupos ditos não lucrativos prestarem serviços ao próprio estado !!!!!!!!!

-  Por que unidades públicas não podem ser gerenciadas com seriedade e avaliação de desempenho também?  Porque são gerenciadas polítiqueiramente, por pessoas que estão ali apenas para defender os interesses de grupos políticos no poder.

UPA de Recife administrada por uma organização

Especial para o Diário

Em Recife, cidade com 1,5 milhão de habitantes, o secretário Pedro Henry iniciou a visita pela UPA Maria Esther Souto Carvalho, construída pelo Estado no bairro Imbiribeira, e que no último dia 26 completou um ano de funcionamento. Desde sua inauguração, a UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) está sob a administração do IPAS (Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde), que foi o responsável pela contratação de funcionários e pela implantação do sistema de informática que tornou a unidade a primeira do país a não utilizar papel em sua rotina: tudo é por meio eletrônico, o que torna mais rápido o atendimento.

Funcionando durante 24 horas, a UPA atende por mês 15 mil pessoas (média de 500 por dia) e conta com 199 funcionários incluindo 56 médicos. A cada plantão de 12 horas, o corpo clínico conta com oito médicos (dois ortopedistas, dois pediatras e quatro clínicos). A UPA faz atendimentos de emergência, tem clínica médica, pediátrica e ortopédica e também faz exames de laboratório e de diagnóstico por imagens. Por mês, o Estado repassa para a UPA cerca de R$ 900 mil para bancar os custos.

COMENTÁRIO DO MSD:

-  500 atendimentos por dia divididos por 16 médicos ( 8 a cada plantão de 12 horas) dá uma média de 1,3 pacientes por hora por médico. É muito pouco para ser apontado como modelo de eficiência  !!!!!!!!!!!!!

-  R$ 900 mil por mês para atender 15 mil pessoas dá R$ 60,00 por pessoa ,  6 vezes o valor repassado pelo SUS para consulta de urgência e 50% a mais do que a UNIMED paga por uma consulta para os seus médicos proprietários. Que economia !!!!!!!

O atendimento do usuário é feito conforme o estado de saúde do paciente (pela gravidade do caso) e não por ordem de chegada. Ao chegar à unidade, o paciente tira uma senha e, em seguida, é atendido pelo setor de análise de risco. Ali, dependendo de sua situação, do grau de complexidade, ele é encaminhado para o especialista e a chamada (visível num monitor) será feita de acordo com a prioridade definida pelo sistema. Pulseiras, com cinco cores diferentes, são colocadas nos pulsos dos usuários: a vermelha refere-se a casos mais graves, que exigem atendimento imediato; a laranja, é caso muito urgente; a amarela, urgente; a verde, pouco urgente, e, a azul, o usuário pode aguardar. Após essa classificação, o usuário faz seu cadastro com dados pessoais e recebe uma carteira com código de barras e que servirá para identificar seu prontuário eletrônico toda vez que buscar atendimento.

- Chama-se “classificação de risco “ e foi implantada no PS de Cuiabá há 3 anos.

EXPERIÊNCIA - Três semanas depois de ter voltado da Holanda (onde viveu nos últimos 16 anos), Benedita Caldas, 57 anos, procurou a UPA para fazer inalação. Ela elogiou o grau de informatização da unidade e a rapidez no atendimento, além da atenção que recebeu dos profissionais. “Na Holanda, o tratamento era mais ‘frio’. Aqui, ao saberem que eu tenho tendência a diabetes, fizeram um exame para ver o nível de glicose”, salientou.

Outro paciente atendido foi o maitre de restaurante Pedro Silva de Araújo, 30 anos. Com dor de garganta, ele foi para uma policlínica e depois de ter ficado por duas horas na fila à espera de atendimento, ouviu do funcionário que não seria atendido porque não havia médico clínico otorrino. Chateado, saiu dali e foi direto para a UPA Imbiribeira. Com a senha de número 52 na mão, depois de meia hora ele foi chamado ser atendido por um médico.

COMENTÁRIO DO MSD:

- Por que essas atividades não podem ser executadas  sob gestão pública ? O que elas tem de tão complicado ? Nada !!!!! O que temos hoje é uma gestão frouxa pois é feita sob ótica da politicagem e da corrupção.  Terceirizar só vai servir para que os controles  do dinheiro público sejam mais frouxos ainda, facilitando a vida de mensaleiros e sanguessugas.

Henry volta do Nordeste convicto de mudança

Especial para o Diário de Cuiabá

Depois de ter visitado na quinta-feira dois hospitais em Pernambuco e uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), gerenciados por Organizações Sociais de Saúde (OSS), o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, voltou a Mato Grosso convicto de que o modelo proposto para o gerenciamento da Saúde no Estado, por meio de OSS, é o melhor caminho.

“É um modelo que permite uma alta resolutividade, dá mais resultados e que possui eficientes mecanismos de controle e redunda num nível de satisfação muito grande do usuário”, declarou Henry, que visitou as unidades (em Recife e na região metropolitana) e também a Secretaria Estadual de Saúde acompanhado da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), que integra a comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, de técnicos da SES e de representantes da prefeitura e do Legislativo de Várzea Grande.

Titular da Comissão de Saúde, a deputada Luciane Bezerra (PSB) representou a Assembleia Legislativa durante as visitas. Ela disse que sua impressão foi a melhor possível. “Confesso que tinha dúvidas em relação às OSS [Organizações Sociais de Saúde] por conta de boatos sobre irregularidades em alguns estados. Mas, conversando com a Secretaria de Saúde, visitando unidades e vendo o funcionamento, acredito que se for feito com seriedade, igual ao que está sendo feito aqui, com certeza será o pontapé inicial para tirar a Saúde de Mato Grosso da UTI”, declarou. Também participaram das visitas o vereador Toninho da Glória (PV) e o superintendente de Gestão da Secretaria de Saúde de Várzea Grande, Odenir de Arruda Barbosa.

COMENTÁRIO DO MSD:

- Serviços de saúde de boa qualidade também podem ser oferecidos a população através da gestão direta como se observa em centenas de instituições públicas distribuídas pelo País. Basta que sejam gerenciadas por pessoas honestas, competentes, comprometidas com o conceito de “ serviço público” e não por apaniguados políticos envolvidos em maracutaias, desqualificados e sem compromisso com bem atender a população.

- A Deputada Luciane cada vez se desmoraliza mais com suas opiniões pendulares, ora balançando para lá, ora balançando para cá !!!! Primeiro votou a favor do PL, depois se arrependeu e discursou na tribuna da AL que era contra, mas agora acha uma maravilha !!!!. O que será que a viagem teve de tão bom assim para mudar de novo de opinião ????  Cada vez fica mais evidente o seu despreparo para a função.

sábado, 2 de abril de 2011

Médicos da Baixada Cuiabana aderem à greve

Antonielle Costa

Médicos da Baixada Cuiabana aderem, na próxima segunda-feira (4), à paralisação da categoria, que teve início no último dia 10, em protesto ao novo modelo de gestão da administração dos hospitais, que será implantado pelo Governo do Estado, nos próximos dias.

Os serviços passarão a ser executados por organizações sociais. A mudança foi aprovada pela Assembleia Legislativa e aguarda sanção do governador Silval Barbosa (PMDB).

Com a adesão, os profissionais efetivos do Estado que prestam serviços no Centro de Reabilitação Dom Aquino, Adalto Botelho e Centro de Especialidades Médicas (Cermac) cruzarão os braços.

Também participaram do movimento grevista os servidores cedidos ao Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá e Várzea Grande, Hospital Geral Universitário e Hospital Júlio Muller.

Ao MidiaNews, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Edinaldo Lemos, explicou que a contratação das OS's inviabiliza o atendimento da pauta de reivindicações da categoria, que, segundo ele, foi entregue ao governador, no ano passado.

Dentre as exigências estão: melhores condições de trabalho, regularização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) e concurso público.

"Somos contra as organizações sociais, por entendermos que irá prejudicar o atendimento de nossas reivindicações. Com o novo modelo, o PCCS e o concurso público não serão realizados, indo de encontro a tudo que vínhamos conversando até o momento", afirmou Lemos.

Ele observou que, no ano passado, o governador havia prometido um concurso público específico para área de Saúde de 2011, em virtude de ter ficado fora do "megaconcurso, realizado para 10 mil vagas.

"Na época em que foi anunciado o concurso, deixamos de recorrer à Justiça, em função de um compromisso de que teríamos um exame especifico, para a categoria da Saúde, neste ano. Aí, vem a contratação da OS, que inviabilizada tudo", disse o sindicalista.

Intensificação do movimento

Segundo o presidente do Sindmed, o indicativo de greve aprovado no início deste mês foi para que toda categoria cruzasse os braços. No entanto, inicialmente, apenas os profissionais do Interior do Estado haviam paralisado as atividades.

Sem avanço nas negociações com o Governo, a categoria decidiu intensificar o movimento. Segundo Edinaldo, serão mantidos os atendimentos de urgência e emergência em 100% e os ambulatoriais em 30%, como vem sendo feito no interior.

Outro lado

Por meio da assessoria de imprensa, o secretário de Saúde Pedro Henry (PP), informou que deu encaminhamento às reivindicações da categoria.

Ele disse que já determinou a realização de um um estudo técnico para regularizar a questão que envolve o Samu. Sobre o PCCS, informou que  vem sendo discutida a possibilidade de que seja integrado ao plano dos demais servidores públicos.

Quanto a concurso público, o secretário afirmou que as discussões cabem ao governador do Estado.

COMENTÁRIO DO MSD:

Como já dissemos e vamos repetir até ficarmos surdos, para que fique bem clara a nossa posição, o MSD é contário a proposta de privatização não por interesses corporativos ligados a planos de carreira e salários .  Somos contrários porque não é preciso desmontar a gestão pública para melhorar a saúde, basta torna-la  honesta, transparente,  competente e comprometida com o interesse público.  Ou seja, tudo o que ela não tem sido na asúde em Mato Grosso. Entregar patrimônio público para instituições ditas “sem fins lucrativos”  seriia caso de cadeia se tivéssemos um judiciário afinado com o interesse poúblico.

Henry insiste em terceirização de hospitais e tenta convencer prefeitos

A Secretaria de Comunicação do Governo do Estado divulgou:

Depois de iniciar o processo de instalação do novo modelo de gestão da Pasta da Saúde do Estado, na assistência médico-hospitalar, de parceria com as chamadas Organizações Sociais de Saúde, o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry vem recebendo visitas em seu gabinete de prefeitos das macrorregiões e microrregiões de Saúde do Estado.
A visita dos prefeitos tem como objetivo conhecer a nova modalidade de gestão de Saúde, que pretende dar resolutividade às ações de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e acima de tudo melhorar o acesso dos usuários ao sistema.

O médico e prefeito de Rosário Oeste, Joemil de Araújo trouxe uma equipe técnica e membros gestores do Hospital Associação Municipal de Proteção de Rosário Oeste, chamado de Hospital Amparo, objetivando se inteirar do assunto. Segundo o prefeito, o hospital que atende a população do seu município é referência para a microrregião do Médio Norte do Estado. O hospital atende uma população estimada de 47 mil habitantes, com abrangência aos municípios de Jangada, Acorizal e Nobres, bem como as cidades localizadas no entroncamento dos municípios do Médio Norte.

Para o prefeito Joemil de Araújo, o hospital nesse modelo atual onera em muito o seu município. De acordo com ele, os serviços da assistência médico-hospitalar acabam por retirar dinheiro das ações da Atenção Básica que somam a importância de R$ 40 mil por mês para pagar os custos, “com o que não concordo, por ser a Atenção Básica a saúde preventiva e prioridade da Gestão Municipal”, disse.

Joemil salienta que vai dar início às discussões no município, com chamamento para Audiência Pública com os segmentos da sociedade como, Conselho Municipal de Saúde, Câmara de Vereadores. “Vamos discutir a possibilidade de também estabelecermos parceria com Organização Social de Saúde, daí teremos os serviços ampliados para a Alta Complexidade, afirma. Hoje atendemos a baixa e média complexidade, e temos muitos acidentes nas rodovias, onde as vítimas necessitam de um atendimento de maior complexidade. Por outro lado, também a nossa população poderá ser atendida na nossa região evitando assim deslocamentos para a Capital”, disse o prefeito.

A presidente do Hospital Amparo, Inês de Fátima Cerrutto disse que o hospital tem um compromisso social a ser desempenhado e que hoje está comprometido, por faltar meios que o faça evoluir, tanto na adoção de infraestrutura necessária como aquisição de equipamentos mais avançados devido o alto custo da manutenção. “Se é possível implantar este novo modelo que já deu certo em tantos outros municípios do País, porque não aqui? Vamos continuar com a nossa missão de atender ao Sistema Único de Saúde, porém com mais condições e perspectivas de crescimento principalmente no quesito da acessibilidade ampliada. A população de Rosário Oeste e municípios abrangentes querem mudança e vamos proporcionar isso a ela”, disse Fátima Cerruto.

O prefeito de Pontes e Lacerda, Newton Miotto, outro que tomou conhecimento da nova proposta de Saúde, disse que já vem trabalhando com suas equipes desde a última visita do secretário Pedro Henry em seu município, no dia 14 de janeiro, quando promoveu a primeira discussão já ampliada com a sociedade e dirigentes da unidade de saúde Santa Casa, no sentido de buscar solução aos problemas que a entidade sofre de infraestrutura e falta de linhas de financiamento.

A intenção do prefeito é a de transformar a Santa Casa autossuficiente nos serviços da média complexidade para depois partir para implantação da alta complexidade. “Com as mudanças e a parceria com Organização Social de Saúde, com certeza o nosso município se concretizará como mais um polo de referência em Saúde da Região Oeste. Já avançamos nas discussões e estamos quase na fase final dos trabalhos. Acreditamos nesse novo modelo”, afiançou o prefeito.

A prefeita de Alta Floresta, Izaura Dias Alfonso disse que já avançou nas discussões em seu município e acredita na parceria das Organizações Sociais de Saúde como sendo um caminho para a administração hospitalar. “Trata-se de um modelo de Gestão que vai melhorar os serviços da assistência médico-hospitalar. Um item de trabalho da rede SUS que impacta no orçamento das Secretarias Municipais de Saúde. Não é fácil manter um hospital aberto e quando se abre uma unidade hospitalar ela necessita acompanhar a tecnologia e ter uma infraestrutura adequada”, disse.

A prefeita acrescentou que a população do seu município cresceu, mas a Saúde tem que avançar. “Vamos estadualizar o Hospital Municipal. O nosso projeto é para a população. Temos que ter leitos de UTIs, implantar a alta complexidade. Com o novo modelo de gestão de Saúde vamos desamarrar o setor e avançar. Atendemos seis municípios a contar de Alta Floresta, como Carlinda, Paranaíta, Nova Brasilândia, Nova Monte Verde, Apiacás e ainda 120 famílias moradores ao Sul do Pará, na divisa com Mato Grosso. Então, temos grandes responsabilidades por sermos a referência em serviços de saúde. O que não dá mais é ver a população desassistida e ter que encaminhá-las para a Capital por falta de serviços mais qualificados. É um passo importante que vamos dar”, enfatizou a prefeita Izaura Dias Alfonso.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry vem dizendo às dezenas de prefeitos que o procura para se informarem acerca do assunto. Henry afirma não ter dúvidas que promover parcerias é uma forma de avançar nas ações e serviços da rede SUS. Para ele, a parceria com as organizações Sociais de Saúde vai resolver o grande gargalo da assistência médico-hospitalar, que é a falta de acesso do cidadão ao SUS e aos serviços de acompanhamento tecnológico.


COMENTÁRIO DO MSD:



O Secretário Pedro Henry está vivamente interessado em privatizar toda a saúde em nosso Estado, pois com controles sócias mais frouxos, a criatividade de certos gestores fica mais livre . Assim, aquisições de ambulâncias e pagamentos mensalidades são mais facilmente realizadas.

Setor de endoscopia fechado no Júlio Muller

Foi publicado no jornal A Gazeta

Caroline Rodrigues

O setor de endoscopia do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal há 1 semana devido a problemas na desinfecção dos equipamentos utilizados no exame. O espaço também tem equipamentos quebrados há 1 ano, como é o caso do Arco C, utilizado nas cirurgias de retirada de cálculo na vesícula. O setor atende, diariamente, 8 pacientes de Cuiabá e do interior de Mato Grosso que precisaram ser remanejados para os demais hospitais de Cuiabá, conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A Vigilância Sanitária informou, por meio da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que os fiscais detectaram falhas no uso dos equipamentos de desinfecção. A esterilização realizada pelos técnicos era ineficaz e trazia riscos de contaminação aos pacientes.
A hospital foi notificado e precisa encaminhar um documento no qual vai apresentar um procedimento de limpeza que atenda as exigências. Até a tarde de ontem, a administração não tinha entregue o projeto de solução para o problema.

O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Arlan Azevedo, explica que além dos problemas no setor de endoscopia, o hospital sofre com a carência de recursos. O dinheiro não é suficiente para garantir as melhorias necessárias.

No começo do mês março, o CRM fez uma fiscalização na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na ocasião, o presidente do CRM constatou a presença de fungos e infiltrações na unidade. Os profissionais também reclamaram da falta de equipamentos reservas, que não permitiam a retirada de materiais em tempo hábil para a desinfecção

COMENTÁRIO DO MSD:

Se o HUJM fosse uma OS ou um hospital privado, o Secretário Pedro Henry já teria arrumado um conveniozinho para
passar um dinheirinho para mais uma reforminha.....  . Mas como é um hospital público ...

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