quarta-feira, 2 de novembro de 2011

REVOLTA TOTAL

O povo do SUS morrendo enquanto Governo gasta 14 milhões com veículos russos

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho


Duas situações expõem a má gestão do dinheiro público em Mato Grosso: o caos na saúde e a compra de veículos russos ao valor de 14 milhões. Com este dinheiro, se houvesse vontade política, o Governo do Estado poderia simplesmente solucionar a vergonhosa crise na saúde construindo e equipando um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender todo o Estado.

Como bem pontuou a internauta Givanni Mig no Facebbok: “Semana passada a equipe do Jornal Nacional veio a Mato Grosso para mostrar ao Brasil a situação caótica do atendimento de urgência da rede pública de saúde em Cuiabá e Várzea Grande. Enquanto isso, o Governo do Estado gasta 14 milhões com 10 Land Rovers. Agora me diz! Como não ficar revoltado com uma situação dessas?”, questiona.

O que Givanni Mig diz é a pura realidade. Não dá para conceber um investimento milionário desses – não desmerecendo a questão da segurança na fronteira – enquanto milhares de pessoas aguardam na fila por cirurgias, consultas ou mesmo exames. Outras morrem enquanto aguardam atendimento.

Enquanto isso os órgãos fiscalizadores.......

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estadualização de prontos-socorros pode ser ilegal

Site: http://www.olhardireto.com.br/
Por: Alline Marques
Estadualização de prontos-socorros pode ser ilegalA estadualização dos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande pode esbarrar na legislação que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS) (Leis 8080/1990 e 8142/1990). Isso porque, a lei prevê o controle social da gestão de trabalho do SUS, tendo os Conselhos Municipais de Saúde como reguladores, e as entidades das duas cidades reprovaram a estadualização. Mesmo assim, o fato vem sendo ignorado pelas autoridades.

Os conselhos são formados por diversos segmentos da sociedade organizada e já deixaram seus posicionamentos claros durante a Conferência Estadual de Saúde realizada este mês em Mato Grosso. No entanto, nenhuma medida foi tomada até o momento porque a estadualização ainda não foi formalizada em contrato.

Até agora, só existem declarações dos gestores da saúde afirmando que a partir de janeiro o Estado assume o comando das duas unidades hospitalares, repassando-as para a administração de Organizações Sociais (OS’s).

“No momento [em] que houver documento finalizando a estadualização haverá base para ir à justiça. Por enquanto está só no discurso”, afirmou o vereador Lúdio Cabral (PT), que vem acompanhando o processo e é radicalmente contrário às OS’s. Para o parlamentar, a terceirização da saúde representa um retrocesso de 20 anos e vai contrário à Lei dos SUS.

Os conselheiros de saúde que participaram da audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa, para discutir a estadualização, deixaram claro a decisão das entidades, mas foram ignorados pelos gestores. Questionaram os secretários de Saúde da capital e de Várzea Grande, mas ambos lavaram as mãos.

“Se o Estado repassar para [uma] OS o problema é do Estado e não do município. Nós estamos entregando o pronto-socorro para o Estado”, afirmou o secretário de Saúde de Várzea Grande, Fábio Saad.
Lamartine Godói, secretário de Saúde em Cuiabá, também deu a mesma resposta. Porém, ainda há um contraditório a ser resolvido. Isso porque o gestor garante que a capital continuará com a gestão plena da saúde, mas o vereador Lúdio garante que não será possível, já que o pronto-socorro é a referência para o Estado.

“Se estadualizar, Cuiabá passará a ter o mesmo papel dos outros municípios e a pactuação será revista”, afirmou o vereador.

NADA DE SUS

Plano de Saúde cobrirá despesas de Lula.

Site: http://www.nopoder.com.br/
Fonte: Folha.com

Lula foi diagnosticado com câncer após exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo  Foto: Bruno Santos/TerraUm dos médicos da equipe que cuida do ex-presidente Lula informou que as despesas hospitalares do tratamento devem ser bancadas por um plano de saúde que ele "já paga há muito tempo", segundo a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"E, além do plano, ele tem dinheiro também", diz Paulo Okamotto, braço direito do petista e presidente do Instituto Cidadania.

A assessoria de Lula diz que tem "poupado" o ex-presidente dos ataques no Twitter em que pessoas defendem que ele se trate pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O ex-presidente não lê o microblog e ninguém teria mostrado as críticas a ele.

Lula, que está com tumor na laringe, começou ontem as sessões de quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"RESOLVO NUMA CANETADA"

Pinheiro sugere que Chico Galindo não tem competência

“Se assumir a Prefeitura, resolvo o caos da Saúde”, diz vereador, que questiona prefeito e governador.


Por: Euziany Teodoro

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), colocou em dúvida a competência do prefeito Chico Galindo (PTB) para administrar Cuiabá. Na última quinta-feira, em entrevista a jornalistas na Câmara, o parlamentar fez declarações, no mínimo, polêmicas e que colocam sob suspeição a gestão do seu colega de partido.

Considerado o braço direito de Galindo, Pinheiro teria colocado em xeque a gestão do prefeito ao afirmar que tem a solução para todos os problemas da Capital, inclusive, o caos que se instalou no setor de Saúde Pública.

“Faço tudo com apenas uma canetada!”, afirmou o parlamentar.
Sob a expectativa de assumir a Prefeitura em janeiro de 2012, quando o prefeito deve sair em férias, o presidente da Câmara garantiu que, uma vez no comando da administração do Palácio Alencastro, vai "acabar com os problemas da Saúde".

“Se ele (Galindo) sair, eu resolvo o problema da Saúde em Cuiabá. Já mandei fazer um estudo sobre qual a melhor solução e, se tiver que fechar o Pronto-Socorro Municipal, por exemplo, eu vou fechar. Se tiver que entregar para o Estado, entrego também. É tudo na caneta!”, disse Pinheiro.

O presidente da Câmara também criticou o ex-governador e agora senador Blairo Maggi (PR) em relação ao caos na saúde.

“O que foi que ele fez? Comprou três hospitais e deixou todos fechados. Não fez nada pela Saúde”, disse, se referindo à compra de hospitais como São Thomé, Modelo e Central, durante a administração do republicano no Estado.

O governador Silval Barbosa (PMDB) foi outro alvo das declarações de suposta má administração. “Fica aí reclamando que não tem como investir mais R$ 1 milhão no Pronto-Socorro, mas comprou 10 carros por R$ 14 milhões, sem licitação. Qual é a justificativa?”, questionou Pinheiro.

Para Pinheiro, a compra de dez Land Rovers - que fazem parte de um complexo de monitoramento da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, conforme informações do Governo do Estado, a um custo de R$ 14 milhões - é “supérflua”.

“Deveria [o Governo] investir na Saúde. Isso, sim! Mas, pode deixar: eu vou resolver!”, completou o vereador.

Gestão
Júlio Pinheiro assumiu a Prefeitura, interinamente, pela primeira vez, no dia 1ª de julho deste ano, em função do licenciamento de Chico Galindo, que viajou para Portugal.

Durante duas semanas, o vereador do PTB teve uma gestão considerada desastrada, sob o ponto de vista de exposição pública. Ele é apontado como um dos autores, ao lado do próprio Galindo, da manobra que aprovou a concessão da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) à iniciativa privada, fato que gerou polêmica, principalmente, entre os servidores do órgão.

O vereador também teve uma administração considerada caótica, no período em que foi presidente do Mixto Esporte Clube, em 2009. Ele foi acusado de emitir cheques sem fundo em nome do time.

Pinheiro não foi eleito vereador. Ele assumiu a vaga do vereador Ivan Evangelista (PPS), que teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral, após ser acusado de abuso do poder econômico.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ROTA DE COLISÃO

Riva critica gestão de Saúde e cobra mais ação de Henry

Deputado exige transparência de secretário e detona as OSS, que terceirizam hospitais em MT.

Site: www.midianews.com.br
Por: Euziany Teodoro.
 
José Riva ensina a Pedro Henry como
comandar a Saúde: começa a com a
criação de leitos hospitalares.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), voltou a criticar o modo como o secretário Pedro Henry (PP) tem administrado o setor da Saúde Pública em Mato Grosso. “Ele tem que ser mais transparente para com a sociedade”, afirmou, em entrevista ao Midia News.
De acordo com Riva, os problemas com a Saúde no Estado, desde a gestão de Organizações Sociais de Saúde (OSS) até a situação em que se encontram os prontos-socorros de Cuiabá e de Várzea Grande, também são de responsabilidade do Governo.
"O Estado não pode se eximir de todos esses problemas. Tem que ter responsabilidade e se posicionar. Os dois prontos-socorros atendem todo o Mato Grosso. Como o Governo não pode ajudar?”, questionou o deputado.
Riva apontou o que faria se fosse ele o secretário de Saúde de Mato Grosso. “Em primeiro lugar, eu implantaria mais uns 1.500 leitos nos hospitais do Estado, principalmente, em Cuiabá e Várzea Grande”, disse.
“Também defendo uma gestão compartilhada entre o Governo e as prefeituras. Sozinhas, elas não podem manter hospitais de grande porte e, assim, não atendem à demanda. O poder público tem sido insuficiente. Incompetente mesmo”, afirmou Riva.
O presidente da Assembleia também afirmou que ainda não confia na administração das OSS, implantadas por Pedro Henry. “Desde que foi aprovada a gestão das Organizações Sociais, no âmbito da Assembleia, eu fiquei em dúvida se essa medida seria o suficiente. Pedro Henry tem que explicar melhor para a sociedade o que são essas OSS e como é a gestão delas”, defendeu.
Diferenças políticas
Os desentendimentos entre Riva e Pedro Henry começaram depois que o presidente da Assembleia passou para o PSD.
Os dois eram da mesma legenda o PP (Partido Progressista). Henry decidiu ficar na sigla, enquanto Riva se tornou o “cabeça” do novo PSD em Mato Grosso.
O deputado federal Eliene Lima, que também migrou para o PSD, decidiu abandonar a Secretaria de Ciências e Tecnologia do Estado e voltou à Câmara Federal, reassumindo a vaga que era ocupada por seu suplente, Neri Geller (PP).
Como uma espécie de “troco”, Henry ameaçou também voltar à Câmara e, dessa forma, tirar a vaga de Roberto Dorner, que também decidiu seguir Riva e mudar para o PSD.

NA LATA

Luiz Soares defende servidor da saúde e chama Henry de mitômano e boquirroto

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, saiu em defesa dos servidores do Sistema Único de Saúde, taxados pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, de preguiçosos, improdutivos e incompetentes. "Pedro Henry, além de mitômano é boquirroto e ainda sofre do mal de alzheimer", rebate Soares, querendo dizer que o todo poderoso secretário tem mania compulsiva de mentir, fala demais e está esquecendo do seu passado.
“Ele esquece que é servidor público há muito tempo e que não serve como melhor exemplo até porque ficou milionário. Ele deve estar medindo os demais servidores pela sua medida”, retrucou Luiz Soares, lembrando que inclusive Pedro Henry é réu em dois grandes escândalos por corrupção e formação de quadrilha (mensalão e sanguessuga).
Para Luiz Soares, o SUS hoje é muito melhor que vinte anos atrás graças a dedicação e compromisso da maioria dos servidores. “São profissionais sérios e dedicados e que não tem culpa de trabalhar com gestores incompetentes e corruptos”, acrescenta Soares, que foi secretário de Saúde de Cuiabá entre 2001 e 2004 e 2008 e 2009.
Por fim, Soares diz para Pedro Henry assumir que nem médico é mais e que hoje é só empresário da medicina. “Se ele não está satisfeito em fazer parte da categoria de servidor que devolva aos cofres públicos a fortuna acumulada para que possa ser aplicado no próprio SUS e salvar milhares de vidas”, finalizou Soares.

MÁGICA

Júlio Pinheiro poderá ser preso se impedir acesso de pacientes do interior ao PS

Site: www.nopoder.com.br

Por: Sandra Carvalho
O vereador Júlio Pinheiro, com ares de ditador, acha que pode mesmo resolver o problema da saúde numa canetada só quando assumir a cadeira de prefeito nas férias de Chico Galindo (PTB). E ele ainda correrá o risco de ser preso caso limite o Pronto Socorro de Cuiabá a receber apenas pacientes da Capital, fechando as portas para o usuário do interior porque o Sistema Único de Saúde (SUS) é universal, para todos.

Surgindo das cinzas como o salvador da pátria, Júlio Pinheiro aproveita agora assuntos polêmicos em pauta para ganhar espaço na mídia. E resolveu de cara pegar o caos na saúde e denúncias de má gestão do dinheiro destinado às obras da Copa 2014.

Sobre a saúde, demonstra pouco conhecimento a respeito do SUS. Ele diz que vai puxar a regulação para o município quando a regulação vai mesmo é ficar nas mãos da Organização Social (OSS) que assumir a gestão do Pronto Socorro, que está sendo estadualizado para atender os desejos do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry.

Quanto a transferir pacientes do Pronto Socorro de Cuiabá para as policlínicas como forma de resolver a superlotação, Júlio Pinheiro se equivoca mais uma vez porque não há estrutura nas policlínicas para cirurgias de emergência. Então, o melhor é esperar Chico Galindo tirar férias para ver o vereador Júlio Pinheiro, num passe de mágica, assim como Pedro Henry, solucionar o caos na saúde.

DEPUTADO REAGE

Riva vê desmonte do SUS e já enfrenta Pedro Henry contra OSS
  Por: Sandra Carvalho
 Site: www.nopoder.com.br
Ao contrário dos demais, o deputado estadual José Riva (PSD) conseguiu enxergar que a contratação de Organizações Sociais (OSS) para gerenciar unidades hospitalares de Mato Grosso e abriu fogo contra a imposição do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, que até então pensava que não ia ter nenhuma “força” contrária à sua saga.
Riva viu que o desmonte do SUS já vem sendo praticado há tempos por Pedro Henry, inclusive ignorando a Justiça e passando por cima do Ministério Público e estadualizando o Pronto Socorro de Cuiabá e o de Várzea Grande para entrega-los à OSS.
Antes mesmo da estadualização, as UTIs Pediátrias e Neonatal do Pronto Socorro de Cuiabá, criadas na gestão do então prefeito Roberto França, já haviam sido desativadas, o que reforça a estratégica de sucateamento dos hospitais públicos para justificar a contratação de OSS.
Pedro Henry teve o apoio irrestrito de Guilherme Maluf (PSDB), Aray Fonseca (PTB) e Wallace Guimarães (DEM). O quarteto de políticos empresários da medicina entende que a salvação para o caos na saúde em Mato Grosso é a privatização dos serviços sob a administração de OSS.
Ao contrário deste grupo, o deputado José Riva entende que entregar o SUS à OSS em Mato Grosso é assinar atestado de incompetência para gerir o serviço público. “Além de incompetente ainda coloca o serviço nas mãos de outros de qualidade duvidosa”, pontua o deputado, observando que há inúmeros exemplos de investidas fracassadas de OSS em unidades hospitalares. O próprio Hospital Metropolitano de Várzea Grande não passou de uma enganação porque foi anunciado o fim da fila da ortopedia com 500 cirgurgias/mês, mas a OSS não conseguiu atingir a meta e a Justiça determinou o fim do contrato, o que até hoje não foi cumprido por Henry.
Como o deputado José Riva conseguiu enxergar que entregar a gestão do SUS para OSS, não seria o caso de também defender a verdadeira solução paa o caos da saúde que é a construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender pacientes de média e alta complexidade de todo o interior?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MÁ GESTÃO DO SUS

Secretário mente quando diz que não há grana para ampliar estrutura do SUS

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho


Sem ajuda do Governo do Estado, a Prefeitura de Cuiabá conseguiu aumentar em 100% a cobertura do Programa de Saúde da Família, construir uma policlínica e reformar outras num período de menos de dois anos (entre 2008 e fim de 2009). E ainda manter o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá atendendo quase mais de 20 mil pessoas por mês. Tinha recursos em caixa, o custeio da rede era melhor, as clínicas odontológicias recebiam insumos e funcionavam - hoje estão sucateadas - e ainda foram pagos R$ 13 milhões dos R$ 17 milhões de dívidas encontradas e criados oito novos leitos de UTI.

Na gestão Roberto França a Secretaria de Saúde de Cuiabá também conseguiu avanços. Foram construidas 10 clínicas odontológicas, 29 equipes de PSF, 6 centros de saúde, foi montada a rede de saúde mental com três CAPS, 10 residências terapêuticas e um centro terapeutico psicossocial para reabilitação, além de 6 núcleos de fisioterapia.

"Agora vai sobrar dinheiro", declarou o atual secretário e sobrinho do prefeito Chico Galindo, Lamartine Godoy, que juntamente com os ex-secretários Maurélio Ribeiro, Antonio Pires não conseguiram levantar uma parede sequer para aumentar a estrutura da rede municipal de saúde enquanto em menos de dois anos o ex-secretário Luiz Soares conseguiu dobrar o número de PSFs, construindo unidades físicas com recursos próprios do SUS, e ainda construir a Policlínica do Pedra 90, além de construir uma nova sede para atender os pacientes HIV e outras investimentos.

E antes mesmo do processo ser concluído – se é que vai ser mesmo entregue ao Estado – o secretário já está tentando engabelar o usuário do SUS ao anunciar a reforma das policlínicas, construção de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) – o secretário parece não saber que policlínica e UPA são a mesma coisa – e investimentos nos PSFs. Oras! O dinheiro para as UPAs já veio do Governo Federal em 2008 e, portanto, não sairá dos cofres do município.

Ao dizer que vai sobrar dinheiro com a estadualização do Pronto Socorro de Cuiabá, Lamartine Gody também blefa porque o município deverá continuar pagando a folha de cerca de 1.300 funcionários. O restante do dinheiro para bancar o custeio do Pronto Socorro vinha direto do SUS e com a estadualização vai cair direto na conta da OSS contratada pela SES/MT. Ou seja, o município não terá nenhum ganho com isso, tampouco sobrará dinheiro para investimentos.

O discurso de Lamartine Godoy casa com os interesses do prefeito Chico Galindo, do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry e também de seus colegas deputados e também médicos/empresários da medicina, Guilherme Maluf (PSDB), Aray Fonseca (PTB) e Wallace Guimarães (DEM), todos defensores da privatização da saúde pública, via Organizações Sociais (OSS).

Ao contrário disso, se o Estado investisse na construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender toda a demanda do interior para os casos de média e alta complexidade, o Pronto Socorro poderia continuar no município e exercendo sua verdadeira função como referência em urgência e emergência.

DESMONTE DO SUS

Vinte leitos de UTIs para crianças foram desativados no Pronto Socorro de Cuiabá

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho



A UTI Pediátrica foi desmontada e a Neonatal
entregue ao HGU - Foto de Reprodução

Se uma criança internada no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) estiver correndo risco de morte e necessitar de um leito de UTI, terá que ser transferida às pressas para outro hospital. Silenciosamente, a Secretaria Municipal de Saúde desativou a UTI Pediátrica e transferiu para o Hospital Geral a UTI Neonatal, cada uma com 10 leitos. Restaram no Pronto Socorro apenas 20 leitos de UTI Adulto.

Não se sabe o motivo do fechamento total da UTI Pediátrica, inaugurada em 2004, na gestão Roberto França. A UTI já salvou milhares de vidas e inclusive manteve, por quatro anos, uma criança com hidrocefalia, liberada após já estar em condições de viver na casa, com os pais, com apoio de equipamentos. Os leitos estão encostados, sem nenhuma utilidade.

Quanto aos 10 leitos da UTI Neonatal, foram entregues aos cuidados do Hospital Geral, que passa a receber recursos do SUS para mantê-los. O que ainda merece uma explicação é se os profissionais do Pronto Socorro especializados em tratamento intensivo também foram lotados no HGU, ou se estão ainda no Pronto Socorro, apenas recebendo salários, já que não são obrigados a trabalhar em estabelecimentos privados.

Isso mostra que o desmonte do SUS já vem acontecendo há meses para justificar a entrega de unidades hospitalares públicas para Organizações Sociais, atendendo os caprichos de políticos como o secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), e do prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB).

Registros da doença já passam de 8,7 mil este ano

Diário de Cuiabá

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso já registrou 8.734 casos de dengue de 1º de janeiro até ontem. Desse total, 41 foram notificados como casos graves. Seis pessoas morreram. 


Em Cuiabá, 1.171 casos foram notificados, sendo 19 graves. Destes, 13 são de residentes na Capital – os outros seis são de pessoas residentes em Tangará da Serra, Nova Brasilândia, Alto Paraguai, Guarantã do Norte e General Carneiro.

Já em Várzea Grande, a dengue atingiu 329 pessoas. Em Sinop, na Região Norte do estado, foram 1.759 casos de dengue. E em Rondonópolis, 277 casos da doença.

Os municípios que tiveram a notificação de mortes por dengue são General Carneiro, Pedra Preta, Colíder, Torixoréu, Ribeirãozinho e Sinop.

Durante os 12 meses de 2010, Cuiabá registrou 4.179 casos de dengue; Várzea Grande 1.913 casos; Sinop 3.092 casos; e Rondonópolis 3.986 casos.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Oberdan Lira, o Estado de Mato Grosso mantém o alerta no monitoramento sobre o novo sorotipo da dengue, o DEN 4, já localizado em alguns estados. "Em Mato Grosso ainda não se tem notificação de nenhum caso do novo sorotipo, mas estendemos o alerta para os 141 municípios" diz ele. (Com assessoria)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cai a máscara: Hospital Metropolitano não atende expectativa e MP pressiona

Tania Rauber/Gazeta Digital


Um procedimento foi aberto pelo Ministério Público para garantir que o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas) cumpra as metas estipuladas em contrato e realize 439 cirurgias mês, a partir de outubro, no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não informou quantos procedimentos foram realizados nos 2 primeiros meses de funcionamento da unidade. Mas no primeiro, menos de 10% da meta foi alcançada... Veja reportagem completa clicando AQUI!


COMENTÁRIO DO MSD:


O que o Movimento Saúde e Democracia já havia anunciado está sendo comprovado agora. O Hospital Metropolitano, com  pouco mais de 60 leitos, não está atendendo a demanda e de longe iria acabar com a fila de espera por cirurgias ortopédicas em Mato Grosso. O secretário estadual de saúde, Pedro Henry, fez uma cinematográfica inauguração do Hospital Metropolitano, batendo no peito ao anunciar o fim da fila de espera por cirurgias ortopédicas e agora vemos sua máscara cair quando o relatório de cirurgias do primeiro mês de funcionamento indica que nem 10% da meta foi alcançada. Há alegações de que a Central de Regulação não estaria funcionando e este seriam o motivo principal da baixa produção da unidade. Acontece que a Central de Regulação não está envolvida neste caso. Quem estaria responsável pelo listagem de pacientes seria o médico Vander Fernandes. E é bom o Ministério Público apurar também a possibilidade de estarem escolhendo apenas as cirurgias mais simples. Ou seja: separando o "osso" do "filé".

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Galindo cria 113 cargos comissionados na Saúde para atender vereadores

Sandra Cavalho
Site No Poder

A Secretaria de Saúde de Cuiabá ganhou 113 novos cargos de confiança e de livre nomeação do prefeito Chico Galindo (cargos de confiança), conhecido com DAS (Direção de Assessoramento Superior) em agosto deste ano. Os cargos teriam sido criados como moeda de troca para que vereadores votassem a favor da concessão da Sanecap. Esse grande número de novos cargos já seria também uma antecipação da eleição municipal de 2012.

Enquanto isso, faltam profissionais de várias áreas na assistência, prestadores de serviço estão sem receber, programas essenciais estão sucateados, o que vem comprometendo a qualidade do atendimento ao usuário do SUS, o grande sacrificado em toda esta história.

De acordo com o Decreto, o prefeito Chico Galindo criou 02 cargos DAS 2 (a nível de secretaria adjunta), 72 cargos DAS 3 (a nivel de diretoria), 18 cargos DAS 4, 27 cargos DAS 5 e 4 cargos DAS 6. O mais curioso é que o prefeito criou 50 novos cargos a nível de diretoria. Ou seja, tem mais cacique do que índio na Secretaria de Saúde de Cuiabá, uma das mais complexas e fundamentais no serviço público.

Questionado sobre o decreto, o ex-secretário de saúde de Cuiabá, Luiz Sores, criticou a atitude do prefeito, considerando um absurdo a criação de tantos cargos de confiança em detrimento da contratação de profissionais de saúde.
“Ele anunciou, tempos atrás, a demissão em massa de profissionais contratados pela secretaria de Saúde e agora cria 113 cargos comissionados”, observou. Até 2009, quando Luiz Soares era titular da pasta, havia apenas 10 cargos DAS 3 (diretores e assessores). Agora são 72.

Luiz Soares, ex-secretário de saúde.
O ex-secretário vê com preocupação os problemas na assistência à saúde do cidadão, citando como exemplo a falta de insumos nas clínicas odontológicas (o atendimento está comprometido), a falta de profissionais do Programa Escola com Saúde, criado para levar atendimento a crianças e adolescentes nas escolas, a falta de veículos para serviços essenciais por falta de pagamento à locadora, e a falta de profissionais para atender o usuário, desde técnico de enfermagem à médicos especialistas.

Indignado, Soares lamenta que os vereadores de Cuiabá tenham aprovado a criação dos novos cargos, ao contrário da Assembleia Legislativa, onde os deputados reduziram os cargos da Secretaria Extraordinária da Copa para desonerar os cofres públicos.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ao desafiar a Justiça, Henry se coloca acima do Poder

Publicado no site No Poder

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, continua se comportando como o todo poderoso, acima de todos e de tudo. Agora diz que vai passar por cima da Justiça Federal e continuar entregando unidades públicas hospitalares para Organizações Sociais, as tais OSS. E ainda bate no peito ao levantar a “suspeita” da existência de um plano para desmoralizar a estratégia do Governo de passar a administração de vários hospitais públicos às OSS.

Henry aposta na Procuradoria Geral do Estado para reverter a decisão da Justiça Federal. A ação foi, inicialmente, protocolada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), mas o Ministério Público Federal assumiu a autoria.

Mas a insistência do secretário estadual de saúde pode não vingar. Até porque o hospital, que começou a funcionar há 50 dias com o objetivo de reduzir o número de pessoas da fila por uma cirurgia ortopédica, não está apresentando resolutividade. E este é um grande motivo para não deixar o Metropolitano nas mãos de uma OSS.

Aliás, a secretaria de saúde de Várzea Grande tem sido alvo da ira de pacientes do SUS por estes terem acreditado na grande propaganda feita pelo governo de que o Metropolitano iria acabar com a fila das cirurgias ortopédicas.

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, informou que o Governo do Estado já está adotando as providências necessárias para recorrer da decisão da juíza substituta da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, Célia Regina Ody Bernardes, que anulou a "terceirização" do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, na terça-feira (20).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Justiça proibe Governo de contratar OSS para gerenciar hospitais

Publicado no site NO PODER:

Cai a casa de Peddro Henry
Atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF), a juíza da 2ª Vara Federal Célia Regina Odi Bernardes determinou que a Secretaria de Saúde suspenda o contrato com o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (Ipas), gestora do Hospital Metropolitano de Várzea Grande.

O Governo de Mato Grosso tem três meses para romper com o contrato e assumir integralmente os serviços de saúde do hospital. No despacho, a juíza impede o Estado de contratar outras Organizações sociais.

Ou seja, o carnaval feito pelo secretário Estadual de Saúde Pedro Henry na tentativa de convencer a sociedade de que a saída para todos os problemas de saúde pública de Mato Grosso seria entregando unidades de saúde às OSS não adiantou de nada.

Houveram grandes manifestações populares contrárias às OSS, mas Pedro Henry e o próprio governador Silval Barbosa se mantiveram irredutíveis. O temor da sociedade era de ao invés de melhorar a qualidade dos serviços, as OSS funcionassem como um ralo para o dinheiro público.

Tapando os ouvidos para o clamor popular, o Governo do Estado seguiu enfrente com o processo de terceirização dos hospitais. Com grande festa, inaugurou o Hospital Metropolitano já nas mãos do Ipas. O valor inicial do contrato era de R$ 6 milhões e o por ano seriam R$ 31 milhões. O hospital teria a capacidade para 500 procedimentos cirúrgicos por mês.

Cartilha do Usuário do Sus