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sábado, 26 de novembro de 2011
SMS tem contrato sem licitação com empresa da sobrinha de Pedro Henry
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Câmara extingue Fusvag, mas rejeita "estadualização" do pronto-socorro
Cláudio Moraes/O Documento
Também na sessão de hoje, os parlamentares aprovaram, por unanimidade, a extinção da Fusvag (Fundação de Saúde de Várzea Grande). Agora, o gerenciamento completo do setor ficará sob a responsabilidade da secretaria de Saúde, hoje comandada pelo auditor Marcos José da Silva.A extinção da Fusvag foi feita com base numa orientação do Tribunal de Contas do Estado. Hoje, a fundação acumula uma dívida de R$ 40 milhões, sendo que somente com INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) chega a R$ 32,5 milhões.
Este débito será automaticamente repassado a prefeitura. Para quitar a dívida milionária, o prefeito Sebastião dos Reis Gonçalves, o "Tião da Zaeli", irá fazer uma renegociação.
Apesar da insistência do secretário estadual licenciado de Saúde, Pedro Henry (PP), de implantar o modelo de gerenciamento por Organizações Sociais de Saúde (OSS) no pronto-socorro municipal, os parlamentares rejeitaram a proposta. A decisão foi tomada por unanimidade pelos 13 vereadores e o pronto-socorro continuará sendo administrado pela prefeitura.
Aliás, Pedro Henry foi criticado pelo péssimo atendimento verificado no hospital metropolitano do Cristo Rei. Apesar dos gastos milionários, esta unidade de saúde não conseguiu reduzir a fila de espera para cirurgias
COMENTÁRIO DO MSD:
- PARABÉNS AOS VEREADORES DE VARZEA GRANDE PELAS DECISÕES. O MODÊLO FUNDACIONAL ADOTADO NOS ANOS 70 ACABOU SE MOSTRANDO INEFICAZ E CORRUPTO . RESTA APURAR AS ORIGENS DESSA GIGANTESCA DÍVIDA ACUMULADA E SUA LICITUDE.
- FELIZMENTE A PROPOSTA NEFASTA DO SECRETÁRIO ESTADUAL PEDRO HENRY , DE ENTREGAR A GESTÃO PÚBLICA PARA AS OSS ESTÁ SENDO RECHAÇADA POR UM NÚMERO CADA VEZ MAIOR DE SETORES DA SOCIEDADE.
Estudantes apontam má qualidade e vão processar a Unic
Katiana Pereira/Midia News
A polêmica instaurada dentro do campus da Universidade de Cuiabá (Unic) parece estar longe do fim. Estudantes do curso de Medicina revelaram, em entrevista ao MidiaNews, que irão acionar judicialmente a instituição. Um advogado já foi contratado para dar procedimento na ação. Toda a confusão começou após a divulgação das médias baixas obtidas pela instituição, no Conceito Preliminar de Curso (CPC), do Ministério da Educação (MEC). Os acadêmicos estão revoltados com a direção da Unic, que também os culpou pela nota 2, obtida do Índice Geral de Cursos.
O Centro Acadêmico de Medicina João Alberto Novis (Cajan) exigiu uma "retratação urgente" da instituição, no que se refere ao trecho de nota encaminhada ao site, na última sexta-feira (18), atribuindo a culpa das notas baixas ao desempenho dos alunos no Enade.
"Infelizmente, a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes)", diz a nota da instituição.
Em entrevista, os alunos não pouparam críticas à gestão da faculdade, que, segundo eles, é "extremamente capitalista, deixando muito a desejar na qualidade do ensino".
A estrutura considerada deficiente do curso também foi alvo de reclamações.
"As reclamações são antigas. Nem existe internet no campus, é um absurdo. Uma instituição privada que não possui um sinal de internet para os alunos... Sem contar as carteiras, que vivem quebradas. Os aparelhos de data-shows estão sem lâmpadas. Ficamos trocando de sala, constantemente, para conseguir encontrar um equipamento que funcione. Já fizemos até reunião, praticamente implorando para poder usar o equipamento. Nem em órgão público, que necessita de licitação, demora tanto para trocar uma lâmpada. Se nesse caso mínimo é essa dificuldade, imagine nos grandes problemas", disse o acadêmico Igor Carlos Dueti, presidente do Cajan.
O estudante reclamou ainda da falta de livros e da dificuldade em se fazer pesquisas.
"Ainda não consegui identificar os investimentos que alegaram ter sidos feitos na infraestrutura. Eu sento na mesma cadeira desde quando passei no vestibular. Sem contar a biblioteca, onde faltam livros. A última aquisição já tem mais de dois anos; depois de muita briga, compraram alguns livros. Mas, se quisermos estudar mesmo, temos que desembolsar mais de R$ 400 por exemplar. O nosso acervo digital é uma vergonha. E ainda têm coragem de nos culpar pelas notas baixas. É um absurdo! A mensalidade é muito cara e não reflete os investimentos, ou a falta deles", criticou o estudante.
Possível boicote
Os acadêmicos acreditam que uma das possibilidades das notas baixas obtidas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) pode ser devido a um possível boicote do corpo discente. Alguns teriam deixado de responder questões no exame.
"Algumas das opiniões, dentro da universidade, são que possa ter havido um boicote dos alunos, que podem ter feito a prova de qualquer jeito. Mesmo se for isso, não é justificável a posição da Unic, pois um boicote é uma forma de protesto contra a falta de investimento no curso. Os alunos estão descontentes: chega de empurrar com a barriga, temos direitos e fomos prejudicados com a declaração da faculdade. Afinal, estamos pagando R$ 4 mil mensais para ter nossa imagem manchada pela própria faculdade, que deveria nos formar profissionais competentes", disse Igor Dueti.
Economia de professores
O acadêmico de Medicina Gustavo Bandeiras Santos, 24, é de Tocantins e mora em Cuiabá, somente para estudar. O estudante afirmou que os custos que tem para se manter na faculdade não estão sendo recompensados, em função da baixa qualidade do curso de graduação.
Gustavo contou que a defasagem do curso já começa no processo de vestibular e vai se agravando com o passar dos semestres.
"O vestibular da faculdade não é um bom avaliador e, quando os alunos passam no seletivo, começa um grande jogo de empurra. Realmente, empurram com a barriga: os conteúdos nos semestres iniciais são dados de qualquer jeito. Falta estrutura. Já chegamos a estudar quatro matérias importantes, reunidas em uma única. As aulas eram divididas com outros cursos de graduação. Alunos de enfermagem, fisioterapia e nós lotávamos um auditório para ver um 'apanhadão' de matérias. Isso é uma medida para diminuir os custos das aulas. E quem é prejudicado nessa história toda? Os alunos que pagam caro para estudar não têm uma educação de qualidade. Aí, quando chegamos no sétimo semestre, temos que correr atrás do conteúdo que não nos foi passado. E temos que recuperar esse tempo sozinho, já que nem temos professores com dedicação exclusiva para sanar as dúvidas. É pôr o livro embaixo do braço e se virar", afirmou.
Poucas aulas
O estudante Luis Gustavo Paganetti, 24, cursa o quinto semestre de Medicina e reclamou da quantidade de horários vagos em sua grade de ensino.
"Tem dois dias da semana, que, pela manhã, eu fico sem aula. Acho errado, pois o curso deve ser integral, conforme prometido. Em outras faculdades, os alunos ficam o dia todo estudando, com aulas e laboratório. Esse tempo vago deveria ser preenchido com aulas práticas. Temos um grande problema com aulas práticas, grande parte fica só na teoria mesmo", afirmou.
Luis Gustavo reclamou ainda das aulas práticas, que são oferecidas na Clínica Universitária, um ambulatório dentro da Unic, e no Hospital Geral Universitário. "É uma vergonha, nos casos práticos: há situações que até constrangem o paciente. São 12 alunos observando um caso médico. Isso ocorre até na ginecologia. Ficamos muito constrangidos em submeter pacientes a essa situação vexatória, mas, infelizmente, isso ocorre", reclamou o estudante.
Educação capitalista
Os alunos alegam ainda que a maior culpada da média baixa obtida do Conceito Preliminar de Curso (CPC) é a própria Unic. O CPC é composto por diferentes variáveis, que traduzem resultados da avaliação de desempenho de estudantes, infraestrutura e instalações, recursos didático-pedagógicos e corpo docente.
"O desempenho dos alunos é somente 30% da nota, os outros 70% são de responsabilidade da instituição. O grande problema da Unic é que uma educação totalmente capitalista e somos mais um número, uma soma de valores. A instituição tem se esquecido da responsabilidade social que o curso tem", completou Luis Gustavo.
Outro lado
MidiaNews tem procurado, com insistência, manter contato com a direção da Unic.
A assessoria de imprensa, no entanto, informou que a instituição não vai se manifestar sobre a questão. E que, quando o fizer, será por meio notas e quando julgar necessário.
- A GRANDE EXPANSÃO DE OFERTA DE VAGAS NOS CURSOS DE MEDICINA ( E OUTROS) NO BRASIL A PARTIR DOS ANOS 70 SE FEZ ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DE ESCOLAS PRIVADAS, QUE FUNCIONAM VISANDO GANHOS QUE POSSAM ENRIQUECER SEUS PROPRIETÁRIOS .
- DESSA FORMA, PARA TER UM LUCRO MÁXIMO, ESSAS ESCOLAS INVESTEM POUCO EM INFRAESTRUTURA, EM PESSOAL QUALIFICADO E EM EQUIPAMENTOS E MATERIAIS . É LÓGICO, QUANTO MENOS GASTAREM, MAIOR SERÁ A LUCRATIVIDADE.
- AS ALTÍSSIMAS MENSALIDADES PAGAS, AS VEZES AS CUSTAS DE ENORMES SACRIFÍCIOS POR SUAS FAMÍLIAS NÃO VÃO RESULTAR EM UM BOM APRENDIZADO. A CONSEQUÊNCIA DESSE ENSINO DE BAIXA QUALIDADE É JOGAR NO MERCADO PROFISSIONAIS MAL – PREPARADOS E FREQUENTEMENTE ESTIGMATIZADOS POR SE FORMAREM EM TAIS ESCOLAS. ACABAM TENDO DIFICULDADES PARA CONSEGUIR VAGAS NOS CONCURSOS PARA ESPECIALIZAÇÃO E PARA OBTER BONS EMPREGOS NO FUTURO.
Homero destina R$ 400 mil do OGU para Hospital do Câncer de Cuiabá
De Brasília - Marcos Coutinho/Olhar Direto
O deputado federal Homero Pereira (PSD-MT) decidiu priorizar o Hospital do Câncer de Cuiabá com a destinação de R$ 400 mil de sua cota de emenda individual para o Orçamento Geral da União (OGU) de 2012.
"A população mato-grossense precisa de uma unidade pública de referência no tratamento, e tenho certeza que este recurso será bem aproveitado na melhoria do atendimento gratuito em uma instituição com credibilidade e serviços prestados em Mato Grosso”, justifica o parlamentar.
De acordo com o presidente do HC, João Castilho Moreno, em 2010 o hospital conseguiu atender 47 mil pacientes, num cálculo aproximado. É a instituição hospitalar com maior número de procedimentos médicos em câncer em MT. “E para continuar ofertado um serviço de qualidade e digno, acompanhar a tecnologia e melhorar o ambiente precisamos de investimentos”, observou Moreno.
Outra contribuição para o setor de saúde foi uma emenda de R$ 100 mil para o Hospital Sara Kubitschek, referência nacional no tratamento de traumas ortopédicos.
COMENTÁRIO DO MSD:
- O HOSPITAL DO CANCER É UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA CUJA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS É INTEIRAMENTE PAGA PELO SUS ATRAVÉS DE CONVENIO COM A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE. PORTANTO, RECEBEU PAGAMENTO POR TODO O TRABALHO QUE PRESTOU.
- BOM SERIA SE OS HOSPITAIS PÚBLICOS DE MATO GROSSO TAMBÉM FOSSEM LEMBRADOS PELO PARLAMENTAR , QUE PODERIA OBTER RECURSOS POR EXEMPLO PARA OS PRONTO SOCORROS DE CUIABA E VARZEA GRANDE E PARA O HOSPITAL UNIVERSITARIO JULIO MULLER, QUE FICAM EM MATO GROSSO E NÃO EM BRASÍLIA, COMO O HOSPITAL SARA KUBITSCHEK, QUE É LIGADO DIRETAMENTE A PRESIDENCIA DA REPÚBLICA E RECEBE MAIS RECURSOS DO QUE MUITOS ESTADOS BRASILEIROS.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Riva nega desavença e questiona OSSs
LAURA NABUCO
Especial para o Diário
Após defender a aprovação de um requerimento solicitando informações sobre os três primeiros meses de atuação das Organizações Sociais de Saúde (OSSs) em alguns hospitais do Estado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), subiu à tribuna durante a sessão matutina de ontem para afirmar que as críticas que vêm tecendo ao setor da Saúde não têm nenhuma ligação com seu relacionamento com o deputado federal Pedro Henry (PP).
O deputado Percival Muniz (PPS) aproveitou a ocasião para ressaltar que ele próprio chegou a acreditar que houvesse algum desentendimento entre os dois caciques. O motivo da suspeita seria a debandada do PP, após Riva estruturar o PSDem Mato Grosso.
Só de prefeitos, os progressistas perderam 14 filiados. Entre os deputados estaduais, além de Riva, migraram do PP para o novo partido, Luizinho Magalhães, Airton Português e Walter Rabello. Dos federais, Eliene Lima e Homero Pereira aderiram à nova legenda. O PP perdeu ainda o vice-governador Chico Daltro, que atuou diretamente ao lado de Riva na consolidação do novo partido no Estado.
Riva garante, no entanto, não ter qualquer divergência com o Henry, que comandava a Secretaria de Estado de Saúde até pouco tempo e foi autor da proposta de implantação do sistema de OSS no Estado. O social-democrata alega estar apenas desempenhando seu papel de fiscalizador no Legislativo. “Nós (deputados) aprovamos esse modelo de gestão. O ônus não recairá apenas sobre o Henry”, pondera. O presidente argumenta que a principal dúvida sobre as OSSs atualmente é se o modelo conseguirá atingir todas as 141 cidades, em especial as mais distantes.
O sistema também tem sido alvo de críticas por parte de alguns prefeitos. As denúncias são de que as unidades administradas por OSS estariam custando mais caro do que quando a gestão era pública. Além disso, os hospitais estariam selecionando os pacientes, que são atendidos apenas mediante encaminhamento de outras unidades de saúde, como é o exemplo do Hospital Metropolitano,em Várzea Grande.
À época de sua implantação, o modelo sofreu grande resistência por parte, principalmente, dos médicos que chegaram a ameaçar paralisar os atendimentos como forma de protesto. Eles defendiam que, ao invés de implantar as OSS, o Estado investisse mais recursos nos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande e nas unidades hospitalares do interior. A proposta contemplava ainda a construção de um hospital de grande porte na Capital.
A estadualização dos pronto-socorros também é defendida por Henry, que previa a transferência da administração para uma organização privada assim que o Estado ficasse responsável pelas unidades.
Após defender a aprovação de um requerimento solicitando informações sobre os três primeiros meses de atuação das Organizações Sociais de Saúde (OSSs) em alguns hospitais do Estado, o presidente da Assembleia, deputado José Riva (PSD), subiu à tribuna durante a sessão matutina de ontem para afirmar que as críticas que vêm tecendo ao setor da Saúde não têm nenhuma ligação com seu relacionamento com o deputado federal Pedro Henry (PP).
O deputado Percival Muniz (PPS) aproveitou a ocasião para ressaltar que ele próprio chegou a acreditar que houvesse algum desentendimento entre os dois caciques. O motivo da suspeita seria a debandada do PP, após Riva estruturar o PSD
Só
Riva garante, no entanto, não ter qualquer divergência com o Henry, que comandava a Secretaria de Estado de Saúde até pouco tempo e foi autor da proposta de implantação do sistema de OSS no Estado. O social-democrata alega estar apenas desempenhando seu papel de fiscalizador no Legislativo. “Nós (deputados) aprovamos esse modelo de gestão. O ônus não recairá apenas sobre o Henry”, pondera. O presidente argumenta que a principal dúvida sobre as OSSs atualmente é se o modelo conseguirá atingir todas as 141 cidades, em especial as mais distantes.
O sistema também tem sido alvo de críticas por parte de alguns prefeitos. As denúncias são de que as unidades administradas por OSS estariam custando mais caro do que quando a gestão era pública. Além disso, os hospitais estariam selecionando os pacientes, que são atendidos apenas mediante encaminhamento de outras unidades de saúde, como é o exemplo do Hospital Metropolitano,
À época de sua implantação, o modelo sofreu grande resistência por parte, principalmente, dos médicos que chegaram a ameaçar paralisar os atendimentos como forma de protesto. Eles defendiam que, ao invés de implantar as OSS, o Estado investisse mais recursos nos prontos-socorros de Cuiabá e Várzea Grande e nas unidades hospitalares do interior. A proposta contemplava ainda a construção de um hospital de grande porte na Capital.
A estadualização dos pronto-socorros também é defendida por Henry, que previa a transferência da administração para uma organização privada assim que o Estado ficasse responsável pelas unidades.
COMENTÁRIO DO MSD:
è O CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE REJEITOU A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO HOSPITAL METROPOLITANO – OSS E RECOMENDOU UMS RIGOROSA FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DO QUE FOI PACTUADO, POIS A OSS ESTÁ RECEBENDO MUITO ( 3 A 4 VEZES A TABELA DO SUS) PARA PRODUZIR MUITO POUCO.
è SE TODA A PRODUÇÃO DE SERVIÇOS HOSPITALARES DE MATO GROSSO FOR PAGA NOS MESMOS MOLDES DO QUE SE PAGA O HOSPITAL METROPOLITANO – OSS TODO O DINHEIRO DA SAÚDE VAI SER CONSUMIDO APENAS PARA ISSO : PAGAR DESPESAS HOSPITALARES. NÃO VAI SOBRAR RECURSO ALGUM PARA ATENÇÃO BÁSICA, VIGILÃNCIA, EDUCAÇÃO EM SAÚDE NEM PARA PAGAMENTO DE PESSOAL E CUSTEIO ...
è OU SEJA , ESSE MODÊLO IMPLANTADO PELO SECRETÁRIO PEDRO HENRY É IMPRATICÁVEL POIS SÓ PODE SER APLICADO A UM PEQUENO NÚMERO DE HOSPITAIS. PERGUNTA-SE : QUAIS SERÃO ESSES HOSPITAIS E EM QUE MUNICIPIOS ESTARÃO LOCALIZADOS ? QUE CRITÉRIOS SERÃO USADOS PARA ESCOLHER OS QUE VÃO RCEBER MUITO DINHEIRO E OS QUE VÃO CONTINUAR A RECEBER OS VALÔRES ATUAIS , CONSIDERADOS INSUFICIENTES ? COMO FICARÃO OS QUE VÃO CONTINUAR RECEBENDO A TABELA DO SUS “SÊCA”, SEM MÚLTIPLOS ? CLARO QUE NÃO VÃO ACEITAR TRABALHAR POR UM VALOR SE OUTROS ESTARÃO RECEBENDO MUITO MUITO MUITO MAIS !!!!!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Para MSD, Copa 2014 sem hospital público estadual será imperdoável
Por: Sandra Carvalho
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| Luiz Soares aponta hospital público estadual como grande saída para caos |
Cuiabá sediará jogos da Copa 2014 e o grande legado do mundial para Mato Grosso como um todo serão as obras necessárias à realização do evento. Para o Movimento Saúde e Democracia (MDS), será imperdoável se o Governo do Estado não aproveitar os recursos para, além de estádio, viadutos e VLT, não garantir um grande hospital público estadual na Capital para acabar com o caos no Sistema Único de Saúde.
“Se há uma previsão de gastos de um bilhão e meio, é inacreditável que com a saúde no fundo do poço não se possa reservar dez por cento disso para a saúde. Afinal, saúde não é prioridade, como dizem todos quando são candidatos?”, questionou o médico Nei Moreira, ex-secretário estadual de saúde, membro do MSD, durante reunião com o Colegiado de Líderes da Assembleia Legislativa ontem (22) a tarde.
Na oportunidade, o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, teceu duras críticas à privatização do SUS em Mato Grosso, pilotada pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Henry. Para o gestor público, estadualizar os prontos socorros de Cuiabá e Várzea Grande para entregar a Organizações Sociais (OSS) é enterrar o SUS e gerar prejuízos milionários aos dois municípios, além de não solucionar a falta de leitos hospitalares.
O presidente da AL, Deputado Riva (PSD), posicionou-se firmemente favorável a esse entendimento e manifestou que irá lutar pela viabilização da proposta de reivindicar do governador Silval Barbosa uma fatia dos recursos da Copa para a construção do Hospital Público Estadual no mesmo local onde está a obra paralisada do Hospital Central, além de um anexo destinado ao Hospital da Criança.
Movimento conquista mais uma vitória na luta pelo Hospital Público Estadual
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| O médico Júlio Muller entrega estudo sobre Hospital Estadual a Riva |
Após um ano e meio de campanha ininterrupta em defesa da construção de um grande hospital em Cuiabá para solucionar o problema da falta de leitos hospitalares em Mato Grosso, o Movimento Saúde e Democracia (MSD) alcança um importante objetivo: o apoio da Assembleia Legislativa.
Na reunião de ontem com o Colegiado de Lideres da AL, membros do MSD apresentaram estudos que comprovam a viabilidade da retomada da obra do Hospital Central, paralisada há quase 30 anos.
O objetivo da participação nessa reunião foi de também entregar formalmente aos líderes das bancadas um manifesto do MSD com mais de cinco mil assinaturas exigindo do governo a construção de um hospital público estadual em Cuiabá que sirva como referencia de média e alta complexidade para todo o Mato Grosso, visando atenuar a grave deficiência que se observa na assistência hospitalar, com grandes filas de pacientes aguardando atendimento.
Durante o encontro, o presidente da AL, deputado José Riva (PSD), defendeu a utilização a capacidade de endividamento do Governo do Estado para a retomada do Hospital Central de Cuiabá e construção do Hospital da criança com objetivo de disponibilizar mais leitos para o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Se o Estado realmente pode conseguir empréstimos de R$1,5 bilhão para investir em pavimentação asfáltica, eu defendo que sejam destinados 10% desse valor para a área de Saúde. Vamos fazer gestão junto ao Governo e ampliar o debate com a sociedade”, declarou Riva, após reunião de Colégio de Líderes nesta terça-feira (22), onde os deputados estaduais receberam integrantes do Movimento Saúde e Democracia (MSD).
Para Riva, a possibilidade de firmar uma Parceria Público-Privada (PPP) a fim de fazer esses investimentos é uma situação complexa e que requer tempo. “Precisamos de uma resposta rápida e utilizar a capacidade de endividamento é quase um consenso”. Além de falta de recursos, de hospitais e de gestão na área, os representantes do MSD apresentaram aos parlamentares a preocupação com a insuficiência de leitos hospitalares para atendimento do SUS.
Representaram o MSD na reunião o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, os ex-secretários de Saúde de Mato Grosso, médicos Júlio Muller e Nei Moreira, o ex-diretor de Vigilância em Saúde e Ambiente de Cuiabá, Wagner Simplício, e o biólogo da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Vagner Barros.
Por: Sandra Carvalho
AL sugere que Silval destine R$ 150 milhões para construção de complexo hospitalar
Por: Sandra Carvalho
Eles consideraram mais uma vitória do movimento chegar ao Colegiado de Líderes da AL, para quem entregaram um abaixo assinado com 5 mil assinaturas em defesa do Hospital Público Estadual.
Durante reunião de membros do Movimento Saúde e Democracia (MSD) nesta terça (22) com o Colegiado de Líderes da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, deputado José Riva (PSD) propôs que o governador Silval Barbosa destine 10% dos recursos do projeto de captação de R$ 1,5 bilhão para a construção de um grande hospital público estadual tendo como anexo um Hospital da Criança.
Ou seja, seriam destinados R$ 150 milhões para a construção do Complexo Hospitalar no mesmo local onde há 30 anos está paraliada a obra do Hospital Central.
Subsidiado com projetos e informações apresentadas pelos integrantes do MSD, Riva voltou a defender o Hospital Público Estadual como a saída para o caos em que se encontra o Sistema Único de Saúde em Mato Grosso, especialmente em relação a serviços de alta complexidade.
O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, os ex-secretários de Estado de Saúde, Júlio Muller e Nei Moreira, e o dentista Wagner Simplício, também gestor de saúde pública, participaram da reunião representando o MSD.
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| Complexo seria construído no mesmo local onde está obra paralisada há 30 anos Foto de Thomás Dorileo |
Ex-secretário de Saúde chama Henry de mentiroso e critica gestão de OSS
www.olhardireto.com.br
Por: Julia Munhoz
“O Pedro Henry é mentiroso; entregou a administração do Hospital Metropolitano para a OSS e [eles] não estão fazendo 500 cirurgias. Quem defende OSS defende a corrupção na saúde”, asseverou Soares, que também defende a implantação de um projeto apresentado pelo MSD para que a construção do Hospital Geral seja concluída e a unidade passe a fazer atendimentos de alta complexidade.
O movimento fez a coleta de cinco mil assinaturas, entregues ao Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa, junto com o projeto para que seja analisada a implantação, pois segundo Soares, a falta de leitos não se restringe mais aos hospitais públicos. “A crise da carência de leitos já chegou ao setor privado”.
Conforme o projeto do MSD, a implantação do atendimento de alta complexidade no Hospital Geral e a criação de uma unidade específica para atendimento infantil, bem como uma maior celeridade na construção do Hospital Universitário acarretaria na criação de pelo menos 430 leitos, que não conseguiria acabar com o problema, mas desafogaria a demanda do pronto-socorro da capital.
“Cuiabá é a única capital do Brasil que não possui um hospital estadual. Essa é uma luta do MSD, há bastante tempo, pela construção desse hospital” lembrou Soares, que esteve reunido com o presidente da AL, José Riva, na tarde desta segunda-feira (22), junto com os ex-secretários estaduais de Saúde Nei Moreira e Julio Muller, que também integram o movimento.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Governo Federal suspende curso de Medicina da Unic
Curso obteve média 2 em conceito do ministério; mensalidade cobrada passa dos R$ 4 mil
MidiaNews
Por: Katiana Pereira
Ministério da Educação deu média 2, numa escala que vai de 1 a 5
Em um despacho publicado no Diário Oficial da União, na sexta-feira (18), o Ministério da Educação e Cultura (MEC) suspendeu o curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). O motivo é a média muito baixa - nota 2 - obtida no Conceito Preliminar de Curso (CPC).
O Índice Geral de Cursos (IGC) varia em uma escala de 1 a 5 e é calculado com base no desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), e em outros critérios, como a infraestrutura e o corpo docente da instituição.
O curso de Medicina na Unic foi autorizado pelo MEC em 2004 e tem duração de 12 semestres, com 8.640 horas aula. O valor da mensalidade é R$ 4.308,86. Caso o estudante pague até o dia 05 de todo mês, o acadêmico terá um desconto de 6%, que ficará no valor de R$ 4.050,33, conforme divulgado no site da instituição.
Além da Unic, outras 15 faculdades privadas que oferecem o curso de Medicina foram consideradas as piores do Brasil, e também tiveram os cursos suspensos.
Os cursos que sofreram o corte são todos de instituições privadas nos Estados de Minas Gerais, de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Maranhão, de Rondônia, do Tocantins e Mato Grosso.
O ministério pretende suspender, até o fim do ano, 50 mil vagas em graduações na área da Saúde, Ciências Contábeis e Administração que tiveram resultado insatisfatório nas avaliações de 2009 ou 2010.
Ensino insatisfatório
Conforme o MidiaNews já divulgou, todas as instituições de ensino superior de Cuiabá, avaliadas pelo MEC, obtiveram notas que ficaram abaixo da média no Índice Geral de Cursos (IGC). A lista completa com os 1.828 cursos superiores de todo o Brasil foi divulgada na quinta-feira (17).
Veja a classificação das instituições de ensino em Cuiabá, no Índice Geral de Cursos (IGC), classificação por pontos.
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT): média 3,03
Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat): média 2,31
Universidade de Cuiabá (Unic): média 2,06
Centro Universitário Cândido Rondon (Unirondon): média 1,75
Instituto Cuiabano de Educação e Cultura (Icec): média 1,68
Faculdade Afirmativo: média 1,30
Faculdade de Cuiabá (Fauc): média 1,11.
Crise na Medicina
O Conselho Federal de Medicina afirmou, por meio de nota, na sexta-feira, que o resultado da avaliação do Ministério da Educação (MEC) sobre o desempenho das instituições de ensino superior comprova a "crise" do ensino da Medicina no País.
Confira a íntegra da nota do Conselho Federal de Medicina:
Com base nos resultados do Conceito Preliminar de Cursos (CPC), divulgado pelo Ministério da Educação, na quinta-feira (17), o Conselho Federal de Medicina (CFM), que se preocupa com a formação dos médicos brasileiros como forma de assegurar atendimento digno, chama - mais uma vez - a atenção da sociedade e das autoridades para o problema da má qualidade do ensino médico oferecido atualmente.
É preocupante o número de escolas médicas que alcançaram notas ruins, entre 1 e 2 (de 141 instituições avaliadas, um total de 23). Também é lamentável que nenhuma delas tenha obtido nota suficiente para ser classificada na faixa máxima (nota 5).
Este resultado é consequência da abertura indiscriminada de novos cursos de Medicina em território nacional, há tempos denunciada pelo CFM e pelos conselhos regionais de medicina (CRMs). Ao fazer este alerta, ressaltamos que a situação atual do ensino médico não condiz com as preocupações humanitárias e sociais pertinentes à Saúde e à Medicina.
O quadro descortinado pelo CPC denota a prevalência de interesses econômicos e políticos sobre a preocupação legítima com a qualidade da formação de futuros médicos. De 2000 a 2010, o número de escolas médicas pulou de 100 para 181. Das que entraram em funcionamento, 72,5% (58 escolas) são privadas e visam o lucro.
No entanto, a multiplicação dessas instituições não solucionou a povoação de médicos nos locais desassistidos e sequer melhorou a qualidade daqueles ali formados. Não há dúvida que número importante das escolas médicas em atividade está sem condições plenas de funcionamento, seja em termos de instalações, seja em termos de conteúdo pedagógico, incluindo aí questões ligadas aos corpos docentes. Infelizmente, essa situação, tem prejudicado, sobretudo, a população que fica à mercê de profissionais com formação deficiente.
Neste contexto, o CFM - novamente - alerta os brasileiros para esta realidade e considera oportuna a decisão do MEC de supervisionar o ensino oferecido por algumas escolas médicas, o que implicará, de imediato, no corte de 512 vagas em cursos com notas ruins.
Por outro lado, ficamos preocupados com o anúncio do próprio MEC de abertura de outras 320 vagas em algumas escolas, o que, no mínimo, indica que alunos e professores destas instituições terão que dividir os parcos recursos que têm, fragilizando ainda mais as condições de ensino.
Esperamos rigor e seriedade na formação do médico brasileiro, eliminando as distorções no ensino que prejudicam toda a sociedade. Somente, assim o país poderá contar com uma assistência de qualidade tanto na rede pública, quanto privada.
Investimentos
Por meio da assessoria de imprensa, a Unic divulgou uma nota, por meio da qual lamenta que a avaliação do Ministério da Educação não levaria em consideração as constantes melhorias que a instituição realiza em seu câmpus, localizado na Avenida Beira-Rio, na Capita.
Veja a nota na íntegra:
A Universidade de Cuiabá esclarece que conforme a portaria 420 de 16/11/2011, publicada no dia 17/11/2011 no Diário Oficial da União, em que divulgou o Índice Geral de Cursos (IGC) da UNIC como 3, realiza melhorias contínuas nos cursos da instituição, principalmente na graduação de Medicina, para atender aos requisitos do Ministério da Educação (MEC).
Infelizmente, a nota obtida no CPC (Conceito Preliminar de Curso) não reflete apenas os investimentos em infraestutura, recursos didáticos pedagógicos e corpo docente realizados pela Unic, mas também o desempenho dos alunos no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes).
Em virtude desse resultado será realizada uma ampla campanha de conscientização para os estudantes do curso sobre a importância de participar da prova com comprometimento e seriedade, como aconteceu com os cursos de Medicina Veterinária e Enfermagem, que obtiveram no ENADE notas 5 e 4, respectivamente.
A Unic atenderá o recomendado pelo MEC, pois o CPC é um indicador preliminar da situação dos cursos. Para que os valores se consolidem e representem efetivamente o que se espera em termo de qualidade, as comissões de avaliadores farão visitas in loco para corroborar ou alterar o conceito obtido preliminarmente.
Comentário MSD
>> Saúde e educação de qualidade são direitos de todos os cidadãos e devem ser garantidos pelo poder público como contrapartida dos impostos extorsivos que todos pagamos. No Brasil, abrir faculdades particulares virou um bom negócio e muitos se tornaram bilionários com isso, oferecendo ensino de péssima qualidade e auferindo lucros incalculáveis.
>> Ocorre que nas áreas de saúde e educação isso traz conseqüências trágicas para a população , condenada a ser mal atendida e mal educada. Por isso nosso indicadores em saúde e educação são tão ruins, o que nos sinaliza um futuro sombrio como povo e nação.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Demanda de Mato Grosso
Bancada prioriza emendas às rodovias
Obras de infraestrutura também estão entre as principais indicações do parlamentares federais no Orçamento Geral da União para 2012
RENATA NEVES
Da Reportagem
Parlamentares da bancada federal de Mato Grosso se reuniram ontem em Brasília e decidiram dar prioridade às demandas mais urgentes do Estado durante apresentação das emendas de bancada que serão inseridas no Orçamento Geral da União (OGU) para 2012.
As principais necessidades do Estado foram apontadas pelo governador Silval Barbosa (PMDB) e serão reforçadas durante reunião com os membros da bancada marcada para a próxima terça-feira (22), às 15h30.
O chefe do Executivo Estadual pediu empenho dos parlamentares no sentido de viabilizar a liberação de recursos para a conclusão das obras das BRs 080 e 174 e da rodovia estadual MT 100.
Na lista das prioridades também estão obras de construção do Hospital Universitário, na saída para a cidade de Santo Antônio de Leverger, e de algumas obras para a Copa do Mundo de 2014, como o Fan Park, que irá comportar o público durante os jogos.
Comentário MSD
>> NO MOMENTO EM QUE NOSSO ESTADO VIVE UMA GRAVÍSSIMA CRISE NA ÁREA DE SAÚDE COM PESSOAS MORRENDO NAS FILAS DE ESPERA, O INTERÊSSE DO GOVÊRNO E AS EMENDAS DOS “REPRESENTANTES DO POVO” SÃO PARA OBRAS DE ESTRADAS ( AFINAL, É PRECISO GARANTIR AS PROPINAS DE EMPREITEIRAS) .
>> CONVEM LEMBRAR QUE O NOVO HOSPITAL UNIVERSITARIO É UMA OBRA DO GOVÊRNO FEDERAL . QUE PORTANTO DEVE SER FEITA COM RECURSOS DO ORÇAMENTO DA UNIÃO .
>> ESSA DEFINIÇÃO DE PRIORIDADES SERIA CÔMICA SE NÃO FOSSE TRÁGICA ......
Lamartine diz que fica na Secretaria de Saúde
Redação do Gazeta Digital
Lamartine afirmou nesta sexta-feira (18) que já comunicou o prefeito, mas vai esperar uma nova conversa para confirmar a permanência. Ele alega que terá como principal meta a definição das medidas para estadualizar o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). Também transferirá para o governo de Mato Grosso a gestão dos convênios mantidos com 6 hospitais.
COMENTÁRIO DO MSD:
>> Ué, já pode assim na cara ? ... nepotismo claro !!! O tizinho bom ... !!!
>> Lastimável que um secretário de saúde de uma capital tenha uma visão tão distorcida do SUS e de suas responsabilidades .
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Prefeitos se unem, “dobram” arrogância de Secretário e exorcizam OS
http://www.24horasnews.com.br/bancofotos/materias/CAPPOL1411HEN.jpg
Por: Edilson Almeida
Redação 24 Horas News
Prefeitos de onze cidades do médio Norte de Mato Grosso se uniram e conseguiram derrubar o que se convencionou a chamar de “arrogância” do Secretário Estadual de Saúde, deputado federal Pedro Henry. Na semana passada, eles vieram a Cuiabá para cobrar o referenciamento do Hospital Municipal “Roosevelt Figueiredo Lira”, em Barra do Bugres, e, depois de serem abandonados em plenário de debate, acabaram conseguindo garantir os repasses do Estado. Durante a estada, prefeitos e assessores admitiram a existência de um processo de tentativa de sucateamento da saúde.
Por: Edilson Almeida
Redação 24 Horas News
Desde janeiro que o hospital estava sem receber os repasses para atendimento de toda a população do médio Norte. O hospital estava ameaçado de fechar as portas. A falta desses repasses estava onerando os cofres da Prefeitura que nem sempre tem condições de cobrir a responsabilidade do Estado. O prefeito Wilson Francelino afirmou que não haveria outra atitude a ser tomada, se não caso a Secretaria Estadual de Saúde continuasse ignorando a situação.
O hospital atende a população de Santo Afonso, Nova Marilândia, Arenápolis, Denise, Porto Estrela, a própria Tangará da Serra, Nova Olímpia, Campo Novo, Sapezal, Brasnorte.
No plenário da Associação dos Municípios Matogrossenses, o secretário Henry exigiu que se fosse “objetivo”. Pedro Henry argumentou que não iria aprofundar no assunto de forma ampla, pois haveria de se ausentar para outro compromisso em Várzea Grande. Em sua explanação, admitiu a “insatisfação fenomenal” com o modelo de saúde que está imposto em todo o território nacional com a falta de acessibilidade, falta de leitos e UTI´s para se internar, exames de alta complexidade e assistência farmacêutica. “A insatisfação se traduz de forma mais translúcida para nós através da municipalização” – disse o secretário.
Henry disse que recebe de 10 a 15 ligações de prefeitos com ameaças de prisão por descumprimento de ordem judicial relacionada a pacientes dos municípios. Ele jogou a culpa ao sistema que não está conseguindo corresponder às expectativas. Citou como exemplos de municípios que investem de 25% a 30% na saúde e não conseguem ser eficaz ao usuário.
Henry aproveitou os desajustes para “vender” o modelo que considera ideal:o uso das chamadas organizações sociais no gerenciamento das unidades de saúde. Começou a irritar os prefeitos dizendo que existem alguns municípios que não atendem a referências regionais que recebiam ajudas, segundo ele, volumosas: “É lógico que nós cortamos porque não vou ser conivente com isso” - disse argumentando que não irá privilegiar ninguém devido a posicionamento político, tamanho de hospital ou, como disse, suposto atendimento regional. Pediu licença e se ausentou para outro compromisso.
Houve momentos de exaltação entre os que pediram a palavra contestando o modelo do projeto de Organização de Saúde imposta pela SES. Entre uma discussão e outra Henry se ateve somente em direcionar a conversa, segundo ele, “sem ideologias políticas”. Após algumas palavras inflamadas,quando uma das participantes questionou a contrariedade do secretário em se tratando de precariedade na saúde em Mato Grosso.
Os prefeitos tiveram que recorrer ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado José Riva (PSD), que intermediou conversações com o Palácio Paiaguás. Ficou compromissado, posteriormente, com o secretário que no dia 20 de novembro será repassado uma mensalidade no valor de R$ 234 mil e no dia 30 do mesmo mês, outra mensalidade. O restante será pago quando houver Orçamento.
COMENTÁRIO MSD
> A INTRODUÇÃO DAS OSS NA SAUDE EM MATO GROSSO FAZ PARTE DE UM PROJETO POLÍTICO QUE PERMITIRÁ DESVIAR AINDA MAIS RECURSOS PÚBLICOS PARA OS BOLSOS DE QUADRILHA QUE VIVEM DE SAQUEAR SUAS VERBAS EM PROVEITO PROPRIO. PARA CONSEGUIR VENDER A IDÉIA DE QUE AS OSS SERÃO A SOLUÇÃO DE TODOS OS MALES , A ESTRATÉGIA USADA PELA SES – MT É A DE PROSSEGUIR NO DESMANTELAMENTO DO SUS, ESTRANGULANDO FINANCEIRAMENTE OS MUNICÍPIOS, DEIXANDO DE FAZER OS REPASSES PREVIAMENTE PROGRAMADOS. ASSIM, O CAOS SE CONSOLIDA E AS OSS APARECEM COMO A SALVAÇÃO DO SISTEMA.
> É PRECISO LEMBRAR QUE TODO O ORDENAMENTO JURÍDIO DO PAÍS IMPOEM QUE A GESTÃO DA SAÚDE SEJA PÚBLICA E QUE A PARTICIPPAÇAÕ DO SETOR PRIVADO SEJA APENAS COMPLEMENTAR. POREM, NA VISÃO DETURPADA DO SECRETARIO PEDRO HENRY, O SUS TEM QUE SE TORNAR UMA IMENSA OSS.
> E VIVA A CORRUPÇÃO E A INEFICÁCIA QUE ELAS CONSAGRARÃO, POSTAS A SERVIÇO DE GRUPOS QUE IRÃO SE FARTAR COM SEUS RECURSOS. É SO OLHAR A BIOGRAFIA DOS DEFENSORES DAS OSS QUE DÁ PARA ENTENDER TODA A JOGADA.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
MSD pede apoio da AL para conclusão do Hospital Central de Cuiabá
Os coordenadores do Movimento Saúde e Democracia – MSD, entidade criada para reforçar a luta por melhorias na rede de saúde pública, participam da reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa na próxima terça-feira (22), às 15 horas. Na oportunidade, entregarão pouco mais de cinco mil assinaturas colhidas em apoio à conclusão do Hospital Central de Cuiabá.
Objetivo é sensibilizar o Governo do Estado a investir na construção de pelo menos 400 leitos hospitalares necessários para atender a demanda estadual. O convite foi feito nesta quarta-feira (16), pelo presidente da AL, deputado José Riva (PSD), durante reunião com os representantes do movimento.
O MSD foi criado em fevereiro de 2010. É coordenado pelos ex-secretários de Saúde, Luiz Soares (advogado), Nei Moreira da Silva (médico) e Julio Muller Neto (médico) e Wagner Simplício (dentista). Para “O presidente Riva generosamente nos convidou a expor a nossa luta na reunião do Colégio de Líderes. Acreditamos que juntos vamos consolidar mais atenção à saúde pública, com novos investimentos e, principalmente, com a construção do Hospital Público Estadual de Cuiabá. Uma das saídas para isso seria a retomada das obras do hospital central”, explica Soares.
De acordo com o coordenador Simplício, o aumento de leitos é imprescindível, pois Cuiabá não tem hospital federal e nem estadual. Também é fundamental a construção de um hospital infantil. Lembra que nos últimos anos foram fechados vários hospitais em Cuiabá. É o caso do Hospital Santa Cruz, Modelo, São Thomé, São Paulo e Hospital das Clínicas. Além do Hospital São Lucas, que passou a funcionar apenas como clínica. “Perdemos muitos leitos”, argumenta Simplício.
Segundo ele, diferente do que defende o Governo do Estado, que prioriza apenas o sistema de Organizações Sociais de Saúde para gerir a administração pública hospitalar, é possível retomar as obras do Hospital Central com investimentos na ordem de R$ 100 milhões. “Um valor pequeno diante do montante que está sendo direcionado à Copa do Mundo. Sem esse hospital o governo não conseguirá organizar a rede pública de saúde. E o caos continuará”, alerta o dentista.
De acordo com o MSD, além de o hospital estadual possibilitar mais atendimento à população, vai diminuir significativamente a necessidade de compra de serviços privados e ainda fortalecerá o SUS. Outra preocupação é que Mato Grosso não tem condições, por exemplo, para atender mil pacientes ao mesmo tempo, em caso de alguma catástrofe. E mesmo assim é uma das cidades sede do mundial. O movimento critica a ação do governo que usa a capacidade de endividamento do Estado apenas para investimentos na área de infraestrutura com vistas à Copa.
Também apontam como errada a ideia de que a Capital terá aumento de leitos com a conclusão do novo Hospital Universitário Julio Muller. Segundo o MSD, a nova sede apenas dará mais conforto aos seus pacientes e profissionais. Além disso, é um hospital de ensino, sem condições de ter a mesma agilidade de um hospital comum. “Temos que ter a clareza de que é um hospital de ensino. Não trabalha na mesma velocidade dos demais hospitais”, argumenta Simplício.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Retrato do descaso. Volta logo para Brasília, Pedrito
Da Redação/Gazeta Digital
O caos na saúde em Mato Grosso mostra outra face. Agora, o descaso com o Serviço Móvel de Urgência de Rondonópolis. No município, o Sindicato dos Médicos ameaça inclusive um pedido de interdição ética, que significa proibir que os médicos atuem na unidade. Esta ação visa pressionar o poder público num primeiro momento, mas também resguardar os profissionais de sanções que podem vir a sofrer caso um paciente morra sem o atendimento necessário. A situação é tão grave que o medo no município é que as ambulâncias parem no meio da rua durante um socorro. Hoje, dos 6 veículos para atender o município com 195 mil habitantes, apenas 3 estão nas ruas... Leia Editorial completo de A Gazeta de hoje clicando AQUI.
COMENTÁRIO DO MSD:
Se o Secretário de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, não está conseguindo nem gerenciar o SAMU, quanto mais os Prontos Socorros de Cuiabá e Várzea Grande. Se nem está conseguindo levar os pacientes em estado grave para a unidade de urgência, como que o Estado vai gerir as duas maiores referências de urgência e emergência de Mato Grosso? Pedro Henry deveria voltar logo para Brasília antes que o caos se transforme em tragédia, antes que mais pessoas morram por falta de cirurgias, antes que a iniciativa privada passe a LUCRAR com o SUS. Só para se ter uma ideia do grau de incômodo que Pedro Henry está provocando em Mato Grosso, até o deputado José Riva, que abandonou Pedrito à deriva no PP, já não aguenta mais suas atitudes insanas.
COMENTÁRIO DO MSD:
Se o Secretário de Saúde de Mato Grosso, Pedro Henry, não está conseguindo nem gerenciar o SAMU, quanto mais os Prontos Socorros de Cuiabá e Várzea Grande. Se nem está conseguindo levar os pacientes em estado grave para a unidade de urgência, como que o Estado vai gerir as duas maiores referências de urgência e emergência de Mato Grosso? Pedro Henry deveria voltar logo para Brasília antes que o caos se transforme em tragédia, antes que mais pessoas morram por falta de cirurgias, antes que a iniciativa privada passe a LUCRAR com o SUS. Só para se ter uma ideia do grau de incômodo que Pedro Henry está provocando em Mato Grosso, até o deputado José Riva, que abandonou Pedrito à deriva no PP, já não aguenta mais suas atitudes insanas.
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