quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Clovito diz que secretário é turista, cobra respeito e balanço da gestão

Publicado no site RD News:


Vereador Clovito e o secretário Antônio Pires
O vereador Clovito Hugueney (PTB), que retornou ao Legislativo no último dia 2 após licença médica, acusou o secretário municipal de Saúde Antônio Pires de fazer turismo e não gerenciar adequadamente a pasta, que é uma das mais problemáticas de Cuiabá. “Encontrei com ele comendo feijoada no restaurante do Bolinha, em São Paulo. É um turista que comanda a Saúde aqui”, disparou o petebista.

     Clovito aproveitou o embalo para reclamar de críticas feitas por Pires quando assumiu a pasta. Na época, teria insinuado que os servidores públicos de Cuiabá são preguiçosos e supostamente não gostam de trabalhar. “Eu exijo respeito à nossa cidade. Ele tem de vir à Câmara explicar o que é que fez pela Saúde”, cobrou.

    Sem “papas na língua”, o petebista fez uma conta sobre o quanto Pires ganha para ser secretário, levando em consideração a ponte aérea Cuiabá-Saõ Paulo. Segundo Clovito, ele gastaria em torno de R$ 3 mil em hotel, com diária de R$ 100, cerca de R$ 500 em alimentação e R$ 3,5 mil com passagens, totalizando R$ 8 mil mensais. “Sobraria apenas R$ 1 mil para ele. Um médico renomado, altamente capacitado, vem contribuir com Cuiabá recebendo apenas R$ 1 mil por mês, é digno de prêmio”, disparou da tribuna.

    Clovito adianta que vai enviar um ofício nesta quarta (10) para convocar Pires a prestar contas sobre os 6 meses de sua gestão. “Nem que venha algemado, ele vai vir dar esclarecimentos”. O líder do Executivo na Câmara Everton Pop (PP), por sua vez, anunciou que se for convidado o secretário não se furtará de dar informações.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Audiência pública sobre saúde pretende elaborar propostas para governo e municípios

A audiência pública que será realizada quinta-feira, dia 11 de agosto, às 14h no auditório Milton Figueiredo na Assembléia Legislativa, tem como objetivo elaborar propostas para encaminhar para os conselhos estaduais e municipais ligados a saúde, além da Secretaria de Saúde de Estado e dos municípios de Mato Grosso.

“Nossa intenção é justamente formular e encaminhar sugestões que nasçam nessa audiência com a participação de várias entidades ligadas a área de saúde, para que possamos dar nossa contribuição em melhorar as políticas públicas de saúde do Estado”, afirmou o deputado Carlos Avalone(PSDB) que solicitou essa audiência pública sobre Saúde.

No evento participarão além da sociedade como um todo, pessoas ligadas a área da saúde como o Dr. Gabriel Novis Neves, médico que possui uma longa ficha funcional como administrador de instituições de saúde como o Hospital Adauto Botelho. Foi também secretário de Estado de Saúde no governo de Júlio Campos e reitor da Universidade Federal de Mato Grosso onde fundou o Hospital Universitário Júlio Muller, que ocupou as instalações do antigo Hospital de Tuberculose. Também confirmaram presença o ex-secretário de saúde de Cuiabá, Luiz Soares, grande defensor do SUS, o ex-secretário estadual de Saúde, Júlio Muller e o também ex-secretário de saúde de Cuiabá, Maurélio Ribeiro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MPF não apura denúncia de enfermeiros para apurar caos na saúde de Cuiabá


O Ministério Público Federal até hoje não respondeu ao pedido do Sindicato dos Profissionais da Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen/MT) feita em maio de 2011 para apurar denúncia de que a Secretaria de Saúde da capital estaria devendo mais de três meses os serviços prestados pela rede de hospitais conveniados ao SUS/Cuiabá apesar de receber religiosamente os repasses do Governo Federal para pagar estas despesas.

A denúncia foi feita na imprensa pelo ex-secretário municipal de saúde, Luiz Soares. Na oportunidade, ele declarou que a dívida milionária seria referente aos meses de fevereiro, março e abril de 2011 e cujos recursos já haviam sido repassados aos cofres da Secretaria de Saúde de Cuiabá.

Diante dessas informações, o Sinpen/MT solicitou ao Ministério Público Federal que convidasse o ex-secretário Luiz Soares para explicar o que está ocorrendo com a Saúde Pública de Cuiabá a fim de identificar as verdadeiras causas do caos. O Tribunal de Contas e o Ministério Público de Mato Grosso também receberam a denúncia, porém nenhum desses órgãos deu uma resposta aos enfermeiros e à sociedade.

Enquanto isso faltam medicamentos básicos na rede municipal de saúde, médicos não cumprem escala de plantão nas policlínicas e nas unidades do Programa de Saúde da Família (PSFs) eles também não estão cumprindo as oito horas de trabalho por dia. As clínicas odontológicas estão sucateadas, assim como importante programas como o Escola com Saúde. "Acorda, Ministério Público!"


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Atendimento está prejudicado pela falta de estrutura

A Gazeta

Equipamentos quebrados, consultórios vazios e longas filas de pacientes na espera. Esta é a realidade encontrada nos centros de especialidades e clínicas odontológicas da Capital. Em algumas delas, faltam até materiais básicos como gorros e máscaras para os dentistas trabalharem e nem mesmo a limpeza é garantida pela Secretaria Municipal de Saúde. Lembrando que há dois anos as 10 clínicas odontológicas funcionavam perfeitamente e que hoje encontram-se sucateadas. Leia reportagem completa clicando neste link.


http://www.gazetadigital.com.br/pdf/m08a11/g0201c-b.pdf

OSS começa a gerenciar Metropolitano

Matéria do Diário de Cuiabá de hoje, 03/08


Na entrega da unidade, ministro da Saúde disse que independente de modelo, hospital tem que atender demanda. Empreendimento custou R$ 16 mi 




Pedro Alves/DC

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Após a polêmica sobre a entrega do gerenciamento de unidades hospitalares para organizações sociais de saúde (OSS), o Hospital Metropolitano de Várzea Grande, que fica no bairro Cristo Rei, começa a funcionar sob a administração do Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas). O atendimento é gratuito e será feito via Central de Regulação.

Construído há dois anos, o Metropolitano foi inaugurado ontem pelo governo do Estado e pelo Ministério da Saúde. “Polêmica sobre OSS vai sempre existir. O SUS é visto como sistema público, o que não significa que tem que ser estatal. Cinquenta e dois por cento dos leitos ofertados pelo SUS são filantrópicos ou contratados. O fundamental é fazer com que os vários modelos de gestão garantam uma assistência rápida, humanizada e de qualidade”, disse o ministro de Saúde, Alexandre Padilha.

Conforme o administrador do Ipas, José Carlos Nascimento, o hospital já iniciou o processo para o atendimento de uma demanda reprimida de 2.500 pacientes nas áreas ortopédicas e de cirurgia geral. “Simultaneamente, vamos fazer a busca ativa na rede. Vamos captar pacientes com fraturas em braços e pernas que estejam nos prontos-socorros de Cuiabá e de Várzea Grande, trazer para o Metropolitano e resolver o problema num dia”, afiançou.

Conforme Nascimento, a expectativa é que a unidade, que pretende ser uma referência para os serviços de cirurgias gerais, traumatologia e ortopedia, além de exames, esteja atendendo plenamente até a próxima segunda-feira. A unidade conta com 10 leitos de UTI adultos e 52 de enfermaria, todos climatizados.

No valor de R$ 31,3 milhões, o contrato firmado entre o governo do Estado e o Ipas tem a vigência de um ano, podendo ser prorrogado. “A Secretaria de Estado de Saúde vai acompanhar todos os relatórios e os procedimentos realizados pelo Instituto”, assegurou o governador Silval Barbosa ao ser indagado como será feita a fiscalização. “Tem uma comissão que fará o acompanhamento e a cada três meses as metas serão reavaliadas”, reforçou o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry.

Conforme a SES, caberá ao Ipas executar 500 cirurgias ao mês, 2 mil exames de raio-x, 500 de tomografia computadorizada, 336 de endoscopia digestiva alta, 168 de colonoscopia, entre outros. Já entre os serviços ambulatoriais referenciados deverão ser feitas 2 mil consultas ao mês e 300 atendimentos de urgência dos pronto-socorros, policlínicas e Serviço de Atendimento Móvel (Samu). O atendimento será feito por 250 profissionais, dos quais 60 médicos.

O Hospital Metropolitano conta com uma área construída de 5.511 metros quadrados. O valor da obra foi de R$ 15 milhões, recursos oriundos do Fundo Estadual de Saúde. O governo federal investiu R$ 1 milhão na compra de equipamentos como aparelhos de endoscopia, broncoscopia, dois raios-x, ultra-som e tomógrafo computadorizado. 



COMENTÁRIO DO MSD:


O Hospital Metropolitano de Várzea Grande foi inaugurado com a proposta de fazer um milagre na saúde pública de Mato Grosso, que vive um verdadeiro caos. Apenas 60 leitos, segundo o governo anuncia, solucionarão a demanda reprimida de cirurgias ortopédicas. É esperar para ver. O que o governo não explica é porque vai pagar valores muitos superiores aos pagos pelo SUS para a OOSs.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Enfermeiros da rede privada fazem greve e cancelam cirurgias

Welington Sabino, repórter do Gazeta Digital

Não bastasse o caos da saúde pública em Mato Grosso agora os enfermeiros e técnicos de enfermagem da rede privada também cruzam os braços reivindicando aumento salarial de 20%. Nesta terça-feira (02) os profissionais deflagraram greve por 12h nos 5 principais hospitais de Cuiabá e pelo menos 100 cirurgias já marcadas serão suspensas. Caso não tenham o pleito atendido, os 1,4 mil profissionais que atuam na Capital vão parar definitivamente.

Por enquanto, 700 deles sem trabalhar e fazem manifestações nos Hospitais do Câncer, Jardim Cuiabá, Santa Rosa, Geral e Santa Casa. Entre 11h e 12h todos se reúnem diante do Santa Rosa para pressionarem o sindicato patronal a elevar a proposta oferecida de apenas 7%. “Na prática, estamos recebendo 0,6% de aumento o que significa R$ 30 a mais para os técnicos de enfermagem e R$ 50 para os enfermeiros”, diz Dejamir Soares, presidente do sindicato dos Profissionais de Enfermagem do estado de Mato Grosso (Sinpen-MT).


O sindicalista explica que apenas apenas 30% dos profissionais estão atendendo no setor de emergência, com execessão do Hospital Santa Rosa. "Lá nem a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) está atendendo. Não tem vagas devido o aumento da demanda originado pela procura de quem não consegue atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)" conta Soares.


Conforme o enfermeiro sindicalista, a greve tem respaldo inclusive dos médicos que abraçaram a causa dos profissionais da enfermagem. "Para se ter uma idéia, um médico ganha R$ 1 mil por 15h trabalhadas enquanto os enfermeiros precisam cumprir 15 plantões, ou seja, 180h para receberem R$ 700", lembra Soares. A categoria também cobra um adicional de R$ 100 para cesta básica, mas os hospitais propõem apenas R$ 5 na cesta básica.


A greve no setor da saúde privada no Estado ocorre justamente no dia em que o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha está em Mato Grosso para inauguração do Hospital Metropolitano de Várzea Grande, o primeiro a ser administrado pela polêmica gestão das Organizações Sociais de Saúde (OSS). Expõe o colapso da saúde onde pacientes fazem economias e cortam gastos para pagar planos de saúde ou consultas particulares, e mesmo assim enfrentam resistência no atendimento por parte de profissionais insatisfeitos.


“Os donos de hospitais particulares estão faturando alto com a crise no setor público e mesmo assim, se recusam a conceder o aumento salarial. Para se ter uma ideia, no Hospital São Matheus, está sendo construído um heliporto, para o pouso e decolagem de helicópteros”, argumenta Soares.


A greve foi aprovada em Assembleia após fracassadas negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat). A categoria pleiteia reajuste salarial e criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). 
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Oi patrocina peça com Bia Lula, neta do ex-presidente

Deu na Folha de São Paulo de domingo, 31 de julho.


A Oi vai pôr R$ 300 mil na peça "Megera Domada", que contará com Bia Lula, neta do ex-presidente Lula. Em 2005, a Oi pôs R$ 5 milhões em empresa de um filho de LUla. Depois, o governo mudou regra para permitr a fusão entre ela e a Brasil Telecom. A Oi diz ser "uma das maiores patrocinadoras" do país. Lula afirma que ignora a ação.


Veja reportagem completa acessando http://www.folha.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Há 4 meses falta de remédios se agravou

Tania Rauber/A Gazeta

Pacientes encontram dificuldades para conseguir medicamentos nas Policlínicas de Cuiabá. Alguns itens estão em falta desde março e a única alternativa para quem precisa é comprar. A Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS) já encaminhou 2 relatórios ao Ministério Público do Estado informando a situação e pedindo providências.

Segundo a ouvidora Janaína Penha, reclamações da falta de medicamentos chegam todos os dias na instituição e representam cerca de 15% dos procedimentos realizados.
"Há casos em que o medicamento custa muito caro e as pessoas não têm condições de comprá-lo. Por isso cobramos agilidade no fornecimento".

A situação se agravou em março, conforme Janaína, com o esgotamento dos depósitos de vários itens de responsabilidade do município. A Secretaria de Saúde foi alertada pela Ouvidoria e deu início aos pregões para aquisição, porém, os prazos para cada processo são longos e até hoje a entrega de muitos lotes ainda não foi realizada.

A professora Tania da Silva, 40, reclama que está tendo que comprar o remédio para o filho de 10 anos, que sofre de dor de cabeça crônica e precisa de medicamento controlado para não ter crises e convulsões. Desde março ela e a família procuram nas policlínicas o remédio, mas sempre obtêm a mesma resposta. "Eles nos dizem que não tem nem prazo para fornecer o medicamento".

Tania disse que procurou novamente o médico para conseguir uma receita diferenciada e, assim, comprar o produto. Porém, teve que reduzir uma dose porque não conseguiu comprar todas as caixas de uma só vez.

"O médico dá receita para 3 meses. Só que para comprar todas as caixas de uma só vez ficava muito caro. Como a receita fica retida na farmácia, não temos como comprar outra hora. Então cortei o meio comprido de manhã para conseguir fechar o prazo".

Esta mesma medida foi tomada pelo aposentado Sidney Magalhães, 44. O filho dele, de 20 anos, sofre de microcefalia e precisa tomar, todos os dias, 3 comprimidos de Carbamazepina, que está em falta na rede pública desde março.

Ele conta que procurou o remédio na Farmácia Popular, mas não encontrou. "Lá a cartela com 10 comprimidos custa R$ 1,30, mas como não tem tive que comprar na rede privada. Quando encontro o genérico pago quase R$ 20 a caixa".

O aposentado conta que já precisou de outros medicamentos para a mãe e também não encontrou. "Toda vez que vou à policlínica encontro várias pessoas na mesma situação. O que revolta mais é que eles não tem nem prazo para regularizar a situação".

Ouvidoria do SUS: 600 procedimentos em 6 meses

Publicado no jornal A Gazeta desta sexta-feira:

Além de medicamentos, reclamações de demora na realização de consultas, exames e cirurgias são feitas diariamente à Ouvidoria do SUS. No primeiro semestre deste ano, foram quase 600 procedimentos formalizados, além de inúmeras solicitações, denúncias e sugestões.
A ouvidora Janaína Penha explica que, assim que os registros são feitos, a instituição tem o prazo de 48 horas para encaminhar o pedido de providências ou explicações ao setor responsável. Estes têm um prazo para encaminhar a justificativa e apresentar soluções. Quando isso não ocorre, as reclamações e denúncias são apresentadas ao Conselho Municipal de Saúde e ao Ministério Público.
Ela ressalta que o índice de resolutividade nos processos tem aumentado nos últimos meses, principalmente nos pedidos feitos à Agência de Regulação. "As respostas que antes demoravam até meses para chegar até nós, hoje chegam em uma ou duas semanas, sendo que muitas vezes já com o caso solucionado".
A maior dificuldade, segundo a ouvidora, está na realização de cirurgias ortopédicas e eletivas. O prazo legal para uma cirurgia que não tem urgência e emergência, por exemplo, é de 90 a 180 dias, o que quase sempre não é cumprido. "Tem pessoas que esperam até 1 ano. Não podemos aceitar que isso ocorra".
Outra estratégia encontrada pela Ouvidoria para tentar resolver estas situações é a comunicação direta com os chefes de cada setor. "Sempre estamos ligando e pressionando para que as situações sejam resolvidas. Por exemplo, no caso dos pregões de medicamentos, nós estamos acompanhando todos os processos e cobrando as empresas para entrega no prazo estipulado".
A Ouvidoria do SUS funciona em uma sala anexa à Secretaria Municipal de Saúde. Há 2 postos de atendimento no Pronto-Socorro e no Posto CER-SUS, na rua 13 de Junho. Telefones para reclamações, denúncias e sugestões: 3617-7329 ou 3617-7384.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A saúde e o sapo

Dói o coração e revolta qualquer cidadão acompanhar pela mídia o abandono a que foi relegado nosso povo pelos atuais governantes e gestores da saúde pública em Mato Grosso e em alguns municípios, como Cuiabá e Várzea Grande. O descalabro a que foram submetidos os estabelecimentos públicos de saúde só é menor que a irresponsabilidade dos responsáveis. O desamparo e o desespero das pessoas em busca de socorro parecem não comover nossas autoridades que agem como se não tivessem nada a ver com o problema e procuram responsabilizar os trabalhadores de saúde pela situação. Ainda outro dia, o ex-governador Blairo Maggi declarou à imprensa que a saúde pública estava inchada. Ora, a Saúde não é sapo, que incha sozinho! Se a Saúde está inchada, alguém a inchou. E como perguntar não ofende, quem teve poder de contratar, gerenciar e distratar servidores públicos nos últimos anos? Como se justifica o inchaço, se não houve incremento do número de hospitais, ambulatórios, nem serviços de promoção e prevenção da saúde no mesmo período? 
Continue lendo o texto na página ARTIGOS.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

OSS de Rondonópolis receberá R$ 39,8 milhões

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) vai pagar R$ 39,8 milhões, por ano, para uma Organização Social de Saúde (OSS) gerenciar o Hospital Regional de Rondonópolis. O contrato foi firmado com a Sociedade Beneficente São Camilo, que é de São Paulo, e foi vencedora do chamamento público, no qual era a única concorrente.


Agora, 2 unidades hospitalares já estão sob gestão de OSSs e uma em processo de contratação. O Hospital Metropolitano de Várzea Grande será gerido pelo Instituto Pernambucano de Assistência em Saúde (Ipas). A mesma entidade apresentou proposta no chamamento público para prestação de serviço de armazenamento e distribuição de medicamentos do Estado, porém o processo ainda não foi concluído.


A expectativa da SES é expandir o modelo para todos os hospitais regionais e para o Centro Integrado de Atendimento Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho.


O valor foi publicado no Diário Oficial do Estado, que circulou ontem. Conforme o documento, R$ 37,7 milhões serão aplicados no custeio da unidade e o restante, R$ 2,06 milhões, será aplicado em investimentos.


Nos próximos 90 dias, a SES abrirá um novo chamamento público. Desta vez é para o Hospital Municipal Albert Sabin, de Alta Floresta, que teve o termo de cessão de uso assinado na terça-feira (28). O município entregou a unidade para gestão estadual por 10 anos. O secretário Pedro Henry diz que a unidade atende cerca de 200 mil habitantes dentro de sua área de abrangência agregando 6 municípios (Alta Floresta, Carlinda, Paranaíta, Apiacás, Nova Monte Verde e Nova Bandeirantes).


De acordo com o secretário, o governador, recentemente, assinou ordem de serviço na execução de obras e adequações na unidade. O próximo passo é promover o levantamento de sua capacidade instalada e de publicar o chamamento público na busca de um parceiro com o terceiro setor (OSS).


Durante a assinatura, a prefeita Maria Izaura lembrou que neste prazo de transição o hospital continuará sob a gestão do município. Na concretização da ação, os recursos que o município destinava ao hospital passarão para o fortalecimento da atenção básica e ampliação do Programa Saúde da Família e na construção de PSFs rurais. "Hoje o município tem cobertura de 80% de PSFs, quero chegar ao 100% e ainda construir mais Postos de Saúde na zona rural". (Jornal A Gazeta com informações da assessoria)


COMENTÁRIO DO MSD:

O que Pedro Henry não explica e nem o Ministério Público investiga são os valores anunciados que serão pagos para as empresas/OSS a exemplo de Rondonópolis onde o Hospital São Camilo vai receber R$ 39,8 milhões segundo Diário Oficial de Mato Grosso.  O Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá que tem custo média/mês de 4 milhões, todos sabem quais serviços são oferecidos ao usuário do SUS. Porém, que serviços prestarão o São Camilo? E o que será feito do Hospital Regional? O que acontecerá com os seus servidores? Serão reaproveitados em outras unidades públicas (em Rondonópolis não tem outra, a não ser o Hospital Regional) , ou ficarão encostados? O que também gera gastos para os cofres públicos. Ou seja: falta transparência à “privatização do SUS” em Mato Grosso. E o Ministério Público, que deveria estar cobrando detalhes desse processo, permanece de bico calado.

terça-feira, 28 de junho de 2011

"O SUS implica uma nova relação entre Estado e sociedade"

Entrevista do médico Júlio Muller Neto publicada na revista RADIS, editada pela Fiocruz. Vale a pena conferir!!
A vasta experiência como gestor da Saúde permite ao ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), hoje professor do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso, Júlio Müller Neto, olhar para trás e rever com cuidado o processo de construção do SUS — do qual participou ativamente. Secretário municipal de Cuiabá no início da década de 1990 e, logo depois, secretário estadual de Mato Grosso, Júlio avalia que o sistema ainda não se curou dos males que o atingem desde sua criação: subfinanciamento e má gestão. Mas, para o professor, é “um jogo perverso” achar que a crise da assistência médico-hospitalar — equivocadamente chamada de crise do SUS — é da ineficiência do poder público. Hoje dedicado a docência e pesquisa, principalmente sobre a relação entre descentralização e democratização das políticas públicas de Saúde, Júlio diz que o SUS é pai, mãe, filho e irmão da democracia. “O SUS não é um mero plano de saúde, é um sistema que em última análise prevê a garantia do direto à saúde da população brasileira e implica uma nova modalidade de relação entre Estado e sociedade”.


RADIS - Novos modelos de gestão estão em debate e em embate, com as fundações, OSs, Oscips... Como os avalia e que modelo defende?

Júlio Muller - Para mim, esses não são modelos de gestão, são ferramentas, que podem agilizar alguns aspectos da gestão. Há diferenças muito grandes entre OSs [organizações sociais], Oscips [organizações da sociedade civil de interesse público], ONGs e fundações, mas de maneira geral a origem delas está no conflito entre administração pública — e a crítica que se faz a sua burocracia — e formas mais ágeis de administração. Não vejo esses instrumentos como a encarnação do diabo na Terra, que vêm para acabar com o público. Podem servir para determinadas situações de gestão. Entretanto, na Saúde, sobretudo no SUS, têm utilidade muito restrita. Quando foram criados, destinavam-se a áreas não essenciais do Estado que pudessem ser executadas por terceiros, logo, não se aplicariam à Saúde — mas foram implantados e continuam sendo. Quando se fez a lei das OSs, o SUS era ainda mais privatizado: a assistência médico-hospitalar e a alta complexidade sempre foram majoritariamente contratadas. O argumento de que a OS funciona porque o setor público é inoperante é no mínimo uma falsidade. É o contrário. Temos de fazer um debate com seriedade.


Leia entrevista na íntegra acessando arquivo em PDF no link: http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/106/PDF/Radis_106.pdf

domingo, 26 de junho de 2011

Hospitais públicos de SP gerenciados por OSS: Rombo acumulado é de R$147,18 milhões

Conceição Lemes


A saúde pública no Estado de São Paulo está sendo privatizada rapidamente, a passos largos.


O símbolo desse processo são as OSS: Organizações Sociais de Saúde. Significa que o serviço de saúde é administrado por uma dessas instituições e não diretamente pelo Estado.


Curiosamente no site da Secretaria Estadual de Saúde não há sequer uma lista com todos os hospitais, ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) e serviços de diagnóstico administrados por OSS. É preciso garimpar na internet, nome por nome, para saber se o serviço X ou Y é tocado por OSS. É desafio até para pessoas acostumadas a pesquisar em Diário Oficial. Mas quem se der a este trabalhão – às vezes é preciso telefonar ao estabelecimento para ter certeza–, vai comprovar o óbvio: a terceirização, de vento em popa, da saúde pública do Estado de São Paulo.


O artifício é a lei complementar nº 846, de 1998, alterada pela 62/2008, do ex-governador José Serra (PSDB), que autoriza transferir às OSS o gerenciamento de todos os hospitais públicos paulistas, novos e antigos.


“Os hospitais gerenciados por Organizações Sociais são exemplo de economia e eficiência”, diz o site da Secretaria Estadual de Saúde.


A justificativa para a expansão das OSS é “a experiência de sucesso dos últimos dez anos”. Essa, especificamente, foi anexada ao projeto de lei que Serra encaminhou à Assembleia Legislativa paulista, permitindo às OSS gerenciar não só os novos estabelecimentos de saúde (como permitia a legislação em vigor desde 1998) mas também os já existentes (até então era proibido).


Leia reportagem completa clicando neste link: http://www.viomundo.com.br/denuncias/hospitais-publicos-de-sp-gerenciados-por-oss-a-maioria-no-vermelho.html


COMENTÁRIO DO MSD

- Esta matéria da jornalista Conceição Lemes é demolidora, desnudando a real situação das OSS em São Paulo. Os números mostram o absoluto descontrole dos gastos e que a produção de serviços não acompanha os custos. Ressalta também a pouca transparência da gestão, já que ninguém sabe de nada, ninguém informa nada...


- Interessante como as OSS tem uma enorme vocação religiosa, basta ver as denominações .....



sábado, 25 de junho de 2011

Falta de UTI acaba em prisão

Raquel Ferreira/A Gazeta

O coordenador da Central de Regulação do Estado, Jessé Mamede, foi preso porque o único leito pediátrico de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) livre de Mato Grosso não podia ser ocupado por determinação da Justiça, que reservava a vaga para uma criança que passará por uma cirurgia somente na próxima terça-feira. Também por determinação judicial, um bebê de 34 dias precisava de uma UTI e a falta do leito resultou na prisão.

A diretora da Central de Regulação de Cuiabá, Criciane Mendonça, conta que o menino F.E.C.R. é do município de Vila Rica (1.259 km a nordeste da Capital) e chegou ao Pronto-Socorro de Cuiabá em estado gravíssimo de saúde, com problema de cardiopatia e foi internado na sala Amarela pediátrica. O bebê não veio regulado, mas recebeu todo atendimento necessário.

Como o estado de saúde é grave, a Justiça determinou que o menino fosse transferido para uma vaga de UTI para que passasse por uma cirurgia emergencial, que deveria ter ocorrido na manhã de ontem. A remoção ocorreu somente no período da noite quando a vaga foi liberada.

Segundo Criciane, a diretoria da Femina informou que a única vaga de UTI pediátrica livre não podia ser ocupada por determinação da Justiça, que havia reservado para outro menino de 8 anos, que passará por um procedimento de retirada de tumor da cabeça.

A diretora destaca que a assessoria Jurídica da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entrou com recurso no plantão do Tribunal de Justiça, mas teve o pedido indeferido. "A Justiça não leva em consideração a opinião médica. O leito ficaria desocupado até terça-feira, sendo que uma outra criança poderia morrer".

Criciane conta que o menino de 8 anos que fará a cirurgia tem quadro de saúde mais estável que o bebê, estava respirando livremente e não tinha necessidade imediata da UTI.

"Tentamos conversar, mas não adiantou. A Central de Regulação não cria vagas, apenas dá o acesso. Infelizmente não temos leitos para todos e é preciso ter sensibilidade para avaliar quem precisa mais. Normalmente, a Justiça não analisa o parecer médico, ignora os documentos e isso é muito grave. Nos deparamos com essa situação com frequência".

Somente na tarde de ontem, a Promotoria da Infância e Juventude conseguiu reverter o quadro. O coordenador Jessé chegou a ser levado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Planalto, onde foi lavrado um termo circunstanciado e terá que se apresentar à Justiça.

Ontem à noite, Criciane estava preocupada com a transferência de F.E.C.R. que apresentava quadro de saúde instável e corria riscos durante o trajeto que, pela Justiça, deveria ocorrer imediatamente. "Vou pedir que os pais do bebê assinem um termo autorizando e se responsabilizando dos riscos que essa criança corre. Ela está muito frágil e a remoção é arriscada".

COMENTÁRIO DO MSD:

- Pois é, estourou na bu... do coordenador, que agiu corretamente, pois tinha um paciente real e gravíssimo naquele momento, não sendo concebível na cabeça de ninguém em sã consciência ficar com uma vaga de UTI reservada para uma cirurgia que irá se realizar depois de 4 dias .... Pobre Jecé, pagou por fazer o correto... Não será o primeiro. Triste judiciário que determina uma decisão absolutamente imbecil como essa.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Fila de espera é a mesma quase 2 anos depois

Jornal A Gazeta publica hoje:

Nada mudou no Sistema Único de Mato Grosso (SUS) 1 ano e 7 meses após a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde (CPI). Na divulgação do relatório final, feita pelo deputado Walace Santos Guimarães (PMDB), ele afirma que continua a fila de espera de 130 mil pessoas por procedimentos médicos, como exames e cirurgias. Visitas de debates com representantes do setor apontaram que há ineficiência, má gestão do governo e "subfinanciamento" no serviço público ofertado à população.


O relatório da CPI da Saúde conta com 33 itens de recomendação para o governo do Estado adotar e melhorar a oferta de serviços à população. A greve de médicos e o caos dos Prontos-Socorros de Cuiabá e Várzea Grande no final de 2009, quando a Comissão foi formada, motivou a abertura da investigação.


Entre as ações estão a adequação física de unidades hospitalares, que foram flagradas "sucateadas". O fortalecimento dos consórcios intermunicipais de saúde com a oferta de apoio aos municípios também é apontada como ação a ser desenvolvida, pois ajudará a diminuir a demanda por atendimento na Capital.
É solicitada a inauguração imediata do Hospital Metropolitano de Várzea Grande (HMVG), onde será possível 500 cirurgias ortopédicas por mês. Dois hospitais, da Mulher e da Criança, este com a previsão de mais de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), também são requisitados.

O relator Walace diz que levará as recomendações ao governo do Estado após a aprovação do relatório em plenário para buscar a eficiência no atendimento. Mas admite que "praticamente nada" mudou no serviço à população. O número de pessoas em fila de espera continua e o primeiro item do relatório final é zerá-la. O deputado diz que a melhoria no atendimento passa por atendimento e pede mais celeridade na tramitação da Emenda Constitucional 29, que trata do financiamento do setor no país, além de uma gestão para ordenada no Estado.


A cobrança também é feita ao governo federal. Walace diz que em Várzea Grande há apenas 23% de cobertura do Programa de Saúde da Família (PSF) e em Cuiabá a abrangência é semelhante. A ampliação do PSF é necessária, pois trata-se de atendimento básico.

COMENTÁRIO DO MSD:

- Engraçado o deputado Walace residir em Várzea Grande e não saber que a rede de saúde de Várzea Grande é muito menos estruturada que Cuiabá. Blefa o deputado quando diz que a cobertura do PSF de VG é semelhante à de Cuiabá. Enquanto a rede básica da Capital cresceu 100% entre 2008 e 2009 (quando a SMS era gerida por Luiz Soares), a de Várzea Grande não cresceu nem 1%. Sem falar que e em Várzea Grande as policlínicas não tem pronto atendimento e nem funcionam 24 horas, como ocorre em Cuiabá. Aliás, uma grande parte dos pacientes atendidos em Cuiabá são de Várzea Grande!

- O tal “Fila Zero”  pelo visto foi um “zero a esquerda” , pois não serviu para nada, apenas uma ação midiática com finalidade eleitoral, mais uma das enganações DA SES – MT e do desgoverno do Estado.

Cartilha do Usuário do Sus