sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Custo da OSS volta ser criticado

Da Redação/Gazeta Digital

A passagem da gestão do Pronto-Socorro para uma Organização Social de Saúde (OSS) também foi criticada pelo ex-secretário Luiz Soares, que comandou a saúde da Capital entre os anos de 2001 e 2004, e, posteriormente, de 2008 a 2009. Na época, segundo ele, a unidade era mantida com R$ 4 milhões ao mês, sendo R$ 1,5 milhão repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)...

Leia texto completo clicando AQUI.

COMENTÁRIO DO MSD:

Grupos organizados da sociedade garantiram o sucesso do Abraço ao Pronto Socorro. Integrantes do Movimento Saúde e Democracia participaram em massa do evento, levando sua indignação à forma como o SUS vem sendo sucateado em Mato Grosso, especialmente à estadualização do Pronto Socorro. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Profissionais da saúde repudiam sucateamento do SUS em MT

Site No Poder

Durante “Abraço ao Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, hoje (09) pela manhã, centenas de profissionais da saúde demonstraram toda sua indignação com o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso praticado pelo Governo do Estado em conivência com a Prefeitura da Capital.

“Não tem cabimento, nesta gestão a Saúde virou mercadoria. Um absurdo”, declarou Elza Queiroz, presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed). O médico sanitarista, professor da UFMT e gestor público Júlio Muller Neto, o caos na saúde pode ser resumiu o caos na saúde: “Em anos de Gestão é a primeira vez que um prefeito mata o Pronto Socorro de Cuiabá.”

Vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde da Capital, Maria Ângela Martins também considera um absurdo o que os atuais gestores estão fazendo com o SUS.  “Não tem o que falar. A saúde fala por si só”, afirmou.
“O que estão querendo fazer com a saúde é um crime”, completou o vereador petista Lúdio Cabral, observando que a qualquer momento o secretário estadual de Saúde Pedro Henry abandonar o cargo  e voltar a ser deputado para agenciar emenda parlamentar para os municípios do interior do estado e deixar a bomba estourar  no colo do Governador do estado e dos prefeitos.

Lúdio disse estar impressionado com “a omissão e a negligência do prefeito de Cuiabá em aceitar essa aberração (estadualização do OS) e o desrespeito a lei. Todos os conselhos de saúde se posicionaram contrários à transferência da gestão dos Prontos Socorros para o estado”, acrescentou Lúdio Cabral.

Ex-secretário de Saúde defende construção de hospital público estadual em Cuiabá

Site No Poder

Ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares
Ex-secretário de Saúde de Cuiabá por duas vezes, Luiz Soares voltou a defender, durante o evento Abraço ao Pronto Socorro, a construção de um grande hospital público estadual na Capital. Ele acredita que esta seja a grande saída para o caos no Sistema Único de Saúde em Mato Grosso e não a estadualização do Pronto Socorro para que seja entregue à iniciativa privada.

Soares, que representou o Movimento Saúde e Democracia na manifestação, chamou a atenção para o fracasso do Hospital Metropolitano nas mãos de uma Organização Social (OS). “O Governo do Estado inaugurou o hospital anunciando o fim da fila para cirurgias ortopédicas e prevendo no mínimo 500 intervenções por mês. O que vemos hoje é o Metropolitano fazendo vários tipos de cirurgias e sem alcançar a meta”, frisa o ex-secretário, completando: “A casa de Pedro Henry caiu com o Hospital Metropolitano”.

Além de condenar o que ele chama de “desmonte do SUS”, Luiz Soares calcula grande prejuízo financeiro ao município com a privatização do Pronto Socorro. “Ao invés de economizar, o município vai aumentar despesas”, prevê o gestor público, ainda preocupado com o destino que será dado a milhares de profissionais da saúde. “O servidor público não é obrigado a trabalhar para a iniciativa privada”, ressalta.

Representantes de vários grupos organizados participaram do Abraço ao Pronto Socorro, como Robinson Cireia, diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Estamos cansados do governo não trabalhar para sociedade e sim para poucos". Arilson da Silva, presidente do Sindicato dos Bancários, também colocou-se contra a privatização do Pronto Socorro.

Branca Fernandes nutricionista "Como trabalhar sob a gerência de uma Organização Social se no Pronto Socorro é um entra e sai de pacientes e as OSS trabalham com metas?", questionou.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SAÚDE DE CUIABÁ EM ALERTA

FEBRE AMARELA


Jornal A Gazeta -1B de 08/11/2011
Por: Raquel Ferreira.

A morte de 12 macacos dentro da área urbana de Cuiabá colocou em alerta a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diante da possibilidade da ocorrência de febre amarela. Segundo o Ministério de Saúde, o óbito desses animais pode sinalizar a existência da doença, exigindo a realização do protocolo de bloqueio. No Brasil, não existem registros da enfermidade em área urbana desde 1942.
Os animais mortos foram encontrados em área de mata no bairro Jardim Aquário, na região Sul da cidade. A primeira localização ocorreu no dia 21, feita por um morador da região. Até o dia 28, durante buscas, foram achados mais 11 macacos sem vida. Eles foram encaminhados para um laboratório de referência no Pará, onde serão feitas análises e diagnósticos sobre as causas da morte.
A coordenadora do Centro de Informação Estratégica da SMS, Moema Blatt, explica que existe uma preocupação com a reurbanização da doença. Porém, o resultado do exame não interfere nas medidas a serem adoradas pela Secretaria. O protocolo determinado pelo Ministério da Saúde foi cumprido na semana passada, quando todos os domicílios do Jardim Aquário foram visitados. No bairro, foram conferidas a situação de vacina contra febre amarela de 650 pessoas. Destas, 129 não puderam comprovar a imunização e receberam dose do medicamento.
Moema alerta que existem duas grandes preocupações no momento. A primeira é relacionada à incidência de criadouros do mosquito Aedes aegypt, omesmo que transmite a dengue. Ele também é vetor da febre amarela em área urbana. A outra preocupação da SMS é que a população tenha consciência sobre os riscos da doença e a importância em avisar o Centro de Zoonoses, caso encontre novos animais mortos.
O superintendente de Vigilância em saúde no Estado, Oberdan Lira, destaca que o monitoramento de óbitos de macacos deve ser uma preocupação da população que reside nas cidades cortadas pelo Rio Cuiabá, por se tratar de um corredor de passagem desses animais, considerados sentinelas na identificação da doença. Orienta que a comunicação é importante para o monitoramento e identificação de casos. Destaca ainda que a doença é comum em área de mata, conhecida como febre amarela silvestre, porém se diferencia apenas pelo transmissor. Enquanto no meio de mata a enfermidade é transmitida pelos mosquitos Hamagogus e Saberthes, na área urbana o Aedes aegypt é o disseminador. " A transmissão ocorre só se a pessoa não for vacinada".
Em 2008, o Estado registrou a morte de 31 macacos e colocou em alerta a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Conforme Oberdan, exames laboratoriais mostraram que somente o óbito de um animal tinha sido provocado por febre amarela. Neste mesmo ano, 2 pessoas contrairam a doença, uma em Novo São Joaquim e outra em Guarantã do Norte. No ano seguinte, 2 moradores de Feliz Natal ficaram doentes. Nenhum caso é registrado em humanos desde 2010.
Oberdan lembra que trata-se de uma enfermidade imunizável e Mato Grosso conta com uma boa cobertura. A população não precisa tomar nova dose, lembrando que o excesso de medicamento pode causar danos à saúde.
O diretor de Vigilância em Saúde da SMS, Benedito Oscar Campos, destaca que a maior preocupação da população deve ser em combater o mosquito transmissor, tanto da dengue quanto da febre amarela.



COMENTÁRIO MSD

"ESTE É O SUS QUE MUITOS VÊEM. E QUE É ÓTIMO"

sábado, 5 de novembro de 2011

NÃO CHEGOU A HORA DE REPENSAR O SUS?


corredor hospital gifO câncer na laringe do ex-presidente Lula abriu as portas para uma série de críticas ao nosso sistema de saúde. Milhares de comentários postados na internet e nos jornais se fixaram no fato de que Lula está se tratando em um dos melhores hospitais da América Latina – e não através do SUS, que ele próprio elogiara tanto, ao ponto de afirmar “que gostaria de ficar doente para ser tratado em algum dos hospitais públicos”. A grita foi tamanha, que hoje um dos médicos do Hospital Sírio-Libanês tentou minimizar esta revolta pública e informou que o tratamento de Lula estaria sendo pago por um plano de saúde particular, que o ex-presidente já vem pagando há algum tempo. E que além do plano, Lula teria dinheiro suficiente para custear suas despesas médicas e hospitalares.

Essa emenda soa pior do que o soneto. Pois acaba de ser decretada oficialmente a bancarrota do sistema de saúde pública no Brasil.

Atenção, petistas e petralhas idólatras do apedeuta: seu ídolo não faz mais parte do povão, como ele quer fazer acreditar. Ele não pertence mais à categoria dos metalúrgicos, do pessoal do sindicato, da turma da cachacinha na esquina. Lula agora é das “zelite”, se apegou fundo aos loiros de olhos azuis que ele tanto combatia, usa carrões de luxo, faz tratamento em hospitais caríssimos, tem plano de saúde (ao contrário de vocês, que se acotovelam e morrem à míngua nas filas e corredores dos postos de saúde) e está sendo atendido por uma pá de gente formada na Universidade de São Paulo, que vocês tanto xingam, combatem e detestam.

Parece que chegou a hora do governo repensar completamente o atendimento à saúde dos brasileiros. Precisamos de gestores sérios, competentes e honestos. Precisamos de uma reorganização total na forma e no conteúdo dos postos de saúde e hospitais. Precisamos oferecer a mesma medicina que Lula vem recebendo no Sírio-Libanês para todas as faixas e camadas sociais da população. Precisamos de equipamentos médicos em funcionamento. Precisamosde consultas rápidas, exames urgentes e cirurgias imediatas. Precisamos de mais leitos e menos corredores nos hospitais. Precisamos de médicos eficientes. Precisamos de mais enfermeiros e atendentes. Precisamos de medicação gratuita, como existe nos países do 1º Mundo. Precisamos de equipamentos atualizados e sempre de última geração. Precisamos chegar ao ponto de um dia poder mudar a sigla SUS para SES – Sistema Eficiente de Saúde.

Pois pelo que se vê nos noticiários, “nuncantesnestepais” morreu tanta gente sem atendimento médico, nem o SUS foi tão escrachado, maligno, tenebroso e ineficiente como nos dias de hoje.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pacientes à espera de cirurgias em Várzea Grande reclamam da demora no atendimento médico

Ana Adélia Jácomo/Diário de Cuiabá

Em meio a definições sobre quem é responsável pela gestão do Pronto Socorro de Várzea Grande, muitos pacientes têm reclamado da falta de atendimento, sobretudo em relação a cirurgias.

Depois de ter quebrado o fêmur da perna esquerda num acidente automobilístico há 40 dias, Nirda da Silva, de 39 anos, aguarda para fazer uma cirurgia ortopédica desde então. “Tenho certeza de que estão passando outras pessoas na minha frente. Eles escolhem quem vai ser operado e quem não vai”, denuncia.

No acidente do qual foi vítima, Nirda perdeu o esposo, que morreu seis dias depois. Ela denuncia que o marido só faleceu por falta de atendimento adequado.

“Não tinha vaga na UTI. Deixaram meu marido na maca com a bacia e a costela quebradas”, afirma. Muito emocionada e dizendo o tempo todo que não suporta mais as dores, a senhora revela que só vem recebendo um analgésico, que tem a função de amenizar o sofrimento. Segundo ela, falta de medicamentos no hospital e sua cirurgia ortopédica já teria sido adiada 3 vezes.

Mas não é apenas Nirda que sofre com o abandono e a incapacidade de atendimento. Rosalina Eugênia, de 80 anos, espera uma cirurgia na bacia há 2 meses e nem ao menos tem previsão de atendimento. “Eu caí em casa. Fui ao banheiro de madrugada e escorreguei. Nunca marcaram nada pra mim”, conta a idosa, com o olhar cansado e abatido.

O diretor do Hospital Metropolitano, José Carlos, afirma que não tem qualquer responsabilidade quanto aos agendamentos e atendimentos de pacientes. Ele afirma que os pacientes de Cuiabá e Várzea Grande passam por uma triagem na Central de Regulação, após o que são atendidos no hospital.

Em relação ao número de cirurgias e pacientes internados, o diretor diz que não tem os números em mãos e que costuma prestar contas à Secretaria Estadual de Saúde. “Estou no meio de uma reunião e estamos fechando o balanço de outubro”, afirmou à reportagem.

Ninguém regula - Em meio à confusão, funcionários do pronto socorro que pediram para não ser identificados acusam a médica ginecologista Jackeline Guimarães de privilegiar alguns pacientes que estão aguardando vaga para serem operados no Metropolitano.

Indignada com a denúncia, a médica afirmou que não é mais responsável pela triagem de pacientes. Segunda Jackeline, a assistente social do pronto socorro e os próprios ortopedistas é quem decidem os nomes que estarão na lista de cirurgias.

“Já falaram isso antes, saiu até na TV. Mas não sou eu que decido. Fiz esse papel por pouco tempo e deixei o cargo por saber que existem repórteres que querem apenas manchar minha imagem”, rebateu a médica.

Jackeline é esposa do deputado estadual Wallace Guimarães e já foi secretária de Saúde de Várzea Grande.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde afirmou que não encontrou qualquer encaminhamento da paciente Nirda para ser operada em nenhuma das redes conveniadas.

A secretaria acusa o Pronto Socorro de Várzea Grande e a Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag) de fazer pouco caso com os pacientes.

Segundo a assessoria, “há vários hospitais conveniados que poderiam fazer as cirurgias ortopédicas, como Hospital Geral, Santa Casa ou mesmo o Metropolitano, mas nunca recebemos qualquer encaminhamento dessa senhora”.

A reportagem tentou manter contato com a direção do Pronto-Socorro, mas não obteve êxito.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SAÚDE PÚBLICA SEM RUMO

Tião vai mudar 5 secretários até a próxima semana e "foca" na saúde

Por: Romilson Dourado


Prefeito Tião da Zaeli tenta "ajustar" equipe, com disposição de fazer mudanças já, e se diz mais preocupado com a saúde pública

O empresário e prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli (PSD) pretende substituir ao menos mais 5 secretários neste final do ano, inclusive o de Saúde, vereador Fábio Saad (PTC), criticado sob acusação de usar a estrutura do Executivo com viés político. Outros nomes que vão cair e os substitutos serão definidos até a próxima semana. São mantidos sob sigilo. Alguns foram sondados e ficaram de dizer sim ou não ao convite do prefeito. Tião se mostra inconformado com o pífio desempenho de seus principais assessores. Como estava acostumado com o ritmo acelerado de trabalho de empresa privada, ainda não se acostumou com a lentidão da máquina pública e, para piorar, com secretários descompromissados.
Com três meses de gestão no segundo maior município mato-grossense, Tião comentou para aliados próximos que só não promoveu as mudanças em quase toda equipe porque enfrentava embróglio jurídico. Agora se mostra mais tranquilo porque, mesmo que o prefeito cassado Murilo Domingos (PR) insista com ação na Justiça para retomar o cargo, a Câmara Municipal cassou o mandato do republicano.
Saúde pública
O foco do prefeito é na saúde, principalmente depois que o caos no pronto-socorro ganhou o noticiário nacional, com exposição de pacientes nos corredores à espera de atendimento e a falta de infraestrutura, de médicos e equipamentos. Tião voltou a visitar a unidade de saúde neste feriado de Finados. Ouviu, de novo, muitas reclamações e revolta de servidores e pacientes. Constatou, por exemplo, que aqueles que necessitam de cirurgia estão "jogados" no pronto-socorro há mais de 2 meses, aguardando vaga no hospital metropolitano, inaugurado há três meses pelo Estado e que está sob gestão de uma Organização Social.
Tião, que agora fará visita ao pronto-socorro entre 2 e 3 vezes por semana, disse que buscar parceria com amigos empresários para reformar a unidade antes de ser entregue para ser administrada pelo Estado, de janeiro de 2012. Para "desafogar" o pronto-socorro, promete colocar em funcionamento na próxima semana 2 policlínicas com atendimento 24 horas por dia. O prefeito quer uma reunião com o secretário estadual de Saúde Pedro Henry para saber mais sobre o funcionamento do Metropolitano porque este não está conseguindo atender a demanda.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ENSINO SUPERIOR

Deputado critica sistema de cotas.

Aray Fonseca (PSD) pretende recorrer da decisão da UFMT, que reservou metade de suas vagas para estudantes advindos de escolas públicas.


Por: Dafne Spolti
O deputado estadual Aray Fonseca, do recém criado Partido Social Democrático (PSD), disse que irá recorrer à justiça para tentar reverter a decisão da UFMT em criar reserva de 50% das vagas para estudantes de escolas públicas e negros também oriundos do ensino público.

De acordo com o deputado, “a decisão da UFMT é um absurdo”. Ele disse que o sistema de cotas trará conflitos sociais “que ainda não tem no Brasil e que lá fora [no exterior] tem”.
Para ele, a decisão “prejudica famílias que abrem mão de convênio médico ou de uma casa própria para dar boa educação para os filhos”. Aray Fonseca disse ainda que “não se pode marginalizar quem não é pobre, porque ele não tem culpa”.

Para o deputado, é necessário que o país invista em projetos como o ProUni. Ele sugeriu também que, por exemplo, o país utilize 50% dos recursos do pré-sal para a educação”. Ele contou que tem conversado com jornalistas e formadores de opinião que concordam com ele. Segundo Aray, com as cotas, haverá ainda mais dificuldade de vagas porque as pessoas podem sair das suas escolas particulares. O deputado questionou ainda a constitucionalidade da decisão.
“Estão excluindo a classe média do direito de competir. Não estamos no comunismo, mas sim em uma sociedade democrática e capitalista”.

Além disso, o deputado argumentou que os estudantes cotistas poderão sofrer casos de bulliyng.

De acordo com o vice-reitor da UFMT, professor Francisco Souto, “a intenção de cotas é trazer justiça social e inclusão de grupos que têm menos chances de ingressar na universidade por conta de um ensino deficiente”. Ele disse que sem dúvida haverá diminuição do número de vagas para as pessoas do ensino privado, mas enfatizou que “o que não se pode esquecer é que pessoas em situações desfavoráveis estão excluídas”.

Ele afirmou que se a universidade entendesse que se trata de algo inconstitucional isso não teria sido proposto e nem aprovado. Segundo o professor, há questionamentos acerca da constitucionalidade da reserva de vagas, porém existe também um entendimento de que isso se trata de “incluir pessoas”.

Ele disse que casos isolados de bullyng podem acontecer, mas que em geral nas universidades que implantaram cotas a aceitação é grande e o aproveitamento equivalente ou até melhor ao de alunos regulares. “Acredito que a sociedade tem um entendimento e ampla aceitação de que as pessoas menos favorecidas tenham acesso”.

A decisão de aprovar 30% de vagas da UFMT para estudantes de escolas públicas, somadas a 20% de reservas para estudantes negros também de escolas públicas, foi tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMT (Consepe), que contava com representantes dos servidores técnicos, professores, alunos e da administração. A sessão que aprovou o sistema de reserva de vagas contou com cerca de 46 membros. Com 26, já existiria quórum suficiente para aprovação, informou Francisco Souto.


COMENTÁRIO DO MSD:

Engraçado é que Aray Fonseca foi Secretário de saúde de Cuiabá e nada fez efetivamente para atender o povo. A maior obra do Aray nos últimos anos foi a construção da Clínica ONCOMED, de sua propriedade, para tratamento de câncer das pessoas da classe alta e média. Para os menos favorecidos, o Sr. Aray mantém um serviço tímido para tratamento de câncer dentro da estrutura do Hospital Geral Universitário, onde recebe verba do SUS.
Este é o Aray, que usa 2 pesos e 2 medidas. Finge que está indgnado com a exclusão de alunos na educação e ao mesmo tempo exclui os pacientes do SUS da Clínica Oncomed, oferecendo um serviço inferior na sua clínica que funciona no terreno do HGU.

REVOLTA TOTAL

O povo do SUS morrendo enquanto Governo gasta 14 milhões com veículos russos

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho


Duas situações expõem a má gestão do dinheiro público em Mato Grosso: o caos na saúde e a compra de veículos russos ao valor de 14 milhões. Com este dinheiro, se houvesse vontade política, o Governo do Estado poderia simplesmente solucionar a vergonhosa crise na saúde construindo e equipando um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender todo o Estado.

Como bem pontuou a internauta Givanni Mig no Facebbok: “Semana passada a equipe do Jornal Nacional veio a Mato Grosso para mostrar ao Brasil a situação caótica do atendimento de urgência da rede pública de saúde em Cuiabá e Várzea Grande. Enquanto isso, o Governo do Estado gasta 14 milhões com 10 Land Rovers. Agora me diz! Como não ficar revoltado com uma situação dessas?”, questiona.

O que Givanni Mig diz é a pura realidade. Não dá para conceber um investimento milionário desses – não desmerecendo a questão da segurança na fronteira – enquanto milhares de pessoas aguardam na fila por cirurgias, consultas ou mesmo exames. Outras morrem enquanto aguardam atendimento.

Enquanto isso os órgãos fiscalizadores.......

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Estadualização de prontos-socorros pode ser ilegal

Site: http://www.olhardireto.com.br/
Por: Alline Marques
Estadualização de prontos-socorros pode ser ilegalA estadualização dos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande pode esbarrar na legislação que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS) (Leis 8080/1990 e 8142/1990). Isso porque, a lei prevê o controle social da gestão de trabalho do SUS, tendo os Conselhos Municipais de Saúde como reguladores, e as entidades das duas cidades reprovaram a estadualização. Mesmo assim, o fato vem sendo ignorado pelas autoridades.

Os conselhos são formados por diversos segmentos da sociedade organizada e já deixaram seus posicionamentos claros durante a Conferência Estadual de Saúde realizada este mês em Mato Grosso. No entanto, nenhuma medida foi tomada até o momento porque a estadualização ainda não foi formalizada em contrato.

Até agora, só existem declarações dos gestores da saúde afirmando que a partir de janeiro o Estado assume o comando das duas unidades hospitalares, repassando-as para a administração de Organizações Sociais (OS’s).

“No momento [em] que houver documento finalizando a estadualização haverá base para ir à justiça. Por enquanto está só no discurso”, afirmou o vereador Lúdio Cabral (PT), que vem acompanhando o processo e é radicalmente contrário às OS’s. Para o parlamentar, a terceirização da saúde representa um retrocesso de 20 anos e vai contrário à Lei dos SUS.

Os conselheiros de saúde que participaram da audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa, para discutir a estadualização, deixaram claro a decisão das entidades, mas foram ignorados pelos gestores. Questionaram os secretários de Saúde da capital e de Várzea Grande, mas ambos lavaram as mãos.

“Se o Estado repassar para [uma] OS o problema é do Estado e não do município. Nós estamos entregando o pronto-socorro para o Estado”, afirmou o secretário de Saúde de Várzea Grande, Fábio Saad.
Lamartine Godói, secretário de Saúde em Cuiabá, também deu a mesma resposta. Porém, ainda há um contraditório a ser resolvido. Isso porque o gestor garante que a capital continuará com a gestão plena da saúde, mas o vereador Lúdio garante que não será possível, já que o pronto-socorro é a referência para o Estado.

“Se estadualizar, Cuiabá passará a ter o mesmo papel dos outros municípios e a pactuação será revista”, afirmou o vereador.

NADA DE SUS

Plano de Saúde cobrirá despesas de Lula.

Site: http://www.nopoder.com.br/
Fonte: Folha.com

Lula foi diagnosticado com câncer após exames no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo  Foto: Bruno Santos/TerraUm dos médicos da equipe que cuida do ex-presidente Lula informou que as despesas hospitalares do tratamento devem ser bancadas por um plano de saúde que ele "já paga há muito tempo", segundo a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta terça-feira (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

"E, além do plano, ele tem dinheiro também", diz Paulo Okamotto, braço direito do petista e presidente do Instituto Cidadania.

A assessoria de Lula diz que tem "poupado" o ex-presidente dos ataques no Twitter em que pessoas defendem que ele se trate pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O ex-presidente não lê o microblog e ninguém teria mostrado as críticas a ele.

Lula, que está com tumor na laringe, começou ontem as sessões de quimioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"RESOLVO NUMA CANETADA"

Pinheiro sugere que Chico Galindo não tem competência

“Se assumir a Prefeitura, resolvo o caos da Saúde”, diz vereador, que questiona prefeito e governador.


Por: Euziany Teodoro

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Júlio Pinheiro (PTB), colocou em dúvida a competência do prefeito Chico Galindo (PTB) para administrar Cuiabá. Na última quinta-feira, em entrevista a jornalistas na Câmara, o parlamentar fez declarações, no mínimo, polêmicas e que colocam sob suspeição a gestão do seu colega de partido.

Considerado o braço direito de Galindo, Pinheiro teria colocado em xeque a gestão do prefeito ao afirmar que tem a solução para todos os problemas da Capital, inclusive, o caos que se instalou no setor de Saúde Pública.

“Faço tudo com apenas uma canetada!”, afirmou o parlamentar.
Sob a expectativa de assumir a Prefeitura em janeiro de 2012, quando o prefeito deve sair em férias, o presidente da Câmara garantiu que, uma vez no comando da administração do Palácio Alencastro, vai "acabar com os problemas da Saúde".

“Se ele (Galindo) sair, eu resolvo o problema da Saúde em Cuiabá. Já mandei fazer um estudo sobre qual a melhor solução e, se tiver que fechar o Pronto-Socorro Municipal, por exemplo, eu vou fechar. Se tiver que entregar para o Estado, entrego também. É tudo na caneta!”, disse Pinheiro.

O presidente da Câmara também criticou o ex-governador e agora senador Blairo Maggi (PR) em relação ao caos na saúde.

“O que foi que ele fez? Comprou três hospitais e deixou todos fechados. Não fez nada pela Saúde”, disse, se referindo à compra de hospitais como São Thomé, Modelo e Central, durante a administração do republicano no Estado.

O governador Silval Barbosa (PMDB) foi outro alvo das declarações de suposta má administração. “Fica aí reclamando que não tem como investir mais R$ 1 milhão no Pronto-Socorro, mas comprou 10 carros por R$ 14 milhões, sem licitação. Qual é a justificativa?”, questionou Pinheiro.

Para Pinheiro, a compra de dez Land Rovers - que fazem parte de um complexo de monitoramento da fronteira de Mato Grosso com a Bolívia, conforme informações do Governo do Estado, a um custo de R$ 14 milhões - é “supérflua”.

“Deveria [o Governo] investir na Saúde. Isso, sim! Mas, pode deixar: eu vou resolver!”, completou o vereador.

Gestão
Júlio Pinheiro assumiu a Prefeitura, interinamente, pela primeira vez, no dia 1ª de julho deste ano, em função do licenciamento de Chico Galindo, que viajou para Portugal.

Durante duas semanas, o vereador do PTB teve uma gestão considerada desastrada, sob o ponto de vista de exposição pública. Ele é apontado como um dos autores, ao lado do próprio Galindo, da manobra que aprovou a concessão da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap) à iniciativa privada, fato que gerou polêmica, principalmente, entre os servidores do órgão.

O vereador também teve uma administração considerada caótica, no período em que foi presidente do Mixto Esporte Clube, em 2009. Ele foi acusado de emitir cheques sem fundo em nome do time.

Pinheiro não foi eleito vereador. Ele assumiu a vaga do vereador Ivan Evangelista (PPS), que teve seu mandato cassado pela Justiça Eleitoral, após ser acusado de abuso do poder econômico.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ROTA DE COLISÃO

Riva critica gestão de Saúde e cobra mais ação de Henry

Deputado exige transparência de secretário e detona as OSS, que terceirizam hospitais em MT.

Site: www.midianews.com.br
Por: Euziany Teodoro.
 
José Riva ensina a Pedro Henry como
comandar a Saúde: começa a com a
criação de leitos hospitalares.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), voltou a criticar o modo como o secretário Pedro Henry (PP) tem administrado o setor da Saúde Pública em Mato Grosso. “Ele tem que ser mais transparente para com a sociedade”, afirmou, em entrevista ao Midia News.
De acordo com Riva, os problemas com a Saúde no Estado, desde a gestão de Organizações Sociais de Saúde (OSS) até a situação em que se encontram os prontos-socorros de Cuiabá e de Várzea Grande, também são de responsabilidade do Governo.
"O Estado não pode se eximir de todos esses problemas. Tem que ter responsabilidade e se posicionar. Os dois prontos-socorros atendem todo o Mato Grosso. Como o Governo não pode ajudar?”, questionou o deputado.
Riva apontou o que faria se fosse ele o secretário de Saúde de Mato Grosso. “Em primeiro lugar, eu implantaria mais uns 1.500 leitos nos hospitais do Estado, principalmente, em Cuiabá e Várzea Grande”, disse.
“Também defendo uma gestão compartilhada entre o Governo e as prefeituras. Sozinhas, elas não podem manter hospitais de grande porte e, assim, não atendem à demanda. O poder público tem sido insuficiente. Incompetente mesmo”, afirmou Riva.
O presidente da Assembleia também afirmou que ainda não confia na administração das OSS, implantadas por Pedro Henry. “Desde que foi aprovada a gestão das Organizações Sociais, no âmbito da Assembleia, eu fiquei em dúvida se essa medida seria o suficiente. Pedro Henry tem que explicar melhor para a sociedade o que são essas OSS e como é a gestão delas”, defendeu.
Diferenças políticas
Os desentendimentos entre Riva e Pedro Henry começaram depois que o presidente da Assembleia passou para o PSD.
Os dois eram da mesma legenda o PP (Partido Progressista). Henry decidiu ficar na sigla, enquanto Riva se tornou o “cabeça” do novo PSD em Mato Grosso.
O deputado federal Eliene Lima, que também migrou para o PSD, decidiu abandonar a Secretaria de Ciências e Tecnologia do Estado e voltou à Câmara Federal, reassumindo a vaga que era ocupada por seu suplente, Neri Geller (PP).
Como uma espécie de “troco”, Henry ameaçou também voltar à Câmara e, dessa forma, tirar a vaga de Roberto Dorner, que também decidiu seguir Riva e mudar para o PSD.

NA LATA

Luiz Soares defende servidor da saúde e chama Henry de mitômano e boquirroto

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, saiu em defesa dos servidores do Sistema Único de Saúde, taxados pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry, de preguiçosos, improdutivos e incompetentes. "Pedro Henry, além de mitômano é boquirroto e ainda sofre do mal de alzheimer", rebate Soares, querendo dizer que o todo poderoso secretário tem mania compulsiva de mentir, fala demais e está esquecendo do seu passado.
“Ele esquece que é servidor público há muito tempo e que não serve como melhor exemplo até porque ficou milionário. Ele deve estar medindo os demais servidores pela sua medida”, retrucou Luiz Soares, lembrando que inclusive Pedro Henry é réu em dois grandes escândalos por corrupção e formação de quadrilha (mensalão e sanguessuga).
Para Luiz Soares, o SUS hoje é muito melhor que vinte anos atrás graças a dedicação e compromisso da maioria dos servidores. “São profissionais sérios e dedicados e que não tem culpa de trabalhar com gestores incompetentes e corruptos”, acrescenta Soares, que foi secretário de Saúde de Cuiabá entre 2001 e 2004 e 2008 e 2009.
Por fim, Soares diz para Pedro Henry assumir que nem médico é mais e que hoje é só empresário da medicina. “Se ele não está satisfeito em fazer parte da categoria de servidor que devolva aos cofres públicos a fortuna acumulada para que possa ser aplicado no próprio SUS e salvar milhares de vidas”, finalizou Soares.

MÁGICA

Júlio Pinheiro poderá ser preso se impedir acesso de pacientes do interior ao PS

Site: www.nopoder.com.br

Por: Sandra Carvalho
O vereador Júlio Pinheiro, com ares de ditador, acha que pode mesmo resolver o problema da saúde numa canetada só quando assumir a cadeira de prefeito nas férias de Chico Galindo (PTB). E ele ainda correrá o risco de ser preso caso limite o Pronto Socorro de Cuiabá a receber apenas pacientes da Capital, fechando as portas para o usuário do interior porque o Sistema Único de Saúde (SUS) é universal, para todos.

Surgindo das cinzas como o salvador da pátria, Júlio Pinheiro aproveita agora assuntos polêmicos em pauta para ganhar espaço na mídia. E resolveu de cara pegar o caos na saúde e denúncias de má gestão do dinheiro destinado às obras da Copa 2014.

Sobre a saúde, demonstra pouco conhecimento a respeito do SUS. Ele diz que vai puxar a regulação para o município quando a regulação vai mesmo é ficar nas mãos da Organização Social (OSS) que assumir a gestão do Pronto Socorro, que está sendo estadualizado para atender os desejos do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry.

Quanto a transferir pacientes do Pronto Socorro de Cuiabá para as policlínicas como forma de resolver a superlotação, Júlio Pinheiro se equivoca mais uma vez porque não há estrutura nas policlínicas para cirurgias de emergência. Então, o melhor é esperar Chico Galindo tirar férias para ver o vereador Júlio Pinheiro, num passe de mágica, assim como Pedro Henry, solucionar o caos na saúde.

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