domingo, 11 de dezembro de 2011

Conselheiro critica a ausência de transparência no Metropolitano

OLHAR DIRETO / Renê Dióz
O vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde, professor Carlos Alberto Eilert, cobrou nesta quarta-feira (07) transparência do governo em relação à gestão do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, administrado por uma Organização Social (OS). Além de criticar o fato de a Secretaria Estadual de Saúde (SES) não prestar contas até o momento este ano, Eilert cobrou do órgão a apresentação de relatório de gestão referente ao Metropolitano.
A alegada falta de transparência na gestão da OS foi motivo de discussão na manhã desta quarta-feira (07) entre Eilert e o ex-secretário estadual de Saúde, deputado federal Pedro Henry (PP) durante o programa Chamada Geral, da rádio Mega FM.
Eilert explicou que a única satisfação dada sobre a gestão da OS até o momento se resume a números gerais da soma de procedimentos realizados no Metropolitano. Não são especificados, segundo Eilert, os tipos de cirurgias realizadas.
Além disso, o conselheiro questiona a dinâmica de repasses mensaís da SES para a OS de acordo com os procedimentos realizados. Devido à falta de transparência da administração, o Conselho fica sem saber, por exemplo, se a OS deixa de receber proporcionalmente menos num determinado mês caso no período anterior não tenha cumprido o total de procedimentos previstos, explica Eilert, que preside hoje reunião ordinária do Conselho em Cuiabá.

COMENTÁRIO MSD 

>> ESTÁ OCORRENDO EXATAMENTE AQUILO QUE FOI DENUNCIADO PELO MSD E POR UM GRANDE NÚMERO DE PESSOAS E ENTIDADES SÉRIAS E HONESTAS QUE DESDE O INÍCIO SE POSICIONARAM CONTRA A “OPERAÇÃO OSS” DO SECRETÁRIO PEDRO HENRY, POR TODAS ESSAS RAZÕES AGORA COMPROVADAS : TUDO FEITO NA SURDINA, SEM DISCUSSÃO PRÉVIA, A IDÉIA EMPURRADA GOELA ABAIXO, SEM TRANSARÊNCIA, CUSTOS DOS SERVIÇOS MUITO MAIORES DO QUE OS PRATICADOS PELO SUS, CORRUPÇÃO DESLAVADA, ENFIM, O QUE ESPERAR DE UM PROJETO COM ESSA ORIGEM ?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Comparando Chapada, Bonito e Pirenópolis.


LUIZ FERNANDO ROGÉRIO


O presente artigo é uma pequena contribuição para a Chapada dos Guimarães, vamos comparar algumas informações dos Municípios de Bonito (MS) e Pirenópolis (GO) com Chapada, em um contexto regional da Saúde. A região de Chapada hoje se encontra em descaracterização causada pela especulação imobiliária, devastação de suas matas e exploração da pecuária, queimadas entre tantos outros fatores de degradação não apenas ambiental, mas também social.

A população de Chapada era de 17.799 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico do IBGE (2010). Pirenópolis 20.950 (Data SUS) e Bonito 17.851 habitantes, todas as três com clara aptidão ao turismo, todas com uma bela natureza e todas no Centro Oeste do Brasil. 

Não estou aqui comparando Chapada a Campos do Jordão nem a Gramado, quero demonstrar como realidades parecidas apresentam grandes distorções e como o poder publico tem que melhorar e muito seus serviços. 

A informação que mais me deixou assustado é que enquanto em Chapada dos Guimarães as principais causas de morte são os fatores externos tais como atropelamento, assassinatos, acidentes de carro, enfim fatores ligados a violência, totalizando 26% das causas de óbito, há ainda os casos letais de doenças do aparelho respiratório, que tem tudo a ver com queimadas, poeira e queima do lixo durante o período das secas e fungos, infecções no período das chuvas. 

Pasmem que um em cada quatro habitantes de Chapada vai morrer de causas externas, violentas, mas em Bonito esse índice cai para 9,2 e em Pirenópolis 8,4 em cada 100 habitantes.

O lixo coletado em Chapada é em torno de 50%, 30% é queimado, 12% é enterrado nas propriedades e o restante 6% é jogado a céu aberto. Pirenópolis tem uma coleta em torno de 60% e Bonito 75% de coleta de lixo. Aqui começa a diferença!

O Abastecimento de Água em Chapada dos Guimarães é mais ou menos igual nas três cidades. Sendo que em Bonito em torno de 80% da população recebe água pela rede geral, em Pirenópolis 70% e em Chapada apenas 60% da população ficando para trás nesse item também.

Segundo o Data SUS, ainda em 2009, Pirenópolis contava com 30 médicos, Bonito tinha 39 e Chapada no mesmo período contava com 22 médicos, 9 enfermeiros e 14 técnicos de enfermagem. Chapada com a metade dos médicos que tem Bonito.

Com relação à cobertura vacinal de imonobiológicos tais como BCG, Hepatite, Febre Amarela, Sarampo, Tríplice entre outras proteções, Bonito e Pirenópolis apresentam coberturas acima de 100%. Chapada no geral apresenta um bom indicador apesar de ficar a baixo os municípios comparados.

Alguns outros dados relevantes dizem respeito aos valores investidos na saúde: enquanto em Bonito a despesa com saúde por habitante é de R$ 371,93 em Pirenópolis é de R$ 155,64 e na nossa querida Chapada dos Guimarães é de R$ 231,10 ficando na média entre os três municípios comparados.

Um dado que me chamou a atenção, pois considero positivo e o cobertura do programa de saúde da família que em Chapada tem praticamente toda a população coberta o que mostra uma preocupação pelos gestores da saúde municipal em organizar o Sistema fato não verificado com os municípios comparados.

Algumas sugestões. 

Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Cultura e Turismo em parceria com a SEMA:
Mapear, monitorar, controlar e combater focos de degrada¬ção e comprometimento ambiental, incluindo os aspectos de saúde no processo de licencia¬mento ambiental, normalizar conjuntamente referências à qualidade da água ao abastecimento e do solo, bem como à poluição do ar; desenvolver ações conjuntas de promoção de ambientes saudáveis; implantar temas relacionados à saúde ambiental junto aos programas de educação ambiental; assegurar a participação do setor Saúde na implementa¬ção desenvolver capacitação de recursos humanos; Controlar focos de incêndio e desmatamento, cuidar do transporte de produtos perigosos e incentivar po¬líticas que utilizem meios de transporte menos poluentes e práticas que contribuam para a promoção da saúde.

• Secretaria Municipal de administração de chapada dos Guimarães:
Elaborar políticas de planejamento municipal com a inserção do enfoque da saúde ambiental;; desenvolver, em parceria com a saúde, programas, espaços saudáveis; desenvolver capacitação de recursos humanos; valorizar o uso de tecnologias limpas nas obras públicas; projetos de saneamento o enfoque da saúde ambiental; apoiar ações que garantam o acesso de toda população à água potável e aos demais serviços de saneamento; assim como atentar para o controle do meio ambiente, principalmente voltado a preservação da natureza.

• Secretaria Municipal de Educação, cultura, SEDUC e Ação Social
Priorizar conteúdos referentes à saúde ambiental como temas trans¬versais vinculados às disciplinas das grades curriculares em todos os níveis de ensino; estimu¬lar o desenvolvimento de estudos e pesquisas prioritárias para saúde ambiental; desenvolver a capacitação de recursos humanos, identificar, incentivar e popularizar os valores culturais referentes à saúde e ao ambiente,tomar providências em relação ao reconhecimento de doenças relacionadas a IRA. Utilizar meios de comunicação para a educação e a mo¬bilização da sociedade em prol da saúde ambiental.
Ministério Público e judiciário: Assegurar ao Cidadão e ao meio ambiente ser respeitado .
Por fim, considero que a população em geral também deve ajudar, cuidando das águas paradas e focos de dengue, evitando a queima dos lixos, cuidando para que o acúmulo de sujeiras evite proliferação de insetos ou outros animais transmissores de doenças, bem como cuidado do ambiente, que está instrinsecamente relacionado com a dimensão ambiental. Espero com essas poucas linhas contribuir para uma sociedade melhor para todos.

Luiz Fernando Rogério é empresário e especialista em Sistema e Serviços de Saúde pela UFMT-ISC. email: lf.roger@gmail.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ministério alerta para epidemia de dengue em Cuiabá.

Levantamento aponta para risco em 48 cidades sob risco no país; situação requer cuidados


Midia News / Euziany Teodoro
Ministro Padilha, da Saúde, alerta para o risco de epidemia;
lixo é maior foco do transmissor
A região Centro-Oeste ainda pode sofrer uma epidemia de dengue. O alerta é do Ministério da Saúde, com base no levantamento denominado "Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa)", embora a região tenha apresentado o maior índice na redução de casos da doença em todo o país, chegando a 77% em relação ao ano passado. Cuiabá já recebeu o alerta oficial.
O Ministério da Saúde considera em situação de risco os municípios em que, a cada cem casas, mais de 3,9 apresentaram larvas do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença. Este é o caso da capital mato-grossense. 
O responsável pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Município, Oscar Campos, informou que um levantamento feito na cidade apontou 15 bairros ainda em situação de alerta. Esses bairros estão sendo monitorados constantemente, desde 2010.
Como o Liraa apontou que o risco nesses locais ainda é eminente, o alerta tem que ser mantido, mesmo que a redução de casos da dengue tenha sido considerável em 2010. Foram 211 mil casos em Mato Grosso em 2010, contra 48 mil neste ano.
O levantamento foi feito em outros 653 municípios. O maior número de casos ocorreu no Norte e Nordeste. Até o fim de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve redução de 25% no número de casos.

Focos por região
Os criadouros do mosquito são diferentes em cada região do país. No Norte e Sul, a maioria das larvas encontradas estava em resíduos de lixo. Nos municípios do Norte 44% dos imóveis tinham larvas no lixo, por exemplo.
No Nordeste e Centro-Oeste, os mosquitos encontrados estavam principalmente em reservatórios de água. No caso dos municípios do Nordeste, mais de 72% dos casos estavam em caixas de água, tambores e poços ligados ao abastecimento.
No Sudeste o problema da dengue está principalmente em depósitos domiciliares, ou seja, vasos, pratos, bromélias, ralos, lajes e piscinas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que o Liraa dá uma fotografia da situação da dengue no país, que pode mudar rapidamente, já que o mosquito tem uma alta capacidade de adaptação.
"O risco de ter epidemia é sempre uma combinação entre ter mosquito e ter pessoas suscetíveis para ter ou não a doença. O levantamento é importante nesse momento porque é um alerta para intensificar o cuidado. Para ajudar na mobilização da comunidade e resolver o problema onde está o foco do mosquito", afirmou.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ordem para entregar SUS às OSS estaria vindo de Brasília.

FIM DO SUS!

Site: http://www.nopoder.com.br/
Por: Sandra Carvalho
A determinação para que as unidades públicas de saúde sejam entregues à Organizações Sociais estaria partindo do Ministério da Saúde, com aval da presidente Dilma Rousseff. Esta foi a informação que um grupo de profissionais da saúde de Mato Grosso obteve em Brasília. Seria o fim do SUS no país, e um exemplo disso estaria ocorrendo no Estado de Minas Gerais, onde até as unidades da rede básica (postos de saúde) já são geridos por OSS.

Ou seja, a privatização da rede pública de saúde seria um processo sem volta. Os movimentos contra as OSS estariam nadando contra a correnteza porque o Governo Federal estaria disposto realmente a implantar um novo modelo de gestão. Seria por isso que o secretario de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, estaria agindo com tanta propriedade.

Inclusive Henry teria encontrado uma brecha na ordem judicial para que o Hospital Metropolitano fosse retirado das mãos das OSS e por este motivo a unidade não teria sido devolvida à SES/MT. A Procuradoria Geral do Estado agiu rápido.

O último recurso seria o Supremo Tribunal Federal (STF) onde dois ministros já teriam se manifestado a favor das OSS e tudo leva a crer que os outros sete votem a favor do desejo da presidente Dilma Rousseff.

Pedro Henry já gastou 16 milhões com Metropolitano em quatro meses.

SACO SEM FUNDO

Site: http://www.nopoder.com.br/
Por: Sandra Carvalho
Hospital foi inaugurado com festa e
promessa de acabar com filas



A Secretaria de Saúde de Mato Grosso já teria pago 16 milhões para o Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde (IPAS) em apenas quatro meses de atividade no Hospital Metropolitano de Várzea Grande. Só para se ter uma ideia do que isso significa em termos de gasto de dinheiro público, a mesma SES só passa R$ 1,5 milhão para o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, que atende milhares de pessoas.

Com a alegação de economizar para os cofres do Estado, Pedro Henry insiste em entregar unidades públicas hospitalares a OSS, como se esta fosse a grande saída para acabar com a falta de leitos em Mato Grosso e as filas por cirurgias. E apesar de liminar da Justiça determinando a suspensão destes contratos, Henry continua investindo nas OSS (Organizações Sociais de Saúde).

O Conselho Estadual de Saúde inclusive reprovou o contrato de prestação de serviços da SES com a IPAS e inclusive decidiu que fará uma rigorosa fiscalização em toda documentação e levantou a possibilidade até mesmo da suspensão dos pagamentos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Após nota baixa, Unic demite diretores de faculdade.

Estudantes cancelam a paralisação, mas continuam cobrando melhorias no curso da instituição.


MIDIANEWS / KATIANA PEREIRA
Os médicos e professores Marcial Francis Galera e Pedro Reis Crotti, diretor e vice-diretor, respectivamente, foram desligados do quadro de funcionários do curso de Medicina Universidade de Cuiabá (Unic). A demissão ocorreu na semana passada e foi confirmada pelo Centro Acadêmico de Medicina João Alberto Novis (Cajan). A reitoria da universidade não dá entrevista e se recusa a falar sobre o assunto.

Os acadêmicos interpretaram que as demissões soam como uma medida de retaliação, devido à nota 2, considerada insuficiente, obtida pelo curso de graduação dem Medicina, na avaliação do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do Ministério da Educação, conforme MidiaNewsrevelou.

Os estudantes também acredita que as denúncias que eles fizeram, sobre a baixa qualidade do ensino na instituição, também provocaram a demissão dos diretores.

O médico Marcelo Sepúlveda, que já faz parte da equipe de coordenação do curso, foi promovido ao cargo de diretor da Faculdade de Medicina. O presidente do Cajan, Igor Carlos Dueti, contou que uma reunião foi realizada na segunda-feira (27), com participação da nova diretoria e de alunos. Também esteve presente um dos diretores do grupo Kroton-Iuni, que controla a Unic.

"A reunião foi interessante. Estamos elaborando as nossas reivindicações, conversando com alunos. Nos garantiram que, primeiramente, irão atender às recomendações do MEC e, depois, as nossas. Não abrimos mão da retratação, que deverá ser feita pela faculdade", disse o estudante.

Os alunos decidiram ainda cancelar a paralisação de 24 horas que haviam prometido fazer, no Hospital Geral Universitário. O protesto estava agendado para essa quarta-feira (30), mas, devido ao desenrolar das negociações, os estudantes deram um voto de confiança para nova direção.

"Não queremos tumultuar o câmpus. Achamos que não tem necessidade de paralisar atividades, mas, caso as promessas não sejam cumpridas, vamos sim, protestar. Merecemos respeito, educação de qualidade e vamos lutar por isso", disse Igor Dueti.

Notas baixas e mensalidade alta.

Em uma nota enviada ao MidiaNews, no mês passado, para tentar contestar o resultado da avaliação do MEC - divulgado nos principais veículos de Comunicação do país -, a Unic alegou que a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) "não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)".

Os alunos se revoltaram e exigiram uma retratação da instituição. "O desempenho dos alunos é somente 30% da nota, os outros 70% são de responsabilidade da instituição. O grande problema da Unic é que existe no câmpus uma educação totalmente capitalista e somos mais um número, uma soma de valores. A instituição tem se esquecido da responsabilidade social que o curso tem", disse Igor Dueti, em entrevista ao site, na semana passada.

O curso de Medicina na Unic foi autorizado pelo MEC em 2004 e tem duração de 12 semestres, com 8.640 horas aula.

O valor da mensalidade é R$ 4.308,86. Caso o estudante pague até o dia 5 de todo mês, terá um desconto de 6%, e o valor vai para R$ 4.050,33, conforme divulgado no site da instituição.

Sanções.

O curso de Medicina da Unic obteve nota 2 no Conceito Preliminar de Curso. Por esse motivo, 58 vagas para o próximo vestibular foram cortadas.

O curso, que oferecia 100 vagas, agora, depois da determinação do MEC, passará a oferecer 42 vagas. Para os alunos que já estão matriculados, não haverá nenhum prejuízo quanto à conclusão da graduação.

Além disso, foi instaurado um processo específico de supervisão, cujo objeto será o curso de graduação em Medicina. Dentro de 30 dias, a contar da ciência do despacho, a Unic deverá comprovar, por meio de documentos probatórios, as providências adotadas, como forma de cumprir as medidas cautelares administrativas impostas pelo MEC.
Caso haja o não cumprimento, ou falta de comprovação das adequações determinadas no despacho, será instaurado processo administrativo para aplicação de penalidade, prevista nos arts. 46, § 1º, da Lei nº 9.394/96, 10, § 2º da Lei nº 10.861/2004 e 52 do Decreto nº 5.773/2006.

Usuários do SUS têm 3,8 vezes menos médicos do que o setor privado.

Estudo feito em conjunto pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo mostra quem, além da concentração no setor privado, os médicos estão, na grande maioria, localizados nas regiões Sul e Sudeste.

Por: Jones Rossi
Fonte: Veja.com
Uma pesquisa inédita, realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Regional de Medicina do estado de São Paulo (Cremesp), mostra quem são, quantos são, e como estão distribuídos pelo país os médicos brasileiros. O estudo — Demografia Médica no Brasil — mostra dados negativos, como a concentração de médicos nas regiões Sul e Sudeste e nas capitais dos estados e o reduzido número de profissionais que trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS), mas também traz notícias como a crescente presença feminina e o aumento proporcional da quantidade de médicos no país. Outra informação do documento evidencia com números um aspecto ja conhecido do brasileiro: usuários do sistema Único de Saúde (SUS) têm 3,8 vezes menos médicos do que o setor privado.

Os dados do estudo serão enviados a parlamentares e entregues aos ministros da educação, Fernando Haddad, e da saúde, Alexandre Padilha. A intenção é que o documento sirva de subsídio para políticas públicas de saúde e de ensino. “A publicação coincide com o surgimento de propostas do governo federal e do poder legislativo para enfrentar a escassez de médicos em áreas desassistidas”, afirma Renato Azevedo Junior, presidente do Cremesp.

A desigualdade regional é um dos principais problemas mostrados pelo estudo. A rigor, não faltam médicos no Brasil. São 371.788 para uma população de 190 milhões de pessoas. O que resulta em um número de médicos para cada mil habitantes de 1,91. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não adota um número específico de médicos por mil habitantes, mas, segundo o documento World Health Report 2006, países com menos de 2,28 profissionais de saúde por mil habitantes (e aí estão incluídos médicos, enfermeiras e parteiras) geralmente têm problemas em atingir a meta de 80% de cobertura especializada para vacinação e partos. Com 1,5 milhão de enfermeiros, certamente o Brasil está dentro do recomendado.

Além disso, o número de profissionais não para de crescer em números absolutos e em proporcionais. Entre 1970 e 2010 houve um salto de 530% no número de médicos, enquanto a população cresceu bem menos, 104,8%. O problema é que a maioria está concentrada nos estados da região Sul e Sudeste. Enquanto no Distrito Federal e no Rio de Janeiro essa razão seja de 4,02 e 3,57 médicos por mil habitantes, respectivamente, acima dos 3,4 da Alemanha, estados como o Maranhão, o Pará e o Amapá estão abaixo do preconizado pela OMS, com índices de 0,68; 0,83; e 0,96; próximos de países africanos. No total, a região Norte possui 0,96 médico por mil habitantes e o Nordeste 1,19. A situação é parecida no Centro-Oeste, com 1,99, e no Sul, 2,03. O Sudeste tem um índice de 2,61.

O interior dos estados também está em desvantagem em comparação com as capitais. Mesmo no Maranhão, onde o índice do estado é de 0,68 médico por mil habitantes, na capital a razão salta para 2,33. Segundo o estudo, isso acontece devido ao maior número de faculdades localizadas nas capitais e também ao maior número de postos de trabalho, já que essas cidades concentram hospitais, postos de saúde, clínicas e laboratórios. Essas facilidades fazem com que o índice de médicos por mil habitantes nas capitais brasileiras seja de 4,22, mais de uma vez superior à média nacional, de 1,95.

SUS versus setor privado — De acordo com a pesquisa, existem 354.536 postos de trabalho em estabelecimentos privados de saúde para atender 46,6 milhões de usuários de planos de saúde. Seguindo essa conta, que considera o fato de que, em teoria, esses postos médicos (um médico pode ter mais de um posto de trabalho, atendendo em um hospital público e em uma clínica privada, por exemplo) podem atender usuários de todos os planos de saúde, o estudo afirma que há 7,6 postos de trabalho para cada 1.000 usuários de planos de saúde. Em comparação, o Sistema Único de Saúde, com 281.481 postos de trabalho para 144 milhões de pessoas, tem um índice de 3,8 vezes menor que o setor privado.

Mudança de perfil — Em 1910, 22% dos médicos eram mulheres. Cem anos depois, as mulheres representam quase 40% do total. Mas a tendência é que, em breve, elas ultrapassem os colegas do sexo feminino. Desde 2009, as mulheres são a maioria dos novos médicos que entram no mercado de trabalho. Em 2010, representaram 52,46% desse total.

Entre os profissionais com menos de 29 anos, elas também são maioria: 53,31%. Nos acima dos 70 anos, apenas 18,08% são mulheres. Um sinal da profunda mudança que aconteceu nas últimas décadas e que deve se aprofundar nos próximos anos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hospital Metropolitano: Denúncia aponta que a paciente recebeu alta mesmo passando mal e morreu na mesma noite.

CRM vai investigar morte

Por: Tania Rauber
Fonte: A Gazeta



Genecília ficou no mesmo quarto
que vítima e faz relato de
atendimento inadequado.Foto de João Vieira
O Conselho Regional de Medicina (CRM) vai investigar a morte de uma mulher após a realização de uma cirurgia no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. A denúncia foi feita por uma paciente que ficou internada e ganhou alta da unidade no mesmo dia em que a vítima. 
Presidente do conselho, Dalva Neves garantiu que será aberta uma sindicância para identificar o médico que fez o atendimento à paciente e se houve negligência. “Nós não recebemos nenhuma denúncia formal, mas a partir do momento que é divulgado pela imprensa nós abrimos uma sindicância para apurar. É o que vamos fazer”.

A denúncia foi feita pela estudante de música Genecília Aparecida de Ataíde Lacerda, 44. Ela conta que foi chamada para comparecer ao hospital no dia 19 de setembro para realizar uma cirurgia de vesícula. Na sala de espera encontrou “Vanildes”. As duas foram internadas na mesma enfermaria. No dia seguinte, Genecília foi levada para a sala de cirurgia e, após ser operada, foi transferida para o quarto. Nos corredores, encontrou Vanildes, que era levada para o centro cirúrgico. Ela retornou algumas horas depois, após passar pela cirurgia de hérnia. Genecília conta que era visível o péssimo estado de saúde da colega, que vomitou várias vezes após receber as medicações. “Antes de dormirmos, a enfermeira aplicou em nossas veias 4 seringas de remédio, uma de antibiótico e as outras de anti-inflamatório, dipirona e anti-vômito. Eu não tive muita reação aos remédios, mas a Vanildes vomitou muito”. A cena se repetiu outras vezes durante a madrugada, segundo ela.

No dia seguinte, após o banho, duas enfermeiras tiveram que colocar um dreno em Vanildes. Mas, poucas horas depois, elas receberam a notícia de que poderiam ir para casa, pois tinham recebido alta. “Entrou no quarto um homem vestindo calça jeans e jaleco branco com uma prancheta na mão. Ele nos cumprimentou e disse assim: Vanildes, Genecí- lia, estão de alta! Depois marcou um x no papel e se retirou”.

Ainda, segundo ela, o dreno colocado em Vanildes foi retirado por um enfermeiro, que reforçou o curativo no local da cirurgia e saiu. “Ela ainda tentou tomar um chá que foi servido, mas vomitou novamente. Eu apertei o botão da campainha, mas não apareceu ninguém para ajudar”.

Enquanto aguardavam os familiares para buscá-las, Genecília e Vanildes tiveram que sair do quarto porque os leitos precisavam ser ocupados por outras pessoas.

“Mesmo com nós lá dentro as faxineiras fizeram a limpeza e, de repente, chegou uma outra paciente recém-operada. Pedi uma cadeira de rodas para levar Vanildes até a recepção, mas nos disseram que não tinha disponível. Só conseguiram uma quando já estávamos chegando na recepção”.

O primeiro a chegar foi o irmão de Genecília. Ela conta que, antes de ir embora, ligou para o genro da colega. “Ele disse que já estava chegando. Peguei o número de telefone dela e fui embora. Ela ficou aguardando na cadeira de rodas perto da porta”.

Esta foi a última vez que Genecília viu Vanildes. No dia seguinte, ela ligou para saber se a nova amiga estava melhor, mas foi avisada pelos familiares que ela tinha amanhecido morta, provavelmente em consequência de uma hemorragia interna.

“Eles disseram que iam aguardar a necropsia para saber o que fazer. Fiquei revoltada, porque ela estava feliz. Tinha esperado 5 anos para fazer a cirurgia. Mas lá no hospital é assim: quando você entra o atendimento é vip, mas depois que corta, somos apenas uma meta a cumprir e escorraçados”.

A família de Vanildes não quis falar com a imprensa.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Soares quer saber porque OS recebe o dobro do PS de Cuiabá

Site: Olhar Direto
Por: Julia Munhoz

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, questionou os repasses feitos pelo Governo do Estado ao Hospital e Pronto Socorro da capital, através da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Para ele não há justificativa plausível para a unidade hospitalar receber menos recursos que o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, gerenciado por uma Organização Social de Saúde (OSS).

Segundo Soares, o Estado repassa mensalmente R$1,3 milhão para o pronto-socorro da capital, que possui 260 leitos, enquanto que para a OSS que administra o Hospital Metropolitano são pagos R$ 2,7 milhões, , segundo acentua, "para uma unidade que conta com apenas 10 leitos de UTI adulto e 52 de enfermaria".

O ex-secretário explicou ainda que os dados são oficiais da própria secretaria e que, em alguns casos o valor do repasse para o pronto-socorro de Cuiabá é divulgado a mais pois nele são incluídos os serviços de PSF (Programa de Saúde da Família) e os incentivos financeiros da farmácia básica.

Luiz Soares é um dos integrantes do Movimento Saúde e Democracia (MSD). Além dele também compõem o grupo os ex-secretários de Saúde de Mato Grosso, Julio Muller e Nei Moreira. O grupo esteve reunido nessa terça-feira (22) com os deputados estaduais para buscar medidas que possam equacionar a falta de leitos nos hospitais do Estado.


Outro Lado


O deputado federal Pedro Henry, que foi o grande mentor e responsável pelo repasse da administração dos hospitais às Organizações Sociais de Saúde (OSS), disse ao Olhar Direto que não irá polemizar o assunto, pois o histórico do trabalho desenvolvido pelas OSS, por si só, vai dar a resposta esperada pela sociedade.




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Usuária do SUS denuncia morte de paciente do Hospital Metropolitano

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho

O site "No Poder" recebeu o depoimento chocante de uma paciente do SUS que se chama Genecilda. Ela relata a morte de mulher conhecida como Vanildes dois dias após ter sido operada no Hospital Metropolitano de Várzea Grande.
O Hospital Metropolitano é público, mas foi entregue pelo governo do estado de MT para ser gerenciado por uma empresa privada (Organização Social de Saúde – OSS). Essa empresa recebe 3 vezes a tabela SUS para atender 60 leitos. O dinheiro que ela recebe é mais do que o estado repassa para todos os quase 600 leitos SUS dos hospitais de Cuiabá (Pronto Socorro, Hospital Julio Muller, Santa Casa e Santa Helena). Mesmo ganhando muito, a empresa que gerencia o Metropolitano só estaria realizando cirurgias mais simples, em detrimento das mais complexas.
Leia o relato na íntegra e veja Genecilda. Ela ainda compôs e interpreta uma música contra a privatização dos hospitais públicos.

DEPOIMENTO - SOBREVIVI AO HOSPITAL METROPOLITANO
No dia 19/09/11 entrei no HOSPITAL METROPOLITANO de Várzea Grande, e na sala de espera de internação cirúrgica, conheci Vanildes, pessoa com quem de cara tive uma grande afinidade, tanto que no tempo que passamos ali esperando que dessem entrada em nossa papelada de internação, conversamos muito e ficamos amigas.
Ficamos muito contentes quando nos colocaram no mesmo quarto, o número sete. Ali ficamos em quatro pessoas. A minha cama era bem ao lado da cama de Vanildes. A enfermeira do hospital nos deu camisolas, toalhas e meio copo de álcool, e nos instruiu para passar álcool no corpo quando terminássemos de tomar banho.
Depois do banho, mediram nossa pressão, que incrivelmente tanto a minha como a de Vanildes deu dezessete. Logo após, nos serviram jantar, mais tarde serviram também um chá com bolachas. Depois, na hora de dormir, a enfermeira nos deu um comprimido e logo adormecemos.
Na manhã seguinte nos avisaram que iríamos ser operadas, eu da vesícula e Vanildes de hérnia. Eu fui primeiro, me levaram em uma maca até uma sala onde fiquei do lado de varias macas com gente esperando por sua vez de ser operada. Não sei quanto tempo fiquei ali... para passar o tempo, puxei conversa com o colega da maca ao meu lado.
Um tempo depois me levaram para sala de cirurgia e fui operada. Quando acordei, estava em uma maca numa sala onde tinham várias macas com pessoas esperando para operar. Quando estavam me levando para o quarto, cruzei com a Vanildes que ia para a sala de cirurgia. Entrei no meu quarto às quinze horas, bem na hora de visitas, e Vanildes voltou para o quarto bem depois do horário de visita.
Na hora do jantar, nos trouxeram sopa, eu tomei um pouco, mais tive muita dificuldade de sentar, pois a dor era muita e Vanildes, assim que tomou a sopa, vomitou. A enfermeira a limpou e deixou uma comadre perto dela para o caso de querer vomitar novamente. Antes de dormirmos, a enfermeira aplicou em nossas veias quatro seringas de remédio: antibiótico, anti-inflamatório, dipirona e remédio anti-vômito.
Eu não tive muita reação aos remédios, mas a Vanildes assim que tomou, vomitou muito e a enfermeira a limpou novamente.
De madrugada a mesma coisa, a enfermeira de plantão nos aplicou os remédios e Vanildes vomitou novamente.
Ao amanhecer do dia 20.09.2011, fomos acordadas pela enfermeira, que pediu que levantássemos pra tomar banho. Vanildes precisou de duas enfermeiras para ajudá-la com o banho, pois ela tinha muita dificuldade em andar. Logo após o banho, as duas enfermeiras fizeram curativo e colocaram um dreno nela. Já eu carreguei meu suporte com soro até o banheiro e tomei banho sozinha. Houve uma troca de plantão e quem fez curativo em mim foi o enfermeiro que ia ficar durante o dia.
Momentos depois, entrou no quarto um homem vestindo calça jeans, uma camisa de cor e um jaleco branco, com uma prancheta na mão; nos cumprimentou e disse assim: “Vanildes, Genecilia, e (...), estão de alta”. Depois dessas palavras, esse homem marcou um “x” no papel dele e se retirou.
Assim que esse homem saiu, o enfermeiro de plantão entrou, tirou o dreno da Vanildes, tampou com um curativo bem reforçado o local da cirurgia dela e saiu do quarto.
Vanildes tentou tomar o chá que havia vindo pra ela e eu tive que socorrê-la com a comadre e depois limpa-la, pois apertei o botão da campainha e não apareceu ninguém pra ajudar, pois o botão não funcionava.
Logo após, nós duas ligamos para nossos familiares que ficaram de nos buscar às quinze horas, que era justamente no horário de visitas, e assim que fizemos essa ligação, a bateria do celular acabou.
A terceira moça do quarto que foi operada no mesmo dia em que nós, ficou esperando o médico que tinha operado ela pra receber alta. Ela só caiu na real depois que uma funcionária do hospital veio e pediu que desocupássemos os leitos, pois de acordo com os registros do HOSPITAL METROPOLITANO, já haviam dado baixa nos nossos nomes. Esta moça foi embora de ônibus.
Eu e Vanildes nos recusamos a sair, então mandaram as faxineiras limpar o quarto e, logo depois, chegou uma paciente recém-operada pra ocupar um dos nossos leitos. Pedimos então que a funcionária ligasse pra que nossos familiares fossem nos buscar urgente. Pedi uma cadeira de rodas pra Vanildes e a funcionaria disse que não tinha disponível no momento.
Eu e Vanildes saímos do quarto de braços dados pelo corredor do hospital, mas aí, antes de chegarmos à recepção, trouxeram uma cadeira de rodas pra Vanildes. Ficamos na sala de recepção do HOSPITAL METROPOLITANO esperando nossos familiares virem nos buscar. O meu irmão chegou primeiro, peguei o celular dele e liguei para o genro de Vanildes, que já estava chegando. Dei um abraço, trocamos telefone e nos despedimos. Foi a última vez que a vi.
Eu e Vanildes fomos operadas no dia 20.09.2011 e no dia 21.09.2011, de manhã, FOMOS DESPEJADAS DO HOSPITAL METROPOLITANO DE VARZEA GRANDE, SEM NENHUMA AVALIAÇÃO MÉDICA. E no dia 22.09.2011, VANILDES AMANHECEU MORTA em sua residência, com sangue escorrido pela boca. A causa da morte: HEMORRAGIA INTERNA.

sábado, 26 de novembro de 2011

SMS tem contrato sem licitação com empresa da sobrinha de Pedro Henry

 


Nome:
E-mail:
Seu amigo:
E-mail dele:
Assunto:
Comentário:

CÂMARA HIPERBÁRICA
26/11/2011
SITE: WWW.NOPODER.COM.BR SANDRA CARVALHO
Até o ano passado os pacientes do SUS de Mato Grosso (e que são atendidos em Cuiabá) não contavam com um tratamento baseado na “oxigenoterapia”. Este ano, coincidindo com a posse do deputado Pedro Henry (PP) na Secretaria Estadual de Saúde, uma máquina chamada “câmara hiperbárica” foi instalada no Hospital Santa Rosa, de propriedade do empresário da medicina, deputado Guilherme Maluf (PSDB).
Tal equipamento é caríssimo e nenhum empresário da medicina ousaria tê-la em funcionamento no Estado, até mesmo por falta de prescrição médica. Ou seja, de clientela disponível. A moderna máquina é da empresa médica Hiperbárica Santa Rosa e, segundo fontes de dentro do próprio hospital, pertenceria à sobrinha do secretário Pedro Henry, Dra. Taena Henry.
Não foi difícil encontrar pacientes para usar a grande capacidade produtiva do equipamento. Bastou um contrato sem licitação pública com a Secretaria de Saúde de Cuiabá, devidamente autorizado pelo prefeito Chico Galindo (PTB), para máquina faturar uma média de R$ 70 mil por mês dos cofres públicos.
Cada sessão na milagrosa máquina custa R$ 280 e o contrato é para realizar 300 sessões/mês. Enquanto isso a secretaria reduziu o número de biópsias que custa em média R$ 80 cada, alongando a fila de espera e agravando a saúde de centenas de pessoas com suspeita de câncer.
Numa interpretação extensiva da Súmula nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), de 29/08/2008, dado o grau de parentesco entre Henry e a influência do secretário no SUS, no mínimo tal situação seria enquadrada como nepotismo, a nefasta prática do favorecimento à parentes por gestores públicos.
Sem contar que o preço de cada sessão não encontra-se na Tabela Nacional do SUS, sendo, portanto, fixado aleatoriamente pelo prestador de serviço. É bom o Ministério Público e a auditoria do Ministério da Saúde investigarem este contrato e os absurdos que também ocorrem quanto aos prestadores de serviços para o SUS na área de oncologia.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Câmara extingue Fusvag, mas rejeita "estadualização" do pronto-socorro

Cláudio Moraes/O Documento
                                              
Também na sessão de hoje, os parlamentares aprovaram, por unanimidade, a extinção da Fusvag (Fundação de Saúde de Várzea Grande). Agora, o gerenciamento completo do setor ficará sob a responsabilidade da secretaria de Saúde, hoje comandada pelo auditor Marcos José da Silva.
A extinção da Fusvag foi feita com base numa orientação do Tribunal de Contas do Estado. Hoje, a fundação acumula uma dívida de R$ 40 milhões, sendo que somente com INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) chega a R$ 32,5 milhões.
Este débito será automaticamente repassado a prefeitura. Para quitar a dívida milionária, o prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o "Tião da Zaeli", irá fazer uma renegociação.
Apesar da insistência do secretário estadual licenciado de Saúde, Pedro Henry (PP), de implantar o modelo de gerenciamento por Organizações Sociais de Saúde (OSS) no pronto-socorro municipal, os parlamentares rejeitaram a proposta. A decisão foi tomada por unanimidade pelos 13 vereadores e o pronto-socorro continuará sendo administrado pela prefeitura.
Aliás, Pedro Henry foi criticado pelo péssimo atendimento verificado no hospital metropolitano do Cristo Rei. Apesar dos gastos milionários, esta unidade de saúde não conseguiu reduzir a fila de espera para cirurgias
COMENTÁRIO DO MSD:
- PARABÉNS AOS VEREADORES DE VARZEA GRANDE PELAS DECISÕES. O MODÊLO FUNDACIONAL ADOTADO NOS ANOS 70 ACABOU SE MOSTRANDO INEFICAZ E CORRUPTO . RESTA APURAR AS ORIGENS DESSA GIGANTESCA DÍVIDA  ACUMULADA E SUA LICITUDE.
FELIZMENTE A PROPOSTA NEFASTA DO SECRETÁRIO ESTADUAL PEDRO HENRY , DE ENTREGAR A GESTÃO PÚBLICA PARA AS OSS  ESTÁ SENDO RECHAÇADA POR UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE SETORES DA SOCIEDADE.

Estudantes apontam má qualidade e vão processar a Unic

Katiana Pereira/Midia News

A polêmica instaurada dentro do campus da Universidade de Cuiabá (Unic) parece estar longe do fim. Estudantes do curso de Medicina revelaram, em entrevista ao MidiaNews, que irão acionar judicialmente a instituição. Um advogado já foi contratado para dar procedimento na ação.

Toda a confusão começou após a divulgação das médias baixas obtidas pela instituição, no Conceito Preliminar de Curso (CPC), do Ministério da Educação (MEC). Os acadêmicos estão revoltados com a direção da Unic, que também os culpou  pela nota 2, obtida do Índice Geral de Cursos.

O Centro Acadêmico de Medicina João Alberto Novis (Cajan) exigiu uma "retratação urgente" da instituição, no que se refere ao trecho de nota encaminhada ao site, na última sexta-feira (18), atribuindo a culpa das notas baixas ao desempenho dos alunos no Enade.

"Infelizmente, a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)", diz a nota da instituição.

Em entrevista, os alunos não pouparam críticas à gestão da faculdade, que, segundo eles, é "extremamente capitalista, deixando muito a desejar na qualidade do ensino".

A estrutura considerada deficiente do curso também foi alvo de reclamações.

"As reclamações são antigas. Nem existe internet no campus, é um absurdo. Uma instituição privada que não possui um sinal de internet para os alunos... Sem contar as carteiras, que vivem quebradas. Os aparelhos de data-shows estão sem lâmpadas. Ficamos trocando de sala, constantemente, para conseguir encontrar um equipamento que funcione. Já fizemos até reunião, praticamente implorando para poder usar o equipamento. Nem em órgão público, que necessita de licitação, demora tanto para trocar uma lâmpada. Se nesse caso mínimo é essa dificuldade, imagine nos grandes problemas", disse o acadêmico Igor Carlos Dueti, presidente do Cajan.

O estudante reclamou ainda da falta de livros e da dificuldade em se fazer pesquisas.

"Ainda não consegui identificar os investimentos que alegaram ter sidos feitos na infraestrutura. Eu sento na mesma cadeira desde quando passei no vestibular. Sem contar a biblioteca, onde faltam livros. A última aquisição já tem mais de dois anos; depois de muita briga, compraram alguns livros. Mas, se quisermos estudar mesmo, temos que desembolsar mais de R$ 400 por exemplar. O nosso acervo digital é uma vergonha. E ainda têm coragem de nos culpar pelas notas baixas. É um absurdo! A mensalidade é muito cara e não reflete os investimentos, ou a falta deles", criticou o estudante.

Possível boicote

Os acadêmicos acreditam que uma das possibilidades das notas baixas obtidas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) pode ser devido a um possível boicote do corpo discente. Alguns teriam deixado de responder questões no exame.

"Algumas das opiniões, dentro da universidade, são que possa ter havido um boicote dos alunos, que podem ter feito a prova de qualquer jeito. Mesmo se for isso, não é justificável a posição da Unic, pois um boicote é uma forma de protesto contra a falta de investimento no curso. Os alunos estão descontentes: chega de empurrar com a barriga, temos direitos e fomos prejudicados com a declaração da faculdade. Afinal, estamos pagando R$ 4 mil mensais para ter nossa imagem manchada pela própria faculdade, que deveria nos formar profissionais competentes", disse Igor Dueti.

Economia de professores

O acadêmico de Medicina Gustavo Bandeiras Santos, 24, é de Tocantins e mora em Cuiabá, somente para estudar. O estudante afirmou que os custos que tem para se manter na faculdade não estão sendo recompensados, em função da baixa qualidade do curso de graduação.

Gustavo contou que a defasagem do curso já começa no processo de vestibular e vai se agravando com o passar dos semestres.

"O vestibular da faculdade não é um bom avaliador e, quando os alunos passam no seletivo, começa um grande jogo de empurra. Realmente, empurram com a barriga: os conteúdos nos semestres iniciais são dados de qualquer jeito. Falta estrutura. Já chegamos a estudar quatro matérias importantes, reunidas em uma única. As aulas eram divididas com outros cursos de graduação. Alunos de enfermagem, fisioterapia e nós lotávamos um auditório para ver um 'apanhadão' de matérias. Isso é uma medida para diminuir os custos das aulas. E quem é prejudicado nessa história toda? Os alunos que pagam caro para estudar não têm uma educação de qualidade. Aí, quando chegamos no sétimo semestre, temos que correr atrás do conteúdo que não nos foi passado. E temos que recuperar esse tempo sozinho, já que nem temos professores com dedicação exclusiva para sanar as dúvidas. É pôr o livro embaixo do braço e se virar", afirmou.

Poucas aulas

O estudante Luis Gustavo Paganetti, 24, cursa o quinto semestre de Medicina e reclamou da quantidade de horários vagos em sua grade de ensino.

"Tem dois dias da semana, que, pela manhã, eu fico sem aula. Acho errado, pois o curso deve ser integral, conforme prometido. Em outras faculdades, os alunos ficam o dia todo estudando, com aulas e laboratório. Esse tempo vago deveria ser preenchido com aulas práticas. Temos um grande problema com aulas práticas, grande parte fica só na teoria mesmo", afirmou.

Luis Gustavo reclamou ainda das aulas práticas, que são oferecidas na Clínica Universitária, um ambulatório dentro da Unic, e no Hospital Geral Universitário. "É uma vergonha, nos casos práticos: há situações que até constrangem o paciente. São 12 alunos observando um caso médico. Isso ocorre até na ginecologia. Ficamos muito constrangidos em submeter pacientes a essa situação vexatória, mas, infelizmente, isso ocorre", reclamou o estudante.

Educação capitalista

Os alunos alegam ainda que a maior culpada da média baixa obtida do Conceito Preliminar de Curso (CPC) é a própria Unic. O CPC é composto por diferentes variáveis, que traduzem resultados da avaliação de desempenho de estudantes, infraestrutura e instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente.

"O desempenho dos alunos é somente 30% da nota, os outros 70% são de responsabilidade da instituição. O grande problema da Unic é que uma educação totalmente capitalista e somos mais um número, uma soma de valores. A instituição tem se esquecido da responsabilidade social que o curso tem", completou Luis Gustavo.

Outro lado

MidiaNews tem procurado, com insistência, manter contato com a direção da Unic.

A assessoria de imprensa, no entanto, informou que a instituição não vai se manifestar sobre a questão. E que, quando o fizer, será por meio notas e quando julgar necessário.

- A GRANDE EXPANSÃO DE OFERTA DE VAGAS NOS CURSOS DE MEDICINA ( E OUTROS)  NO BRASIL A PARTIR DOS ANOS 70 SE FEZ ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DE ESCOLAS PRIVADAS, QUE FUNCIONAM VISANDO GANHOS  QUE POSSAM ENRIQUECER SEUS PROPRIETÁRIOS .

- DESSA FORMA, PARA TER UM LUCRO MÁXIMO, ESSAS ESCOLAS INVESTEM POUCO EM INFRAESTRUTURA,  EM PESSOAL QUALIFICADO E EM EQUIPAMENTOS E MATERIAIS . É LÓGICO, QUANTO MENOS GASTAREM, MAIOR SERÁ A LUCRATIVIDADE.

- AS ALTÍSSIMAS MENSALIDADES PAGAS, AS VEZES AS CUSTAS DE ENORMES SACRIFÍCIOS POR SUAS FAMÍLIAS NÃO VÃO RESULTAR EM UM BOM APRENDIZADO. A CONSEQUÊNCIA DESSE ENSINO DE BAIXA QUALIDADE É JOGAR NO MERCADO  PROFISSIONAIS MAL – PREPARADOS E FREQUENTEMENTE ESTIGMATIZADOS POR SE FORMAREM EM TAIS ESCOLAS.  ACABAM TENDO DIFICULDADES PARA CONSEGUIR VAGAS NOS CONCURSOS PARA ESPECIALIZAÇÃO E PARA OBTER  BONS EMPREGOS NO FUTURO.

Homero destina R$ 400 mil do OGU para Hospital do Câncer de Cuiabá

De Brasília - Marcos Coutinho/Olhar Direto

O deputado federal Homero Pereira (PSD-MT) decidiu priorizar o Hospital do Câncer de Cuiabá com a destinação de R$ 400 mil de sua cota de emenda individual para o Orçamento Geral da União (OGU) de 2012.

"A população mato-grossense precisa de uma unidade pública de referência no tratamento, e tenho certeza que este recurso será bem aproveitado na melhoria do atendimento gratuito em uma instituição com credibilidade e serviços prestados em Mato Grosso”, justifica o parlamentar.

De acordo com o presidente do HC, João Castilho Moreno, em 2010 o hospital conseguiu atender 47 mil pacientes, num cálculo aproximado. É a instituição hospitalar com maior número de procedimentos médicos em câncer em MT. “E para continuar ofertado um serviço de qualidade e digno, acompanhar a tecnologia e melhorar o ambiente precisamos de investimentos”, observou Moreno.

Outra contribuição para o setor de saúde foi uma emenda de R$ 100 mil para o Hospital Sara Kubitschek, referência nacional no tratamento de traumas ortopédicos.

COMENTÁRIO DO MSD:

- O HOSPITAL DO CANCER É UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA CUJA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS É INTEIRAMENTE PAGA PELO SUS ATRAVÉS DE CONVENIO COM A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. PORTANTO, RECEBEU PAGAMENTO POR TODO O TRABALHO QUE PRESTOU.

- BOM SERIA SE OS HOSPITAIS PÚBLICOS DE MATO GROSSO TAMBÉM FOSSEM LEMBRADOS PELO PARLAMENTAR , QUE PODERIA OBTER RECURSOS POR EXEMPLO PARA OS PRONTO SOCORROS DE CUIABA E VARZEA GRANDE E PARA O HOSPITAL UNIVERSITARIO JULIO MULLER, QUE FICAM EM MATO GROSSO E NÃO EM BRASÍLIA, COMO O HOSPITAL SARA KUBITSCHEK, QUE É LIGADO DIRETAMENTE A PRESIDENCIA DA REPÚBLICA E RECEBE MAIS RECURSOS DO QUE MUITOS ESTADOS BRASILEIROS.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Riva nega desavença e questiona OSSs

LAURA NABUCO
Especial para o Diário

Após defender a aprovação de um requerimento solicitando informações sobre os três primeiros meses de atuação das Organizações Sociais de Saúde (OSSs) em alguns hospitais do Estado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), subiu à tribuna durante a sessão matutina de ontem para afirmar que as críticas que vêm tecendo ao setor da Saúde não têm nenhuma ligação com seu relacionamento com o deputado federal Pedro Henry (PP).

O deputado Percival Muniz (PPS) aproveitou a ocasião para ressaltar que ele próprio chegou a acreditar que houvesse algum desentendimento entre os dois caciques. O motivo da suspeita seria a debandada do PP, após Riva estruturar o PSD em Mato Grosso.

de prefeitos, os progressistas perderam 14 filiados. Entre os deputados estaduais, além de Riva, migraram do PP para o novo partido, Luizinho Magalhães, Airton Português e Walter Rabello. Dos federais, Eliene Lima e Homero Pereira aderiram à nova legenda. O PP perdeu ainda o vice-governador Chico Daltro, que atuou diretamente ao lado de Riva na consolidação do novo partido no Estado.

Riva garante, no entanto, não ter qualquer divergência com o Henry, que comandava a Secretaria de Estado de Saúde até pouco tempo e foi autor da proposta de implantação do sistema de OSS no Estado. O social-democrata alega estar apenas desempenhando seu papel de fiscalizador no Legislativo. “Nós (deputados) aprovamos esse modelo de gestão. O ônus não recairá apenas sobre o Henry”, pondera. O presidente argumenta que a principal dúvida sobre as OSSs atualmente é se o modelo conseguirá atingir todas as 141 cidades, em especial as mais distantes.

O sistema também tem sido alvo de críticas por parte de alguns prefeitos. As denúncias são de que as unidades administradas por OSS estariam custando mais caro do que quando a gestão era pública. Além disso, os hospitais estariam selecionando os pacientes, que são atendidos apenas mediante encaminhamento de outras unidades de saúde, como é o exemplo do Hospital Metropolitano, em Várzea Grande.

À época de sua implantação, o modelo sofreu grande resistência por parte, principalmente, dos médicos que chegaram a ameaçar paralisar os atendimentos como forma de protesto. Eles defendiam que, ao invés de implantar as OSS, o Estado investisse mais recursos nos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande e nas unidades hospitalares do interior. A proposta contemplava ainda a construção de um hospital de grande porte na Capital.

A estadualização dos pronto-socorros também é defendida por Henry, que previa a transferência da administração para uma organização privada assim que o Estado ficasse responsável pelas unidades.

COMENTÁRIO DO MSD:

è O CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE REJEITOU A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO HOSPITAL METROPOLITANO – OSS  E RECOMENDOU UMS RIGOROSA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO QUE FOI PACTUADO, POIS A OSS ESTÁ RECEBENDO MUITO ( 3 A 4 VEZES A TABELA DO SUS) PARA PRODUZIR MUITO POUCO.

è SE TODA A PRODUÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES DE MATO GROSSO FOR PAGA NOS MESMOS MOLDES DO QUE SE PAGA O HOSPITAL METROPOLITANO – OSS  TODO O DINHEIRO DA SAÚDE VAI SER CONSUMIDO APENAS PARA ISSO : PAGAR DESPESAS HOSPITALARES. NÃO VAI SOBRAR RECURSO ALGUM  PARA ATENÇÃO BÁSICA, VIGILÃNCIA, EDUCAÇÃO EM SAÚDE NEM PARA PAGAMENTO DE PESSOAL E CUSTEIO ...

è OU SEJA , ESSE MODÊLO  IMPLANTADO PELO SECRETÁRIO PEDRO HENRY  É IMPRATICÁVEL POIS SÓ PODE SER APLICADO A UM PEQUENO NÚMERO DE HOSPITAIS. PERGUNTA-SE : QUAIS SERÃO ESSES HOSPITAIS E EM QUE MUNICIPIOS ESTARÃO LOCALIZADOS  ? QUE CRITÉRIOS SERÃO USADOS PARA ESCOLHER OS QUE VÃO RCEBER MUITO DINHEIRO E OS QUE VÃO CONTINUAR A RECEBER OS VALÔRES ATUAIS , CONSIDERADOS INSUFICIENTES ? COMO FICARÃO OS QUE VÃO CONTINUAR RECEBENDO A TABELA DO SUS “SÊCA”, SEM MÚLTIPLOS ? CLARO QUE NÃO VÃO ACEITAR TRABALHAR POR UM VALOR SE OUTROS ESTARÃO RECEBENDO MUITO MUITO MUITO MAIS !!!!!

Cartilha do Usuário do Sus