terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cuiabá tem 2º pior resultado em presença de larva da dengue

Confira matéria publicada hoje pelo Diário de Cuiabá e que revela situação da Dengue em Cuiabá

Da Reportagem


Cuiabá apresenta o segundo pior quadro entre as 14 capitais brasileiras que estão em situação de alerta quanto à proliferação da dengue. Segundo o Ministério da Saúde, o índice de infestação predial (Lira) cuiabano está em 3,4 e perde apenas para o registrado na capital baiana, Salvador, a primeira do ranking, com 3,5.

A dengue já matou quatro pessoas este ano em Cuiabá e outros quatro casos de morte seguem sob investigação. De acordo com o Programa Municipal de controle da doença, 3.707 pessoas contraíram dengue na Capital e conseguiram se curar.

O quadro epidemiológico de Cuiabá pode se agravar ainda mais. Em menos de um mês, saltou de 28 para 33 o número de bairros em situação de surto da doença. Nessas localidades, o índice de infestação fica entre 3,9 a 7,2, como é o caso dos bairros Pedra 90 e Industriário. Por lá, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de cada 100 imóveis sete apresentam infestação larval que pode originar o mosquito da dengue.

Segundo a coordenadora do Programa de controle da doença, Alessandra da Costa Carvalho, o combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti está sendo feito por meio de mutirões de limpeza nas quatro regiões da Capital. “Nós estamos fazendo limpeza nos bolsões de lixo que podem acumular água e visitas domiciliares para reverter esta tendência”, esclarece.

O programa de controle da doença já identificou nos últimos mutirões de limpeza que caixas d’água, terrenos baldios e pratinhos de planta continuam sendo reservatórios do mosquito. “A limpeza das caixas de água deve ser feita com escova de cerda em movimento circular, os terrenos devem ser limpos e os pratinhos de planta, furados para impedir acúmulo de água”, ensina Carvalho.

INTERIOR - Segundo o Ministério da Saúde, além de Cuiabá, outras duas cidades mato-grossenses estão em alerta. Várzea Grande supera Cuiabá com 3,8 de índice de infestação e Cáceres, com 1,8. (DM)

Médicos do SAMU já ameaçam paralisar serviços

A Gazeta de hoje também tráz reportagem sobre possibilidade de médicos do SAMU paralisarem atividades

Caroline Rodrigues
Da Redação

Os 31 médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fazem uma assembleia hoje para decidir se haverá uma paralisação da categoria. Eles reivindicam a melhoria na estrutura física, informatização do sistema de regulação de pacientes e um Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV). Outra exigência é a reformulação da lei que estabelece a função de médico regulador (o que fica na central e dá apoio às ambulâncias, além de manter contato com os hospitais para viabilizar o atendimento), deixando de lado o socorrista. No primeiro semestre deste ano, o Samu fez 4.194 atendimentos em Cuiabá e Várzea Grande, uma média de 23 socorros por dia.

A diretora do Sindicato dos Médicos (Sindmed) do Estado de Mato Grosso, Elza Queiroz, explica que às 19h acontece o encontro, no qual os profissionais podem optar pela greve, já que a proposta do PCCV foi enviado para o governo do Estado há 40 dias e ainda não houve resposta.

Conforme Elza, o prédio não é habitável e seria provisório até a conclusão da reforma do antigo Hospital São Thomé, que não tem previsão de entrega.

Os profissionais pedem ainda a abertura de concurso público.

Outro lado - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou, por meio da assessoria de imprensa, que não foi informada oficialmente da paralisação. Conforme a assessoria, o governo está fazendo um estudo de viabilidade e também de déficit de profissionais para definir a abertura de concurso público e estabelecer o PCCV.

Pronto Socorro de Várzea Grande tem 10 dias para regularizar cirurgias ortopédicas

Matéria publicada na edição de hoje do jornal A Gazeta repercute caos no Pronto Socorro de Várzea Grande

Amanda Alves

Da Redação


A Prefeitura de Várzea Grande tem 10 dias para atender a demanda de cirurgia ortopédica que se acumula no Pronto-Socorro (PS). Há 15 dias, a fila era de 40 pacientes. A decisão do juiz Onivaldo Budny da 2ª Vara da Fazenda Pública confirma o pedido de liminar do Ministério Público e prevê multa de R$ 500 dia caso a administração pública não resolva a situação mais uma vez. Em janeiro, a Justiça já havia determinado o atendimento das pessoas em espera.

Prefeitura e PS ainda não foram notificados pelo oficial de Justiça da decisão, o que deve acontecer nos próximos dias. Após isso, começa a contar o prazo. Amanhã, a administração do PS envia o plano de gerenciamento do estabelecimento para o Ministério Público, como solicitado pelo promotor, Carlos Eduardo da Silva.



O diretor administrativo e financeiro do PS de Várzea Grande, João Santana Botelho, diz que o horário ambulatorial tem que ser reduzido para atender a demanda excessiva de pessoas, que chegam ao local todos os dias. A proposta é abrir a parte ambulatorial apenas das 7h às 22h, período em que outras unidades de saúde oferecem atendimento. "Temos 163 leitos de internação e tem dia que temos 260 pacientes. Então, o restante tem que ir para a cadeira".

Nas dependências da internação de quem está esperando por cirurgia, a reportagem apresentou há 15 dias a situação caótica do PS de Várzea Grande. Pacientes estavam "internados" nos corredores e até mesmo tomavam soro em pé, por falta de espaço físico. Além disso, as condições higiênico-sanitárias precárias são uma falha apontada pelo Conselho Regional de Medicina, que luta pela interdição de parte do estabelecimento.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pronto Socoro de VG: Caos na Saúde parece não ter fim

O jornal Circuito Mato Grosso traz, em sua última edição, matéria sobre situação caótica do Pronto Socorro de Várzea Grande. Comentem...

Regina Botelho

“A saúde é direito de todos e dever do Estado”. A magnífica frase de abertura do artigo 196 da Constituição dá a falsa impressão de que vivemos num país sério, onde o povo é bem cuidado. Mas a simples leitura dos jornais ou o comparecimento aos caóticos serviços de saúde são suficientes para provar que o sagrado direito constitucional à saúde é apenas letra morta. Um fato que comprova o desrespeito é ver que a obra pronta do Hospital Metropolitano do Cristo Rei, em Várzea Grande não tem data para ser inaugurada.

Essa realidade mostra que o estado de Mato Grosso está desestabilizado e com políticas públicas incoerentes que desrespeitam a sociedade. Os hospitais da Rede de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) estão falidos, o atendimento é desumano, pessoas morrem nas filas, os corredores dos hospitais estão superlotados, faltam médicos, equipamentos, cadeiras, macas e leitos hospitalares.

Construído em 1988, o Pronto-Socorro Municipal da Cidade Industrial realiza uma média de 25 mil atendimentos por mês. Com a interdição da unidade em Cuiabá, a demanda de pacientes triplicou na cidade vizinha à capital.

Na semana passada, a mídia cuiabana deu ênfase à péssima qualidade dos serviços oferecidos à população. A reportagem do Jornal Circuito constatou que após a visita dos membros da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI), da Saúde da Assembleia Legislativa, denúncias do Conselho Regional de Medicina (CRM) e ação do Ministério Público foram atuações fortes que poderão mudar o quadro deplorável do local. Pacientes deitados em macas pelos corredores do Box de Emergência, sentados em cadeiras de fios ou em bancos tomando soro, salas de internações lotadas com pouca ventilação, umidade, rachaduras são algumas das principais deficiências.

O Ministério Público notificou na semana passada o município para que intervenha na situação do Pronto Socorro a fim de encaminhar pacientes que necessitam de cirurgias. A orientação do órgão é realizar um mutirão de atendimento médico e fazer a classificação de risco dos pacientes, priorizando atendimentos de urgência e emergência.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina, Arlan Azevedo Ferreira, o pronto-socorro não tem condições de funcionamento e deve ser interditado, pois vários setores têm problemas graves que colocam em risco o paciente. “Vamos oferecer todo suporte para que o Ministério Público determine a interdição parcial. Se nada for feito, o CRM vai entrar com uma ação civil pública para que alguns setores sejam interditados”, diz.

A população que não tem condições de pagar por saúde na rede privada, questiona, e cobra a inauguração do Hospital Metropolitano que teve suas obras iniciadas em agosto de 2004 e, mesmo pronto, não foi entregue. O hospital possui uma área de 5.511 metros quadrados, irá operar com 62 leitos com capacidade para 70.

O Hospital funcionará no sistema de porta fechada, ou seja: a Central de Estado de Regulação é quem vai encaminhar os pacientes. Ele será para atendimento em cirurgias gerais, eletivas e ortopédicas.

A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), através de nota, informou que as o Hospital Metropolitano ainda não foi entregue oficialmente pela prefeitura ao Estado.

Segundo a nota, o município de Várzea Grande precisa repassar à empresa construtora do hospital o valor de R$ 300 mil reais. A prefeitura declarou ao Estado impossibilidade financeira.

“O Estado vai assumir a dívida e regularizar a situação perante a empresa, ainda este mês. A Secretaria Estadual de Saúde já adquiriu 60% dos equipamentos, estando o restante já em processo de aquisição (Recursos Federal e Estadual)”, diz um trecho da nota.

O secretário de Estado de Saúde, Augusto Amaral, determinou várias frentes de trabalho com o objetivo de colocar o hospital em funcionamento o mais breve possível. Um grupo de trabalho estuda a forma de gestão que poderá ser finalizada com o terceiro setor.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Leitos hospitalares em MT, uma triste realidade

Confira artigo publicado na página de Opinião da edição de hoje (01/12) do Jornal A Gazeta.

Luiz Soares

Mato Grosso precisa ampliar com urgência a oferta de leitos hospitalares para atender sua população doente. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE em novembro, é coisa pra mais de mil leitos. Faltam leitos porque a população cresceu e não houve investimentos em novos hospitais públicos e nem privados. Faltam leitos porque em Cuiabá e no interior ocorreu o fechamento de vários hospitais nos últimos anos, a exemplo do São Tomé, Modelo, Santa Maria Bertila, Santa Cruz e Hospital das Clínicas. Inclusive, destes, os três primeiros foram adquiridos pelo governo do Estado, suas portas foram cerradas e seus prédios destinados a outras finalidades, que não a de serviços hospitalares.

Em Cuiabá, é visível a falta de leitos na rede privada. Basta dar uma olhada na situação dos setores de pronto-atendimento para verificar que pacientes tomando medicação sentados em cadeiras de fio ou aguardando procedimentos cirúrgicos sentados nas recepções, ao invés de serem acomodados em um leito para serem preparados para a cirurgia.

No setor público, a situação é um pouco pior até porque em torno de 80% da população depende exclusivamente do SUS. Nesse contexto, o Pronto-Socorro de Cuiabá acaba aparecendo como o grande vilão, apesar de tratar-se de um hospital municipal e que recebe demanda de todo Mato Grosso. É fato também que se o Pronto-Socorro fechar as suas portas instala-se o caos na saúde pública do estado. E aqui vale a máxima: ruim com ele, pior sem ele.

Agora o que não dá para entender é a passividade do governo do Estado diante deste quadro. Insiste apenas em divulgar a construção de um novo hospital universitário federal (e que por ser universitário tem como prioridade o ensino) e do hospital regional de Várzea Grande, com apenas 70 leitos, sendo 10 UTIs. Vão contribuir, mas nem de longe vão solucionar o problema.

O governo não se manifesta em relação, por exemplo, a construção e funcionamento de um grande hospital estadual em Cuiabá (até porque aqui está concentrado o maior número de profissionais da saúde), com no mínimo 400 leitos para média e alta complexidade. E esse hospital deve ser estadual ou federal porque o município de Cuiabá já vem gastando mais do que os 15% preconizados pela lei enquanto o Estado não gasta nem os 12% estabelecidos.

E a União mostra politicamente a sua face quando não se esforça para regulamentar a Emenda 29 que implicaria em aumentar os investimentos federais na saúde. Por outro lado, já ameaça trazer de volta a CPMF. E se nenhuma providência efetiva for tomada, Cuiabá chegará à Copa 2014 sem condições de atender os milhares de torcedores que por aqui aportarão para assistir ao Mundial. Rezemos para que não ocorra nenhuma tragédia durante o evento, pois onde serão atendidas essas vítimas? Já passa da hora de se inaugurar um debate franco e sincero na busca de soluções para este gravíssimo problema.

Luiz Soares é cidadão defensor do Sistema Único de Saúde (SUS). E-mail: luizsoarescba@gmail.com

Amanhã tem reunião do MSD para elaboração do plano de metas 2011

O Movimento Saúde e Democracia (MSD) convida para reunião dia 02/12/2010 cuja pauta é o planejamento das ações a serem colocadas em prática em 2011 “em defesa do SUS”.



Horário: 19 horas

Local: Rua Comandante Costa, 1.848.

Contamos com a presença de todos.

Comissão Executiva do MSD

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CRM pede interdição do Pronto Socorro de VG

Jornal A Gazeta traz reportagem anunciando possibilidade de interição do Box de Emergência do Pronto Socorro de VG

Amanda Alves

Especial para A Gazeta

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) solicitará à Justiça a interdição do box de emergência e leitos de observação do Pronto-Socorro (PS) de Várzea Grande até sexta-feira (3). Por meio de uma ação civil pública, o órgão age paralelamente às manifestações do Ministério Público, que pede a determinação do prazo de 120 dias para que o município adote as providências necessárias para o atendimento das condições sanitárias, estruturais e organizacionais exigidas pela Vigilância Sanitária Estadual.

"Além da interdição do Pronto-Socorro, em que a própria administração reconhece a incapacidade de gerenciamento, solicitaremos o prazo de 30 dias para que o Hospital Metropolitano em Várzea Grande funcione em 30 dias", afirma o presidente do CRM-MT, Arlan Azevedo. O ingresso na Justiça visa antecipar a decisão da Justiça sobre questões estruturais, que já vem sendo reclamadas desde o ano passado.

Sobre a interdição ética, em que os profissionais de saúde ficariam proibidos de atuar nos setores em que colocassem a saúde em risco, diz que vai depender da liminar, que aguarda apreciação da 2ª Vara da Fazenda Pública. Chegou ontem às mãos do juiz Onivaldo Budny, o processo movido pelo Ministério Público com manifestação sobre as inspeções feitas no PS. Até o fechamento desta edição (19h30) não havia saído a decisão.

O promotor de justiça Carlos Eduardo Silva, encaminhou notificação recomendatória ao poder público municipal e à Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag) para que seja realizado um esforço conjunto no atendimento dos casos no pronto-atendimento, em virtude da superlotação, além do pedido de um plano criterioso para prestação de serviços no estabelecimento.


COMENTÁRIO DO MOVIMENTO SAÚDE E DEMOCRACIA

A inadequação das estruturas hospitalares de Cuiabá e Várzea Grande é pública e notória. Há décadas assistimos esse mesmo filme de denúncias e mais denúncias  mas estranhamente as mesmas se concentram quase sempre na rede pública, quando existem hospitais privados que também não  tem condições adequadas para atender a população. Basta dar uma olhada em alguns hospitais menores de bairros mais periféricos que isso será facilmente comprovado. Podem até ter uma fachadinha ajeitada, mas tècnicamente a maioria não passa  num crivo mais exigente feito com um mínimo de seriedade, sem protecionismos . Se considerarmos que esses hospitais tem um volume de atendimento muito menor que os públicos dá para imaginar como seria se tivessem que atender com “porta aberta” . Mas se derem uma olhada bem dada nos hospitais maiores, também vão encontrar com certeza graves irregularidades, mesmo nos de portaria de mármore, localizados em  bairros mais nobres. Vai um desafio : distribuir os relatórios da vigilância , CRM, quem mais tiver dados  para Câmaras, Assembléia, Conselhos Municipais e Estadual de Saúde, ONG´s e demais movimentos sociais e abrir um debate sobre o tema, ao invés de ficarmos colecionando denuncias e notificações.


sábado, 20 de novembro de 2010

Pesquisa aponta déficit de 1.409 leitos em MT

Foto: Sandra Carvalho

Jornal A Gazeta destaca hoje (20-11) a carência de leitos hospitalares em Mato Grosso

Faltam para a população de Mato Grosso 1.409 vagas em leitos para chegar à quantidade mínima recomendada pelo Ministério da Saúde (MS), que é de 2,5 leitos para cada grupo de 1 mil habitantes. Hoje, o Estado sustenta o índice de 2,02 por grupo. Conforme a pesquisa Assistência Médico-Sanitária divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem hoje no Estado apenas 6 mil vagas em leitos - sendo 39,2% (2.352) em estabelecimentos públicos e 60,8% (3.648) em privados.

Por causa da falta de leitos, neurocirurgias, além de cirurgias ortopédicas, pediátrica e cardíacas vão sendo prorrogadas no calendário, prejudicando os pacientes. O déficit por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é o mais crítico.


O desempenho mato-grossense se equipara a maioria das regiões brasileiras, com exceção do Sul, onde a taxa é de 2,6 leitos por mil habitantes. A maioria dos leitos em estabelecimentos públicos do Estado se concentra na rede municipal, também acompanhando o verificado em nível nacional. São 1.877 vagas disponíveis, enquanto nas unidades estaduais é de 451 e na federal de apenas 24 leitos. Todas estas vagas federais estão em na única unidade que fica em Cuiabá, Hospital Universitário Júlio Müller.






Das 6 mil vagas do Estado, apenas 24% dos leitos estão na Capital, onde a população costuma ter melhor acesso aos serviços de alta complexidade e consequentemente necessita de internação. Aliado a isso, das 1.431, a maioria está em unidades particulares - 1.088 e somente 343 em públicos.






Para o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT), Arlan Azevedo, o déficit de vagas se verifica nas longas filas por cirurgias eletivas por não haver leitos e em enfermarias lotadas e sem condição de fluxo, como a exposta no Pronto-Socorro de Cuiabá. Leitos para internação variam de enfermarias para pacientes clínicos ou cirúrgicos a de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "O déficit é grande. Em Cuiabá, por exemplo, não temos investimento do Estado e nem federal e é o local onde mais precisamos".


A existência de apenas uma unidade federal no Estado, oferecendo 24 vagas, segundo o presidente do CRM, comprova a necessidade de mais recursos. "Ele é o único, tem pouco investimento e está extremamente precário". (Amanda Alves)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Surto de dengue em 28 bairros de Cuiabá


O Diário de Cuiabá dá destaque hoje ao surto de dengue na capital mato-grossense.
Confira matéria na íntegra.

Renê Dioz

Cuiabá tem 28 bairros com risco de surto da dengue, de acordo com o último Levantamento de Índice Rápido de Infestação (Lira) realizado pelo município. Enquanto a cidade apresenta um índice médio de 3,4% das residências com larvas do mosquito Aedes aegypti (número que sugere estado de alerta), bairros da região do Coxipó revelam índices aterradores, como os 7,3% do Parque Nova Esperança e os 7,2% do Pedra 90, historicamente assolado pela dengue.


A constatação dos 28 bairros com índice superior a 3,9% – a partir do qual o Ministério da Saúde (MS) aponta risco de surto - fez com que a prefeitura programasse uma sequência de mutirões para neutralizar os focos nesses locais a partir desta quinta-feira, no Pedra 90, até 23 de dezembro.

Cerca de 320 agentes de saúde ambiental em parceria com outros da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfe) farão desde borrifação à retirada de lixo que possa servir de criadouro para o mosquito vetor da dengue.

Lixo, aliás, é figura fácil pelas ruas dos bairros com risco de surto – e responsável por 17,8% dos criadouros detectados nas amostras do Lira em Cuiabá. No Jardim Fortaleza, por exemplo, as vias sem asfalto estão salpicadas de lixo molhado pelas últimas pancadas. Quase impossível não ver sacos plásticos ou garrafas pet estacionadas na grama em frente às casas, onde também passa o esgoto a céu aberto.

São problemas de saneamento básico que saltam aos olhos na maioria dos bairros que costumam ser mais assolados pela dengue, mas a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Alessandra da Costa Carvalho, explica que a origem do problema continua da porta para dentro das casas. “Mais uma vez a caixa d’água é o nosso criadouro predileto”, diz, referindo-se ao local onde o Lira detectou 62,1% dos criadouros amostrados.

E, se depender da disposição dos moradores, a dengue por enquanto tem tudo para criar tragédias no Jardim Fortaleza, segundo a moradora Gisele Espírito Santo Cruz, 20, que nasceu lá. Ela conta que visita vizinhos e não é difícil se deparar com suas caixas ou tambores d’água abertos. Sabendo que seu bairro é um dos que mais concentra larvas do Aedes aegypti na cidade, ela teme por sua filha de um ano.



O Jardim Fortaleza ainda não teve qualquer morte registrada como decorrência da dengue este ano, segundo boletim epidemiológico. Até o momento, as quatro mortes confirmadas na Capital foram nos bairros Dom Aquino, CPA II, Jardim Leblon e Jardim Vitória. Outros quatro óbitos estão sendo investigados.

Cuiabá já notificou este ano mais de 4,1 mil ocorrências de dengue. Na sequência elas estão mais concentradas nos bairros Pedra 90, Jardim Industriário, Nova Esperança, Santa Isabel e Tijucal. Destes cinco primeiros, somente o Santa Isabel não é da região sul (Coxipó e adjacências), mas, como os outros, também se inclui na lista dos 28 bairros com maiores índices de infestação de larvas do mosquito da dengue e são priorizados nos mutirões da prefeitura a partir desta semana.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Repasse de alto custo sem remédio em Cuiabá


Reportagem publica na última ediçao do jornal Circuito Mato Grosso

Adriana Nascimento

Em agosto deste ano o Circuito Mato Grosso apontou, na edição 301, a via crucis dos pacientes do Estado e Capital para conseguir medicamentos de alto custo. Neste mês faz um ano que foi criada a portaria 2981, de 26 de novembro de 2009, do Ministério da Saúde que determina o repasse. No entanto, fontes ligadas à Secretaria de Estado de Saúde informaram que pacientes ainda sofrem por não conseguirem alguns remédios e a única solução é tomarem uma alta dose de paciência para aguentar o “passa amanhã”. A portaria prevê que medicamentos para: tireoide, colesterol alto, osteoporose, mal de Parkinson e doença de Chron (intestinal), devem ser repassadas pela Saúde básica para evitar sobrecarga de doenças nas redes estadual e federal.


A situação pode ser vista diariamente na farmácia de alto custo do Estado com pessoas que vão para lá por não receberem remédios da prefeitura da Capital, segundo a fonte, que preferiu não se identificar para evitar represálias.

A reportagem procurou a prefeitura de Cuiabá e a assessora farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde, Sandra Maria de Araújo, alegou que a situação não procede. Conforme ela, o repasse está normal a todos os pacientes que solicitaram os remédios. A assessora explica que foi pactuado pela Comissão Intergestora Bipartite (CIB) que até 1º de julho o Estado ainda forneceria os medicamentos e também que a cidade teria a liberdade de dizer como a distribuição seria feita. Nesse caso, ficou decidido que seria operacionalizada da mesma forma que o Estado, ou seja, através de cadastro dos pacientes. “Os cadastros feitos antes de julho receberam o primeiro atendimento assim que entraram com o processo em menos de 30 dias”, de acordo com Araújo.

Portanto, “todos” têm sido atendidos desde que saiu a determinação do Ministério da Saúde. Ela alega que só o remédio para o mal de Parkinson é que teve demora em ser repassado porque é só o laboratório Roche que produz e ele demorou a entregar ao município. No entanto, para ela, tudo agora está ‘normal’.

Confira reportagem completa acessando: http://www.circuitomt.com.br/home/materia/48600

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Movimento retoma atividades após processo eleitoral

O Movimento Saúde e Democracia retomar esta semana suas atividades, após paralisação por conta do processo eleitoral. Voltaremos a nos comunicar por meio deste blog e colocamos novamente os nossos e-mails saudeedemocracia@hotmail.com e saudeedemocracia@gmail.com à disposição para sugestões, críticas e denúncias relativas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que, consequentemente, possam contribuir com a melhoria da qualidade de vida da população mato-grossense.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A RAPADURA É DOCE MAIS NÃO É MOLE NÃO.

.
Entidades e pessoas que integram o MSD, avaliam que a gestão atual do SUS/Cuiabá, a despeito de contar com alguns bons profissionais da saúde pública, continua não dando conta de avançar na organização da rede de serviços (própria e contratada). Apesar de ter recebido as finanças em ordem, já se tem notícias de que os fornecedores que recebiam no mês seguinte ao vencido com os respectivos recursos financeiros daquele mês, estariam recebendo com 60 dias. É assim, as notas de maio devem ser pagas com recursos de maio que ingressam em junho. Estão recebendo agora o mês de abril com dinheiro de maio.

Nas USF a falta de medicamentos e insumos vem se agravando. Há semanas que falta espéculos, essencial para coleta de material visando o exame preventivo do câncer de útero. Os médicos passaram uma semana sem ofertar consultas, pois, foram liberados para capacitação e diminuem o número de consultas diárias quando estão nas USFs dando aulas para seus alunos. Seria ótimo que o Dr. Maurélio Ribeiro fosse aos bairros olhar de perto tal situação e também desse conhecimento público sobre as receitas e despesas mensais da SMS inibindo assim dúvidas e maledicências.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

MAIS LÍDERES NO MOVIMENTO

A ação direta dos membros da Comissão Executiva Provisória do MSD continua a motivar a adesão de dezenas de lideres de comunidades. Dando continuidade a uma programação estiveram (em nome do MSD) reunidos com taís lideranças as enfermeiras Virgilina Goudinho e Iracema Alencar e, ainda, o Presidente da FEMAB - Walter Arruda que em 20/05/2010 no Centro Comunitário do Bairro Cidade Verde explicaram os objetivos do MSD e discutiram a cartilha "DIREITOS DO USUÁRIO DO SUS".
Vários lideres ao final já solicitaram a presença do MSD para discussões com suas respectivas comunidades. 
Saiu na frente o Presidente da Associação de Moradores do próprio bairro que em 27/05/2010, com presença do Dr.Nei Moreira, socializou o debate com a sua comunidade. A próxima  reunião será  com os lideres comunitários da Regional Norte da nossa capital.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SEMANA DA ENFERMAGEM


Foi aberta ontem a 71ª SEMANA DA ENFERMAGEM em sessão solene no Hotel Fazenda Mato Grosso.

A convite dos organizadores de tão importante envento o MSD, através do Dr. Nei Moreira e da Enfª Iracema Alencar, marcou presença hoje pela manhã expondo a centenas de estudantes e profissionais da enfermagem seus objetivos e sua livre e democrática atuação em defesa do SUS. Foi também distribuída e debatida a NOTA DE REPÚDIO à PORTARIA nº 005/GAB/SMS/2010 da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá que discrimina os profissionais da saúde que não sejam médicos, criando uma inaceitável supremacia de uma categoria profissional sobre as demais. A indignação dos presentes se fez sentir. É pena que o valoroso e diligente Ministério Público de Mato Grosso esteja surdo, mudo e cego, pois, se agisse na defesa dos direitos coletivos de todos os profissionais discriminados pela citada portaria, com certeza não seria difícil conseguir a extensão dos benefícios alí concedidos aos médicos para todos os demais servidores da SMS/Cuiabá. Ou a sua revogação.

VERGONHA NACIONAL

Hoje (18/05/2010) está sendo "comemorado" o "DIA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO AO ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES". Os levantamentos oficiais dos centros de referência de abuso sexual (CREAS) apontam números assustadores e situações absurdas. Os enfermeiros da saúde pública conhecem muito bem essa triste realidade, pois, a maior parte dos casos detectados/denunciados vem das unidades de saúde do SUS, através desses profissionais compromissados. Que país é esse ? Avante enfermagem, na construção da cidadania para tornar este país mais digno de se viver.

Cartilha do Usuário do Sus