sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pedro Henry já gastou 16 milhões com Metropolitano em quatro meses.

SACO SEM FUNDO

Site: http://www.nopoder.com.br/
Por: Sandra Carvalho
Hospital foi inaugurado com festa e
promessa de acabar com filas



A Secretaria de Saúde de Mato Grosso já teria pago 16 milhões para o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS) em apenas quatro meses de atividade no Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Só para se ter uma ideia do que isso significa em termos de gasto de dinheiro público, a mesma SES só passa R$ 1,5 milhão para o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, que atende milhares de pessoas.

Com a alegação de economizar para os cofres do Estado, Pedro Henry insiste em entregar unidades públicas hospitalares a OSS, como se esta fosse a grande saída para acabar com a falta de leitos em Mato Grosso e as filas por cirurgias. E apesar de liminar da Justiça determinando a suspensão destes contratos, Henry continua investindo nas OSS (Organizações Sociais de Saúde).

O Conselho Estadual de Saúde inclusive reprovou o contrato de prestação de serviços da SES com a IPAS e inclusive decidiu que fará uma rigorosa fiscalização em toda documentação e levantou a possibilidade até mesmo da suspensão dos pagamentos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Após nota baixa, Unic demite diretores de faculdade.

Estudantes cancelam a paralisação, mas continuam cobrando melhorias no curso da instituição.


MIDIANEWS / KATIANA PEREIRA
Os médicos e professores Marcial Francis Galera e Pedro Reis Crotti, diretor e vice-diretor, respectivamente, foram desligados do quadro de funcionários do curso de Medicina Universidade de Cuiabá (Unic). A demissão ocorreu na semana passada e foi confirmada pelo Centro Acadêmico de Medicina João Alberto Novis (Cajan). A reitoria da universidade não dá entrevista e se recusa a falar sobre o assunto.

Os acadêmicos interpretaram que as demissões soam como uma medida de retaliação, devido à nota 2, considerada insuficiente, obtida pelo curso de graduação dem Medicina, na avaliação do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do Ministério da Educação, conforme MidiaNewsrevelou.

Os estudantes também acredita que as denúncias que eles fizeram, sobre a baixa qualidade do ensino na instituição, também provocaram a demissão dos diretores.

O médico Marcelo Sepúlveda, que já faz parte da equipe de coordenação do curso, foi promovido ao cargo de diretor da Faculdade de Medicina. O presidente do Cajan, Igor Carlos Dueti, contou que uma reunião foi realizada na segunda-feira (27), com participação da nova diretoria e de alunos. Também esteve presente um dos diretores do grupo Kroton-Iuni, que controla a Unic.

"A reunião foi interessante. Estamos elaborando as nossas reivindicações, conversando com alunos. Nos garantiram que, primeiramente, irão atender às recomendações do MEC e, depois, as nossas. Não abrimos mão da retratação, que deverá ser feita pela faculdade", disse o estudante.

Os alunos decidiram ainda cancelar a paralisação de 24 horas que haviam prometido fazer, no Hospital Geral Universitário. O protesto estava agendado para essa quarta-feira (30), mas, devido ao desenrolar das negociações, os estudantes deram um voto de confiança para nova direção.

"Não queremos tumultuar o câmpus. Achamos que não tem necessidade de paralisar atividades, mas, caso as promessas não sejam cumpridas, vamos sim, protestar. Merecemos respeito, educação de qualidade e vamos lutar por isso", disse Igor Dueti.

Notas baixas e mensalidade alta.

Em uma nota enviada ao MidiaNews, no mês passado, para tentar contestar o resultado da avaliação do MEC - divulgado nos principais veículos de Comunicação do país -, a Unic alegou que a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) "não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)".

Os alunos se revoltaram e exigiram uma retratação da instituição. "O desempenho dos alunos é somente 30% da nota, os outros 70% são de responsabilidade da instituição. O grande problema da Unic é que existe no câmpus uma educação totalmente capitalista e somos mais um número, uma soma de valores. A instituição tem se esquecido da responsabilidade social que o curso tem", disse Igor Dueti, em entrevista ao site, na semana passada.

O curso de Medicina na Unic foi autorizado pelo MEC em 2004 e tem duração de 12 semestres, com 8.640 horas aula.

O valor da mensalidade é R$ 4.308,86. Caso o estudante pague até o dia 5 de todo mês, terá um desconto de 6%, e o valor vai para R$ 4.050,33, conforme divulgado no site da instituição.

Sanções.

O curso de Medicina da Unic obteve nota 2 no Conceito Preliminar de Curso. Por esse motivo, 58 vagas para o próximo vestibular foram cortadas.

O curso, que oferecia 100 vagas, agora, depois da determinação do MEC, passará a oferecer 42 vagas. Para os alunos que já estão matriculados, não haverá nenhum prejuízo quanto à conclusão da graduação.

Além disso, foi instaurado um processo específico de supervisão, cujo objeto será o curso de graduação em Medicina. Dentro de 30 dias, a contar da ciência do despacho, a Unic deverá comprovar, por meio de documentos probatórios, as providências adotadas, como forma de cumprir as medidas cautelares administrativas impostas pelo MEC.
Caso haja o não cumprimento, ou falta de comprovação das adequações determinadas no despacho, será instaurado processo administrativo para aplicação de penalidade, prevista nos arts. 46, § 1º, da Lei nº 9.394/96, 10, § 2º da Lei nº 10.861/2004 e 52 do Decreto nº 5.773/2006.

Usuários do SUS têm 3,8 vezes menos médicos do que o setor privado.

Estudo feito em conjunto pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo mostra quem, além da concentração no setor privado, os médicos estão, na grande maioria, localizados nas regiões Sul e Sudeste.

Por: Jones Rossi
Fonte: Veja.com
Uma pesquisa inédita, realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo (Cremesp), mostra quem são, quantos são, e como estão distribuídos pelo país os médicos brasileiros. O estudo — Demografia Médica no Brasil — mostra dados negativos, como a concentração de médicos nas regiões Sul e Sudeste e nas capitais dos estados e o reduzido número de profissionais que trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS), mas também traz notícias como a crescente presença feminina e o aumento proporcional da quantidade de médicos no país. Outra informação do documento evidencia com números um aspecto ja conhecido do brasileiro: usuários do sistema Único de Saúde (SUS) têm 3,8 vezes menos médicos do que o setor privado.

Os dados do estudo serão enviados a parlamentares e entregues aos ministros da educação, Fernando Haddad, e da saúde, Alexandre Padilha. A intenção é que o documento sirva de subsídio para políticas públicas de saúde e de ensino. “A publicação coincide com o surgimento de propostas do governo federal e do poder legislativo para enfrentar a escassez de médicos em áreas desassistidas”, afirma Renato Azevedo Junior, presidente do Cremesp.

A desigualdade regional é um dos principais problemas mostrados pelo estudo. A rigor, não faltam médicos no Brasil. São 371.788 para uma população de 190 milhões de pessoas. O que resulta em um número de médicos para cada mil habitantes de 1,91. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não adota um número específico de médicos por mil habitantes, mas, segundo o documento World Health Report 2006, países com menos de 2,28 profissionais de saúde por mil habitantes (e aí estão incluídos médicos, enfermeiras e parteiras) geralmente têm problemas em atingir a meta de 80% de cobertura especializada para vacinação e partos. Com 1,5 milhão de enfermeiros, certamente o Brasil está dentro do recomendado.

Além disso, o número de profissionais não para de crescer em números absolutos e em proporcionais. Entre 1970 e 2010 houve um salto de 530% no número de médicos, enquanto a população cresceu bem menos, 104,8%. O problema é que a maioria está concentrada nos estados da região Sul e Sudeste. Enquanto no Distrito Federal e no Rio de Janeiro essa razão seja de 4,02 e 3,57 médicos por mil habitantes, respectivamente, acima dos 3,4 da Alemanha, estados como o Maranhão, o Pará e o Amapá estão abaixo do preconizado pela OMS, com índices de 0,68; 0,83; e 0,96; próximos de países africanos. No total, a região Norte possui 0,96 médico por mil habitantes e o Nordeste 1,19. A situação é parecida no Centro-Oeste, com 1,99, e no Sul, 2,03. O Sudeste tem um índice de 2,61.

O interior dos estados também está em desvantagem em comparação com as capitais. Mesmo no Maranhão, onde o índice do estado é de 0,68 médico por mil habitantes, na capital a razão salta para 2,33. Segundo o estudo, isso acontece devido ao maior número de faculdades localizadas nas capitais e também ao maior número de postos de trabalho, já que essas cidades concentram hospitais, postos de saúde, clínicas e laboratórios. Essas facilidades fazem com que o índice de médicos por mil habitantes nas capitais brasileiras seja de 4,22, mais de uma vez superior à média nacional, de 1,95.

SUS versus setor privado — De acordo com a pesquisa, existem 354.536 postos de trabalho em estabelecimentos privados de saúde para atender 46,6 milhões de usuários de planos de saúde. Seguindo essa conta, que considera o fato de que, em teoria, esses postos médicos (um médico pode ter mais de um posto de trabalho, atendendo em um hospital público e em uma clínica privada, por exemplo) podem atender usuários de todos os planos de saúde, o estudo afirma que há 7,6 postos de trabalho para cada 1.000 usuários de planos de saúde. Em comparação, o Sistema Único de Saúde, com 281.481 postos de trabalho para 144 milhões de pessoas, tem um índice de 3,8 vezes menor que o setor privado.

Mudança de perfil — Em 1910, 22% dos médicos eram mulheres. Cem anos depois, as mulheres representam quase 40% do total. Mas a tendência é que, em breve, elas ultrapassem os colegas do sexo feminino. Desde 2009, as mulheres são a maioria dos novos médicos que entram no mercado de trabalho. Em 2010, representaram 52,46% desse total.

Entre os profissionais com menos de 29 anos, elas também são maioria: 53,31%. Nos acima dos 70 anos, apenas 18,08% são mulheres. Um sinal da profunda mudança que aconteceu nas últimas décadas e que deve se aprofundar nos próximos anos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hospital Metropolitano: Denúncia aponta que a paciente recebeu alta mesmo passando mal e morreu na mesma noite.

CRM vai investigar morte

Por: Tania Rauber
Fonte: A Gazeta



Genecília ficou no mesmo quarto
que vítima e faz relato de
atendimento inadequado.Foto de João Vieira
O Conselho Regional de Medicina (CRM) vai investigar a morte de uma mulher após a realização de uma cirurgia no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. A denúncia foi feita por uma paciente que ficou internada e ganhou alta da unidade no mesmo dia em que a vítima. 
Presidente do conselho, Dalva Neves garantiu que será aberta uma sindicância para identificar o médico que fez o atendimento à paciente e se houve negligência. “Nós não recebemos nenhuma denúncia formal, mas a partir do momento que é divulgado pela imprensa nós abrimos uma sindicância para apurar. É o que vamos fazer”.

A denúncia foi feita pela estudante de música Genecília Aparecida de Ataíde Lacerda, 44. Ela conta que foi chamada para comparecer ao hospital no dia 19 de setembro para realizar uma cirurgia de vesícula. Na sala de espera encontrou “Vanildes”. As duas foram internadas na mesma enfermaria. No dia seguinte, Genecília foi levada para a sala de cirurgia e, após ser operada, foi transferida para o quarto. Nos corredores, encontrou Vanildes, que era levada para o centro cirúrgico. Ela retornou algumas horas depois, após passar pela cirurgia de hérnia. Genecília conta que era visível o péssimo estado de saúde da colega, que vomitou várias vezes após receber as medicações. “Antes de dormirmos, a enfermeira aplicou em nossas veias 4 seringas de remédio, uma de antibiótico e as outras de anti-inflamatório, dipirona e anti-vômito. Eu não tive muita reação aos remédios, mas a Vanildes vomitou muito”. A cena se repetiu outras vezes durante a madrugada, segundo ela.

No dia seguinte, após o banho, duas enfermeiras tiveram que colocar um dreno em Vanildes. Mas, poucas horas depois, elas receberam a notícia de que poderiam ir para casa, pois tinham recebido alta. “Entrou no quarto um homem vestindo calça jeans e jaleco branco com uma prancheta na mão. Ele nos cumprimentou e disse assim: Vanildes, Genecí- lia, estão de alta! Depois marcou um x no papel e se retirou”.

Ainda, segundo ela, o dreno colocado em Vanildes foi retirado por um enfermeiro, que reforçou o curativo no local da cirurgia e saiu. “Ela ainda tentou tomar um chá que foi servido, mas vomitou novamente. Eu apertei o botão da campainha, mas não apareceu ninguém para ajudar”.

Enquanto aguardavam os familiares para buscá-las, Genecília e Vanildes tiveram que sair do quarto porque os leitos precisavam ser ocupados por outras pessoas.

“Mesmo com nós lá dentro as faxineiras fizeram a limpeza e, de repente, chegou uma outra paciente recém-operada. Pedi uma cadeira de rodas para levar Vanildes até a recepção, mas nos disseram que não tinha disponível. Só conseguiram uma quando já estávamos chegando na recepção”.

O primeiro a chegar foi o irmão de Genecília. Ela conta que, antes de ir embora, ligou para o genro da colega. “Ele disse que já estava chegando. Peguei o número de telefone dela e fui embora. Ela ficou aguardando na cadeira de rodas perto da porta”.

Esta foi a última vez que Genecília viu Vanildes. No dia seguinte, ela ligou para saber se a nova amiga estava melhor, mas foi avisada pelos familiares que ela tinha amanhecido morta, provavelmente em consequência de uma hemorragia interna.

“Eles disseram que iam aguardar a necropsia para saber o que fazer. Fiquei revoltada, porque ela estava feliz. Tinha esperado 5 anos para fazer a cirurgia. Mas lá no hospital é assim: quando você entra o atendimento é vip, mas depois que corta, somos apenas uma meta a cumprir e escorraçados”.

A família de Vanildes não quis falar com a imprensa.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Soares quer saber porque OS recebe o dobro do PS de Cuiabá

Site: Olhar Direto
Por: Julia Munhoz

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, questionou os repasses feitos pelo Governo do Estado ao Hospital e Pronto Socorro da capital, através da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Para ele não há justificativa plausível para a unidade hospitalar receber menos recursos que o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, gerenciado por uma Organização Social de Saúde (OSS).

Segundo Soares, o Estado repassa mensalmente R$1,3 milhão para o pronto-socorro da capital, que possui 260 leitos, enquanto que para a OSS que administra o Hospital Metropolitano são pagos R$ 2,7 milhões, , segundo acentua, "para uma unidade que conta com apenas 10 leitos de UTI adulto e 52 de enfermaria".

O ex-secretário explicou ainda que os dados são oficiais da própria secretaria e que, em alguns casos o valor do repasse para o pronto-socorro de Cuiabá é divulgado a mais pois nele são incluídos os serviços de PSF (Programa de Saúde da Família) e os incentivos financeiros da farmácia básica.

Luiz Soares é um dos integrantes do Movimento Saúde e Democracia (MSD). Além dele também compõem o grupo os ex-secretários de Saúde de Mato Grosso, Julio Muller e Nei Moreira. O grupo esteve reunido nessa terça-feira (22) com os deputados estaduais para buscar medidas que possam equacionar a falta de leitos nos hospitais do Estado.


Outro Lado


O deputado federal Pedro Henry, que foi o grande mentor e responsável pelo repasse da administração dos hospitais às Organizações Sociais de Saúde (OSS), disse ao Olhar Direto que não irá polemizar o assunto, pois o histórico do trabalho desenvolvido pelas OSS, por si só, vai dar a resposta esperada pela sociedade.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Usuária do SUS denuncia morte de paciente do Hospital Metropolitano

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho

O site "No Poder" recebeu o depoimento chocante de uma paciente do SUS que se chama Genecilda. Ela relata a morte de mulher conhecida como Vanildes dois dias após ter sido operada no Hospital Metropolitano de Várzea Grande.
O Hospital Metropolitano é público, mas foi entregue pelo governo do estado de MT para ser gerenciado por uma empresa privada (Organização Social de Saúde – OSS). Essa empresa recebe 3 vezes a tabela SUS para atender 60 leitos. O dinheiro que ela recebe é mais do que o estado repassa para todos os quase 600 leitos SUS dos hospitais de Cuiabá (Pronto Socorro, Hospital Julio Muller, Santa Casa e Santa Helena). Mesmo ganhando muito, a empresa que gerencia o Metropolitano só estaria realizando cirurgias mais simples, em detrimento das mais complexas.
Leia o relato na íntegra e veja Genecilda. Ela ainda compôs e interpreta uma música contra a privatização dos hospitais públicos.

DEPOIMENTO - SOBREVIVI AO HOSPITAL METROPOLITANO
No dia 19/09/11 entrei no HOSPITAL METROPOLITANO de Várzea Grande, e na sala de espera de internação cirúrgica, conheci Vanildes, pessoa com quem de cara tive uma grande afinidade, tanto que no tempo que passamos ali esperando que dessem entrada em nossa papelada de internação, conversamos muito e ficamos amigas.
Ficamos muito contentes quando nos colocaram no mesmo quarto, o número sete. Ali ficamos em quatro pessoas. A minha cama era bem ao lado da cama de Vanildes. A enfermeira do hospital nos deu camisolas, toalhas e meio copo de álcool, e nos instruiu para passar álcool no corpo quando terminássemos de tomar banho.
Depois do banho, mediram nossa pressão, que incrivelmente tanto a minha como a de Vanildes deu dezessete. Logo após, nos serviram jantar, mais tarde serviram também um chá com bolachas. Depois, na hora de dormir, a enfermeira nos deu um comprimido e logo adormecemos.
Na manhã seguinte nos avisaram que iríamos ser operadas, eu da vesícula e Vanildes de hérnia. Eu fui primeiro, me levaram em uma maca até uma sala onde fiquei do lado de varias macas com gente esperando por sua vez de ser operada. Não sei quanto tempo fiquei ali... para passar o tempo, puxei conversa com o colega da maca ao meu lado.
Um tempo depois me levaram para sala de cirurgia e fui operada. Quando acordei, estava em uma maca numa sala onde tinham várias macas com pessoas esperando para operar. Quando estavam me levando para o quarto, cruzei com a Vanildes que ia para a sala de cirurgia. Entrei no meu quarto às quinze horas, bem na hora de visitas, e Vanildes voltou para o quarto bem depois do horário de visita.
Na hora do jantar, nos trouxeram sopa, eu tomei um pouco, mais tive muita dificuldade de sentar, pois a dor era muita e Vanildes, assim que tomou a sopa, vomitou. A enfermeira a limpou e deixou uma comadre perto dela para o caso de querer vomitar novamente. Antes de dormirmos, a enfermeira aplicou em nossas veias quatro seringas de remédio: antibiótico, anti-inflamatório, dipirona e remédio anti-vômito.
Eu não tive muita reação aos remédios, mas a Vanildes assim que tomou, vomitou muito e a enfermeira a limpou novamente.
De madrugada a mesma coisa, a enfermeira de plantão nos aplicou os remédios e Vanildes vomitou novamente.
Ao amanhecer do dia 20.09.2011, fomos acordadas pela enfermeira, que pediu que levantássemos pra tomar banho. Vanildes precisou de duas enfermeiras para ajudá-la com o banho, pois ela tinha muita dificuldade em andar. Logo após o banho, as duas enfermeiras fizeram curativo e colocaram um dreno nela. Já eu carreguei meu suporte com soro até o banheiro e tomei banho sozinha. Houve uma troca de plantão e quem fez curativo em mim foi o enfermeiro que ia ficar durante o dia.
Momentos depois, entrou no quarto um homem vestindo calça jeans, uma camisa de cor e um jaleco branco, com uma prancheta na mão; nos cumprimentou e disse assim: “Vanildes, Genecilia, e (...), estão de alta”. Depois dessas palavras, esse homem marcou um “x” no papel dele e se retirou.
Assim que esse homem saiu, o enfermeiro de plantão entrou, tirou o dreno da Vanildes, tampou com um curativo bem reforçado o local da cirurgia dela e saiu do quarto.
Vanildes tentou tomar o chá que havia vindo pra ela e eu tive que socorrê-la com a comadre e depois limpa-la, pois apertei o botão da campainha e não apareceu ninguém pra ajudar, pois o botão não funcionava.
Logo após, nós duas ligamos para nossos familiares que ficaram de nos buscar às quinze horas, que era justamente no horário de visitas, e assim que fizemos essa ligação, a bateria do celular acabou.
A terceira moça do quarto que foi operada no mesmo dia em que nós, ficou esperando o médico que tinha operado ela pra receber alta. Ela só caiu na real depois que uma funcionária do hospital veio e pediu que desocupássemos os leitos, pois de acordo com os registros do HOSPITAL METROPOLITANO, já haviam dado baixa nos nossos nomes. Esta moça foi embora de ônibus.
Eu e Vanildes nos recusamos a sair, então mandaram as faxineiras limpar o quarto e, logo depois, chegou uma paciente recém-operada pra ocupar um dos nossos leitos. Pedimos então que a funcionária ligasse pra que nossos familiares fossem nos buscar urgente. Pedi uma cadeira de rodas pra Vanildes e a funcionaria disse que não tinha disponível no momento.
Eu e Vanildes saímos do quarto de braços dados pelo corredor do hospital, mas aí, antes de chegarmos à recepção, trouxeram uma cadeira de rodas pra Vanildes. Ficamos na sala de recepção do HOSPITAL METROPOLITANO esperando nossos familiares virem nos buscar. O meu irmão chegou primeiro, peguei o celular dele e liguei para o genro de Vanildes, que já estava chegando. Dei um abraço, trocamos telefone e nos despedimos. Foi a última vez que a vi.
Eu e Vanildes fomos operadas no dia 20.09.2011 e no dia 21.09.2011, de manhã, FOMOS DESPEJADAS DO HOSPITAL METROPOLITANO DE VARZEA GRANDE, SEM NENHUMA AVALIAÇÃO MÉDICA. E no dia 22.09.2011, VANILDES AMANHECEU MORTA em sua residência, com sangue escorrido pela boca. A causa da morte: HEMORRAGIA INTERNA.

sábado, 26 de novembro de 2011

SMS tem contrato sem licitação com empresa da sobrinha de Pedro Henry

 


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CÂMARA HIPERBÁRICA
26/11/2011
SITE: WWW.NOPODER.COM.BR SANDRA CARVALHO
Até o ano passado os pacientes do SUS de Mato Grosso (e que são atendidos em Cuiabá) não contavam com um tratamento baseado na “oxigenoterapia”. Este ano, coincidindo com a posse do deputado Pedro Henry (PP) na Secretaria Estadual de Saúde, uma máquina chamada “câmara hiperbárica” foi instalada no Hospital Santa Rosa, de propriedade do empresário da medicina, deputado Guilherme Maluf (PSDB).
Tal equipamento é caríssimo e nenhum empresário da medicina ousaria tê-la em funcionamento no Estado, até mesmo por falta de prescrição médica. Ou seja, de clientela disponível. A moderna máquina é da empresa médica Hiperbárica Santa Rosa e, segundo fontes de dentro do próprio hospital, pertenceria à sobrinha do secretário Pedro Henry, Dra. Taena Henry.
Não foi difícil encontrar pacientes para usar a grande capacidade produtiva do equipamento. Bastou um contrato sem licitação pública com a Secretaria de Saúde de Cuiabá, devidamente autorizado pelo prefeito Chico Galindo (PTB), para máquina faturar uma média de R$ 70 mil por mês dos cofres públicos.
Cada sessão na milagrosa máquina custa R$ 280 e o contrato é para realizar 300 sessões/mês. Enquanto isso a secretaria reduziu o número de biópsias que custa em média R$ 80 cada, alongando a fila de espera e agravando a saúde de centenas de pessoas com suspeita de câncer.
Numa interpretação extensiva da Súmula nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), de 29/08/2008, dado o grau de parentesco entre Henry e a influência do secretário no SUS, no mínimo tal situação seria enquadrada como nepotismo, a nefasta prática do favorecimento à parentes por gestores públicos.
Sem contar que o preço de cada sessão não encontra-se na Tabela Nacional do SUS, sendo, portanto, fixado aleatoriamente pelo prestador de serviço. É bom o Ministério Público e a auditoria do Ministério da Saúde investigarem este contrato e os absurdos que também ocorrem quanto aos prestadores de serviços para o SUS na área de oncologia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Câmara extingue Fusvag, mas rejeita "estadualização" do pronto-socorro

Cláudio Moraes/O Documento
                                              
Também na sessão de hoje, os parlamentares aprovaram, por unanimidade, a extinção da Fusvag (Fundação de Saúde de Várzea Grande). Agora, o gerenciamento completo do setor ficará sob a responsabilidade da secretaria de Saúde, hoje comandada pelo auditor Marcos José da Silva.
A extinção da Fusvag foi feita com base numa orientação do Tribunal de Contas do Estado. Hoje, a fundação acumula uma dívida de R$ 40 milhões, sendo que somente com INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) chega a R$ 32,5 milhões.
Este débito será automaticamente repassado a prefeitura. Para quitar a dívida milionária, o prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o "Tião da Zaeli", irá fazer uma renegociação.
Apesar da insistência do secretário estadual licenciado de Saúde, Pedro Henry (PP), de implantar o modelo de gerenciamento por Organizações Sociais de Saúde (OSS) no pronto-socorro municipal, os parlamentares rejeitaram a proposta. A decisão foi tomada por unanimidade pelos 13 vereadores e o pronto-socorro continuará sendo administrado pela prefeitura.
Aliás, Pedro Henry foi criticado pelo péssimo atendimento verificado no hospital metropolitano do Cristo Rei. Apesar dos gastos milionários, esta unidade de saúde não conseguiu reduzir a fila de espera para cirurgias
COMENTÁRIO DO MSD:
- PARABÉNS AOS VEREADORES DE VARZEA GRANDE PELAS DECISÕES. O MODÊLO FUNDACIONAL ADOTADO NOS ANOS 70 ACABOU SE MOSTRANDO INEFICAZ E CORRUPTO . RESTA APURAR AS ORIGENS DESSA GIGANTESCA DÍVIDA  ACUMULADA E SUA LICITUDE.
FELIZMENTE A PROPOSTA NEFASTA DO SECRETÁRIO ESTADUAL PEDRO HENRY , DE ENTREGAR A GESTÃO PÚBLICA PARA AS OSS  ESTÁ SENDO RECHAÇADA POR UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE SETORES DA SOCIEDADE.

Estudantes apontam má qualidade e vão processar a Unic

Katiana Pereira/Midia News

A polêmica instaurada dentro do campus da Universidade de Cuiabá (Unic) parece estar longe do fim. Estudantes do curso de Medicina revelaram, em entrevista ao MidiaNews, que irão acionar judicialmente a instituição. Um advogado já foi contratado para dar procedimento na ação.

Toda a confusão começou após a divulgação das médias baixas obtidas pela instituição, no Conceito Preliminar de Curso (CPC), do Ministério da Educação (MEC). Os acadêmicos estão revoltados com a direção da Unic, que também os culpou  pela nota 2, obtida do Índice Geral de Cursos.

O Centro Acadêmico de Medicina João Alberto Novis (Cajan) exigiu uma "retratação urgente" da instituição, no que se refere ao trecho de nota encaminhada ao site, na última sexta-feira (18), atribuindo a culpa das notas baixas ao desempenho dos alunos no Enade.

"Infelizmente, a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)", diz a nota da instituição.

Em entrevista, os alunos não pouparam críticas à gestão da faculdade, que, segundo eles, é "extremamente capitalista, deixando muito a desejar na qualidade do ensino".

A estrutura considerada deficiente do curso também foi alvo de reclamações.

"As reclamações são antigas. Nem existe internet no campus, é um absurdo. Uma instituição privada que não possui um sinal de internet para os alunos... Sem contar as carteiras, que vivem quebradas. Os aparelhos de data-shows estão sem lâmpadas. Ficamos trocando de sala, constantemente, para conseguir encontrar um equipamento que funcione. Já fizemos até reunião, praticamente implorando para poder usar o equipamento. Nem em órgão público, que necessita de licitação, demora tanto para trocar uma lâmpada. Se nesse caso mínimo é essa dificuldade, imagine nos grandes problemas", disse o acadêmico Igor Carlos Dueti, presidente do Cajan.

O estudante reclamou ainda da falta de livros e da dificuldade em se fazer pesquisas.

"Ainda não consegui identificar os investimentos que alegaram ter sidos feitos na infraestrutura. Eu sento na mesma cadeira desde quando passei no vestibular. Sem contar a biblioteca, onde faltam livros. A última aquisição já tem mais de dois anos; depois de muita briga, compraram alguns livros. Mas, se quisermos estudar mesmo, temos que desembolsar mais de R$ 400 por exemplar. O nosso acervo digital é uma vergonha. E ainda têm coragem de nos culpar pelas notas baixas. É um absurdo! A mensalidade é muito cara e não reflete os investimentos, ou a falta deles", criticou o estudante.

Possível boicote

Os acadêmicos acreditam que uma das possibilidades das notas baixas obtidas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) pode ser devido a um possível boicote do corpo discente. Alguns teriam deixado de responder questões no exame.

"Algumas das opiniões, dentro da universidade, são que possa ter havido um boicote dos alunos, que podem ter feito a prova de qualquer jeito. Mesmo se for isso, não é justificável a posição da Unic, pois um boicote é uma forma de protesto contra a falta de investimento no curso. Os alunos estão descontentes: chega de empurrar com a barriga, temos direitos e fomos prejudicados com a declaração da faculdade. Afinal, estamos pagando R$ 4 mil mensais para ter nossa imagem manchada pela própria faculdade, que deveria nos formar profissionais competentes", disse Igor Dueti.

Economia de professores

O acadêmico de Medicina Gustavo Bandeiras Santos, 24, é de Tocantins e mora em Cuiabá, somente para estudar. O estudante afirmou que os custos que tem para se manter na faculdade não estão sendo recompensados, em função da baixa qualidade do curso de graduação.

Gustavo contou que a defasagem do curso já começa no processo de vestibular e vai se agravando com o passar dos semestres.

"O vestibular da faculdade não é um bom avaliador e, quando os alunos passam no seletivo, começa um grande jogo de empurra. Realmente, empurram com a barriga: os conteúdos nos semestres iniciais são dados de qualquer jeito. Falta estrutura. Já chegamos a estudar quatro matérias importantes, reunidas em uma única. As aulas eram divididas com outros cursos de graduação. Alunos de enfermagem, fisioterapia e nós lotávamos um auditório para ver um 'apanhadão' de matérias. Isso é uma medida para diminuir os custos das aulas. E quem é prejudicado nessa história toda? Os alunos que pagam caro para estudar não têm uma educação de qualidade. Aí, quando chegamos no sétimo semestre, temos que correr atrás do conteúdo que não nos foi passado. E temos que recuperar esse tempo sozinho, já que nem temos professores com dedicação exclusiva para sanar as dúvidas. É pôr o livro embaixo do braço e se virar", afirmou.

Poucas aulas

O estudante Luis Gustavo Paganetti, 24, cursa o quinto semestre de Medicina e reclamou da quantidade de horários vagos em sua grade de ensino.

"Tem dois dias da semana, que, pela manhã, eu fico sem aula. Acho errado, pois o curso deve ser integral, conforme prometido. Em outras faculdades, os alunos ficam o dia todo estudando, com aulas e laboratório. Esse tempo vago deveria ser preenchido com aulas práticas. Temos um grande problema com aulas práticas, grande parte fica só na teoria mesmo", afirmou.

Luis Gustavo reclamou ainda das aulas práticas, que são oferecidas na Clínica Universitária, um ambulatório dentro da Unic, e no Hospital Geral Universitário. "É uma vergonha, nos casos práticos: há situações que até constrangem o paciente. São 12 alunos observando um caso médico. Isso ocorre até na ginecologia. Ficamos muito constrangidos em submeter pacientes a essa situação vexatória, mas, infelizmente, isso ocorre", reclamou o estudante.

Educação capitalista

Os alunos alegam ainda que a maior culpada da média baixa obtida do Conceito Preliminar de Curso (CPC) é a própria Unic. O CPC é composto por diferentes variáveis, que traduzem resultados da avaliação de desempenho de estudantes, infraestrutura e instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente.

"O desempenho dos alunos é somente 30% da nota, os outros 70% são de responsabilidade da instituição. O grande problema da Unic é que uma educação totalmente capitalista e somos mais um número, uma soma de valores. A instituição tem se esquecido da responsabilidade social que o curso tem", completou Luis Gustavo.

Outro lado

MidiaNews tem procurado, com insistência, manter contato com a direção da Unic.

A assessoria de imprensa, no entanto, informou que a instituição não vai se manifestar sobre a questão. E que, quando o fizer, será por meio notas e quando julgar necessário.

- A GRANDE EXPANSÃO DE OFERTA DE VAGAS NOS CURSOS DE MEDICINA ( E OUTROS)  NO BRASIL A PARTIR DOS ANOS 70 SE FEZ ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DE ESCOLAS PRIVADAS, QUE FUNCIONAM VISANDO GANHOS  QUE POSSAM ENRIQUECER SEUS PROPRIETÁRIOS .

- DESSA FORMA, PARA TER UM LUCRO MÁXIMO, ESSAS ESCOLAS INVESTEM POUCO EM INFRAESTRUTURA,  EM PESSOAL QUALIFICADO E EM EQUIPAMENTOS E MATERIAIS . É LÓGICO, QUANTO MENOS GASTAREM, MAIOR SERÁ A LUCRATIVIDADE.

- AS ALTÍSSIMAS MENSALIDADES PAGAS, AS VEZES AS CUSTAS DE ENORMES SACRIFÍCIOS POR SUAS FAMÍLIAS NÃO VÃO RESULTAR EM UM BOM APRENDIZADO. A CONSEQUÊNCIA DESSE ENSINO DE BAIXA QUALIDADE É JOGAR NO MERCADO  PROFISSIONAIS MAL – PREPARADOS E FREQUENTEMENTE ESTIGMATIZADOS POR SE FORMAREM EM TAIS ESCOLAS.  ACABAM TENDO DIFICULDADES PARA CONSEGUIR VAGAS NOS CONCURSOS PARA ESPECIALIZAÇÃO E PARA OBTER  BONS EMPREGOS NO FUTURO.

Homero destina R$ 400 mil do OGU para Hospital do Câncer de Cuiabá

De Brasília - Marcos Coutinho/Olhar Direto

O deputado federal Homero Pereira (PSD-MT) decidiu priorizar o Hospital do Câncer de Cuiabá com a destinação de R$ 400 mil de sua cota de emenda individual para o Orçamento Geral da União (OGU) de 2012.

"A população mato-grossense precisa de uma unidade pública de referência no tratamento, e tenho certeza que este recurso será bem aproveitado na melhoria do atendimento gratuito em uma instituição com credibilidade e serviços prestados em Mato Grosso”, justifica o parlamentar.

De acordo com o presidente do HC, João Castilho Moreno, em 2010 o hospital conseguiu atender 47 mil pacientes, num cálculo aproximado. É a instituição hospitalar com maior número de procedimentos médicos em câncer em MT. “E para continuar ofertado um serviço de qualidade e digno, acompanhar a tecnologia e melhorar o ambiente precisamos de investimentos”, observou Moreno.

Outra contribuição para o setor de saúde foi uma emenda de R$ 100 mil para o Hospital Sara Kubitschek, referência nacional no tratamento de traumas ortopédicos.

COMENTÁRIO DO MSD:

- O HOSPITAL DO CANCER É UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA CUJA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS É INTEIRAMENTE PAGA PELO SUS ATRAVÉS DE CONVENIO COM A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. PORTANTO, RECEBEU PAGAMENTO POR TODO O TRABALHO QUE PRESTOU.

- BOM SERIA SE OS HOSPITAIS PÚBLICOS DE MATO GROSSO TAMBÉM FOSSEM LEMBRADOS PELO PARLAMENTAR , QUE PODERIA OBTER RECURSOS POR EXEMPLO PARA OS PRONTO SOCORROS DE CUIABA E VARZEA GRANDE E PARA O HOSPITAL UNIVERSITARIO JULIO MULLER, QUE FICAM EM MATO GROSSO E NÃO EM BRASÍLIA, COMO O HOSPITAL SARA KUBITSCHEK, QUE É LIGADO DIRETAMENTE A PRESIDENCIA DA REPÚBLICA E RECEBE MAIS RECURSOS DO QUE MUITOS ESTADOS BRASILEIROS.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Riva nega desavença e questiona OSSs

LAURA NABUCO
Especial para o Diário

Após defender a aprovação de um requerimento solicitando informações sobre os três primeiros meses de atuação das Organizações Sociais de Saúde (OSSs) em alguns hospitais do Estado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), subiu à tribuna durante a sessão matutina de ontem para afirmar que as críticas que vêm tecendo ao setor da Saúde não têm nenhuma ligação com seu relacionamento com o deputado federal Pedro Henry (PP).

O deputado Percival Muniz (PPS) aproveitou a ocasião para ressaltar que ele próprio chegou a acreditar que houvesse algum desentendimento entre os dois caciques. O motivo da suspeita seria a debandada do PP, após Riva estruturar o PSD em Mato Grosso.

de prefeitos, os progressistas perderam 14 filiados. Entre os deputados estaduais, além de Riva, migraram do PP para o novo partido, Luizinho Magalhães, Airton Português e Walter Rabello. Dos federais, Eliene Lima e Homero Pereira aderiram à nova legenda. O PP perdeu ainda o vice-governador Chico Daltro, que atuou diretamente ao lado de Riva na consolidação do novo partido no Estado.

Riva garante, no entanto, não ter qualquer divergência com o Henry, que comandava a Secretaria de Estado de Saúde até pouco tempo e foi autor da proposta de implantação do sistema de OSS no Estado. O social-democrata alega estar apenas desempenhando seu papel de fiscalizador no Legislativo. “Nós (deputados) aprovamos esse modelo de gestão. O ônus não recairá apenas sobre o Henry”, pondera. O presidente argumenta que a principal dúvida sobre as OSSs atualmente é se o modelo conseguirá atingir todas as 141 cidades, em especial as mais distantes.

O sistema também tem sido alvo de críticas por parte de alguns prefeitos. As denúncias são de que as unidades administradas por OSS estariam custando mais caro do que quando a gestão era pública. Além disso, os hospitais estariam selecionando os pacientes, que são atendidos apenas mediante encaminhamento de outras unidades de saúde, como é o exemplo do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

À época de sua implantação, o modelo sofreu grande resistência por parte, principalmente, dos médicos que chegaram a ameaçar paralisar os atendimentos como forma de protesto. Eles defendiam que, ao invés de implantar as OSS, o Estado investisse mais recursos nos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande e nas unidades hospitalares do interior. A proposta contemplava ainda a construção de um hospital de grande porte na Capital.

A estadualização dos pronto-socorros também é defendida por Henry, que previa a transferência da administração para uma organização privada assim que o Estado ficasse responsável pelas unidades.

COMENTÁRIO DO MSD:

è O CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE REJEITOU A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO HOSPITAL METROPOLITANO – OSS  E RECOMENDOU UMS RIGOROSA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO QUE FOI PACTUADO, POIS A OSS ESTÁ RECEBENDO MUITO ( 3 A 4 VEZES A TABELA DO SUS) PARA PRODUZIR MUITO POUCO.

è SE TODA A PRODUÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES DE MATO GROSSO FOR PAGA NOS MESMOS MOLDES DO QUE SE PAGA O HOSPITAL METROPOLITANO – OSS  TODO O DINHEIRO DA SAÚDE VAI SER CONSUMIDO APENAS PARA ISSO : PAGAR DESPESAS HOSPITALARES. NÃO VAI SOBRAR RECURSO ALGUM  PARA ATENÇÃO BÁSICA, VIGILÃNCIA, EDUCAÇÃO EM SAÚDE NEM PARA PAGAMENTO DE PESSOAL E CUSTEIO ...

è OU SEJA , ESSE MODÊLO  IMPLANTADO PELO SECRETÁRIO PEDRO HENRY  É IMPRATICÁVEL POIS SÓ PODE SER APLICADO A UM PEQUENO NÚMERO DE HOSPITAIS. PERGUNTA-SE : QUAIS SERÃO ESSES HOSPITAIS E EM QUE MUNICIPIOS ESTARÃO LOCALIZADOS  ? QUE CRITÉRIOS SERÃO USADOS PARA ESCOLHER OS QUE VÃO RCEBER MUITO DINHEIRO E OS QUE VÃO CONTINUAR A RECEBER OS VALÔRES ATUAIS , CONSIDERADOS INSUFICIENTES ? COMO FICARÃO OS QUE VÃO CONTINUAR RECEBENDO A TABELA DO SUS “SÊCA”, SEM MÚLTIPLOS ? CLARO QUE NÃO VÃO ACEITAR TRABALHAR POR UM VALOR SE OUTROS ESTARÃO RECEBENDO MUITO MUITO MUITO MAIS !!!!!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Para MSD, Copa 2014 sem hospital público estadual será imperdoável

Por: Sandra Carvalho
Luiz Soares aponta hospital público estadual 
como grande saída para caos

Cuiabá sediará jogos da Copa 2014 e o grande legado do mundial para Mato Grosso como um todo serão as obras necessárias à realização do evento. Para o Movimento Saúde e Democracia (MDS), será imperdoável se o Governo do Estado não aproveitar os recursos para, além de estádio, viadutos e VLT, não garantir um grande hospital público estadual na Capital para acabar com o caos no Sistema Único de Saúde.
“Se há uma previsão de gastos de um bilhão e meio, é inacreditável que com a saúde no fundo do poço não se possa reservar dez por cento disso para a saúde. Afinal, saúde não é prioridade, como dizem todos quando são candidatos?”, questionou o médico Nei Moreira, ex-secretário estadual de saúde, membro do MSD, durante reunião com o Colegiado de Líderes da Assembleia Legislativa ontem (22) a tarde.
Na oportunidade, o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, teceu duras críticas à privatização do SUS em Mato Grosso, pilotada pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry. Para o gestor público, estadualizar os prontos socorros de Cuiabá e Várzea Grande para entregar a Organizações Sociais (OSS) é enterrar o SUS e gerar prejuízos milionários aos dois municípios, além de não solucionar a falta de leitos hospitalares.
O presidente da AL, Deputado Riva (PSD), posicionou-se firmemente favorável a esse entendimento e manifestou que irá lutar pela viabilização da proposta de reivindicar do governador Silval Barbosa uma fatia dos recursos  da Copa para a construção do Hospital Público Estadual no mesmo local onde está a obra paralisada do Hospital Central, além de um anexo destinado ao Hospital da Criança.

Movimento conquista mais uma vitória na luta pelo Hospital Público Estadual

O médico Júlio Muller entrega estudo sobre Hospital Estadual a Riva

Após um ano e meio de campanha ininterrupta em defesa da construção de um grande hospital em Cuiabá para solucionar o problema da falta de leitos hospitalares em Mato Grosso, o Movimento Saúde e Democracia (MSD) alcança um importante objetivo: o apoio da Assembleia Legislativa.
Na reunião de ontem com o Colegiado de Lideres da AL, membros do MSD apresentaram estudos que comprovam a viabilidade da retomada da obra do Hospital Central, paralisada há quase 30 anos.
O objetivo da participação nessa reunião foi de também entregar formalmente aos líderes das bancadas um manifesto do MSD com mais de cinco mil assinaturas exigindo do governo a construção de um hospital público estadual em Cuiabá que sirva como referencia de média e alta complexidade para todo o Mato Grosso, visando atenuar a grave deficiência que se observa na assistência hospitalar, com grandes filas de pacientes aguardando atendimento.
Durante o encontro, o presidente da AL, deputado José Riva (PSD), defendeu a  utilização a capacidade de endividamento do Governo do Estado para a retomada do Hospital Central de Cuiabá e construção do Hospital da criança com objetivo de disponibilizar mais leitos para o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Se o Estado realmente pode conseguir empréstimos de R$1,5 bilhão para investir em pavimentação asfáltica, eu defendo que sejam destinados 10% desse valor para a área de Saúde. Vamos fazer gestão junto ao Governo e ampliar o debate com a sociedade”, declarou Riva, após reunião de Colégio de Líderes nesta terça-feira (22), onde os deputados estaduais receberam integrantes do Movimento Saúde e Democracia (MSD).
Para Riva, a possibilidade de firmar uma Parceria Público-Privada (PPP) a fim de fazer esses investimentos é uma situação complexa e que requer tempo. “Precisamos de uma resposta rápida e utilizar a capacidade de endividamento é quase um consenso”. Além de falta de recursos, de hospitais e de gestão na área, os representantes do MSD apresentaram aos parlamentares a preocupação com a insuficiência de leitos hospitalares para atendimento do SUS.
Representaram o MSD na reunião o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, os ex-secretários de Saúde de Mato Grosso, médicos Júlio Muller e Nei Moreira, o ex-diretor de Vigilância em Saúde e Ambiente de Cuiabá, Wagner Simplício, e o biólogo da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Vagner Barros.

Por: Sandra Carvalho

AL sugere que Silval destine R$ 150 milhões para construção de complexo hospitalar

Por: Sandra Carvalho
Durante reunião de membros do Movimento Saúde e Democracia (MSD) nesta terça (22) com o Colegiado de Líderes da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado José Riva (PSD) propôs que o governador Silval Barbosa destine 10% dos recursos do projeto de captação de R$ 1,5 bilhão para a construção de um grande hospital público estadual tendo como anexo um Hospital da Criança.
Ou seja, seriam destinados R$ 150 milhões para a construção do Complexo Hospitalar no mesmo local onde há 30 anos está paraliada a obra do Hospital Central.
Subsidiado com projetos e informações apresentadas pelos integrantes do MSD, Riva voltou a defender o Hospital Público Estadual como a saída para o caos em que se encontra o Sistema Único de Saúde em Mato Grosso, especialmente em relação a serviços de alta complexidade.
O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, os ex-secretários de Estado de Saúde, Júlio Muller e Nei Moreira, e o dentista Wagner Simplício, também gestor de saúde pública, participaram da reunião representando o MSD.

Complexo seria construído no mesmo 
local onde está obra paralisada há 30 anos
Foto de Thomás Dorileo
Eles consideraram mais uma vitória do movimento chegar ao Colegiado de Líderes da AL, para quem entregaram um abaixo assinado com 5 mil assinaturas em defesa do Hospital Público Estadual.

Ex-secretário de Saúde chama Henry de mentiroso e critica gestão de OSS

www.olhardireto.com.br

Por: Julia Munhoz

Ex-secretário de Saúde de Cuiabá - Luiz SoaresO ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, teceu duras críticas a gestão do Secretário de Estado Pedro Henry (PP). Um dos integrantes do Movimento Saúde e Democracia (MSD), ele afirmou que o progressista é mentiroso, pois ao passar a administração dos hospitais públicos para Organizações Sociais de Saúde não irá solucionar o problema da falta de leitos hospitalares em Mato Grosso.

“O Pedro Henry é mentiroso; entregou a administração do Hospital Metropolitano para a OSS e [eles] não estão fazendo 500 cirurgias. Quem defende OSS defende a corrupção na saúde”, asseverou Soares, que também defende a implantação de um projeto apresentado pelo MSD para que a construção do Hospital Geral seja concluída e a unidade passe a fazer atendimentos de alta complexidade.

O movimento fez a coleta de cinco mil assinaturas, entregues ao Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, junto com o projeto para que seja analisada a implantação, pois segundo Soares, a falta de leitos não se restringe mais aos hospitais públicos. “A crise da carência de leitos já chegou ao setor privado”.

Conforme o projeto do MSD, a implantação do atendimento de alta complexidade no Hospital Geral e a criação de uma unidade específica para atendimento infantil, bem como uma maior celeridade na construção do Hospital Universitário acarretaria na criação de pelo menos 430 leitos, que não conseguiria acabar com o problema, mas desafogaria a demanda do pronto-socorro da capital.

“Cuiabá é a única capital do Brasil que não possui um hospital estadual. Essa é uma luta do MSD, há bastante tempo, pela construção desse hospital” lembrou Soares, que esteve reunido com o presidente da AL, José Riva, na tarde desta segunda-feira (22), junto com os ex-secretários estaduais de Saúde Nei Moreira e Julio Muller, que também integram o movimento.

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