terça-feira, 24 de janeiro de 2012

CRM quer que MT pague internação particular para pacientes do PSVG

OLHAR DIRETO / Da Redação - Renê Dióz

Uma série de irregularidades sem fim encontradas durante vistoria realizada na semana passada no Pronto Socorro de Várzea Grande (PSVG) levou o Conselho Regional de Medicina (CRM) a pedir ao Ministério Público (MPE) medidas judiciais drásticas contra o município e o Estado na tentativa de garantir mais decência no atendimento prestado à população.

O órgão fiscalizador enviou ao MPE, nesta segunda-feira (23), o termo de vistoria no PSVG contendo todas as irregularidades encontradas pelos conselheiros (leia o documento na íntegra aqui) e defende até que a Justiça obrigue o poder público a pagar pelos serviços aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na rede privada.

“Faltam profissionais, falta estrutura física, as pessoas que lá vão para um atendimento de urgência e emergência não têm condições de serem atendidas com dignidade. Nós vamos entregar para o Ministério Público [o termo de vistoria na unidade] e que o MP tome as medidas cabíveis. O CRM pede socorro. A gente fica com a sensação de impunidade total”, anunciou a presidente do órgão, Dalva Alves das Neves.

Devido a tantas irregularidades e em meio ao estado de greve anunciado pelos médicos, que atuam na rede pública de Várzea Grande, Dalva foi questionada sobre a possibilidade de interdição ética no PSVG, mas ela descartou tal medida.

O raciocínio é de que a população ficaria em situação ainda pior e isso provocaria uma corrida ao PS de Cuiabá, que também não opera nas melhores condições. 

“O Estado pode ser acionado para que pague a rede privada e atenda aquele paciente que não pode ficar sem o atendimento de urgência e emergência. Se o PSVG não tem condições de fazê-lo, então o Estado tem que pagar para que ele fique em um hospital particular recebendo o seu atendimento de urgência e emergência”.

COMENTÁRIO MSD

** O CORRETO NÃO SERIA QUE ESTA AUTARQUIA FEDERAL (PORTANTO INTEGRANTE DO PODER PUBLICO) DEFENDESSE A RECUPERAÇÃO DA REDE PUBLICA E DO SISTEMA ÚNICO DE SAUDE, AO INVÉS DE INCENTIVAR A UTILIZAÇÃO DA REDE PRIVADA, EM CUJOS HOSPITAIS OS MÉDICOS – CONSELHEIROS TRABALHAM E SERIAM BENEFICIÁRIOS DESSA MEDIDA ?




Hospital Psiquiátrico acumula problemas.

Vistoria do CRM em unidade de saúde comprova a situação de descaso e de abandono vivida por pacientes

Diário de Cuiabá / ALECY ALVES
O serviço de saúde mental mato-grossense é o retrato fiel do abandono, do descaso e do desrespeito aos usuários do SUS e suas famílias, conforme comprovou a mais recente vistoria de uma comissão de  médicos nomeada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) às unidades do Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho. 


Na unidade de tratamento de dependentes de álcool e drogas, localizada perto da sede do Detran, foram levantados indícios da entrada de bebidas e drogas para consumo dos pacientes. Por causa da precariedade das instalações e da falta de suporte técnico, o hospital funciona 40% abaixo da capacidade. 

Criado para atender 50 pacientes, atualmente tem apenas 27 internados, conforme relatórios divulgados ontem à tarde pela presidente do CRM-MT, Dalva Alves das Neves, e pelo vice-presidente Arlan de Azevedo Ferreira. 

Lá, informa o CRM, 80% dos pacientes são dependentes que foram internados compulsoriamente (por determinação judicial) porque recusavam o tratamento, seja pela dependência do álcool ou por drogas (como crack e cocaína). 

Nessa unidade, conforme o vice-presidente Arlan de Azevedo Ferreira e o conselheiro Valdiro José Cardoso Júnior, responsáveis pela vistoria, havia pacientes que estavam há semanas sem medicamentos. E, ainda, doentes mentais misturados com dependentes de drogas. 

Em todas as unidades, denunciam os diretores do CRM, faltam medicamentos, os equipamentos estão danificados por falta de manutenção, as camas quebradas, o esgoto correndo a céu aberto, o lixo armazenado inadequadamente, as paredes com infiltrações, os banheiros que não funcionam (sequer têm chuveiro) e a rede elétrica com fiação exposta. 

Nas duas alas de internação masculina da unidade do Coxipó, no bairro Coophema, uma com capacidade para 30 e outra para 20 pacientes, não há “carro de parada”, ou seja, o conjunto de equipamentos para atendimento de urgência de pacientes, como exige a legislação, entre eles o desfibrilador (para socorro cardíaco). 

O laringoscópio não funciona e as medicações de urgência são armazenadas em uma caixa, sem muita organização. Também não há número adequado de cânulas e as que existem estão com prazo de validade vencido – e, além disso, o aspirador também não tem condições de uso, diz o documento. Situação similar se verifica na Ala Feminina, que dispõe do mesmo número de vagas. 

No Pronto Atendimento (PA), que também funciona no Coophema, onde há 14 leitos para observação dos pacientes por até 72 horas, o laringoscópio não funciona porque está sem pilha, faltam diversas medicações (incluindo adrenalina), enquanto a sala de acolhimento está com as paredes descascadas e infiltrações. No posto de enfermagem não há chave ou tranca no armário de medicamentos psicotrópicos, onde bolsas e outros pertences dos funcionários se misturam aos remédios. 

A situação do Adauto está sendo denunciada ao Ministério Público Estadual para que o governo possa ser acionado judicialmente e fazer as melhorias na saúde. 

O secretário de Saúde, Pedro Henry, disse que quem denunciou a situação do Adauto Botelho foi ele, com o objetivo de implantar uma “política de saúde mental”. Entretanto, teria encontrado resistência por parte dos servidores. Nos próximos meses, prevê o secretário, o Governo do Estado receberá um projeto de mudanças sugerido pelo professor da Escola Paulista de Medicina, Ronaldo Laranjeiras, que já esteve em Cuiabá conhecendo o serviço atual.


COMENTÁRIO MSD

** ESTAS MATÉRIAS DEMONSTRAM CLARAMENTE O DESCOMPROMISSO E A DESQUALIFICAÇÃO DOS GESTORES DE SAÚDE TANTO NO NOSSO ESTADO COMO EM VARZEA GRANDE.  AO INVÉS DE AGIREM EFETIVAMENTE NA MELHORIA DA REDE PUBLICA, DEIXAM O BARCO CORRER, PROMOVEM O SUCATEAMENTO DAS ESTRUTURAS, PARA JUSTIFICAR A TERCEIRIZAÇÃO DO PÚBLICO EM BENEFÍCIO DE OS'S, PORTAS ABERTAS PARA A CORRUPÇÃO.

Vistoria do CRM vê irregularidades no Pronto Socorro de Várzea Grande


Olhar Direto - Da Redação - Laura Petraglia
Depois de realizar uma vistoria no início da tarde desta quinta-feira (19) no Pronto Socorro de Várzea Grande, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) encontrou uma série de irregularidades.
De acordo com a presidente do CRM-MT, Dalva Alves das Neves, a vistoria apontou várias situações irregulares no local, dentre as quais a falta de material cirúgico e de médico plantonista, mau cheiro, homens e mulheres misturados em uma só sala, além de ausência de tomadas para a conexão dos aparelhos à rede elétrica.


“Não existem mais pessoas nos corredores, porém a situação ainda é vista por nós como grave. As irregularidades encontradas serão compiladas em um relatório fotográfico que vamos entregar ao Ministério Público e à imprensa”, disse.

Durante a vistoria, o CRM-MT avaliou critérios como condições de higiene, qualidade dos equipamentos e medicamentos, fluxo de atendimento, entre outros aspectos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pronto-socorro de Cuiabá deverá ser estadualizado até final de janeiro de 2012

COMENTÁRIO MSD

>> ESTA DECISÃO DO PREFEITO E SEU SOBRINHO SEDRETÁRIO DE SAÚDE É ILEGAL E DEMONSTRA A INCOMPETÊNCIA, O DESCOMPROMISSO E A COVARDIA DA ADMINISTRAÇÃO, INCAPAZ DE ENFRENTAR AQUILO QUE É SUA RESPONSABILIDADE.















NO PODER 17/01/2012

OUTRA AVASSALADORA EPIDEMIA DE DENGUE!


"As verbas envolvidas são grandes, e por que não é feito o que deve ser feito?"


Site: NO PODER
Por: Beatriz Antonieta

Sempre alertei, em todos os meus artigos que, a cada 04 anos a mesma pessoa poderá ser NOVAMENTE infectada! Então, todas as pessoas que tiveram DENGUE em 2007/2008 estão sob ALTO RISCO! Quem teve a primeira DENGUE agora irá ter a segunda com todas as complicações que envolvem a 2ª Infecção pelo vírus.

A DENGUE que a pessoa sofre novamente envolve reações exarcebadas dos anticorpos imediatamente produzidos pelo Sistema Imunológico (registro da infecção anterior) que reage aos antígenos (vírus).

Esta reação é aumentada devido ao fato dos Anticorpos que, entrando ‘em combate’ com o vírus invasor se voltam também contra as células, onde há o registro da Dengue anterior.

Esta ocorrência desencadeia alta produção de Anticorpos e sua luta contra o vírus destrói também a fina camada do endotélio dos vasos sangüíneos e ocorre o princípio hemorrágico.

Este rompimento da delicada camada endotelial provoca pequenos sangramentos internos (e, evidentemente, invisíveis). São vasos dos órgãos internos: Fígado, rins, pulmão, cérebro, todos são órgãos ricamente vascularizados que, com o rompimento deixam o sangue extravasar no interior do organismo.

Pequenas hemorragias que surgem causam grande desconforto ao paciente. Neste caso, a reposição de líquidos é essencial, chá, sucos e soro caseiro. Se este rompimento de vasos for intenso o paciente está com DENGUE HEMORRÁGICA GRAVE, e necessitam cuidados intensivos (CTI), reposição de líquidos, controle da temperatura, repouso na penumbra, ingerir líquidos constantemente.

Agora pergunto: Se o atendimento básico, normal está deficiente, o que irá ocorrer durante uma EPIDEMIA como a que se anuncia?

Será que a população ira receber uma ‘capenga’ Medicina Curativa?

Por que o nosso país não muda o enfoque, elimina o vetor e garante qualidade de vida à população? Isso se faz praticando Medicina Preventiva, isto é, elimina vetores patogênicos que causam anuamente milhares de infecções e muitos óbitos!

Como especialista em Entomologia Médica questiono: “porque o RIO DE JANEIRO (e o resto do Brasil) espera pela ‘pior epidemia’? (http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/01/rio-de-janeiro-espera-pior-epidemia-de-dengue-da-historia.html)

O Rio de Janeiro dispõe de uma instituição de pesquisa do nível da FIOCRUZ onde reúne um grande número de pesquisadores, alguns dos quais absolutamente contrários ao uso do ‘fumacê’ (UBV), e eles SABEM PERFEITAMENTE ser esta a única solução para acabar com este vetor!

E, volto a perguntar: Por quê? Qual o interesse em manter este maldito vetor? Esta recusa em fazer o correto faz parte do enorme iceberg da DENGUE, do qual vislumbramos apenas a pontinha, semi oculto que está, nas lamas caudalosas da ingerência, incompetência, inoperância? As verbas envolvidas são grandes, e por que não é feito o que deve ser feito?

No início do século XX, o mosquito transmissor da doença chegou até mesmo a ser erradicado, graças à atuação do médico e sanitarista Oswaldo Cruz.

Penso que Oswaldo Cruz, se vivo estivesse, certamente sairia dando pancadas em quem não segue seus ensinamentos e não elimina o mosquito! E é lamentável que alguns se intitulando pesquisadores atrapalhem com teorias confusas e equivocadas o que deve ser feito!

Resumido: O Rio de Janeiro NÃO DEVERIA estar esperando a EPIDEMIA! Deveria estar agindo para evitar!

Beatriz Antonieta Lopes é leitora do site NO PODER - Email: beatrizantonietalopes@yahoo.com.br

Saúde pública: um caos!

Site: RD News / Jackelyne Pontes
Em Mato Grosso, a saúde pública enfrenta situação de caos, o que infelizmente não é muito diferente do resto do Brasil. De um lado, gestores com pouca vontade política, levando em consideração interesses pessoais ou de suas legendas políticas, de outro profissionais insatisfeitos, que não são valorizados devidamente, em um processo de sofrimento profissional. Quem paga a conta e vive as consequências desse quadro é a população usuária, que enfrenta esta crise de frente.

As verbas destinadas à saúde são insuficientes e, para concluir isso, não é preciso ser nenhum estudioso do assunto, e ainda sim esta sofre ataque corrosivo de dois fatores: desvio e corrupção, resultado de uma má gestão com prejuízos astronômicos.

O princípio da integralidade no Sistema Único de Saúde (SUS) deveria ser respeitado. Entende-se integralidade não somente como um conceito, em que os sujeitos são atendidos em sua totalidade, mesmo que esta não seja alcançada em sua plenitude. Integralidade é mais que uma diretriz do SUS, é uma bandeira de luta a ser defendida por gestores, trabalhadores e usuários, segundo reza a Constituição Brasileira de 1988.

Segundo pesquisas, cerca de um quarto (25%) da população recorre a planos privados de saúde para que possam ser atendidos em suas necessidades, suprindo assim a deficiência do sistema público. Isso é um absurdo. A iniquidade gerada pela má administração dos recursos da saúde, assim, atinge os pobres, aqueles que não podem arcar com esse tipo de despesa. E, na contramão desse fato, diariamente nos deparamos com notícias de corrupção, desvio de verbas e construção de obras faraônicas, que, inacabadas, tornam-se elefantes brancos, uma espécie de monumento à má gestão, esfregando na cara do usuário, diariamente, a falta de planejamento e de conhecimento por parte dos governantes e de seus escolhidos.

Um exemplo de caos instalado é o Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, que sofre com a falta de estrutura e foi local de acidentes estruturais, como desmoronamentos e, além disso, falta de medicamentos, sucateamento de seus equipamentos e número reduzido de profissionais comprometendo assim o atendimento da população que deveria ser eficaz e eficiente. A alternativa encontrada pelos gestores para mascarar a ineficiência foi a estadualização com a posterior privatização do atendimento, o que gerou protestos por parte de sindicatos, usuários, acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e profissionais da saúde.

Segundo tais entidades, a privatização trata-se da saída mais fácil e cômoda. Os governantes assumem a sua negligência para com a população e incompetência para gerir e, além disso, sabem muito bem e fazem “olhos de mercador” para o fato de que a privatização é uma medida imediatista, que apenas adia o caos do caos, anunciado por sinal. Como dizia um velho desenho animado: “saída pela esquerda”...

Jackelyne Pontes é cirurgiã-dentista, filiada ao Sinodonto-MT (Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

VERBAS PARA O SUS

Taques e Jayme votam a favor do aumento de verbas para o SUS Maggi é contra

Site: No Poder / Por: Cristina Cavaleiro


Durante votação para acabar de vez com o Sistema Único de Saúde ( SUS), os senadores Mato-grossenses Jayme Campos(DEM) e Pedro Taques(PDT) votaram a favor do reajuste. Já Blairo Maggi votou contra, sabendo que a saúde em Mato Grosso, inclusive em Cuiabá e Várzea Grande está um verdadeiro caos.

Os senadores que votaram SIM votaram a favor da saúde com financiamento de 10% da Receita Corrente Bruta. Os que votaram não foram aqueles que votaram contra mais 32,5 bi para a saúde em quatro anos.



domingo, 15 de janeiro de 2012

Galindo tem aval para privatizar serviços públicos

Legislativo aprovou projeto que autoriza o prefeito a transferir gestão pública para organizações sociais


DIÁRIO DE CUIABÁ / LAURA NABUCO


O vereador Clovito Hugueney, do mesmo
 partido do prefeito Chico Galindo, se retirou
do plenário nomomento da votação
A Câmara de Cuiabá aprovou, em regime de urgência, o projeto encaminhado pelo Executivo que autoriza a prefeitura a terceirizar os serviços das áreas de Educação, Saúde, Assistência Social e Cultura. Com a proposta, a contratação das chamadas organizações sociais (OSs) deve se estender para outros setores.

Para o vereador Lúdio Cabral (PT), a matéria cria alternativas para a prefeitura transferir a gestão do pronto-socorro de Cuiabá para as organizações sociais de saúde (OSSs), mesmo o Conselho Municipal de Saúde se manifestando contrário à transferência da unidade para gestão do governo do Estado, o que, conforme o petista, poderia servir de argumento numa eventual ação judicial para barrar o processo. “Agora, a própria a prefeitura pode contratar a OSS”, explica.

O petista reclama principalmente da forma como a proposta foi apreciada. O projeto chegou ao plenário nas mãos do líder do prefeito no Legislativo, vereador Everton Pop (PSD). Após uma breve reunião com os demais parlamentares, a proposta foi votada. “Só consegui dar uma folheada no documento antes de votar”, disse Lúdio.

Apenas o petista, Domingos Sávio (PMDB) e Toninho de Souza (PSD) foram contrários. Clóvis Hugueney, o Clovito (PTB), preferiu deixar o plenário no momento da votação. “Para mim ainda não está claro quais serão os benefícios e os prejuízos”, argumentou. Os tucanos Lueci Ramos e Paulo Borges não estavam presentes.

Durante o rápido debate da proposta o presidente da Câmara, Júlio Pinheiro (PTB), defendeu a iniciativa do Executivo argumentando que o Estado adquiriu e fechou as portas de vários hospitais da Capital, deixando a prefeitura sem alternativas para melhorar a Saúde pública. “Estamos dando opções para o prefeito escolher o que ele acha que é melhor para a saúde de Cuiabá”, disse o presidente do Legislativo, do mesmo partido do prefeito Chico Galindo.

Contrário à aprovação, Toninho de Souza afirmou ter acompanhado uma série de reclamações do hospital Metropolitano, primeira unidade do Estado a operar com o regime de OSSs. “O custo é mais alto e o benefício, não”, afirmou.

Deucimar Silva (PP), por sua vez, disse achar válida a atitude da prefeitura. “Tem que privatizar mesmo. A cada dia a gestão pública está mais afundada. Tem que passar para quem sabe o que está fazendo, que são os empresários do setor”, defendeu.

REAÇÃO

No início da tarde de ontem o Conselho Municipal de Saúde se reuniu para debater a aprovação do projeto na Câmara. Conforme o presidente, Julio Cezar de Souza Garcia, os profissionais decidiram protocolar uma representação no Ministério Público Estadual (MPE). O principal ponto questionado pelos médicos é a votação em regime de urgência. “Não houve debate nenhum com a sociedade”, reclama.

Conforme Garcia, a denúncia foi encaminhada ao Fórum de Defesa da Sociedade do MPE, coordenado pelo promotor de justiça Domingos Sávio de Barros Arruda. “Tudo o que a prefeitura encaminha, a Câmara vota a toque de caixa. Vamos deixar agora que o MPE avalie se essa prática é legal ou não”, disse o presidente.

Na Câmara, o vereador Domingos Sávio adiantou que apresentará um requerimento solicitando a criação de uma comissão para acompanhar o processo de contratação das OSSs. O peemedebista apresentou um pedido semelhante para acompanhar a licitação da Sanecap. O requerimento ainda não foi apreciado em plenário.

COMENTÁRIO MSD

>> MAIS UMA DEMONSTRAÇÃO DE DESCOMPROMISSO DA PREFEITURA DE CUIABA COM A SAÚDE PÚBLICA. ENTREGAR A SAÚDE E OUTRAS ÁREAS ESSENCIAIS PARA INSTITUIÇÕES LUCRATIVAS E CORRUPTAS COMO TEM SE CARACTERIZADO AS OSS SIGNIFICA ABSOLUTO DESPREZO PELAS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO. O COMPROMISSO DE UMA ADMINISTRAÇÃO COMPETENTE E RESPONSÁVEL É ORGANIZAR-SE PARA PRESTAR BONS SERVIÇOS A SUA POPULAÇÃO E NÃO SIMPLESMENTE LAVAR AS AMÃOS E ENTREGAR O COMANDO DE SERVIÇOS ESSENCIAIS A SAFADOS E CORRUPTOS.

>> ALEM DE DESCOMPROMISSO, ESSA ENTREGA DEMONSTRA INCOPETÊNCIA POR SER UM ATO SABIDAMENTE ILEGAL, POIS SOMENTE PODERIA SER FEITA SE APROVADA PELO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE, O QUE NÃO OCORREU, POIS ELE FOI CONTRÁRIO A TENTATIVA DE MANIPULAÇÃO OCORRIDA HÁ ALGUNS MESES.

>> ALGUEM DA GESTÃO MUNICIPAL DEVE ESTAR LEVANDO ALGUMA VANTAGEM NESSA HISTÓRIA TODA....... CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO ?

>> QUANTO AO PAPEL PUSILÂNIME DE ALGUNS VEREADORES, NÃO É NOVIDADE POIS A CÂMARA MUNICIPAL LEMBRA MAIS UM COVIL DE PATIFES, COM RARAS E HONROSAS EXCEÇÕES. POBRE CUIABÁ . SAUDADES DE QUANDO TINHAMOS POLÍTICOS DIGNOS.



Pedro Henry nega ser "ficha suja" e anuncia volta à Saúde

  • Depois de dois meses de afastamento, deputado do PP volta ao comando da pasta

  • MidiaNews  / RODRIGO VARGAS


    DA REDAÇÃO


    Pedro Henry, que, mesmo afastado, comanda ações na Secretaria de Saúde do Estado




    Dois meses após deixar a Secretaria Estadual de Saúde para reassumir sua vaga na Câmara Federal, o deputado federal Pedro Henry (PP) confirmou o seu retorno à pasta, a partir da semana que vem.


    Em entrevista coletiva, no final da tarde de sexta-feira (13), no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, Henry disse que voltou ao Congresso para "garantir recursos orçamentários" que faltaram em 2011.



    "Nós usamos este período de afastamento exatamente para garantir recursos orçamentários que pudessem nos dar uma perspectiva e maior capacidade de investimentos, o que não tivemos no ano passado", disse o deputado.



    Após concluir o que chamou de "missão", Henry diz que volta para "ajudar a fazer a gestão dos investimentos".



    "Nós temos uma reunião hoje [ontem] com o governador e, provavelmente, na semana que vem sai o ato de nomeação", disse.



    O deputado acompanhou uma visita do secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, que disse estar assegurado o pagamento de R$ 51 milhões em emendas da bancada federal de MT.



    Para Henry, os investimentos vão "contribuir", mas não resolvem o que ele aponta como o principal gargalo do sistema: o custeio.



    "Quero lembrar a vocês que está prevista a abertura de 120 leitos em Sinop e 60 novos leitos para o hospital das clínicas, para fazer toda a alta-complexidade. Tudo isso vai gerando custos adicionais. Se não houver a parceria do ministério da saúde, as dificuldades de custeio vão aumentar", afirmou.



    O deputado mencionou a diferença de R$ 59 por habitante no teto mensal pago a Mato Grosso do Sul - R$ 180 por habitante em MS, ante R$ 121 em MT.



    "Se fôssemos tratados na mesma proporção de MS, receberíamos R$ 170 milhões a mais. Isso está causando um rombo nas contas do Estado e é por isso que estamos trazendo o ministério", observou.



    Questionado sobre sua situação na Justiça, Henry disse que não é "ficha-suja". "Tudo o que fui condenado, irregularmente, eu reverti nas instâncias superiores. Então, acabou. Não tem mais nada. Não tenho nenhum impedimento para exercer o cargo de secretário", completou.

    COMENTÁRIO MSD

    >> A VOLTA DO QUE NÃO FOI.... 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Galindo decide este mês estadualização do PS

  • Com transferência, prefeitura espera economizar R$ 1 milhão por mês

    MidiaNews / Diario de Cuiabá
    A decisão se irá transferir ou não a gestão do Pronto-Socorro de Cuiabá ao governo do Estado será anunciada pelo prefeito Chico Galindo (PTB) até o final de janeiro. Segundo o secretário municipal de Saúde, Lamartine Godoy, o processo ainda não foi oficializado porque algumas questões permanecem indefinidas. 

    “Ainda estamos discutindo com o Estado e definindo como ficará a situação, por exemplo, da Central de Regulação, do perfil dos hospitais, como será o financiamento da rede, se haverá mais aporte financeiro por parte do governo, entre outras coisas”, justificou o secretário. 

    Com a transferência para o Estado, a prefeitura espera economizar aproximadamente R$ 1 milhão por mês, recursos que deverão ser investidos em programas de saúde bucal, unidades de saúde da rede básica e PSFs. O custo mensal para manter o Pronto-Socorro é de aproximadamente R$ 6 milhões. Destes, R$ 1,3 milhão é repassado pelo Estado e o restante, pela prefeitura. 

    Se a unidade de saúde for realmente repassada ao Estado, sua gestão ficará sob a responsabilidade de Organizações Sociais de Saúde (OSSs), modelo adotado atualmente pelo governo. Independente da decisão, no entanto, o secretário afirma que o município continuará trabalhando para garantir melhorias no atendimento à população. 

    Os planos de estadualizar o pronto-socorro geraram protestos de diversas entidades, como o Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Conselho Municipal de Saúde (CMS), que tentaram impedir o processo.

    COMENTÁRIO MSD  

    >> NA VERDADE O PREFEITO GALINDO NÃO QUER TRABALHO, O FOCO DELE É UTRA COI$A......
    >> PERCEBE-SE UM GRANDE DESPREPARO NO SOBRINHO DO CHICO GALINDO, QUE ATUALMENTE AINDA ESTÁ SECRETÁRIO DE SAÚDE DE CUIABÁ, SR. LAMARTINE, POIS ELE FALA QUE O CUSTO MENSAL DO PRONTO SOCORRO É DE 6 MILHÕES, E QUE O ESTADO REPASSA APENAS 1,3 MILHÕES E QUE O RESTANTE É A PREFEITURA QUEM PAGA, E ISSO É MENTIRA, O RESTANTE QUEM REPASSA É O GOVERNO FEDERAL, ATRAVÉS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE. A PREFEITURA NÃO COLOCA NENHUM CENTAVO DOS SEUS RECURSOS PRÓPRIOS. SECRETÁRIO DE FACHADA, POIS NEM SABE COMO FUNCIONA OS BLOCOS DE FINANCIAMENTO DA SAÚDE PÚBLICA DE CUIABÁ.
    >> QUERO SABER ONDE QUE TERÁ ESSA ECONOMIA DE 1 MILHÃO AO MÊS, POIS SE REPASSAR A GESTÃO DA SAÚDE PARA O ESTADO, O REPASSE DO GOVERNO FEDERAL TAMBÉM SERÁ REPASSADO PARA O ESTADO, E NÃO PARA A SMS.
    >> É LAMENTÁVEL, MAIS A INCOMPETÊNCIA DE GESTÃO DO CHICO GALINDO E SUA TRUPÉ É IMENSA. COITADO DO POVO CUIABANO E DE QUEM AQUI VIVE. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Descaso no Pronto-Socorro reflete caos na Saúde Pública

  • Hospital passa a maior parte do tempo sem remédios e médicos; saída pode ser a estadualização.



  • MIDIANEWS / EUZIANY TEODORO
    A precariedade no atendimento é um dos exemplos do
    descaso na Saúde Pública em Cuiabá
    No decorrer de 2011, o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá foi palco de muitos problemas que envidenciaram o caos total na Saúde Pública da Capital, que já sofria com falta de edicamentos, equipamentos sucateados e poucos profissionais.

    Após várias tentativas frustradas de tentar solucionar os problemas, a Prefeitura de Cuiabá desistiu e o projeto para estadualização do Pronto-Socorro já foi aprovado pelos vereadores da Capital. A partir de 2012, o Estado vai gerir o hospital, por meio de Organizações Sociais de Saúde.

    No dia 14 de outubro, parte do teto do Pronto-Socorro desabou, justamente na chamada Ala Vermelha, que atende os casos mais urgentes e graves de saúde. Com isso, a unidade foi fechada para reforma e o atendimento ficou comprometido. Oito dias depois, o PSMC voltou a atender alguns casos de urgência e emergência, mas em outro setor.

    Casos mais graves eram levados ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, que já sofre com inúmeros problemas estruturais e falta de equipamentos e materiais. O hospital ficou lotado e, mais uma vez, o atendimento foi prejudicado.

    Teto desaba no PSMC

    O teto caiu devido a uma forte chuva e, a partir dai, levantaram-se várias questões a respeito da reforma feita em 2010, divulgada como "a maior de toda a história do Pronto-Socorro" de Cuiabá. 

    A empresa responsável pela reforma, a "Construtora 3 Irmãos", da qualo deputado Carlos Avallone era um dos sócios - ele afirma ter deixado a sociedade - isentou-se de qualquer responsabilidade.

    Apesar de não admitir culpa pela queda do teto, a 3 Irmãos fez os restauros, por meio de de uma construtora terceirizada. As alas Vermelha e Amarela, fechadas para reforma desde outubro, voltaram a atender normalmente em 2 de dezembro.

    Estadualização

    A possibilidade de privatização do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá causou protestos em vários setores da cidade. Manifestações públicas, fórum de entidades e o próprio Conselho Regional de Medicina (CRM) tentaram impedir a estadualização do hospital.

    No entanto, em 6 de dezembro, o projeto foi aprovado na Câmara de Vereadores, com 13 votos a favor, três abstenções e três votos contra. A aprovação dá a oportunidade para que o Governo do Estado entregue o hospital a mais uma Organização Social de Saúde (OSS), modelo que já é adotado em outras cinco hospitais regionais em Mato Grosso.

    Segmentos ligados à Saúde que reprovam o modelo de gestão já buscam meios de impedir a terceirização. Em 7 de dezembro, o Conselho Municipal de Saúde, por exemplo, protocolou uma carta aberta no Ministério Público Estadual (MPE), informando sobre o trancamento de todas as pautas de deliberação do conselho, a fim de interromper o processo de estadualização.

    O Conselho Regional de Medicina também pretende tomar atitudes contra a estadualização do Pronto-Socorro. De acordo com a presidente de CRM, Dalva Neves, o órgão está estudando uma forma jurídica de impedir a terceirização.

    O edital para a licitação das OSS interessadas em administrar o Pronto-Socorro ainda está em fase de elaboração. De acordo com o secretário de Saúde de Cuiabá, Lamartine Godoy, em janeiro, o edital deve ser lançado.

    Confira matérias do MidiaNews sobre problemas no Pronto-Socorro em 2011:

    Teto desaba e a Prefeitura "fecha" o Pronto-Socorro

    Vereador quer que MPE investigue obra no Pronto-Socorro

    Crise na Saúde de Cuiabá e VG será destaque no JN

    Pronto-Socorro só volta à normalidade dentro de um mês

    Ato condena privatização da Saúde Pública em Cuiabá

    Terceirização do Pronto-Socorro gera protesto em Cuiabá

    Estado vai assumir gestão do Pronto-Socorro de Cuiabá

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Procurador diz que Ficha Limpa não vai valer no staff de Galindo


Por: Nayara Araújo
Fernando Biral - Procurador do
Município de Cuiabá.

O procurador Fernando Biral assegura que a Lei Ficha Limpa não irá destituir cargo de nenhum membro do staff. Isso significa que nenhuma permanência poderá ser impedida pela legislação. “A lei será válida daqui para frente e os secretários atuais não deverão passar por avaliação alguma”, pontua Biral, lembrando que não descarta a possibilidade de alterações na lei.

A lei será válida para cargos comissionados ou de confiança nas esferas estaduais e municipais em todo o país e impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça em decisões colegiadas ou que renunciaram a cargo eletivo para evitar processo de cassação. Em Mato Grosso, a nomeação de servidores considerados fichas sujas nos cargos comissionados foi um projeto do deputado Guilherme Maluf (PSDB).

A Câmara de Cuiabá adotou o mesmo procedimento, mas no primeiro caso, o governador Silval Barbosa (PMDB) vetou o projeto. O plenário do Legislativo, entretanto, o derrubou por 14 votos a 4.

Muitos críticos têm questionado as regras, que já serão válidas para o pleito de 2012, alegando que a ficha limpa contraria o chamado "princípio da presunção de inocência", pelo qual uma pessoa só pode ser considerada culpada depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso.


COMENTÁRIO MSD

>> TALVEZ POR AUTO – PRESERVAÇÃO A ADMINISTRAÇÃO ATUAL NÃO PODE MESMO SUBMETER-SE AO “FICHA LIMPA” COM RARAS E HONROSAS EXCEÇÕES ....

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mesmo com críticas, Estado repassou gestão de hospitais a organizações privadas.

Site: O DOCUMENTO / Política / Da Redação

O ano de 2011 para a Saúde foi o de implementar mudanças em diversas áreas e o desenvolvimento de ações, adotando programas já utilizados em outros Estados federados incluindo a mudança de conceito de gestão. O Governo do Estado empreendeu esforços para mudança com o objetivo de assegurar aos mato-grossenses o acesso aos serviços de saúde efetivos e de qualidade.

Este modelo de gestão, repassando hospitais a iniciativas privadas foi implantado pelo ex-secretártio de Saúde, deputado federal Pedro Henry (PP). Ele deixou a pasta em novembro para elaborar emendas ao Orçamento da União e deve retornar neste início de ano.

Seguindo as orientações das políticas propostas pelo Governo de Mato Grosso, voltadas à ações de humanização e pelo social, e diante de um quadro que se encontrava a Saúde Pública, o Estado buscou parcerias com Organizações Sociais de Saúde, assumindo e reiterando a responsabilidade do Governo em proporcionar melhor acesso a Assistência Médico Hospitalar aos Usuários do Sistema Único de Saúde.

Hoje os Hospitais Estaduais que estão sob gerenciamento, operacionalização e execução das ações e serviços de saúde, por meio de Organizações Sociais de Saúde (OSS) são três, o Hospital Estadual Metropolitano “Lousite Ferreira da Silva”, localizado no município de Várzea Grande, bairro Cristo Rei, cuja OSS parceira é Instituto Pernambucano de Assistência em Saúde (Ipas), o Hospital Regional de Rondonópolis “Irmã Elza Giovanella”, localizado no Município de Rondonópolis, com o gerenciamento da OSS - Sociedade Beneficente São Camilo e o Hospital Regional de Cáceres “Doutor Antônio Fontes”, localizado no Município de Cáceres na parceria da gestão sob a OSS- Congregação Santa Catarina.

Esta ação tem dado resultados satisfatórios para a Saúde Pública do Estado de Mato Grosso, tanto que a carência no atendimento da Média e Alta Complexidade já tem reflexos significativos de diminuição de filas. Muito ainda há de se fazer. Um dos objetivos para 2012 é expandir as parcerias. Estarão em funcionamento com novos parceiros os Hospitais Regionais de Colíder, Alta Floresta “Albert Sabin”, Sinop, Sorriso e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá . ”Estas parcerias nos trarão melhorias sensíveis no alcance e na qualidade do serviço público de saúde para esta área o da Assistência Médico Hospitalar”, disse o Secretário de Estado de Saúde Vander Fernades

“Não vamos para por aí. Estas ações já são de aplicação de médio prazo, incluindo ainda a abertura de um novo hospital, o das Clínicas para o atendimento dos serviços de transplantes, neurocirurgias e cirurgias cardíacas. A longo prazo a abertura de mais dois hospitais estaduais, o Central, onde buscaremos parceiros por meio de Parceria Público Privada (PPPs) e o novo Hospital Júlio Muller. Contudo ainda estamos organizando as redes de serviços, elegendo hospitais de referência na oferta de serviços de atendimento à urgência e emergência na alta complexidade. Ao todo são 15 microrregiões de saúde oferecendo serviços necessários a população”, disse o secretário.

Outra prioridade é o fortalecimento da Atenção Primária e a permanente qualificação dos profissionais envolvidos no atendimento à população. Em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), bem como com outras Instituições, será implantado o Telessaúde Mato Grosso, que faz parte do Programa Telessaúde Brasil do Ministério da Saúde, que tem como base o apoio as ações da Atenção Básica e o fortalecimento do Programa Saúde da Família (PSF).

Visando ainda a otimização de recursos e a eficiência na atenção prestada aos usuários do SUS de Mato Grosso na Política da Assistência Farmacêutica, a Central Estadual de Abastecimento de Insumos de Saúde (Ceadis) da Coordenadoria de Assistência Farmacêutica recebeu um parceiro para a Gestão a OSS Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde, para o armazenamento e dispensação dos medicamentos. “Na Central a parceria já possibilitou a organização do Sistema de Informatização e vamos descentralizar a distribuição com a implantação de sete farmácias cidadã e nove núcleos de pontos de distribuição contemplando assim as 16 microrregiões de Saúde, além da revisão dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas.Cuiabá ganhará nova sede da farmácia cidadã”.

A aquisição dos medicamentos é da responsabilidade da SES, explica Vander Fernandes. "Adotamos a modalidade de Pregão Eletrônico, e não mais presencial, o que nos permite proporcionar maior concorrência, por item registrado, gerando assim bom preço, agilidade, e economia. Esperamos com esta medida resolver os problemas de aquisição de medicamentos da Saúde. É mais um passo que estamos dando na agilidade da Pasta e para melhor atender o Usuário do SUS. Já conseguimos resolver 90% dos problemas de aquisição dos medicamentos neste ano “.

Para 2012 a meta é zerar e aprimorar ainda mais a gestão visto que foram identificados os problemas relacionados a operacionalidade e às dificuldades no atendimento da demanda populacional por medicamentos. “É bom ressaltar os motivos que explicam a falta de medicamentos, não são apenas limitações financeiro-orçamentárias, mas também reflexo da própria industria farmacêutica que falha e dos prescritores que fogem as regras e diretrizes do SUS”.

“As modificações que estamos implantando e os projetos já planejados para 2012 visando ainda a reorganização das Redes de Serviços, implantação de 100% do Samu 192, ampliação da cobertura populacional com os programas Saúde da Família e Saúde Bucal, fomento a formação profissional em parcerias com as Universidades Federal (UFMT), Estadual (Unemat) e particular (Unic), melhorar o diagnóstico de exames por laboratório e imagem, implantação de UPAS 24 horas, construção de mais um hospital regional no Norte do Araguaia, promoção da recontratualização com os hospitais municipais e privados visando aumento de metas e serviços, com certeza todos esses projetos e outros que ainda estamos estudando, os benefícios irão de encontro a melhoria do acesso, da qualidade e da eficiência da Saúde Pública do Estado de Mato Grosso”.

COMENTÁRIO MSD

>> A SES – MT TENTA APRESENTAR SUA “DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES” PARA 2012 COMO SE FOSSEM GRANDES REALIZAÇÕES JÁ EM EXECUÇÃO. PARECE QUE MATO GROSSO É UM PARAÍSO. MAS QUEM PRECISA USAR OS SERVIÇOS DE SAÚDE EM NOSSO ESTADO ESTÁ SOFRENDO NA CARNE A FALENCIA DO SISTEMA , CAUSADA UNICAMENTE PELO DESCOMPROMISSO DOS GESTORES, MAIS COMPROMISSADOS COM SEUS PADRINHOS POLÍTICOS....

>> POR ONDE SE VAI, SÓ SE OBSERVAM LONGUÍSSIMAS FILAS, FALTA DE MEDICAMENTOS DESDE OS BÁSICOS ATÉ OS DE ALTO CUSTO, FILAS DE ESPERA QUILOMÉTRICAS PARA CONSULTAS ESPECIALIZADAS, INTERNAÇÕES E EXAMES ....

>> E TUDO VAI FICAR UMA MARAVILHA COM AS OSS ... PARA A CORRUPÇÃO , É CLARO, POIS O QUE SE PAGA A ELAS É MUITO MAIS DO QUE SE REPASSA AOS PRESTADORES “ NORMAIS” DO SUS.

>> DECLARAÇÕES DO SECRETÁRIO E SEUS SEGUIDORES COMO ESTAS SÃO UM ESCÁRNIO AO SOFRIMENTO DO POVO...

Governo lança regra das PPPs; Henry anuncia reinício de obras.

RD NEWS /  Laura Nabuco


Pedro Henry - Dep. Federal  por MT

Embora ainda não tenha retornado oficialmente ao comando da secretaria estadual de Saúde, o deputado federal Pedro Henry (PP) já faz planos de lançar nas próximas semanas um chamamento público por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) para dar continuidade à construção do Hospital Central, em Cuiabá. O início dos trâmites, segundo o progressista, aguardava apenas a publicação do decreto que regulamenta este tipo de contratação no Diário Oficial, na última semana de 2011.

Henry calcula que em maio já seja possível divulgar o resultado da licitação e dar início à obra. De acordo com o decreto estadual, as PPPs servirão apenas para elaboração de projetos ou estudos de viabilidade. Com esses dados em mãos, o Governo realizará os chamamentos públicos, trâmites responsáveis por contratar as empresas que executarão o empreendimento. O ainda ex-secretário, no entanto, quer fazer uma audiência pública antes de licitar a retomada da construção.

O Hospital Central, localizado no Centro Político Administrativo (CPA), foi iniciado ainda na década de 1980. Indícios de irregularidades, fizeram as obras serem paralisadas. Durante um bom tempo o prédio foi considerado um "elefante branco". Em 2011, no entanto, vários parlamentares passaram a defender sua conclusão como uma forma de desafogar a saúde em Cuiabá e Várzea Grande, em especial nos pronto-socorros.

Nos planos de Henry para as PPPs estão ainda a construção de outras duas unidades de Hospital Regional: uma em Porto Alegre do Norte, para atendimento dos municípios que compõem o Vale do Araguaia, e outra na região Norte, ainda sem um município definido


COMENTÁRIO MSD
>> O GOVERNO SILVAL MANTEM A DIRETRIZ DE DESVALORIZAR O SERVIÇO PÚBLICO: AS PPS VÃO FAZER AVALIAÇÃO DE VIABILIDADE E ELABORAR PROJETOS, CLARO QUE ATRAVÉS DA SUA ÓTICA PRIVATIVISTA / LUCRATIVA . E CLARO, PARA OPERACIONALIZAR , TEREMOS AS OSS NO MESMO VIÉS. NAS TUDO FINANCIADO PELO DINHEIRO PÚBLICO...... .

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sem receber, médicos de Várzea Grande pedem demissão.


Até o momento, seis médicos e um anestesista já pediram desligamento.


 GAZETA DIGITAL / WELLINGTON SABINO
Insatisfeitos com os constantes atrasos salariais ocasionados pelo não repasse da verba indenizatória (VI), médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) de Várzea Grande começam a pedir demissão e o atendimento no Pronto-Socorro que já era precário deve piorar ainda mais.

Até o momento, 6 médicos e 1 anestesista já pediram o desligamento nestes últimos dias, após a categoria ter se reunido, na semana passada, com o secretário municipal de saúde e com a diretoria do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), mas nada ter sido definido quanto ao pagamento dos valores atrasados da VI.
Existem ainda, informações não oficiais, de que já tem uma nova lista de médicos que também devem pedir demissão nos próximos dias. Entre os profissionais que pediram o desligamento, estão 5 cirurgiões, 1 ortopedista e um anestesista. Eles atendiam no Pronto-Socorro de Várzea Grande às quartas-feiras e sábados e o atendimento nesses dias deve ficar comprometido. Populares que procuraram atendimento nesta terça-feira afirmaram que até às 11h não havia nenhum cirurgião no PS.
O problema é que o secretário de de Saúde, Marcos José da Silva, já informou que a pasta não tem dinheiro em caixa para quitar a dívida. Assim, ninguém quer prestar serviço no PS, mesmo que seja de forma temporária. Ao GD, o superintendente do PS, Wagner Marcondes afirmou que desde o pedido de demissão dos médicos, já houve algumas tentativas de se firmar contratos temporários com outros profissionais, porém, todos recusaram.
A opção mais viável por enquanto, segundo Marcondes, é aguardar o chamamento dos aprovados no concurso público realizado em novembro. A expectativa é que isso ocorra em janeiro, porém, ainda não existe data para ser publicado o resultado do certame e tampouco a posse que só ocorre após um longo processo burocrático, algo comum em qualquer concurso.

Cartilha do Usuário do Sus