terça-feira, 22 de novembro de 2011

Governo Federal suspende curso de Medicina da Unic

Curso obteve média 2 em conceito do ministério; mensalidade cobrada passa dos R$ 4 mil


MidiaNews
Por: Katiana Pereira 


Ministério da Educação deu média 2, numa escala que vai de 1 a 5

Em um despacho publicado no Diário Oficial da União, na sexta-feira (18), o Ministério da Educação e Cultura (MEC) suspendeu o curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). O motivo é a média muito baixa - nota 2 - obtida no Conceito Preliminar de Curso (CPC).

O Índice Geral de Cursos (IGC) varia em uma escala de 1 a 5 e é calculado com base no desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), e em outros critérios, como a infraestrutura e o corpo docente da instituição.

O curso de Medicina na Unic foi autorizado pelo MEC em 2004 e tem duração de 12 semestres, com 8.640 horas aula. O valor da mensalidade é R$ 4.308,86. Caso o estudante pague até o dia 05 de todo mês, o acadêmico terá um desconto de 6%, que ficará no valor de R$ 4.050,33, conforme divulgado no site da instituição.

Além da Unic, outras 15 faculdades privadas que oferecem o curso de Medicina foram consideradas as piores do Brasil, e também tiveram os cursos suspensos.

Os cursos que sofreram o corte são todos de instituições privadas nos Estados de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Maranhão, de Rondônia, do Tocantins e Mato Grosso.

O ministério pretende suspender, até o fim do ano, 50 mil vagas em graduações na área da Saúde, Ciências Contábeis e Administração que tiveram resultado insatisfatório nas avaliações de 2009 ou 2010.

Ensino insatisfatório

Conforme o MidiaNews já divulgou, todas as instituições de ensino superior de Cuiabá, avaliadas pelo MEC, obtiveram notas que ficaram abaixo da média no Índice Geral de Cursos (IGC). A lista completa com os 1.828 cursos superiores de todo o Brasil foi divulgada na quinta-feira (17).

Veja a classificação das instituições de ensino em Cuiabá, no Índice Geral de Cursos (IGC), classificação por pontos.

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): média 3,03
Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat): média 2,31
Universidade de Cuiabá (Unic): média 2,06
Centro Universitário Cândido Rondon (Unirondon): média 1,75
Instituto Cuiabano de Educação e Cultura (Icec): média 1,68
Faculdade Afirmativo: média 1,30
Faculdade de Cuiabá (Fauc): média 1,11.

Crise na Medicina

O Conselho Federal de Medicina afirmou, por meio de nota, na sexta-feira, que o resultado da avaliação do Ministério da Educação (MEC) sobre o desempenho das instituições de ensino superior comprova a "crise" do ensino da Medicina no País.

Confira a íntegra da nota do Conselho Federal de Medicina:

Com base nos resultados do Conceito Preliminar de Cursos (CPC), divulgado pelo Ministério da Educação, na quinta-feira (17), o Conselho Federal de Medicina (CFM), que se preocupa com a formação dos médicos brasileiros como forma de assegurar atendimento digno, chama - mais uma vez - a atenção da sociedade e das autoridades para o problema da má qualidade do ensino médico oferecido atualmente.

É preocupante o número de escolas médicas que alcançaram notas ruins, entre 1 e 2 (de 141 instituições avaliadas, um total de 23). Também é lamentável que nenhuma delas tenha obtido nota suficiente para ser classificada na faixa máxima (nota 5).

Este resultado é consequência da abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina em território nacional, há tempos denunciada pelo CFM e pelos conselhos regionais de medicina (CRMs). Ao fazer este alerta, ressaltamos que a situação atual do ensino médico não condiz com as preocupações humanitárias e sociais pertinentes à Saúde e à Medicina.

O quadro descortinado pelo CPC denota a prevalência de interesses econômicos e políticos sobre a preocupação legítima com a qualidade da formação de futuros médicos. De 2000 a 2010, o número de escolas médicas pulou de 100 para 181. Das que entraram em funcionamento, 72,5% (58 escolas) são privadas e visam o lucro.

No entanto, a multiplicação dessas instituições não solucionou a povoação de médicos nos locais desassistidos e sequer melhorou a qualidade daqueles ali formados. Não há dúvida que número importante das escolas médicas em atividade está sem condições plenas de funcionamento, seja em termos de instalações, seja em termos de conteúdo pedagógico, incluindo aí questões ligadas aos corpos docentes. Infelizmente, essa situação, tem prejudicado, sobretudo, a população que fica à mercê de profissionais com formação deficiente.

Neste contexto, o CFM - novamente - alerta os brasileiros para esta realidade e considera oportuna a decisão do MEC de supervisionar o ensino oferecido por algumas escolas médicas, o que implicará, de imediato, no corte de 512 vagas em cursos com notas ruins.

Por outro lado, ficamos preocupados com o anúncio do próprio MEC de abertura de outras 320 vagas em algumas escolas, o que, no mínimo, indica que alunos e professores destas instituições terão que dividir os parcos recursos que têm, fragilizando ainda mais as condições de ensino.

Esperamos rigor e seriedade na formação do médico brasileiro, eliminando as distorções no ensino que prejudicam toda a sociedade. Somente, assim o país poderá contar com uma assistência de qualidade tanto na rede pública, quanto privada. 

Investimentos

Por meio da assessoria de imprensa, a Unic divulgou uma nota, por meio da qual lamenta que a avaliação do Ministério da Educação não levaria em consideração as constantes melhorias que a instituição realiza em seu câmpus, localizado na Avenida Beira-Rio, na Capita.

Veja a nota na íntegra:

A Universidade de Cuiabá esclarece que conforme a portaria 420 de 16/11/2011, publicada no dia 17/11/2011 no Diário Oficial da União, em que divulgou o Índice Geral de Cursos (IGC) da UNIC como 3, realiza melhorias contínuas nos cursos da instituição, principalmente na graduação de Medicina, para atender aos requisitos do Ministério da Educação (MEC).

Infelizmente, a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).

Em virtude desse resultado será realizada uma ampla campanha de conscientização para os estudantes do curso sobre a importância de participar da prova com comprometimento e seriedade, como aconteceu com os cursos de Medicina Veterinária e Enfermagem, que obtiveram no ENADE notas 5 e 4, respectivamente.

A Unic atenderá o recomendado pelo MEC, pois o CPC é um indicador preliminar da situação dos cursos. Para que os valores se consolidem e representem efetivamente o que se espera em termo de qualidade, as comissões de avaliadores farão visitas in loco para corroborar ou alterar o conceito obtido preliminarmente.

Comentário MSD


>> Saúde e educação de qualidade são direitos de todos os cidadãos e devem ser garantidos pelo poder público como contrapartida dos impostos extorsivos que todos pagamos. No Brasil, abrir faculdades particulares virou um bom negócio e muitos se tornaram bilionários com isso, oferecendo ensino de péssima qualidade e auferindo lucros incalculáveis.



>> Ocorre que nas áreas de saúde e educação isso traz conseqüências trágicas para a população , condenada a ser mal atendida e mal educada. Por isso nosso indicadores em saúde e educação são tão ruins, o que nos sinaliza um futuro sombrio como povo e nação.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Demanda de Mato Grosso

Bancada prioriza emendas às rodovias

Obras de infraestrutura também estão entre as principais indicações do parlamentares federais no Orçamento Geral da União para 2012

RENATA NEVES
Da Reportagem

Parlamentares da bancada federal de Mato Grosso se reuniram ontem em Brasília e decidiram dar prioridade às demandas mais urgentes do Estado durante apresentação das emendas de bancada que serão inseridas no Orçamento Geral da União (OGU) para 2012.

As principais necessidades do Estado foram apontadas pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e serão reforçadas durante reunião com os membros da bancada marcada para a próxima terça-feira (22), às 15h30.

O chefe do Executivo Estadual pediu empenho dos parlamentares no sentido de viabilizar a liberação de recursos para a conclusão das obras das BRs 080 e 174 e da rodovia estadual MT 100.

Na lista das prioridades também estão obras de construção do Hospital Universitário, na saída para a cidade de Santo Antônio de Leverger, e de algumas obras para a Copa do Mundo de 2014, como o Fan Park, que irá comportar o público durante os jogos.



Comentário MSD


>> NO MOMENTO EM QUE NOSSO ESTADO VIVE UMA GRAVÍSSIMA CRISE NA ÁREA DE SAÚDE COM PESSOAS MORRENDO NAS FILAS DE ESPERA, O INTERÊSSE DO GOVÊRNO E AS EMENDAS DOS “REPRESENTANTES DO POVO” SÃO PARA OBRAS DE ESTRADAS ( AFINAL, É PRECISO GARANTIR AS PROPINAS DE EMPREITEIRAS) .

>> CONVEM LEMBRAR QUE O NOVO HOSPITAL UNIVERSITARIO É UMA OBRA DO GOVÊRNO FEDERAL . QUE PORTANTO DEVE SER FEITA COM RECURSOS DO ORÇAMENTO DA UNIÃO .

>> ESSA DEFINIÇÃO DE PRIORIDADES SERIA CÔMICA SE NÃO FOSSE TRÁGICA ......




Lamartine diz que fica na Secretaria de Saúde

Redação do Gazeta Digital

O secretário de Saúde de Cuiabá, Lamartine Godoy, decidiu ficar de vez na pasta e recuar com o pedido de demissão. A decisão já foi comunicada ao tio e prefeito Chico Galindo (PTB) depois de anunciada publicamente a saída dele da pasta que tem sido uma das mais criticadas pela oposição.
Lamartine afirmou nesta sexta-feira (18) que já comunicou o prefeito, mas vai esperar uma nova conversa para confirmar a permanência. Ele alega que terá como principal meta a definição das medidas para estadualizar o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). Também transferirá para o governo de Mato Grosso a gestão dos convênios mantidos com 6 hospitais.

COMENTÁRIO DO MSD:

>> Ué, já pode assim na cara ? ... nepotismo claro !!! O tizinho  bom ... !!!
>> Lastimável que um secretário de saúde de uma capital tenha uma visão tão distorcida do SUS e de suas responsabilidades . 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Prefeitos se unem, “dobram” arrogância de Secretário e exorcizam OS

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Por: Edilson Almeida
Redação 24 Horas News

Prefeitos de onze cidades do médio Norte de Mato Grosso se uniram e conseguiram derrubar o que se convencionou a chamar de “arrogância” do Secretário Estadual de Saúde, deputado federal Pedro Henry. Na semana passada, eles vieram a Cuiabá para cobrar o referenciamento do Hospital Municipal “Roosevelt Figueiredo Lira”, em Barra do Bugres, e, depois de serem abandonados em plenário de debate, acabaram conseguindo garantir os repasses do Estado. Durante a estada, prefeitos e assessores admitiram a existência de um processo de tentativa de sucateamento da saúde.

Desde janeiro que o hospital estava sem receber os repasses para atendimento de toda a população do médio Norte. O hospital estava ameaçado de fechar as portas. A falta desses repasses estava onerando os cofres da Prefeitura que nem sempre tem condições de cobrir a responsabilidade do Estado. O prefeito Wilson Francelino afirmou que não haveria outra atitude a ser tomada, se não caso a Secretaria Estadual de Saúde continuasse ignorando a situação.

O hospital atende a população de Santo Afonso, Nova Marilândia, Arenápolis, Denise, Porto Estrela, a própria Tangará da Serra, Nova Olímpia, Campo Novo, Sapezal, Brasnorte.

No plenário da Associação dos Municípios Matogrossenses, o secretário Henry exigiu que se fosse “objetivo”. Pedro Henry argumentou que não iria aprofundar no assunto de forma ampla, pois haveria de se ausentar para outro compromisso em Várzea Grande. Em sua explanação, admitiu a “insatisfação fenomenal” com o modelo de saúde que está imposto em todo o território nacional com a falta de acessibilidade, falta de leitos e UTI´s para se internar, exames de alta complexidade e assistência farmacêutica. “A insatisfação se traduz de forma mais translúcida para nós através da municipalização” – disse o secretário.

Henry disse que recebe de 10 a 15 ligações de prefeitos com ameaças de prisão por descumprimento de ordem judicial relacionada a pacientes dos municípios. Ele jogou a culpa ao sistema que não está conseguindo corresponder às expectativas. Citou como exemplos de municípios que investem de 25% a 30% na saúde e não conseguem ser eficaz ao usuário.

Henry aproveitou os desajustes para “vender” o modelo que considera ideal:o uso das chamadas organizações sociais no gerenciamento das unidades de saúde. Começou a irritar os prefeitos dizendo que existem alguns municípios que não atendem a referências regionais que recebiam ajudas, segundo ele, volumosas: “É lógico que nós cortamos porque não vou ser conivente com isso” - disse argumentando que não irá privilegiar ninguém devido a posicionamento político, tamanho de hospital ou, como disse, suposto atendimento regional. Pediu licença e se ausentou para outro compromisso.

Houve momentos de exaltação entre os que pediram a palavra contestando o modelo do projeto de Organização de Saúde imposta pela SES. Entre uma discussão e outra Henry se ateve somente em direcionar a conversa, segundo ele, “sem ideologias políticas”. Após algumas palavras inflamadas,quando uma das participantes questionou a contrariedade do secretário em se tratando de precariedade na saúde em Mato Grosso.

Os prefeitos tiveram que recorrer ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Riva (PSD), que intermediou conversações com o Palácio Paiaguás. Ficou compromissado, posteriormente, com o secretário que no dia 20 de novembro será repassado uma mensalidade no valor de R$ 234 mil e no dia 30 do mesmo mês, outra mensalidade. O restante será pago quando houver Orçamento.


COMENTÁRIO MSD

> A INTRODUÇÃO DAS OSS NA SAUDE EM MATO GROSSO FAZ PARTE DE UM PROJETO POLÍTICO QUE PERMITIRÁ DESVIAR AINDA MAIS RECURSOS PÚBLICOS PARA OS BOLSOS DE QUADRILHA QUE VIVEM DE SAQUEAR SUAS VERBAS EM PROVEITO PROPRIO. PARA CONSEGUIR VENDER A IDÉIA DE QUE AS OSS SERÃO A SOLUÇÃO DE TODOS OS MALES , A ESTRATÉGIA USADA PELA SES – MT É A DE PROSSEGUIR NO DESMANTELAMENTO DO SUS, ESTRANGULANDO FINANCEIRAMENTE OS MUNICÍPIOS, DEIXANDO DE FAZER OS REPASSES PREVIAMENTE PROGRAMADOS. ASSIM, O CAOS SE CONSOLIDA E AS OSS APARECEM COMO A SALVAÇÃO DO SISTEMA.

> É PRECISO LEMBRAR QUE TODO O ORDENAMENTO JURÍDIO DO PAÍS IMPOEM QUE A GESTÃO DA SAÚDE SEJA PÚBLICA E QUE A PARTICIPPAÇAÕ DO SETOR PRIVADO SEJA APENAS COMPLEMENTAR. POREM, NA VISÃO DETURPADA DO SECRETARIO PEDRO HENRY, O SUS TEM QUE SE TORNAR UMA IMENSA OSS.

> E VIVA A CORRUPÇÃO E A INEFICÁCIA QUE ELAS CONSAGRARÃO, POSTAS A SERVIÇO DE GRUPOS QUE IRÃO SE FARTAR COM SEUS RECURSOS. É SO OLHAR A BIOGRAFIA DOS DEFENSORES DAS OSS QUE DÁ PARA ENTENDER TODA A JOGADA.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

MSD pede apoio da AL para conclusão do Hospital Central de Cuiabá


Os coordenadores do Movimento Saúde e Democracia – MSD, entidade criada para reforçar a luta por melhorias na rede de saúde pública, participam da reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa na próxima terça-feira (22), às 15 horas. Na oportunidade, entregarão pouco mais de cinco mil assinaturas colhidas em apoio à conclusão do Hospital Central de Cuiabá.

Objetivo é sensibilizar o Governo do Estado a investir na construção de pelo menos 400 leitos hospitalares necessários para atender a demanda estadual. O convite foi feito nesta quarta-feira (16), pelo presidente da AL, deputado José Riva (PSD), durante reunião com os representantes do movimento.

O MSD foi criado em fevereiro de 2010. É coordenado pelos ex-secretários de Saúde, Luiz Soares (advogado), Nei Moreira da Silva (médico) e Julio Muller Neto (médico) e Wagner Simplício (dentista). Para “O presidente Riva generosamente nos convidou a expor a nossa luta na reunião do Colégio de Líderes. Acreditamos que juntos vamos consolidar mais atenção à saúde pública, com novos investimentos e, principalmente, com a construção do Hospital Público Estadual de Cuiabá. Uma das saídas para isso seria a retomada das obras do hospital central”, explica Soares.

De acordo com o coordenador Simplício, o aumento de leitos é imprescindível, pois Cuiabá não tem hospital federal e nem estadual. Também é fundamental a construção de um hospital infantil. Lembra que nos últimos anos foram fechados vários hospitais em Cuiabá. É o caso do Hospital Santa Cruz, Modelo, São Thomé, São Paulo e Hospital das Clínicas. Além do Hospital São Lucas, que passou a funcionar apenas como clínica. “Perdemos muitos leitos”, argumenta Simplício.

Segundo ele, diferente do que defende o Governo do Estado, que prioriza apenas o sistema de Organizações Sociais de Saúde para gerir a administração pública hospitalar, é possível retomar as obras do Hospital Central com investimentos na ordem de R$ 100 milhões. “Um valor pequeno diante do montante que está sendo direcionado à Copa do Mundo. Sem esse hospital o governo não conseguirá organizar a rede pública de saúde. E o caos continuará”, alerta o dentista.

De acordo com o MSD, além de o hospital estadual possibilitar mais atendimento à população, vai diminuir significativamente a necessidade de compra de serviços privados e ainda fortalecerá o SUS. Outra preocupação é que Mato Grosso não tem condições, por exemplo, para atender mil pacientes ao mesmo tempo, em caso de alguma catástrofe. E mesmo assim é uma das cidades sede do mundial. O movimento critica a ação do governo que usa a capacidade de endividamento do Estado apenas para investimentos na área de infraestrutura com vistas à Copa.

Também apontam como errada a ideia de que a Capital terá aumento de leitos com a conclusão do novo Hospital Universitário Julio Muller. Segundo o MSD, a nova sede apenas dará mais conforto aos seus pacientes e profissionais. Além disso, é um hospital de ensino, sem condições de ter a mesma agilidade de um hospital comum. “Temos que ter a clareza de que é um hospital de ensino. Não trabalha na mesma velocidade dos demais hospitais”, argumenta Simplício.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Retrato do descaso. Volta logo para Brasília, Pedrito

Da Redação/Gazeta Digital


O caos na saúde em Mato Grosso mostra outra face. Agora, o descaso com o Serviço Móvel de Urgência de Rondonópolis. No município, o Sindicato dos Médicos ameaça inclusive um pedido de interdição ética, que significa proibir que os médicos atuem na unidade. Esta ação visa pressionar o poder público num primeiro momento, mas também resguardar os profissionais de sanções que podem vir a sofrer caso um paciente morra sem o atendimento necessário. A situação é tão grave que o medo no município é que as ambulâncias parem no meio da rua durante um socorro. Hoje, dos 6 veículos para atender o município com 195 mil habitantes, apenas 3 estão nas ruas... Leia Editorial completo de A Gazeta de hoje clicando AQUI.


COMENTÁRIO DO MSD:


Se o Secretário de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, não está conseguindo nem gerenciar o SAMU, quanto mais os Prontos Socorros de Cuiabá e Várzea Grande. Se nem está conseguindo levar os pacientes em estado grave para a unidade de urgência, como que o Estado vai gerir as duas maiores referências de urgência e emergência de Mato Grosso? Pedro Henry deveria voltar logo para Brasília antes que o caos se transforme em tragédia, antes que mais pessoas morram por falta de cirurgias, antes que a iniciativa privada passe a LUCRAR com o SUS. Só para se ter uma ideia do grau de incômodo que Pedro Henry está provocando em Mato Grosso, até o deputado José Riva, que abandonou Pedrito à deriva no PP, já não aguenta mais suas atitudes insanas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Custo da OSS volta ser criticado

Da Redação/Gazeta Digital

A passagem da gestão do Pronto-Socorro para uma Organização Social de Saúde (OSS) também foi criticada pelo ex-secretário Luiz Soares, que comandou a saúde da Capital entre os anos de 2001 e 2004, e, posteriormente, de 2008 a 2009. Na época, segundo ele, a unidade era mantida com R$ 4 milhões ao mês, sendo R$ 1,5 milhão repassado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)...

Leia texto completo clicando AQUI.

COMENTÁRIO DO MSD:

Grupos organizados da sociedade garantiram o sucesso do Abraço ao Pronto Socorro. Integrantes do Movimento Saúde e Democracia participaram em massa do evento, levando sua indignação à forma como o SUS vem sendo sucateado em Mato Grosso, especialmente à estadualização do Pronto Socorro. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Profissionais da saúde repudiam sucateamento do SUS em MT

Site No Poder

Durante “Abraço ao Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, hoje (09) pela manhã, centenas de profissionais da saúde demonstraram toda sua indignação com o desmonte do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso praticado pelo Governo do Estado em conivência com a Prefeitura da Capital.

“Não tem cabimento, nesta gestão a Saúde virou mercadoria. Um absurdo”, declarou Elza Queiroz, presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed). O médico sanitarista, professor da UFMT e gestor público Júlio Muller Neto, o caos na saúde pode ser resumiu o caos na saúde: “Em anos de Gestão é a primeira vez que um prefeito mata o Pronto Socorro de Cuiabá.”

Vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde da Capital, Maria Ângela Martins também considera um absurdo o que os atuais gestores estão fazendo com o SUS.  “Não tem o que falar. A saúde fala por si só”, afirmou.
“O que estão querendo fazer com a saúde é um crime”, completou o vereador petista Lúdio Cabral, observando que a qualquer momento o secretário estadual de Saúde Pedro Henry abandonar o cargo  e voltar a ser deputado para agenciar emenda parlamentar para os municípios do interior do estado e deixar a bomba estourar  no colo do Governador do estado e dos prefeitos.

Lúdio disse estar impressionado com “a omissão e a negligência do prefeito de Cuiabá em aceitar essa aberração (estadualização do OS) e o desrespeito a lei. Todos os conselhos de saúde se posicionaram contrários à transferência da gestão dos Prontos Socorros para o estado”, acrescentou Lúdio Cabral.

Ex-secretário de Saúde defende construção de hospital público estadual em Cuiabá

Site No Poder

Ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares
Ex-secretário de Saúde de Cuiabá por duas vezes, Luiz Soares voltou a defender, durante o evento Abraço ao Pronto Socorro, a construção de um grande hospital público estadual na Capital. Ele acredita que esta seja a grande saída para o caos no Sistema Único de Saúde em Mato Grosso e não a estadualização do Pronto Socorro para que seja entregue à iniciativa privada.

Soares, que representou o Movimento Saúde e Democracia na manifestação, chamou a atenção para o fracasso do Hospital Metropolitano nas mãos de uma Organização Social (OS). “O Governo do Estado inaugurou o hospital anunciando o fim da fila para cirurgias ortopédicas e prevendo no mínimo 500 intervenções por mês. O que vemos hoje é o Metropolitano fazendo vários tipos de cirurgias e sem alcançar a meta”, frisa o ex-secretário, completando: “A casa de Pedro Henry caiu com o Hospital Metropolitano”.

Além de condenar o que ele chama de “desmonte do SUS”, Luiz Soares calcula grande prejuízo financeiro ao município com a privatização do Pronto Socorro. “Ao invés de economizar, o município vai aumentar despesas”, prevê o gestor público, ainda preocupado com o destino que será dado a milhares de profissionais da saúde. “O servidor público não é obrigado a trabalhar para a iniciativa privada”, ressalta.

Representantes de vários grupos organizados participaram do Abraço ao Pronto Socorro, como Robinson Cireia, diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT). "Estamos cansados do governo não trabalhar para sociedade e sim para poucos". Arilson da Silva, presidente do Sindicato dos Bancários, também colocou-se contra a privatização do Pronto Socorro.

Branca Fernandes nutricionista "Como trabalhar sob a gerência de uma Organização Social se no Pronto Socorro é um entra e sai de pacientes e as OSS trabalham com metas?", questionou.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SAÚDE DE CUIABÁ EM ALERTA

FEBRE AMARELA


Jornal A Gazeta -1B de 08/11/2011
Por: Raquel Ferreira.

A morte de 12 macacos dentro da área urbana de Cuiabá colocou em alerta a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) diante da possibilidade da ocorrência de febre amarela. Segundo o Ministério de Saúde, o óbito desses animais pode sinalizar a existência da doença, exigindo a realização do protocolo de bloqueio. No Brasil, não existem registros da enfermidade em área urbana desde 1942.
Os animais mortos foram encontrados em área de mata no bairro Jardim Aquário, na região Sul da cidade. A primeira localização ocorreu no dia 21, feita por um morador da região. Até o dia 28, durante buscas, foram achados mais 11 macacos sem vida. Eles foram encaminhados para um laboratório de referência no Pará, onde serão feitas análises e diagnósticos sobre as causas da morte.
A coordenadora do Centro de Informação Estratégica da SMS, Moema Blatt, explica que existe uma preocupação com a reurbanização da doença. Porém, o resultado do exame não interfere nas medidas a serem adoradas pela Secretaria. O protocolo determinado pelo Ministério da Saúde foi cumprido na semana passada, quando todos os domicílios do Jardim Aquário foram visitados. No bairro, foram conferidas a situação de vacina contra febre amarela de 650 pessoas. Destas, 129 não puderam comprovar a imunização e receberam dose do medicamento.
Moema alerta que existem duas grandes preocupações no momento. A primeira é relacionada à incidência de criadouros do mosquito Aedes aegypt, omesmo que transmite a dengue. Ele também é vetor da febre amarela em área urbana. A outra preocupação da SMS é que a população tenha consciência sobre os riscos da doença e a importância em avisar o Centro de Zoonoses, caso encontre novos animais mortos.
O superintendente de Vigilância em saúde no Estado, Oberdan Lira, destaca que o monitoramento de óbitos de macacos deve ser uma preocupação da população que reside nas cidades cortadas pelo Rio Cuiabá, por se tratar de um corredor de passagem desses animais, considerados sentinelas na identificação da doença. Orienta que a comunicação é importante para o monitoramento e identificação de casos. Destaca ainda que a doença é comum em área de mata, conhecida como febre amarela silvestre, porém se diferencia apenas pelo transmissor. Enquanto no meio de mata a enfermidade é transmitida pelos mosquitos Hamagogus e Saberthes, na área urbana o Aedes aegypt é o disseminador. " A transmissão ocorre só se a pessoa não for vacinada".
Em 2008, o Estado registrou a morte de 31 macacos e colocou em alerta a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Conforme Oberdan, exames laboratoriais mostraram que somente o óbito de um animal tinha sido provocado por febre amarela. Neste mesmo ano, 2 pessoas contrairam a doença, uma em Novo São Joaquim e outra em Guarantã do Norte. No ano seguinte, 2 moradores de Feliz Natal ficaram doentes. Nenhum caso é registrado em humanos desde 2010.
Oberdan lembra que trata-se de uma enfermidade imunizável e Mato Grosso conta com uma boa cobertura. A população não precisa tomar nova dose, lembrando que o excesso de medicamento pode causar danos à saúde.
O diretor de Vigilância em Saúde da SMS, Benedito Oscar Campos, destaca que a maior preocupação da população deve ser em combater o mosquito transmissor, tanto da dengue quanto da febre amarela.



COMENTÁRIO MSD

"ESTE É O SUS QUE MUITOS VÊEM. E QUE É ÓTIMO"

sábado, 5 de novembro de 2011

NÃO CHEGOU A HORA DE REPENSAR O SUS?


corredor hospital gifO câncer na laringe do ex-presidente Lula abriu as portas para uma série de críticas ao nosso sistema de saúde. Milhares de comentários postados na internet e nos jornais se fixaram no fato de que Lula está se tratando em um dos melhores hospitais da América Latina – e não através do SUS, que ele próprio elogiara tanto, ao ponto de afirmar “que gostaria de ficar doente para ser tratado em algum dos hospitais públicos”. A grita foi tamanha, que hoje um dos médicos do Hospital Sírio-Libanês tentou minimizar esta revolta pública e informou que o tratamento de Lula estaria sendo pago por um plano de saúde particular, que o ex-presidente já vem pagando há algum tempo. E que além do plano, Lula teria dinheiro suficiente para custear suas despesas médicas e hospitalares.

Essa emenda soa pior do que o soneto. Pois acaba de ser decretada oficialmente a bancarrota do sistema de saúde pública no Brasil.

Atenção, petistas e petralhas idólatras do apedeuta: seu ídolo não faz mais parte do povão, como ele quer fazer acreditar. Ele não pertence mais à categoria dos metalúrgicos, do pessoal do sindicato, da turma da cachacinha na esquina. Lula agora é das “zelite”, se apegou fundo aos loiros de olhos azuis que ele tanto combatia, usa carrões de luxo, faz tratamento em hospitais caríssimos, tem plano de saúde (ao contrário de vocês, que se acotovelam e morrem à míngua nas filas e corredores dos postos de saúde) e está sendo atendido por uma pá de gente formada na Universidade de São Paulo, que vocês tanto xingam, combatem e detestam.

Parece que chegou a hora do governo repensar completamente o atendimento à saúde dos brasileiros. Precisamos de gestores sérios, competentes e honestos. Precisamos de uma reorganização total na forma e no conteúdo dos postos de saúde e hospitais. Precisamos oferecer a mesma medicina que Lula vem recebendo no Sírio-Libanês para todas as faixas e camadas sociais da população. Precisamos de equipamentos médicos em funcionamento. Precisamosde consultas rápidas, exames urgentes e cirurgias imediatas. Precisamos de mais leitos e menos corredores nos hospitais. Precisamos de médicos eficientes. Precisamos de mais enfermeiros e atendentes. Precisamos de medicação gratuita, como existe nos países do 1º Mundo. Precisamos de equipamentos atualizados e sempre de última geração. Precisamos chegar ao ponto de um dia poder mudar a sigla SUS para SES – Sistema Eficiente de Saúde.

Pois pelo que se vê nos noticiários, “nuncantesnestepais” morreu tanta gente sem atendimento médico, nem o SUS foi tão escrachado, maligno, tenebroso e ineficiente como nos dias de hoje.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Pacientes à espera de cirurgias em Várzea Grande reclamam da demora no atendimento médico

Ana Adélia Jácomo/Diário de Cuiabá

Em meio a definições sobre quem é responsável pela gestão do Pronto Socorro de Várzea Grande, muitos pacientes têm reclamado da falta de atendimento, sobretudo em relação a cirurgias.

Depois de ter quebrado o fêmur da perna esquerda num acidente automobilístico há 40 dias, Nirda da Silva, de 39 anos, aguarda para fazer uma cirurgia ortopédica desde então. “Tenho certeza de que estão passando outras pessoas na minha frente. Eles escolhem quem vai ser operado e quem não vai”, denuncia.

No acidente do qual foi vítima, Nirda perdeu o esposo, que morreu seis dias depois. Ela denuncia que o marido só faleceu por falta de atendimento adequado.

“Não tinha vaga na UTI. Deixaram meu marido na maca com a bacia e a costela quebradas”, afirma. Muito emocionada e dizendo o tempo todo que não suporta mais as dores, a senhora revela que só vem recebendo um analgésico, que tem a função de amenizar o sofrimento. Segundo ela, falta de medicamentos no hospital e sua cirurgia ortopédica já teria sido adiada 3 vezes.

Mas não é apenas Nirda que sofre com o abandono e a incapacidade de atendimento. Rosalina Eugênia, de 80 anos, espera uma cirurgia na bacia há 2 meses e nem ao menos tem previsão de atendimento. “Eu caí em casa. Fui ao banheiro de madrugada e escorreguei. Nunca marcaram nada pra mim”, conta a idosa, com o olhar cansado e abatido.

O diretor do Hospital Metropolitano, José Carlos, afirma que não tem qualquer responsabilidade quanto aos agendamentos e atendimentos de pacientes. Ele afirma que os pacientes de Cuiabá e Várzea Grande passam por uma triagem na Central de Regulação, após o que são atendidos no hospital.

Em relação ao número de cirurgias e pacientes internados, o diretor diz que não tem os números em mãos e que costuma prestar contas à Secretaria Estadual de Saúde. “Estou no meio de uma reunião e estamos fechando o balanço de outubro”, afirmou à reportagem.

Ninguém regula - Em meio à confusão, funcionários do pronto socorro que pediram para não ser identificados acusam a médica ginecologista Jackeline Guimarães de privilegiar alguns pacientes que estão aguardando vaga para serem operados no Metropolitano.

Indignada com a denúncia, a médica afirmou que não é mais responsável pela triagem de pacientes. Segunda Jackeline, a assistente social do pronto socorro e os próprios ortopedistas é quem decidem os nomes que estarão na lista de cirurgias.

“Já falaram isso antes, saiu até na TV. Mas não sou eu que decido. Fiz esse papel por pouco tempo e deixei o cargo por saber que existem repórteres que querem apenas manchar minha imagem”, rebateu a médica.

Jackeline é esposa do deputado estadual Wallace Guimarães e já foi secretária de Saúde de Várzea Grande.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde afirmou que não encontrou qualquer encaminhamento da paciente Nirda para ser operada em nenhuma das redes conveniadas.

A secretaria acusa o Pronto Socorro de Várzea Grande e a Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag) de fazer pouco caso com os pacientes.

Segundo a assessoria, “há vários hospitais conveniados que poderiam fazer as cirurgias ortopédicas, como Hospital Geral, Santa Casa ou mesmo o Metropolitano, mas nunca recebemos qualquer encaminhamento dessa senhora”.

A reportagem tentou manter contato com a direção do Pronto-Socorro, mas não obteve êxito.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SAÚDE PÚBLICA SEM RUMO

Tião vai mudar 5 secretários até a próxima semana e "foca" na saúde

Por: Romilson Dourado


Prefeito Tião da Zaeli tenta "ajustar" equipe, com disposição de fazer mudanças já, e se diz mais preocupado com a saúde pública

O empresário e prefeito de Várzea Grande Tião da Zaeli (PSD) pretende substituir ao menos mais 5 secretários neste final do ano, inclusive o de Saúde, vereador Fábio Saad (PTC), criticado sob acusação de usar a estrutura do Executivo com viés político. Outros nomes que vão cair e os substitutos serão definidos até a próxima semana. São mantidos sob sigilo. Alguns foram sondados e ficaram de dizer sim ou não ao convite do prefeito. Tião se mostra inconformado com o pífio desempenho de seus principais assessores. Como estava acostumado com o ritmo acelerado de trabalho de empresa privada, ainda não se acostumou com a lentidão da máquina pública e, para piorar, com secretários descompromissados.
Com três meses de gestão no segundo maior município mato-grossense, Tião comentou para aliados próximos que só não promoveu as mudanças em quase toda equipe porque enfrentava embróglio jurídico. Agora se mostra mais tranquilo porque, mesmo que o prefeito cassado Murilo Domingos (PR) insista com ação na Justiça para retomar o cargo, a Câmara Municipal cassou o mandato do republicano.
Saúde pública
O foco do prefeito é na saúde, principalmente depois que o caos no pronto-socorro ganhou o noticiário nacional, com exposição de pacientes nos corredores à espera de atendimento e a falta de infraestrutura, de médicos e equipamentos. Tião voltou a visitar a unidade de saúde neste feriado de Finados. Ouviu, de novo, muitas reclamações e revolta de servidores e pacientes. Constatou, por exemplo, que aqueles que necessitam de cirurgia estão "jogados" no pronto-socorro há mais de 2 meses, aguardando vaga no hospital metropolitano, inaugurado há três meses pelo Estado e que está sob gestão de uma Organização Social.
Tião, que agora fará visita ao pronto-socorro entre 2 e 3 vezes por semana, disse que buscar parceria com amigos empresários para reformar a unidade antes de ser entregue para ser administrada pelo Estado, de janeiro de 2012. Para "desafogar" o pronto-socorro, promete colocar em funcionamento na próxima semana 2 policlínicas com atendimento 24 horas por dia. O prefeito quer uma reunião com o secretário estadual de Saúde Pedro Henry para saber mais sobre o funcionamento do Metropolitano porque este não está conseguindo atender a demanda.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ENSINO SUPERIOR

Deputado critica sistema de cotas.

Aray Fonseca (PSD) pretende recorrer da decisão da UFMT, que reservou metade de suas vagas para estudantes advindos de escolas públicas.


Por: Dafne Spolti
O deputado estadual Aray Fonseca, do recém criado Partido Social Democrático (PSD), disse que irá recorrer à justiça para tentar reverter a decisão da UFMT em criar reserva de 50% das vagas para estudantes de escolas públicas e negros também oriundos do ensino público.

De acordo com o deputado, “a decisão da UFMT é um absurdo”. Ele disse que o sistema de cotas trará conflitos sociais “que ainda não tem no Brasil e que lá fora [no exterior] tem”.
Para ele, a decisão “prejudica famílias que abrem mão de convênio médico ou de uma casa própria para dar boa educação para os filhos”. Aray Fonseca disse ainda que “não se pode marginalizar quem não é pobre, porque ele não tem culpa”.

Para o deputado, é necessário que o país invista em projetos como o ProUni. Ele sugeriu também que, por exemplo, o país utilize 50% dos recursos do pré-sal para a educação”. Ele contou que tem conversado com jornalistas e formadores de opinião que concordam com ele. Segundo Aray, com as cotas, haverá ainda mais dificuldade de vagas porque as pessoas podem sair das suas escolas particulares. O deputado questionou ainda a constitucionalidade da decisão.
“Estão excluindo a classe média do direito de competir. Não estamos no comunismo, mas sim em uma sociedade democrática e capitalista”.

Além disso, o deputado argumentou que os estudantes cotistas poderão sofrer casos de bulliyng.

De acordo com o vice-reitor da UFMT, professor Francisco Souto, “a intenção de cotas é trazer justiça social e inclusão de grupos que têm menos chances de ingressar na universidade por conta de um ensino deficiente”. Ele disse que sem dúvida haverá diminuição do número de vagas para as pessoas do ensino privado, mas enfatizou que “o que não se pode esquecer é que pessoas em situações desfavoráveis estão excluídas”.

Ele afirmou que se a universidade entendesse que se trata de algo inconstitucional isso não teria sido proposto e nem aprovado. Segundo o professor, há questionamentos acerca da constitucionalidade da reserva de vagas, porém existe também um entendimento de que isso se trata de “incluir pessoas”.

Ele disse que casos isolados de bullyng podem acontecer, mas que em geral nas universidades que implantaram cotas a aceitação é grande e o aproveitamento equivalente ou até melhor ao de alunos regulares. “Acredito que a sociedade tem um entendimento e ampla aceitação de que as pessoas menos favorecidas tenham acesso”.

A decisão de aprovar 30% de vagas da UFMT para estudantes de escolas públicas, somadas a 20% de reservas para estudantes negros também de escolas públicas, foi tomada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFMT (Consepe), que contava com representantes dos servidores técnicos, professores, alunos e da administração. A sessão que aprovou o sistema de reserva de vagas contou com cerca de 46 membros. Com 26, já existiria quórum suficiente para aprovação, informou Francisco Souto.


COMENTÁRIO DO MSD:

Engraçado é que Aray Fonseca foi Secretário de saúde de Cuiabá e nada fez efetivamente para atender o povo. A maior obra do Aray nos últimos anos foi a construção da Clínica ONCOMED, de sua propriedade, para tratamento de câncer das pessoas da classe alta e média. Para os menos favorecidos, o Sr. Aray mantém um serviço tímido para tratamento de câncer dentro da estrutura do Hospital Geral Universitário, onde recebe verba do SUS.
Este é o Aray, que usa 2 pesos e 2 medidas. Finge que está indgnado com a exclusão de alunos na educação e ao mesmo tempo exclui os pacientes do SUS da Clínica Oncomed, oferecendo um serviço inferior na sua clínica que funciona no terreno do HGU.

REVOLTA TOTAL

O povo do SUS morrendo enquanto Governo gasta 14 milhões com veículos russos

Site: www.nopoder.com.br
Por: Sandra Carvalho


Duas situações expõem a má gestão do dinheiro público em Mato Grosso: o caos na saúde e a compra de veículos russos ao valor de 14 milhões. Com este dinheiro, se houvesse vontade política, o Governo do Estado poderia simplesmente solucionar a vergonhosa crise na saúde construindo e equipando um grande hospital público estadual em Cuiabá para atender todo o Estado.

Como bem pontuou a internauta Givanni Mig no Facebbok: “Semana passada a equipe do Jornal Nacional veio a Mato Grosso para mostrar ao Brasil a situação caótica do atendimento de urgência da rede pública de saúde em Cuiabá e Várzea Grande. Enquanto isso, o Governo do Estado gasta 14 milhões com 10 Land Rovers. Agora me diz! Como não ficar revoltado com uma situação dessas?”, questiona.

O que Givanni Mig diz é a pura realidade. Não dá para conceber um investimento milionário desses – não desmerecendo a questão da segurança na fronteira – enquanto milhares de pessoas aguardam na fila por cirurgias, consultas ou mesmo exames. Outras morrem enquanto aguardam atendimento.

Enquanto isso os órgãos fiscalizadores.......

Cartilha do Usuário do Sus