sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pacientes à espera de cirurgias em Várzea Grande reclamam da demora no atendimento médico

Ana Adélia Jácomo/Diário de Cuiabá

Em meio a definições sobre quem é responsável pela gestão do Pronto Socorro de Várzea Grande, muitos pacientes têm reclamado da falta de atendimento, sobretudo em relação a cirurgias.

Depois de ter quebrado o fêmur da perna esquerda num acidente automobilístico há 40 dias, Nirda da Silva, de 39 anos, aguarda para fazer uma cirurgia ortopédica desde então. “Tenho certeza de que estão passando outras pessoas na minha frente. Eles escolhem quem vai ser operado e quem não vai”, denuncia.

No acidente do qual foi vítima, Nirda perdeu o esposo, que morreu seis dias depois. Ela denuncia que o marido só faleceu por falta de atendimento adequado.

“Não tinha vaga na UTI. Deixaram meu marido na maca com a bacia e a costela quebradas”, afirma. Muito emocionada e dizendo o tempo todo que não suporta mais as dores, a senhora revela que só vem recebendo um analgésico, que tem a função de amenizar o sofrimento. Segundo ela, falta de medicamentos no hospital e sua cirurgia ortopédica já teria sido adiada 3 vezes.

Mas não é apenas Nirda que sofre com o abandono e a incapacidade de atendimento. Rosalina Eugênia, de 80 anos, espera uma cirurgia na bacia há 2 meses e nem ao menos tem previsão de atendimento. “Eu caí em casa. Fui ao banheiro de madrugada e escorreguei. Nunca marcaram nada pra mim”, conta a idosa, com o olhar cansado e abatido.

O diretor do Hospital Metropolitano, José Carlos, afirma que não tem qualquer responsabilidade quanto aos agendamentos e atendimentos de pacientes. Ele afirma que os pacientes de Cuiabá e Várzea Grande passam por uma triagem na Central de Regulação, após o que são atendidos no hospital.

Em relação ao número de cirurgias e pacientes internados, o diretor diz que não tem os números em mãos e que costuma prestar contas à Secretaria Estadual de Saúde. “Estou no meio de uma reunião e estamos fechando o balanço de outubro”, afirmou à reportagem.

Ninguém regula - Em meio à confusão, funcionários do pronto socorro que pediram para não ser identificados acusam a médica ginecologista Jackeline Guimarães de privilegiar alguns pacientes que estão aguardando vaga para serem operados no Metropolitano.

Indignada com a denúncia, a médica afirmou que não é mais responsável pela triagem de pacientes. Segunda Jackeline, a assistente social do pronto socorro e os próprios ortopedistas é quem decidem os nomes que estarão na lista de cirurgias.

“Já falaram isso antes, saiu até na TV. Mas não sou eu que decido. Fiz esse papel por pouco tempo e deixei o cargo por saber que existem repórteres que querem apenas manchar minha imagem”, rebateu a médica.

Jackeline é esposa do deputado estadual Wallace Guimarães e já foi secretária de Saúde de Várzea Grande.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde afirmou que não encontrou qualquer encaminhamento da paciente Nirda para ser operada em nenhuma das redes conveniadas.

A secretaria acusa o Pronto Socorro de Várzea Grande e a Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag) de fazer pouco caso com os pacientes.

Segundo a assessoria, “há vários hospitais conveniados que poderiam fazer as cirurgias ortopédicas, como Hospital Geral, Santa Casa ou mesmo o Metropolitano, mas nunca recebemos qualquer encaminhamento dessa senhora”.

A reportagem tentou manter contato com a direção do Pronto-Socorro, mas não obteve êxito.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SAÚDE PÚBLICA SEM RUMO

Tião vai mudar 5 secretários até a próxima semana e "foca" na saúde

Por: Romilson Dourado


Prefeito Tião da Zaeli tenta "ajustar" equipe, com disposição de fazer mudanças já, e se diz mais preocupado com a saúde pública

O empresário e prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli (PSD) pretende substituir ao menos mais 5 secretários neste final do ano, inclusive o de Saúde, vereador Fábio Saad (PTC), criticado sob acusação de usar a estrutura do Executivo com viés político. Outros nomes que vão cair e os substitutos serão definidos até a próxima semana. São mantidos sob sigilo. Alguns foram sondados e ficaram de dizer sim ou não ao convite do prefeito. Tião se mostra inconformado com o pífio desempenho de seus principais assessores. Como estava acostumado com o ritmo acelerado de trabalho de empresa privada, ainda não se acostumou com a lentidão da máquina pública e, para piorar, com secretários descompromissados.
Com três meses de gestão no segundo maior município mato-grossense, Tião comentou para aliados próximos que só não promoveu as mudanças em quase toda equipe porque enfrentava embróglio jurídico. Agora se mostra mais tranquilo porque, mesmo que o prefeito cassado Murilo Domingos (PR) insista com ação na Justiça para retomar o cargo, a Câmara Municipal cassou o mandato do republicano.
Saúde pública
O foco do prefeito é na saúde, principalmente depois que o caos no pronto-socorro ganhou o noticiário nacional, com exposição de pacientes nos corredores à espera de atendimento e a falta de infraestrutura, de médicos e equipamentos. Tião voltou a visitar a unidade de saúde neste feriado de Finados. Ouviu, de novo, muitas reclamações e revolta de servidores e pacientes. Constatou, por exemplo, que aqueles que necessitam de cirurgia estão "jogados" no pronto-socorro há mais de 2 meses, aguardando vaga no hospital metropolitano, inaugurado há três meses pelo Estado e que está sob gestão de uma Organização Social.
Tião, que agora fará visita ao pronto-socorro entre 2 e 3 vezes por semana, disse que buscar parceria com amigos empresários para reformar a unidade antes de ser entregue para ser administrada pelo Estado, de janeiro de 2012. Para "desafogar" o pronto-socorro, promete colocar em funcionamento na próxima semana 2 policlínicas com atendimento 24 horas por dia. O prefeito quer uma reunião com o secretário estadual de Saúde Pedro Henry para saber mais sobre o funcionamento do Metropolitano porque este não está conseguindo atender a demanda.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ENSINO SUPERIOR

Deputado critica sistema de cotas.

Aray Fonseca (PSD) pretende recorrer da decisão da UFMT, que reservou metade de suas vagas para estudantes advindos de escolas públicas.


Por: Dafne Spolti
O deputado estadual Aray Fonseca, do recém criado Partido Social Democrático (PSD), disse que irá recorrer à justiça para tentar reverter a decisão da UFMT em criar reserva de 50% das vagas para estudantes de escolas públicas e negros também oriundos do ensino público.

De acordo com o deputado, “a decisão da UFMT é um absurdo”. Ele disse que o sistema de cotas trará conflitos sociais “que ainda não tem no Brasil e que lá fora [no exterior] tem”.
Para ele, a decisão “prejudica famílias que abrem mão de convênio médico ou de uma casa própria para dar boa educação para os filhos”. Aray Fonseca disse ainda que “não se pode marginalizar quem não é pobre, porque ele não tem culpa”.

Para o deputado, é necessário que o país invista em projetos como o ProUni. Ele sugeriu também que, por exemplo, o país utilize 50% dos recursos do pré-sal para a educação”. Ele contou que tem conversado com jornalistas e formadores de opinião que concordam com ele. Segundo Aray, com as cotas, haverá ainda mais dificuldade de vagas porque as pessoas podem sair das suas escolas particulares. O deputado questionou ainda a constitucionalidade da decisão.
“Estão excluindo a classe média do direito de competir. Não estamos no comunismo, mas sim em uma sociedade democrática e capitalista”.

Além disso, o deputado argumentou que os estudantes cotistas poderão sofrer casos de bulliyng.

De acordo com o vice-reitor da UFMT, professor Francisco Souto, “a intenção de cotas é trazer justiça social e inclusão de grupos que têm menos chances de ingressar na universidade por conta de um ensino deficiente”. Ele disse que sem dúvida haverá diminuição do número de vagas para as pessoas do ensino privado, mas enfatizou que “o que não se pode esquecer é que pessoas em situações desfavoráveis estão excluídas”.

Ele afirmou que se a universidade entendesse que se trata de algo inconstitucional isso não teria sido proposto e nem aprovado. Segundo o professor, há questionamentos acerca da constitucionalidade da reserva de vagas, porém existe também um entendimento de que isso se trata de “incluir pessoas”.

Ele disse que casos isolados de bullyng podem acontecer, mas que em geral nas universidades que implantaram cotas a aceitação é grande e o aproveitamento equivalente ou até melhor ao de alunos regulares. “Acredito que a sociedade tem um entendimento e ampla aceitação de que as pessoas menos favorecidas tenham acesso”.

A decisão de aprovar 30% de vagas da UFMT para estudantes de escolas públicas, somadas a 20% de reservas para estudantes negros também de escolas públicas, foi tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMT (Consepe), que contava com representantes dos servidores técnicos, professores, alunos e da administração. A sessão que aprovou o sistema de reserva de vagas contou com cerca de 46 membros. Com 26, já existiria quórum suficiente para aprovação, informou Francisco Souto.


COMENTÁRIO DO MSD:

Engraçado é que Aray Fonseca foi Secretário de saúde de Cuiabá e nada fez efetivamente para atender o povo. A maior obra do Aray nos últimos anos foi a construção da Clínica ONCOMED, de sua propriedade, para tratamento de câncer das pessoas da classe alta e média. Para os menos favorecidos, o Sr. Aray mantém um serviço tímido para tratamento de câncer dentro da estrutura do Hospital Geral Universitário, onde recebe verba do SUS.
Este é o Aray, que usa 2 pesos e 2 medidas. Finge que está indgnado com a exclusão de alunos na educação e ao mesmo tempo exclui os pacientes do SUS da Clínica Oncomed, oferecendo um serviço inferior na sua clínica que funciona no terreno do HGU.

REVOLTA TOTAL

O povo do SUS morrendo enquanto Governo gasta 14 milhões com veículos russos

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho


Duas situações expõem a má gestão do dinheiro público em Mato Grosso: o caos na saúde e a compra de veículos russos ao valor de 14 milhões. Com este dinheiro, se houvesse vontade política, o Governo do Estado poderia simplesmente solucionar a vergonhosa crise na saúde construindo e equipando um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender todo o Estado.

Como bem pontuou a internauta Givanni Mig no Facebbok: “Semana passada a equipe do Jornal Nacional veio a Mato Grosso para mostrar ao Brasil a situação caótica do atendimento de urgência da rede pública de saúde em Cuiabá e Várzea Grande. Enquanto isso, o Governo do Estado gasta 14 milhões com 10 Land Rovers. Agora me diz! Como não ficar revoltado com uma situação dessas?”, questiona.

O que Givanni Mig diz é a pura realidade. Não dá para conceber um investimento milionário desses – não desmerecendo a questão da segurança na fronteira – enquanto milhares de pessoas aguardam na fila por cirurgias, consultas ou mesmo exames. Outras morrem enquanto aguardam atendimento.

Enquanto isso os órgãos fiscalizadores.......

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estadualização de prontos-socorros pode ser ilegal

Site: http://www.olhardireto.com.br/
Por: Alline Marques
Estadualização de prontos-socorros pode ser ilegalA estadualização dos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande pode esbarrar na legislação que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS) (Leis 8080/1990 e 8142/1990). Isso porque, a lei prevê o controle social da gestão de trabalho do SUS, tendo os Conselhos Municipais de Saúde como reguladores, e as entidades das duas cidades reprovaram a estadualização. Mesmo assim, o fato vem sendo ignorado pelas autoridades.

Os conselhos são formados por diversos segmentos da sociedade organizada e já deixaram seus posicionamentos claros durante a Conferência Estadual de Saúde realizada este mês em Mato Grosso. No entanto, nenhuma medida foi tomada até o momento porque a estadualização ainda não foi formalizada em contrato.

Até agora, só existem declarações dos gestores da saúde afirmando que a partir de janeiro o Estado assume o comando das duas unidades hospitalares, repassando-as para a administração de Organizações Sociais (OS’s).

“No momento [em] que houver documento finalizando a estadualização haverá base para ir à justiça. Por enquanto está só no discurso”, afirmou o vereador Lúdio Cabral (PT), que vem acompanhando o processo e é radicalmente contrário às OS’s. Para o parlamentar, a terceirização da saúde representa um retrocesso de 20 anos e vai contrário à Lei dos SUS.

Os conselheiros de saúde que participaram da audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa, para discutir a estadualização, deixaram claro a decisão das entidades, mas foram ignorados pelos gestores. Questionaram os secretários de Saúde da capital e de Várzea Grande, mas ambos lavaram as mãos.

“Se o Estado repassar para [uma] OS o problema é do Estado e não do município. Nós estamos entregando o pronto-socorro para o Estado”, afirmou o secretário de Saúde de Várzea Grande, Fábio Saad.
Lamartine Godói, secretário de Saúde em Cuiabá, também deu a mesma resposta. Porém, ainda há um contraditório a ser resolvido. Isso porque o gestor garante que a capital continuará com a gestão plena da saúde, mas o vereador Lúdio garante que não será possível, já que o pronto-socorro é a referência para o Estado.

“Se estadualizar, Cuiabá passará a ter o mesmo papel dos outros municípios e a pactuação será revista”, afirmou o vereador.

NADA DE SUS

Plano de Saúde cobrirá despesas de Lula.

Site: http://www.nopoder.com.br/
Fonte: Folha.com

Lula foi diagnosticado com câncer após exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo  Foto: Bruno Santos/TerraUm dos médicos da equipe que cuida do ex-presidente Lula informou que as despesas hospitalares do tratamento devem ser bancadas por um plano de saúde que ele "já paga há muito tempo", segundo a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"E, além do plano, ele tem dinheiro também", diz Paulo Okamotto, braço direito do petista e presidente do Instituto Cidadania.

A assessoria de Lula diz que tem "poupado" o ex-presidente dos ataques no Twitter em que pessoas defendem que ele se trate pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O ex-presidente não lê o microblog e ninguém teria mostrado as críticas a ele.

Lula, que está com tumor na laringe, começou ontem as sessões de quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"RESOLVO NUMA CANETADA"

Pinheiro sugere que Chico Galindo não tem competência

“Se assumir a Prefeitura, resolvo o caos da Saúde”, diz vereador, que questiona prefeito e governador.


Por: Euziany Teodoro

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), colocou em dúvida a competência do prefeito Chico Galindo (PTB) para administrar Cuiabá. Na última quinta-feira, em entrevista a jornalistas na Câmara, o parlamentar fez declarações, no mínimo, polêmicas e que colocam sob suspeição a gestão do seu colega de partido.

Considerado o braço direito de Galindo, Pinheiro teria colocado em xeque a gestão do prefeito ao afirmar que tem a solução para todos os problemas da Capital, inclusive, o caos que se instalou no setor de Saúde Pública.

“Faço tudo com apenas uma canetada!”, afirmou o parlamentar.
Sob a expectativa de assumir a Prefeitura em janeiro de 2012, quando o prefeito deve sair em férias, o presidente da Câmara garantiu que, uma vez no comando da administração do Palácio Alencastro, vai "acabar com os problemas da Saúde".

“Se ele (Galindo) sair, eu resolvo o problema da Saúde em Cuiabá. Já mandei fazer um estudo sobre qual a melhor solução e, se tiver que fechar o Pronto-Socorro Municipal, por exemplo, eu vou fechar. Se tiver que entregar para o Estado, entrego também. É tudo na caneta!”, disse Pinheiro.

O presidente da Câmara também criticou o ex-governador e agora senador Blairo Maggi (PR) em relação ao caos na saúde.

“O que foi que ele fez? Comprou três hospitais e deixou todos fechados. Não fez nada pela Saúde”, disse, se referindo à compra de hospitais como São Thomé, Modelo e Central, durante a administração do republicano no Estado.

O governador Silval Barbosa (PMDB) foi outro alvo das declarações de suposta má administração. “Fica aí reclamando que não tem como investir mais R$ 1 milhão no Pronto-Socorro, mas comprou 10 carros por R$ 14 milhões, sem licitação. Qual é a justificativa?”, questionou Pinheiro.

Para Pinheiro, a compra de dez Land Rovers - que fazem parte de um complexo de monitoramento da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, conforme informações do Governo do Estado, a um custo de R$ 14 milhões - é “supérflua”.

“Deveria [o Governo] investir na Saúde. Isso, sim! Mas, pode deixar: eu vou resolver!”, completou o vereador.

Gestão
Júlio Pinheiro assumiu a Prefeitura, interinamente, pela primeira vez, no dia 1ª de julho deste ano, em função do licenciamento de Chico Galindo, que viajou para Portugal.

Durante duas semanas, o vereador do PTB teve uma gestão considerada desastrada, sob o ponto de vista de exposição pública. Ele é apontado como um dos autores, ao lado do próprio Galindo, da manobra que aprovou a concessão da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) à iniciativa privada, fato que gerou polêmica, principalmente, entre os servidores do órgão.

O vereador também teve uma administração considerada caótica, no período em que foi presidente do Mixto Esporte Clube, em 2009. Ele foi acusado de emitir cheques sem fundo em nome do time.

Pinheiro não foi eleito vereador. Ele assumiu a vaga do vereador Ivan Evangelista (PPS), que teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral, após ser acusado de abuso do poder econômico.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ROTA DE COLISÃO

Riva critica gestão de Saúde e cobra mais ação de Henry

Deputado exige transparência de secretário e detona as OSS, que terceirizam hospitais em MT.

Site: www.midianews.com.br
Por: Euziany Teodoro.
 
José Riva ensina a Pedro Henry como
comandar a Saúde: começa a com a
criação de leitos hospitalares.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), voltou a criticar o modo como o secretário Pedro Henry (PP) tem administrado o setor da Saúde Pública em Mato Grosso. “Ele tem que ser mais transparente para com a sociedade”, afirmou, em entrevista ao Midia News.
De acordo com Riva, os problemas com a Saúde no Estado, desde a gestão de Organizações Sociais de Saúde (OSS) até a situação em que se encontram os prontos-socorros de Cuiabá e de Várzea Grande, também são de responsabilidade do Governo.
"O Estado não pode se eximir de todos esses problemas. Tem que ter responsabilidade e se posicionar. Os dois prontos-socorros atendem todo o Mato Grosso. Como o Governo não pode ajudar?”, questionou o deputado.
Riva apontou o que faria se fosse ele o secretário de Saúde de Mato Grosso. “Em primeiro lugar, eu implantaria mais uns 1.500 leitos nos hospitais do Estado, principalmente, em Cuiabá e Várzea Grande”, disse.
“Também defendo uma gestão compartilhada entre o Governo e as prefeituras. Sozinhas, elas não podem manter hospitais de grande porte e, assim, não atendem à demanda. O poder público tem sido insuficiente. Incompetente mesmo”, afirmou Riva.
O presidente da Assembleia também afirmou que ainda não confia na administração das OSS, implantadas por Pedro Henry. “Desde que foi aprovada a gestão das Organizações Sociais, no âmbito da Assembleia, eu fiquei em dúvida se essa medida seria o suficiente. Pedro Henry tem que explicar melhor para a sociedade o que são essas OSS e como é a gestão delas”, defendeu.
Diferenças políticas
Os desentendimentos entre Riva e Pedro Henry começaram depois que o presidente da Assembleia passou para o PSD.
Os dois eram da mesma legenda o PP (Partido Progressista). Henry decidiu ficar na sigla, enquanto Riva se tornou o “cabeça” do novo PSD em Mato Grosso.
O deputado federal Eliene Lima, que também migrou para o PSD, decidiu abandonar a Secretaria de Ciências e Tecnologia do Estado e voltou à Câmara Federal, reassumindo a vaga que era ocupada por seu suplente, Neri Geller (PP).
Como uma espécie de “troco”, Henry ameaçou também voltar à Câmara e, dessa forma, tirar a vaga de Roberto Dorner, que também decidiu seguir Riva e mudar para o PSD.

NA LATA

Luiz Soares defende servidor da saúde e chama Henry de mitômano e boquirroto

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, saiu em defesa dos servidores do Sistema Único de Saúde, taxados pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, de preguiçosos, improdutivos e incompetentes. "Pedro Henry, além de mitômano é boquirroto e ainda sofre do mal de alzheimer", rebate Soares, querendo dizer que o todo poderoso secretário tem mania compulsiva de mentir, fala demais e está esquecendo do seu passado.
“Ele esquece que é servidor público há muito tempo e que não serve como melhor exemplo até porque ficou milionário. Ele deve estar medindo os demais servidores pela sua medida”, retrucou Luiz Soares, lembrando que inclusive Pedro Henry é réu em dois grandes escândalos por corrupção e formação de quadrilha (mensalão e sanguessuga).
Para Luiz Soares, o SUS hoje é muito melhor que vinte anos atrás graças a dedicação e compromisso da maioria dos servidores. “São profissionais sérios e dedicados e que não tem culpa de trabalhar com gestores incompetentes e corruptos”, acrescenta Soares, que foi secretário de Saúde de Cuiabá entre 2001 e 2004 e 2008 e 2009.
Por fim, Soares diz para Pedro Henry assumir que nem médico é mais e que hoje é só empresário da medicina. “Se ele não está satisfeito em fazer parte da categoria de servidor que devolva aos cofres públicos a fortuna acumulada para que possa ser aplicado no próprio SUS e salvar milhares de vidas”, finalizou Soares.

MÁGICA

Júlio Pinheiro poderá ser preso se impedir acesso de pacientes do interior ao PS

Site: www.nopoder.com.br

Por: Sandra Carvalho
O vereador Júlio Pinheiro, com ares de ditador, acha que pode mesmo resolver o problema da saúde numa canetada só quando assumir a cadeira de prefeito nas férias de Chico Galindo (PTB). E ele ainda correrá o risco de ser preso caso limite o Pronto Socorro de Cuiabá a receber apenas pacientes da Capital, fechando as portas para o usuário do interior porque o Sistema Único de Saúde (SUS) é universal, para todos.

Surgindo das cinzas como o salvador da pátria, Júlio Pinheiro aproveita agora assuntos polêmicos em pauta para ganhar espaço na mídia. E resolveu de cara pegar o caos na saúde e denúncias de má gestão do dinheiro destinado às obras da Copa 2014.

Sobre a saúde, demonstra pouco conhecimento a respeito do SUS. Ele diz que vai puxar a regulação para o município quando a regulação vai mesmo é ficar nas mãos da Organização Social (OSS) que assumir a gestão do Pronto Socorro, que está sendo estadualizado para atender os desejos do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry.

Quanto a transferir pacientes do Pronto Socorro de Cuiabá para as policlínicas como forma de resolver a superlotação, Júlio Pinheiro se equivoca mais uma vez porque não há estrutura nas policlínicas para cirurgias de emergência. Então, o melhor é esperar Chico Galindo tirar férias para ver o vereador Júlio Pinheiro, num passe de mágica, assim como Pedro Henry, solucionar o caos na saúde.

DEPUTADO REAGE

Riva vê desmonte do SUS e já enfrenta Pedro Henry contra OSS
  Por: Sandra Carvalho
 Site: www.nopoder.com.br
Ao contrário dos demais, o deputado estadual José Riva (PSD) conseguiu enxergar que a contratação de Organizações Sociais (OSS) para gerenciar unidades hospitalares de Mato Grosso e abriu fogo contra a imposição do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, que até então pensava que não ia ter nenhuma “força” contrária à sua saga.
Riva viu que o desmonte do SUS já vem sendo praticado há tempos por Pedro Henry, inclusive ignorando a Justiça e passando por cima do Ministério Público e estadualizando o Pronto Socorro de Cuiabá e o de Várzea Grande para entrega-los à OSS.
Antes mesmo da estadualização, as UTIs Pediátrias e Neonatal do Pronto Socorro de Cuiabá, criadas na gestão do então prefeito Roberto França, já haviam sido desativadas, o que reforça a estratégica de sucateamento dos hospitais públicos para justificar a contratação de OSS.
Pedro Henry teve o apoio irrestrito de Guilherme Maluf (PSDB), Aray Fonseca (PTB) e Wallace Guimarães (DEM). O quarteto de políticos empresários da medicina entende que a salvação para o caos na saúde em Mato Grosso é a privatização dos serviços sob a administração de OSS.
Ao contrário deste grupo, o deputado José Riva entende que entregar o SUS à OSS em Mato Grosso é assinar atestado de incompetência para gerir o serviço público. “Além de incompetente ainda coloca o serviço nas mãos de outros de qualidade duvidosa”, pontua o deputado, observando que há inúmeros exemplos de investidas fracassadas de OSS em unidades hospitalares. O próprio Hospital Metropolitano de Várzea Grande não passou de uma enganação porque foi anunciado o fim da fila da ortopedia com 500 cirgurgias/mês, mas a OSS não conseguiu atingir a meta e a Justiça determinou o fim do contrato, o que até hoje não foi cumprido por Henry.
Como o deputado José Riva conseguiu enxergar que entregar a gestão do SUS para OSS, não seria o caso de também defender a verdadeira solução paa o caos da saúde que é a construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender pacientes de média e alta complexidade de todo o interior?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MÁ GESTÃO DO SUS

Secretário mente quando diz que não há grana para ampliar estrutura do SUS

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho


Sem ajuda do Governo do Estado, a Prefeitura de Cuiabá conseguiu aumentar em 100% a cobertura do Programa de Saúde da Família, construir uma policlínica e reformar outras num período de menos de dois anos (entre 2008 e fim de 2009). E ainda manter o Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá atendendo quase mais de 20 mil pessoas por mês. Tinha recursos em caixa, o custeio da rede era melhor, as clínicas odontológicias recebiam insumos e funcionavam - hoje estão sucateadas - e ainda foram pagos R$ 13 milhões dos R$ 17 milhões de dívidas encontradas e criados oito novos leitos de UTI.

Na gestão Roberto França a Secretaria de Saúde de Cuiabá também conseguiu avanços. Foram construidas 10 clínicas odontológicas, 29 equipes de PSF, 6 centros de saúde, foi montada a rede de saúde mental com três CAPS, 10 residências terapêuticas e um centro terapeutico psicossocial para reabilitação, além de 6 núcleos de fisioterapia.

"Agora vai sobrar dinheiro", declarou o atual secretário e sobrinho do prefeito Chico Galindo, Lamartine Godoy, que juntamente com os ex-secretários Maurélio Ribeiro, Antonio Pires não conseguiram levantar uma parede sequer para aumentar a estrutura da rede municipal de saúde enquanto em menos de dois anos o ex-secretário Luiz Soares conseguiu dobrar o número de PSFs, construindo unidades físicas com recursos próprios do SUS, e ainda construir a Policlínica do Pedra 90, além de construir uma nova sede para atender os pacientes HIV e outras investimentos.

E antes mesmo do processo ser concluído – se é que vai ser mesmo entregue ao Estado – o secretário já está tentando engabelar o usuário do SUS ao anunciar a reforma das policlínicas, construção de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) – o secretário parece não saber que policlínica e UPA são a mesma coisa – e investimentos nos PSFs. Oras! O dinheiro para as UPAs já veio do Governo Federal em 2008 e, portanto, não sairá dos cofres do município.

Ao dizer que vai sobrar dinheiro com a estadualização do Pronto Socorro de Cuiabá, Lamartine Gody também blefa porque o município deverá continuar pagando a folha de cerca de 1.300 funcionários. O restante do dinheiro para bancar o custeio do Pronto Socorro vinha direto do SUS e com a estadualização vai cair direto na conta da OSS contratada pela SES/MT. Ou seja, o município não terá nenhum ganho com isso, tampouco sobrará dinheiro para investimentos.

O discurso de Lamartine Godoy casa com os interesses do prefeito Chico Galindo, do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry e também de seus colegas deputados e também médicos/empresários da medicina, Guilherme Maluf (PSDB), Aray Fonseca (PTB) e Wallace Guimarães (DEM), todos defensores da privatização da saúde pública, via Organizações Sociais (OSS).

Ao contrário disso, se o Estado investisse na construção de um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender toda a demanda do interior para os casos de média e alta complexidade, o Pronto Socorro poderia continuar no município e exercendo sua verdadeira função como referência em urgência e emergência.

DESMONTE DO SUS

Vinte leitos de UTIs para crianças foram desativados no Pronto Socorro de Cuiabá

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho



A UTI Pediátrica foi desmontada e a Neonatal
entregue ao HGU - Foto de Reprodução

Se uma criança internada no Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC) estiver correndo risco de morte e necessitar de um leito de UTI, terá que ser transferida às pressas para outro hospital. Silenciosamente, a Secretaria Municipal de Saúde desativou a UTI Pediátrica e transferiu para o Hospital Geral a UTI Neonatal, cada uma com 10 leitos. Restaram no Pronto Socorro apenas 20 leitos de UTI Adulto.

Não se sabe o motivo do fechamento total da UTI Pediátrica, inaugurada em 2004, na gestão Roberto França. A UTI já salvou milhares de vidas e inclusive manteve, por quatro anos, uma criança com hidrocefalia, liberada após já estar em condições de viver na casa, com os pais, com apoio de equipamentos. Os leitos estão encostados, sem nenhuma utilidade.

Quanto aos 10 leitos da UTI Neonatal, foram entregues aos cuidados do Hospital Geral, que passa a receber recursos do SUS para mantê-los. O que ainda merece uma explicação é se os profissionais do Pronto Socorro especializados em tratamento intensivo também foram lotados no HGU, ou se estão ainda no Pronto Socorro, apenas recebendo salários, já que não são obrigados a trabalhar em estabelecimentos privados.

Isso mostra que o desmonte do SUS já vem acontecendo há meses para justificar a entrega de unidades hospitalares públicas para Organizações Sociais, atendendo os caprichos de políticos como o secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), e do prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB).

Registros da doença já passam de 8,7 mil este ano

Diário de Cuiabá

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso já registrou 8.734 casos de dengue de 1º de janeiro até ontem. Desse total, 41 foram notificados como casos graves. Seis pessoas morreram. 


Em Cuiabá, 1.171 casos foram notificados, sendo 19 graves. Destes, 13 são de residentes na Capital – os outros seis são de pessoas residentes em Tangará da Serra, Nova Brasilândia, Alto Paraguai, Guarantã do Norte e General Carneiro.

Já em Várzea Grande, a dengue atingiu 329 pessoas. Em Sinop, na Região Norte do estado, foram 1.759 casos de dengue. E em Rondonópolis, 277 casos da doença.

Os municípios que tiveram a notificação de mortes por dengue são General Carneiro, Pedra Preta, Colíder, Torixoréu, Ribeirãozinho e Sinop.

Durante os 12 meses de 2010, Cuiabá registrou 4.179 casos de dengue; Várzea Grande 1.913 casos; Sinop 3.092 casos; e Rondonópolis 3.986 casos.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Oberdan Lira, o Estado de Mato Grosso mantém o alerta no monitoramento sobre o novo sorotipo da dengue, o DEN 4, já localizado em alguns estados. "Em Mato Grosso ainda não se tem notificação de nenhum caso do novo sorotipo, mas estendemos o alerta para os 141 municípios" diz ele. (Com assessoria)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cai a máscara: Hospital Metropolitano não atende expectativa e MP pressiona

Tania Rauber/Gazeta Digital


Um procedimento foi aberto pelo Ministério Público para garantir que o Instituto Pernambucano de Assistência à Saúde (Ipas) cumpra as metas estipuladas em contrato e realize 439 cirurgias mês, a partir de outubro, no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) não informou quantos procedimentos foram realizados nos 2 primeiros meses de funcionamento da unidade. Mas no primeiro, menos de 10% da meta foi alcançada... Veja reportagem completa clicando AQUI!


COMENTÁRIO DO MSD:


O que o Movimento Saúde e Democracia já havia anunciado está sendo comprovado agora. O Hospital Metropolitano, com  pouco mais de 60 leitos, não está atendendo a demanda e de longe iria acabar com a fila de espera por cirurgias ortopédicas em Mato Grosso. O secretário estadual de saúde, Pedro Henry, fez uma cinematográfica inauguração do Hospital Metropolitano, batendo no peito ao anunciar o fim da fila de espera por cirurgias ortopédicas e agora vemos sua máscara cair quando o relatório de cirurgias do primeiro mês de funcionamento indica que nem 10% da meta foi alcançada. Há alegações de que a Central de Regulação não estaria funcionando e este seriam o motivo principal da baixa produção da unidade. Acontece que a Central de Regulação não está envolvida neste caso. Quem estaria responsável pelo listagem de pacientes seria o médico Vander Fernandes. E é bom o Ministério Público apurar também a possibilidade de estarem escolhendo apenas as cirurgias mais simples. Ou seja: separando o "osso" do "filé".

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